Sabemos mais sobre Marte do que sobre a Fossa das Marianas: Um abismo de 11.500m no fundo do mar

Se o monte Everest fosse colocado no fundo das Marianas, ainda seriam necessários mais 2.150 metros para alcançar a superfície

Publicamos este post em agosto de 2009. Estamos constantemente atualizando a matéria já que mais informações são coletadas em cada nova pesquisa realizada pelos cientistas.

É verdade, nosso conhecimento sobre Marte é maior do que o que temos sobre o colosso no fundo do mar: A Fossa das Marianas, a maior profundidade conhecida do oceano, no Pacífico, medindo 11.500 metros; o homem já conseguiu descer 11 mil metros dentro dessa fossa.

Para termos uma idéia do que ela representa, o ponto mais alto da Terra, o Monte Everest, tem 8.850 metros de altura e se ele fosse colocado no fundo das Marianas, ainda seriam necessários mais 2.150 metros para alcançar a superfície. As dificuldades para estudá-la são imensas: A pressão na maior profundidade do oceano é de mais de 5 toneladas por centímetro quadrado, ou seja, cerca de 1.000 vezes a pressão na superfície terrestre. A visibilidade na água diminui com a profundidade.

Numa água límpida, ao meio dia, a luz solar diminui de 10% a cada 75 metros e, a 500 m metros de profundidade há quase uma escuridão total. Até hoje, somente três submersíveis exploraram o fundo da Fossa das Marianas. O primeiro foi o batiscafo americano de fabricação suíça Trieste, com Don Walsh e Jacques Piccard a bordo, em 1960.

“Peixe Monstro”

O segundo, o robô japonês Kaiko, que fez três expedições ao abismo entre 1995 e 1998. Kaiko se perdeu no mar em 2003.  Somente agora estudos mais completos começam a ser realizados com o submarino-robô americano Nireu, que conseguiu realizar a mais detalhada exploração da Fossa das Marianas. Desenvolvido pelo Instituto Oceanográfico Woods Hole, Nireu consegue operar a uma pressão elevadíssima, mil vezes maior do que a do nível do mar e equivalente à de Vênus. Ele é capaz é de ir mais fundo que qualquer outro submarino e pode filmar e coletar amostras.

A comunidade científica aguarda os dados coletados para estudo e finalmente divulgá-los. O que podemos esperar?  Sem dúvida mais surpresas sobre nossa crosta terrestre e vida marinha. Para se ter uma idéia, o “Peixe Monstro” (foto) vive até 3.400m de profundidade… o que vive então em 11.500m?

Vários “guyots”, ou vulcões submarinos, formaram pontes que ligam as duas paredes (placas tectônicas) da fossa.

Uma missão, liderada por James Gardner e Andrew Armstrong, da Universidade de New Hampshire, dos EUA, em 2010, mapeou os 400 quilômetros quadrados da Fossa, e acabou descobrindo quatro “pontes” que se elevam até 2500 metros acima do fundo do oceano.  As “pontes” foram formadas pela colisão da placa tectônica do Pacífico com a placa das Filipinas.

“Jelly-fish” na Fossa das Marianas

Os segredos do clima da parte mais profunda do oceano, a Fossa das Marianas no Oceano Pacífico ocidental, têm sido sondados pelos cientistas. Uma equipe internacional usou um submersíveis, concebidos para suportar grande pressão, para estudar o fundo do canyon 10,9 quilômetros de profundidade subaquática e seus primeiros resultados revelam que as fossas oceânicas estão agindo como sumidouros de carbono: Isso sugere que elas desempenham um papel maior na regulação química da terra e do clima do que se pensava.

Os resultados mostram que as trincheiras agem como armadilhas de sedimentos e eles também tiveram alta atividade, o que significa que mais carbono é entregue por bactérias nas fossas profundas do que é entregue a 6.000 m de profundidade na planície abissal (área em grande plano do oceano que fica entre 4,6 km e 5,5 km de profundidade ). Isso, segundo os pesquisadores, devem ajudá-los a estabelecer melhor o papel da fossas oceânicas na regulação do clima.

Notoliparis kermadecensis , filmado a profundidade de 7,7km

Esta não é a primeira vez que trincheiras de profundidade surpreenderam os cientistas: Estudos recentes da Universidade de Aberdeen equipe Oceanlab revelaram que a vida marinha é muito mais abundante neste habitat hostil do que se pensava anteriormente.

Julho, 2011 –  Amebas gigantes foram encontradas na Fossa das Marianas, a região mais profunda da Terra.

