Uso indiscriminado de medicamentos: OMS alerta sobre o perigo das superbactérias

A Organização Mundial da Saúde (OMS) elegeu o combate à resistência antimicrobiana como tema do Dia Mundial da Saúde deste ano, celebrado no dia 7 de abril.

A resistência ocorre quando os microorganismos – bactérias, vírus, fungos e parasitas – se tornam resistentes à maior parte dos remédios usados nos tratamentos – chamados de superbactérias.

De acordo com a OMS, os microorganismos resistentes não são um problema novo, porém estão se tornando perigosos e ameaçam vários tratamentos e cirurgias, como o de câncer e o transplante de órgãos. As infecções causadas por esses microorganismos deixam as pessoas doentes por mais tempo e elevam o risco de morte.

INFOGRÁFICO/Agência Estado - AE

Dados da OMS indicam o surgimento de 440 mil casos de tuberculose resistentes no mundo a cada ano e cerca de 150 mil pessoas morrem. “Esta é uma grande preocupação porque uma infecção resistente pode matar, pode se espalhar para os outros e impõe custos enormes para a sociedade”.

A organização alerta que o aumento de casos está relacionado ao uso indiscriminado de medicamentos – principalmente antibióticos, abandono de tratamentos, prescrições erradas, remédios de baixa qualidade e também falta de controle e empenho por parte dos governos.

No Dia Mundial da Saúde, a OMS lançará uma política com seis pontos para o controle da resistência antimicrobiana e apelará aos países e autoridades de saúde para que a adotem.

Para conter os microorganismos resistentes, a Anvisa determinou a venda de antibióticos nas farmácias e drogarias de todo o país somente com a apresentação de duas vias da receita médica, com o objetivo de restringir a automedicação. Uma via é retida pelo estabelecimento e a outra é devolvida ao paciente.

Fonte: Agência Brasil

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Podem começar a dizer adeus ao delta do Nilo: Ele está, pasmem, afundando!

Publicado em 25/03/2010 e atualizado em 24/02/2011

O progresso, sob determinados aspectos, é como a mentira, também tem pernas curtas. Uma maravilha da engenharia e da tecnologia pode em um primeiro momento contribuir para a melhoria de vida de muitas pessoas e, logo depois, criar um dos maiores desastres naturais que se possa ter notícia, enterrando ao mesmo tempo milênios de história do Homem.

Para nossa infelicidade é exatamente o que está acontecendo, segundo a Revista Science: O Aswan High Dam , uma das maiores represas do mundo, no Nilo, no sul do Egito, construída para controlar a água, armazená-la para tempos de seca e ainda fornecer energia hidroelétrica, poderá contribuir para uma catástrofe ambiental e levar milhões de habitantes a abandonar o delta.

Segundo a revista, a pior contribuição da represa é a erosão costeira, a subsidência (processo de rebaixamento da superfície terrestre, com amplitude regional a local, por causas tectônicas) e a compactação do solo do delta.

Durante milhares de anos, o rio Nilo tem, de certa forma, compensado por esses processos naturais, através da reposição de sedimentos e água fresca, porém a barragem do Aswan High Dam barragem agora bloqueia os sedimentos mais a montante do Cairo e, como resultado magnífico, o delta está afundando. Com a previsão de que o nível do Mar Mediterrâneo vai aumentar devido ao aquecimento global, o desastre está perfeitamente desenhado.

Cabe lembrar que temos, infelizmente, algo semelhante por aqui. No Pantanal estão sendo implantadas diversas pequenas centrais hidrelétricas com conseqüentes construções de barragens nos rios, para atender à demanda por energia para irrigação e agronegócio. O desastre no equilíbrio do Pantanal, que deveria estar preservado, também aqui fica evidente.

Em resumo, no Pantanal, onde a dinâmica da água dita o ritmo de vida de milhares de pessoas, a pesca, a agricultura familiar, a criação de gado e até o turismo pesqueiro estão ameaçados pela instalação de 116 pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) na Bacia do Alto Paraguai – principal responsável pelo regime de inundações periódicas que fazem da região um Patrimônio da Humanidade.

Não somos contra o agronegócio, somos sim a favor da implantação de novas tecnologias para geração de energia, já disponíveis, que não agridam regiões tão importantes ao bem estar de todo o planeta. Qual o real problema de instalar a geração de energia elétrica no Pantanal por meio da energia solar por exemplo? Talvez nosso país, como um dos maiores produtores de Silício do mundo devesse repensar os impostos cobrados pela importação de painéis solares cujas células são fabricadas pelo mesmo Silício que produzimos, resultando em painéis caríssimos para o próprio mercado brasileiro.

De toda a forma, tanto lá quanto aqui, o necessário progresso não irá muito longe caso continuemos implantando projetos míopes com relação à um futuro (muito) próximo. O estrago vai ser grande.

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