Programa Nuclear Brasileiro: Justiça obriga indústria nuclear a tratar rejeitos da extração de urânio

Foto:Washington Alves/AE - 17/1/2011 - Desativada, a antiga mina virou um enorme lago de águas ácidas

Em 1,4 mil hectares, o primeiro complexo de extração e concentração de urânio no Brasil se tornou um passivo de grandes proporções. Elefante branco do Programa Nuclear Brasileiro, a unidade de tratamento de minério (UTM) das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), na zona rural de Caldas (MG), está na mira da Justiça. Desativada há 15 anos, sua operação de descomissionamento não foi iniciada, gerando temor de contaminação.

De 1982 a 1995, a UTM de Caldas produziu 1,2 mil toneladas de concentrado de urânio, o chamado yellowcake (U3O8), que abasteceu a usina de Angra 1. Atualmente, a antiga mina a céu aberto deu lugar a um enorme lago de águas ácidas, que se formou na cava de cerca de 180 metros de profundidade e 1,2 mil metros de diâmetro.

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Aumento da temperatura na água que flui do Atlântico Norte para o Oceano Ártico é a mais alta em 2 mil anos

O Ártico perdeu uma área equivalente a pelo menos seis Estados de São Paulo de gelo marinho entre 1979 e 2009. Para um grupo de cientistas, o aquecimento na região e o derretimento do gelo devem estar relacionados ao aumento da temperatura na água que flui do Atlântico Norte para o Oceano Ártico – a mais alta em pelo menos 2 mil anos.

O estudo foi publicado na revista Science e liderado por Robert Spielhagen, do Instituto de Ciências Marinhas Leibniz, na Alemanha. Ele admitiu temer que seus filhos, de 14 e 17 anos, presenciarão verões sem nenhum gelo marinho no Ártico. “Isso vai depender dos esforços que a humanidade fará para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Se não pararmos esse processo logo, os verões na região podem não ter gelo marinho em algo entre 30 e 50 anos, de acordo com previsões de modelos climáticos”, disse.

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A força da energia eólica começa a aparecer no Brasil

No Brasil, quase 70% da energia gerada provém de grandes usinas hidrelétricas. Outras fontes de energia, como a eólica, por exemplo, ainda representam uma contribuição pequena ao Sistema Interligado Nacional (SIN), o sistema de produção e transmissão de energia elétrica do país. Mas esse cenário vem mudando, e vai mudar ainda mais com os investimentos atuais e futuros no setor.

Atualmente, o Brasil tem uma capacidade instalada de energia eólica de 927 megawatts (MW), ou cerca de 0,6% de tudo o que o país produz de eletricidade. Em 2013, este número deve ser mais de cinco vezes maior, chegando a 3,5% e, em uma década, o salto será muito maior. “Até 2022, deve alcançar 20% da energia brasileira”, prevê Ricardo Simões, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica).

O avanço da geração eólica começou com a criação do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), em 2004, pelo governo federal. O programa é reconhecido pelos principais empresários do setor como o primeiro passo para o aumento da participação da energia eólica no Brasil.

“O Proinfa foi muito importante, porque foi o primeiro esforço para introduzir a energia eólica no Brasil. Por outro lado, era uma programa subsidiado. A Eletrobras comprava a energia com uma preço muito acima do mercado”, conta Roberto Honczar, diretor Administrativo-Financeiro e de Relações com Investidores da Renova Energia.

“Quando começamos no Brasil, não havia contratos específicos para a venda de energia. Não havia definição de tarifa, de quanto se pagava pela energia eólica”, relata Eduardo Lopes, diretor comercial da Wobben Windpower, uma das grandes fabricantes de aerogeradores (turbinas eólicas) do país.