Pesquisadores da Scripps Institution of Oceanography na UC San Diego e engenheiros National Geographic, em Julho de 2011, equipados com vídeo digital e luzes para explorar a região,  documentaram a existência de xenophyophores, animais unicelulares exclusivamente encontrados em ambientes de águas profundas. Xenophyophores são notáveis ​​pelo seu tamanho, com células individuais, muitas vezes superior a 4 polegadas (10 centímetros), sua abundância extrema no fundo do mar e do seu papel como anfitriões para uma variedade de organismos.

“A identificação dessas células gigantes em um dos ambientes marinhos mais profundos do planeta abre um habitat totalmente novo para um estudo mais aprofundado do potencial de biodiversidade, biotecnologia e adaptação em ambientes extremos”, disse Doug Bartlett, o Scripps microbiologista marinho que organizou a expedição. (Fonte: Our Amazing Planet)

“É um mundo totalmente alienígena.” Foi assim que o cineasta James Cameron descreveu a paisagem que viu quando desceu, em 25 de março de 2012, sozinho até ao fundo da Fossa das Marianas num batiscafo, no âmbito da expedição “Deep Sea Challenge”. Foram sete anos de trabalho para o cineasta empreender, em apenas três horas, uma descida à 10998 metros de profundidade. A Fossa das Marianas, que recebera a presença humana pela primeira vez em 1960, foi filmada com câmeras de alta resolução em 3D. Cameron esperava ainda, ao longo de seis horas no fundo, recolher amostras do sítio.

Anúncios

As mudanças em curso e metas para os próximos 10 anos da agricultura brasileira: cada vez mais “verde”

Uma das linhas de atuação é reduzir a emissão de gases de efeito estufa e fomentar a produção de orgânicos

Soluções que já existem, mas precisam ser melhor difundidas, devem tornar a agricultura brasileira mais amiga do ambiente. Para realizar essa tarefa, o governo federal irá intensificar a promoção de eventos de divulgação de tecnologia e capacitação de técnicos e produtores.

As técnicas de boas práticas agropecuárias estão fundamentadas na melhoria na gestão de propriedades, uso racional de insumos e recursos hídricos, controle sanitário e ações de bem-estar animal. Uma das linhas de atuação é reduzir a emissão de gases de efeito estufa e fomentar a produção de orgânicos.

O incentivo a usar agrotóxicos menos agressivos passa pela autorização de venda. Os pedidos de registro de produtos biológicos (não derivados de petróleo) são aprovados rapidamente, entre oito a 15 meses, pelos ministérios da Agricultura (Mapa), Meio Ambiente (MMA) e Saúde (MS). No caso dos convencionais (petroquímicos), a aprovação pode levar até três anos. “Temos recebido mais demandas dos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Bahia, que têm interesse em registrar produtos biológicos. Hoje, temos 22, entre fungicidas e inseticidas”, explica o coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Mapa, Luís Rangel.

O Programa Nacional de Fomento às Boas Práticas Agropecuárias será desenvolvido, em parceria com o setor produtivo e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), pelos ministérios: da Agricultura, do Meio Ambiente e do Trabalho. “A ideia é implantar o projeto em conjunto também com o Sistema S (Senai, Sebrae e Senac) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) nos estados”, destaca o diretor do Departamento de Sistemas de Produção e Sustentabilidade do Ministério da Agricultura, José Maranhão.

 

Principais mudanças em curso e metas para os próximos dez anos:

Recuperação de pastagens degradadas – A área atual de 40 milhões de hectares passará a ser 55 milhões de hectares. O maior uso da tecnologia vai aumentar a redução da emissão de 83 milhões para 104 milhões de toneladas equivalentes dos gases de efeito estufa.

Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) – O sistema combina atividades agrícolas, florestais e pecuárias para promover a recuperação de pastagens em degradação. A área utilizada deverá chegar a quatro milhões de hectares, com isso, a emissão de dióxido de carbono (CO2) diminuirá entre 18 milhões e 22 milhões toneladas.

Plantio Direto – A ampliação da área atual em oito milhões de hectares, de 25 milhões para 33 milhões, permitirá a redução da emissão de 16 milhões a 20 milhões de toneladas de CO2 equivalentes. Além de promover o sequestro de dióxido de carbono da atmosfera, o plantio direto é exemplo de agricultura conservacionista, mantendo a qualidade dos recursos naturais, como água e solo.

Florestas comerciais – O plantio de florestas comerciais, como eucalipto e pinus, passará dos atuais seis milhões para nove milhões de hectares. Isso permitirá a redução da emissão de oito milhões de toneladas a dez milhões de toneladas de CO2 equivalentes.

Fixação Biológica de Nitrogênio – A técnica usa de plantas leguminosas, associada à cultura comercial, para suprir a necessidade de minerais necessários como adubação. Com isso, o produtor rural substitui um insumo caro e  que pode produzir impactos ambientais negativos.

Fonte:Pravda

%d blogueiros gostam disto: