Cientistas acham dinossauro “chutador”

Os coices teriam sido usados para disputar a atenção de fêmeas, possivelmente evoluindo para defesa

Cientistas britânicos e americanos anunciaram ter descoberto uma nova espécie de dinossauro – batizada de Brontomerus mcintoshi.

O nome em latim significa “coxas de trovão” e é uma homenagem às poderosas pernas traseiras, capazes de disparar poderosos chutes.

 

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BBC Brasil – Multimídia – Cientistas acham dinossauro chutador.

A “Era do Degelo” no Ártico aumenta a tensão entre países da região

A Rússia está intensificando seus esforços de pesquisa para dar apoio à reivindicação que faz de soberania sobre partes da plataforma continental do Oceano Ártico. Rússia, EUA, Canadá, Dinamarca e Noruega vêm tentando legitimar jurisdição sobre partes do Ártico, região que, acredita-se, pode guardar até 25% do gás e do petróleo ainda não descobertos do mundo.

E tudo isso agora que descobriu-se que a água que vai do Atlântico Norte e deságua no Ártico está em seu nível mais quente dos últimos dois mil anos. O mar na Corrente do Golfo, entre a Groelândia e o arquipélago norueguês de Svalbard, alcançou uma média de 6ºC nos últimos verões.  Segundo a Universidade do Colorado o nível de gelo no Ártico ficou entre o mais baixo registrado em 2009. Além disso, entre 1979 e 2009, uma área maior do que o Estado do Alasca desapareceu.

O que sabemos já há algum tempo é que o degelo provocará aumento significativo do nível do mar no mundo todo, o que poderia causar a inundação de ilhas e territórios litorâneos, assim como a destruição de ecossistemas e o desaparecimento de inúmeras espécies.

O que não foi previsto com a antecedência necessária é que o derretimento de gelos eternos (‘permafrost’) já afeta a vida econômica da região ártica russa. E mais, uma nova rota marítima tornou-se possível na região: Em Setembro do ano passado, o navio Nordic Barents fez história ao transportar 40 mil toneladas de minério de ferro da Noruega para a China pelo Oceano Ártico, um atalho através do gelo derretido. (leia mais)

De fato, além de abrir a rota nórdica ao longo da Sibéria e da costa ártica russa até o Extremo Oriente, a mudança climática global está desbloqueando a Passagem do Noroeste – e criando um caminho marítimo que passa pelo centro do Ártico canadense.

Piso de um estacionamento no Alaska que cedeu pelo derretimento do Permafrost - Foto: arctic.noaa.gov

Já no caso do Permafrost, seu derretimento poderia causar problemas graves no prazo de dez a quinze anos. O resultado desta situação será que milhares de quilômetros de gasodutos, ferrovias e estradas estarão em perigo, juntamente com um grande número de cidades e aldeias. Em Yakutsk, Tiksi e Vorkuta até um quarto de todas as casas poderão ser inutilizadas devido às condições instáveis do solo decorrentes do derretimento. Dado que o permafrost cobre 66 por cento do território russo, uma mudança drástica nas condições climáticas poderá ameaçar todas as estruturas de engenharia na região. (leia mais)

A necessidade de delimitar as fronteiras marítimas no oceano Ártico, que abriga um quarto das reservas mundiais de hidrocarbonetos, é preocupação cada vez maior dos países que sofreriam com a acentuação do degelo.

Chegar a um consenso, no entanto, não será uma tarefa simples, já que cada nação tem uma concepção diferente sobre seus territórios.

As mudanças climáticas já estão trazendo até nós uma nova face do mundo: novas rotas comerciais, novas fronteiras, perda territorial devido à elevação do nivel do mar e refugiados ambientais. São problemas novos e não temos certeza de como enfrentá-los. Esperemos que o bom senso seja a base para construção de novas e boas soluções nessa “Era do Degelo”.

 

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