Campanha da ONU contra desperdicio de alimentos chega aos campos de futebol brasileiros

pensarcomerpreservarCampanha promovida pelo Pnuma e pela FAO busca reduzir a quantidade de comida que é jogada no lixo todos os anos; iniciativa chegou aos campos de futebol brasileiros.

A campanha da ONU "Pensar.Comer.Conservar. Diga não ao Desperdício", lançada em janeiro, ganhou os campos de futebol brasileiros.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, e a Organização para Agricultura e Alimentação, FAO, alertam que 1,3 bilhão de toneladas de comida vão parar no lixo todos os anos.

Objetivo

O objetivo da iniciativa é fornecer informações para evitar o desperdício, reduzir o impacto ambiental e poupar recursos.

A campanha ganhou mais força na semana passada quando uma faixa promovendo o evento foi mostrada durante um jogo entre o Flamengo e a Portuguesa, no estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Segundo o Pnuma, o Flamengo é um dos times mais populares do país, com mais de 35 milhões de torcedores, só no Brasil. Mais de 17 mil fãs pagaram ingresso para ver a partida entre os dois clubes.

Copa do Mundo

desperdicio-alimentos_thumbO Mané Garrincha vai ser uma das arenas usadas durante a Copa do Mundo de Futebol no ano que vem pela Fifa. O estádio foi construído com vários dispositivos sustentáveis, como por exemplo, paineis solares para reduzir os gastos com energia e um sistema de coleta de água da chuva usado para irrigar o gramado.

O Pnuma avisou que continuará apoiando o governo brasileiro em projetos verdes. A agência da ONU vai fornecer também aos torcedores que forem assistir a Copa do Mundo em 2014 os chamados "passaportes verdes", que incluem informações sobre regiões de turismo sustentáveis".

Fonte: Rádio das Nações Unidas – unmultimedia.org

Smiley nerd Saiba mais sobra a campanha aqui no blog em "Pensar. Comer. Preservar: nova campanha do PNUMA e da FAO contra o desperdicio alimentar"

 

Contra o desperdício, ONU oferece jantar no Quênia com alimentos recusados por mercados ingleses

alimentosComo parte da campanha Pensar.Comer.Conservar, autoridades e convidados da sessão do Conselho Administrativo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que acontece até sexta-feira (22), participaram de um jantar especial na terça-feira (19), na sede da organização em Nairóbi, no Quênia.

Os pratos foram integralmente preparados com ingredientes quenianos recusados por supermercados ingleses por estarem fora dos padrões estéticos, mas perfeitos para o consumo.

Lançada no mês passado pelo PNUMA e pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), a campanha que conscientizar consumidores e comerciantes sobre os cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos desperdiçados a cada ano. A perda equivale a um terço da produção mundial e representa 1 trilhão de dólares jogados fora.

O jantar foi preparado pelo chef Ray Cournede, do Windsor Hotel Nairóbi, em uma sequencia de cinco pratos, incluindo tamales grelhados de milho doce, lentinha amarela e “mangomisu”, um tiramisu com um toque de manga. Cournede também preparou chutney de manga e frutas cristalizadas para exemplificar como preservar frutas por períodos mais longos.

O evento teve índice zero de desperdício: os convidados foram encorajados a levar comida para casa e vegetais e outros ingredientes não utilizados foram doados para uma organização local que distribui refeições para crianças.

“Nenhuma argumentação econômica, ambiental ou ética pode ser feita para justificar o atual desperdício de alimentos pelo mundo, e no PNUMA nós praticamos o que defendemos. O jantar foi uma demonstração para comerciantes, consumidores e formuladores de políticas públicas de que a grande quantidade de comida que jogamos fora não é só adequada para o consumo e bastante nutritiva, mas também deliciosa”, comentou o Subsecretário-Geral da ONU e Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner.

O jantar foi preparado com apoio da ‘Feeding the 5000′, entidade inglesa que promove eventos com ingredientes que seriam descartados. Foram utilizados cerca 1,6 tonelada de frutas e verduras recolhida de produtores de todo o Quênia.

Os produtos foram rejeitados pelo mercado inglês principalmente por conta da aparência ou por alteração nos pedidos após a colheita. Parte da produção é vendida nos mercados locais ou doada, mas a quantidade colhida é tão grande que acaba apodrecendo ou servindo de alimento para o gado.

“É vergonhoso que tanta comida seja desperdiçada em um país onde milhões passam fome. Encontramos um produtor que inutiliza 40 toneladas de alimento por semana, cerca de 40% do que é cultivado. O desperdício de vegetais ‘feios’ mas adequados para o consumo é endêmico na nossa cadeia de alimentos e simbólico da nossa negligência”, afirma Tristam Stuart, o fundador da Feeding the 5000.

“Na verdade, estamos diante de uma oportunidade: se convencermos os supermercados a mudar seus padrões de compra e desenvolvermos outras formas de escoar a produção, vamos melhor a renda desses produtores e aumentar a oferta de alimentos onde é mais necessário”, completa.

Enquanto o jantar no Quênia enfocou a rejeição pelos supermercados do Reino Unido, especialistas do PNUMA apontam que o mesmo acontece em diversos países desenvolvidos e em parte das nações em desenvolvimento.

Fonte: onu.org.br

Pensar. Comer. Preservar: nova campanha do PNUMA e da FAO contra o desperdicio alimentar

desperdicio alimentosMais de um bilhão de toneladas de comida são desperdiçadas a cada ano. Para reverter esta situação, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura  (FAO) lançam, na terça-feira (22),  a campanha global contra o desperdício de alimentos “Pensar. Comer. Preservar. Diga não ao Desperdício”

A iniciativa se dirige especialmente aos consumidores, comerciantes e outros atores da área gastronômica e de hospedagem e reunirá diversas ações contra o desperdício e que serão reunidas em um portal. Segundo a FAO, um terço dos alimentos é perdido durante os processos de produção e venda, um desperdício equivalente a um trilhão de dólares.

“Nas regiões industrializadas, quase metade da comida descartada, cerca de 300 toneladas por ano, ainda está própria para o consumo. Esta quantidade é equivalente a toda a produção de alimentos da África Subsaariana, e suficiente para alimentar 870 milhões de pessoas”, informa o Diretor-Geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva.

A campanha fornecerá informações e dicas para evitar o desperdício, reduzir o impacto ambiental e poupar recursos. Por exemplo, para os consumidores, não se deixar seduzir por estratégias para consumir mais do que o necessário e para os comerciantes, oferecer descontos aos produtos próximos de passar da validade.

A iniciativa está coordenada pelo SaveFood Initiative, ação da FAO e da Messe Düsseldorf,  e pelo “Desafio Fome Zero”, do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon. Participam também organizações como a WRAP UK, de incentivo à reciclagem, e Feeding de 5000, que distribui alimentos que seriam descartados, além de outros parceiros, como governos nacionais com experiência em políticas contra o desperdício.

Participe da campanha global clicando aqui.

Fonte: onu.org.br

Reduzir desperdicio e comprar produtos da estacao podem ter impacto importante no sistema alimentar global

desperdicio alimentosEstudo divulgado pela organização não governamental Oxfam indica que pequenas mudanças no consumo dos alimentos, como reduzir o desperdício, comprar produtos da estação e cozinhar de forma eficiente, podem provocar impactos gigantescos no atual sistema alimentar global.

A pesquisa ouviu mulheres residentes em cidades de seis países: Brasil, Índia, Filipinas, Reino Unido, Espanha e Estados Unidos. O documento propõe novas maneiras de se consumir alimentos com base em princípios que incluem também o apoio a agricultores familiares.

A coordenadora da campanha Cresça da Oxfam no Brasil, Muriel Saragoussi, lembrou que um terço dos alimentos produzidos no mundo vai parar no lixo, enquanto cerca de 1 bilhão de pessoas passam fome no planeta. “Isso não faz sentido”, disse. Um dos exemplos citados no estudo trata do consumo de maçãs – cerca de 5,3 bilhões de unidades estragam todos os anos apenas nos seis países onde as entrevistas foram feitas.

Reduzir o consumo de carne e de derivados do leite também é uma alternativa indicada pela ONG, em razão da frequente prática da pecuária extensiva (criação de bovinos em grandes terrenos, mas com baixa produção). “Nossa ideia é empoderar [fortalecer] as mulheres consumidoras como autoras das mudanças nos padrões de consumo e de desperdício”, explicou Muriel.

O Brasil aparece no levantamento como um país onde 70% dos alimentos consumidos são fruto da agricultura familiar. “É dela que vem o alimento que está na sua mesa e na minha mesa, mas eu preciso saber como isso é feito e me importar em apoiar o agricultores familiares”, destacou a coordenadora da Oxfam. Segundo ela, um alimento orgânico vendido em supermercados brasileiros chega a ser até 400% mais caro em relação aos comercializados em feiras de produtores.

“No Brasil, as mulheres parecem bastante conscientes e desejosas de aumentar sua capacidade de poder escolher. Elas querem saber como economizar, como comprar no comércio justo e buscam informações”, disse. Entre as entrevistadas, 57% das brasileiras declararam que se chateiam quando jogam alimento fora, contra 39% no Reino Unido, por exemplo.

Fonte: Agência Brasil

 

10 dicas para o combate ao desperdício de alimentos:

  • Os talos de couve, agrião, beterraba, brócolis e salsa, entre outros, contém fibras e devem ser aproveitados como recheios de tortas, patês ou em escondidinhos;
  • Não jogue fora os talos do agrião, pois eles contêm muita vitamina C, importante para aumentar a imunidade do organismo e, portanto, prevenir infecções. Refogue com tempero e ovos batidos, faça sucos ou adicione ao molho pesto de manjericão;
  • As folhas da cenoura são ricas em vitamina A (importante para saúde dos olhos, pele, cabelos e para o crescimento). Podemos aproveitá-las para fazer bolinhos ou para substituir o uso da salsinha. Elas são extremamente parecidas em aspecto e sabor;
  • A água do cozimento das batatas acaba concentrando todas as vitaminas hidrossolúveis (que se dissolvem em água). Aproveite-a, juntando leite em pó e manteiga para fazer purê, ou para agregar valor nutricional ao arroz, macarrão, capelettis, etc;
  • A água do cozimento da beterraba pode ser utilizada para o preparo de gelatinas vermelhas. Assim você as torna mais nutritivas;
  • As cascas da batata, mandioquinha, nabo, cenoura ou beterraba, podem ser assadas ou fritas em óleo quente e servidas como aperitivo;
  • A casca da laranja pode ser caramelizada, para ser servida com café, ou utilizada em compotas ou mesmo para biscoitos;
  • A parte branca da melancia pode ser usada para fazer cocada. Já a parte branca do maracujá pode render uma deliciosa compota, que se prepara como o doce de mamão verde;
  • Com as cascas das frutas (ex: goiaba, abacaxi, etc.), pode-se preparar sucos batendo-as no liquidificador. Este suco pode ser aproveitado para substituir ingredientes líquidos no preparo de bolos;
  • Quando for ralar a casca do limão ou laranja, nunca chegue à parte branca, pois ela é amarga e pode prejudicar o sabor doce da preparação.

Fonte: bancodealimentos.org.br

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