Parque eólico de Osório (RS): 150 MW instalados

Somente em 2009, o país teve o primeiro leilão para a oferta de energia eólica pelas geradoras e que regulou o preço do megawatt vendido. No total, foram três grandes leilões até agora, dois para a contratação de energia de reserva, em 2009 e 2010, e um para a oferta de energia de fontes alternativas, em 2010. Juntos, os três leilões contrataram quase 5.250 MW de energia eólica para serem implantados até 2013. O preço médio pago pelo governo às geradoras de energia eólica nos leilões foi de R$ 141 por MW/hora.

“O Proinfa deu uma tarifa para a eólica e um contrato de compra de energia de 20 anos”, explica Lopes. Nos leilões, foi contratada ainda energia proveniente de biomassa e de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).

Entre todos os benefícios possíveis, a geração de energia eólica ajuda ainda a fomentar a economia das regiões onde os parques são instalados, já que os donos das propriedades nos quais os parques são construídos recebem uma parte do faturamento da usina. “É uma energia socialmente justa, pois gera renda em comunidades carentes”, destaca Simões. Cada usina eólica rende ao produtor de 20 a 30 anos de recebimento de royalties, que variam entre 0,5% e 1% da receita líquida gerada.

Fonte: ANBA

O misterioso sumiço das abelhas nos EUA e agora o Brasil

O desaparecimento de abelhas já é um fenômeno mundial e pode causar danos à agricultura.

Há cerca de quatro anos, apicultores americanos, canadenses e europeus começaram a ter problemas com suas abelhas melíferas (Apis mellifera): elas estavam desaparecendo das colmeias. O sumiço estava causando prejuízo tanto aos que viviam diretamente da polinização e do beneficiamento dos produtos de origem apiária quanto aos agricultores, que dependiam dos insetos nas lavouras.

Nos EUA, a “doença” do desaparecimento das abelhas foi diagnosticada como Colony Collapse Disorder (CCD). As abelhas deixam para trás cria, mel e tudo o que produzem. O curioso é que nas colmeias atacadas não se veem abelhas mortas; nem dentro, nem ao redor.

O mesmo está acontecendo em Santa Catarina, onde a Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores (Faasc) recebeu tantas reclamações recentemente que criou uma comissão técnico-científica para estudar o assunto.

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Futuro indigesto? Cientista propõe que humanos comam insetos como fonte alternativa de proteína

Insetos também são ricos em ácidos graxos essenciais e vitaminas

Um insectólogo holandês vem fazendo uma campanha para convencer o mundo ocidental a adotar um costume que, segundo ele, é bastante comum nos trópicos: comer insetos (prática conhecida como entomofagia) como fonte alternativa e sustentável de proteína.

A proposta de Arnold van Huis, detalhada em artigo publicado na revista The Scientist, não é nova. Em 1885, o insectólogo britânico Vincent M. Holt escreveu um pequeno livro intitulado Why not eat insects? (em tradução livre, por que não comer insetos?).

Os argumentos dos dois especialistas, no entanto, ganham força num momento em que o mundo procura soluções para a crise dos alimentos.

Segundo o insectólogo, o consumo mundial de carne quase triplicou desde 1970 e deve dobrar até 2050.

Ele diz que 70% da terra cultivada já é usada para alimentar rebanhos. Van Huis diz que uma intensificação ainda maior na pecuária em escala industrial poderia aumentar os custos para o meio ambiente e para a saúde.

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BBC Brasil – Ciência & Saúde – Cientista propõe que humanos comam insetos como fonte alternativa de proteína.

Brasil terá sistema de alerta sobre eventos climáticos a partir do próximo verão

Sistema vai contar com equipamentos metereológicos, como radares e pluviômetros, para tornar mais eficiente a capacidade de prevenção de fenômenos climáticos.

O governo federal anunciou nesta segunda-feira (17) a criação do Sistema Nacional de Prevenção e Alerta de Desastres Naturais. A decisão foi informada após reunião da presidenta Dilma Rousseff com os ministros da Justiça, Defesa, Ciência e Tecnologia, Integração Nacional e Saúde. A expectativa é a de que o sistema esteja em funcionamento integral em quatro anos. No entanto, dados das áreas de risco mais críticas já devem estar disponíveis no próximo verão.

A montagem do sistema ocorrerá com a modernização dos equipamentos metereológicos, como radares e pluviômetros, para tornar mais eficiente a capacidade de prevenção de fenômenos climáticos, como chuvas fortes, e com mecanismos de alerta para a população de áreas de risco. “Temos que criar um sistema de alarme, dar conhecimento à população e informar os procedimentos que ela tem que tomar em casos de risco”, explicou o ministro de Ciência e Tecnologia.

Também será feito um levantamento geofísico para identificar as áreas de risco. “Estimamos em aproximadamente 500 as áreas de risco no país, com cerca de 5 milhões de pessoas morando, e temos outras 300 regiões sujeitas a inundações”.

As ações serão implantadas de forma gradual e a expectativa é que, em quatro anos, o sistema de defesa e alerta esteja concluído. No entanto, que até o próximo verão já devem estar identificadas as áreas mais críticas.

Fonte: SECOM

ONU: 373 desastres naturais mataram mais de 296 mil pessoas e custaram US$ 110 bi em 2010

Brasília – Os 373 maiores desastres naturais registrados ao longo do ano passado mataram mais de 296,8 mil pessoas no mundo e custaram cerca de US$ 110 bilhões. Os dados foram divulgados hoje (24) pela Estratégia Internacional para a Redução de Desastres (cuja sigla em inglês é Unidr), órgão ligado às Nações Unidas, com base em informações do Centro de Investigação sobre a Epidemiologia dos Desastres (Cred).

O comando da Unidir alertou que é necessário definir uma estratégia preventiva para evitar que desastres naturais provoquem mortes e danos materiais tão elevados em todo mundo. De 8 a 13 de maio, em Genebra, na Suíça, será debatida a Plataforma Global para a Redução de Desastres.

“Se não agirmos agora, vamos ver mais e mais desastres, devido à urbanização desordenada e degradação ambiental. E desastres relacionados ao clima com certeza vão aumentar no futuro, devido a fatores que incluem as alterações climáticas “, disse a secretária-geral da Estratégia Internacional para Redução de Desastres, Margareta Wahlström.

Pela primeira vez, a América liderou a lista dos piores desastres entre os continentes. Do total de mortos, 75% ocorreram no Haiti. Apenas o terremoto de 12 de janeiro de 2010, no Haiti, foi responsável pela morte de 222,5 mil pessoas. A Europa ficou em segundo lugar em decorrência da onda de calor russo, que matou 56 mil pessoas.

Porém, o desastre natural que causou prejuízo mais elevado foi o terremoto de 27 de fevereiro de 2010, no Chile. Segundo o órgão das Nações Unidos, o prejuízo foi de US$ 30 bilhões. Mas está longe do terremoto considerado com efeitos mais caros do mundo – em 2008, o terremoto em Sichuan, na China, que causou US$ 86 bilhões em danos.

Também são mencionados entre os desastres naturais as inundações, em junho de 2010, na França, e o inverno rigoroso, na maior parte da Europa, em dezembro de 2010. Da lista dos maiores desastres naturais, estão ainda o terremoto na China, em abril do ano passado, que matou 2.968 pessoas, além de outro abalo sísmico na Indonésia que provocou 530 mortes, em outubro de 2010.

A Indonésia sofreu também com as inundações e os deslizamentos de terra, assim como no Paquistão cerca de 2 mil pessoas morreram em decorrência destes desastres naturais. O fenômeno meteorológico do La Niña, que provocou inundações e deslizamentos de terra na Austrália, de abril a dezembro, também foi destacado no documento.

A secretária-geral da Estratégia Internacional para Redução de Desastres, Margareta Wahlström, ressaltou que deve haver um trabalho conjunto dos “governos locais, líderes comunitários e demais parceiros” na busca por um planejamento urbano adequado. “É uma ferramenta estratégica e técnica para ajudar os governos nacionais e locais a cumprirem as suas responsabilidades para com os cidadãos”, disse.

Fonte: Agência Brasil

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