Saiba como vulcões submarinos são importantes para o clima do planeta

Vulcões submarinos, claro, são aqueles que estão abaixo da água. São bastante comuns em certos fundos oceânicos, principalmente na dorsal meso-atlântica. São responsáveis pela formação de novo fundo oceânico em diversas zonas do globo. Um exemplo deste tipo de vulcão é o vulcão da Serreta no Arquipélago dos Açores.

Uma ampla rede de vulcões submarinos bombeando água rica em nutrientes para o oceano Meridional exerce um importante papel na absorção de grandes quantidades de dióxido de carbono, funcionando assim como um freio para a mudança climática, segundo cientistas australianos e franceses. Eles demonstraram pela primeira vez que os vulcões são uma importante origem do ferro que o fitoplâncton (plantas unicelulares) usa como alimento, absorvendo o CO2 nesse processo.

Os oceanos absorvem cerca de um quarto do CO2 resultante da queima humana de combustíveis fósseis e do desmatamento. O trecho de oceano entre Austrália e Antártida está entre as maiores “fossas de carbono”.

Vulcão submarino em erupção

O fitoplâncton é a base da cadeia alimentar do oceano. Quando esses organismos morrem ou são comidos, levam consigo grandes quantidades de carbono, que acabam absorvidas pelo leito marinho, armazenando o carbono durante séculos.

Vários estudos já mostraram que os vulcões submarinos liberam ferro, “mas nenhum estudo levou em conta isso em um nível global nem considerou sua importância para o armazenamento de carbono no oceano Meridional”, segundo um dos autores da pesquisa no Centro de Pesquisa Cooperativa sobre o Clima e os Ecossistemas Antárticos, em Hobart, na Tasmânia.

Os vulcões estão espalhados ao longo de cordilheiras marítimas que marcam o limite entre grandes placas tectônicas. O estudo se baseou em medições de quanto ferro existe no oceano Meridional a profundidades de até 4.000 metros.

Em Abril de 2010 os cientistas descobriram o vulcão submarino mais profundo do planeta, usando um submarino manejado por controle remoto. Segundo eles, o vulcão submarino, que fica no Caribe, poderia abrigar nas águas ferventes do seu interior espécies marinhas e talvez tenha pistas sobre a origem da vida na Terra.

Os especialistas a bordo do submarino James Cook disseram ter descoberto o vulcão a cinco quilômetros de profundidade, numa região do Mar do Caribe conhecida como Fossa Abissal das Caimãs. A região é um espaço aberto no fundo do mar, que foi cenário do filme “The Abyss” (No Brasil, O Segredo do Abismo) de 1989, do diretor James Cameron.

Investir em “Economia Verde” proporcionaria estabilidade a longo prazo na economia global, segundo a ONU

O óbvio: "A economia atual é de carbono e com uso intensivo de recursos, e não é sustentável", diz o estudo - Imagem:bankofnaturalcapital.com

Investir US$ 1,3 trilhões a cada ano nos setores verdes proporcionaria estabilidade a longo prazo na economia global, segundo um relatório da ONU.


Aplicar cerca de 2% do PIB mundial para 10 áreas-chaves que alavanquem uma economia de “baixo teor de carbono: “a economia de recursos eficientes verde”, os autores sugerem.

A Unep (Programa Ambiental da ONU ) definiu uma “economia verde” como aquela que resulta na “melhoria do bem-estar e equidade social, reduzindo significativamente os riscos ambientais e de escassez ecológica”.

 

Os autores recomendaram uma série de investimentos, incluindo:

– incentivar e apoiar pequenos agricultores

– setor da construção, incluindo a melhoria da eficiência energética

– melhoria da pesca, incluindo a redução da capacidade da frota mundial de pesca

– setor florestal: “importante para produzir benefícios para o combate às alterações climáticas”

– águas e resíduos, incluindo saneamento e da reciclagem

 

O relatório, elaborado por especialistas de países desenvolvidos e em desenvolvimento, sugere que o modelo de economia verde proporcionaria maiores taxas de crescimento anuais dentro de 5-10 anos do que dentro do cenário da economia atual. A fim de desbloquear o nível de investimento necessário é necessário reformar as atuais políticas nacionais e internacionais.

“A economia verde – conforme documentado e ilustrado no relatório – oferece uma avaliação específica e pragmática de como os países, comunidades e empresas começaram a fazer uma transição para um padrão mais sustentável de consumo e produção”, disse o Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner. “Com 2,5 bilhões de pessoas vivem com menos de 2 dólares por dia e com mais de dois bilhões de pessoas a serem adicionadas à população mundial até 2050, é evidente que temos de continuar a desenvolver e crescer nossas economias. Mas esse desenvolvimento não pode vir em detrimento dos sistemas de vida, seja em terra, nos oceanos ou na atmosfera, que sustentam nossas economias, e, assim, a vida de todos e cada um de nós.”

Os resultados estão sendo publicados na 26 ª sessão do Conselho Administrativo da PNUMA / Fórum Ministerial Global de Meio Ambiente, que está sendo realizada em Nairóbi, no Quênia, até 24 de Fevereiro.

Fonte: com informações da BBC News

 

Embate entre expansão econômica e ambiente trava obras de infraestrutura

Vista aérea do local onde será construída a Usina Hidrelétrica Belo Monte, no entorno do Rio Xingu. (Foto: AE)

As dificuldades para conciliar desenvolvimento econômico e proteção ambiental travam as grandes obras de infraestrutura. Casos emblemáticos são a usina hidrelétrica de Belo Monte, o projeto de exploração do pré-sal e portos em São Paulo, Rio e Bahia, além do Rodoanel.

Muitos dos projetos sofreram modificações por causa da pressão para atender às exigências ambientais. Ainda assim, ONGs e o Ministério Público questionam as obras por causa de seus grandes impactos.

Esses embates levaram o governo a preparar um pacote de mudanças para tornar mais célere e menos burocrático os processos de licenciamento ambiental. Áreas como petróleo, rodovias, portos e linhas de transmissão de energia terão normas fixadas por decretos.

Leia mais:

Embate entre expansão econômica e ambiente trava obras de infraestrutura – vida – Estadao.com.br.

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