A beleza e os perigos das tempestades geomagnéticas

Maior erupção solar dos últimos 4 anos (em 15/02/2011) - Foto: NASA

A maior erupção solar dos últimos quatro anos, que ocorreu em 15 de Fevereiro deste ano foi sentida e muito comentada na Terra. As partículas emitidas pela estrela causaram uma tempestade geomagnética no campo magnético do nosso planeta e interromperam comunicações de rádio na China.

A labareda registrada no Sol foi da classe X, a maior classe de erupção solar. Segundo a Nasa, a agência espacial americana, a primeira onda de radiação, viajando na velocidade da luz, demorou 8 minutos para atingir a Terra.

Responsáveis por um dos mais belos shows da natureza, as tempestades geomagnéticas trazem tanta beleza quanto perigo.

A maior parte das partículas altamente carregadas, que foram ejetadas pelo Sol, são desviadas quando chegam próximas à magnetosfera da Terra. No entanto, parte dela consegue furar o bloqueio e atinge as camadas superiores da atmosferaNa atmosfera superior as partículas se chocam com os átomos de oxigênio e nitrogênio e produzem radiação no comprimento de onda da luz visível e que são atraídas aos polos pelo campo magnético do planeta. Nascem aí as Auroras Boreais.

Quanto maior a atividade solar, mais intensas são as auroras, que recebem o nome de boreais quando ocorrem próximas ao polo norte e austrais quando se dão próximas ao pólo sul. Normalmente as Auroras ocorrem próximas a 60 km de altitude.

Atualmente é possível prever esse tipo de acontecimento com apenas uma hora de antecedência, o que tem ajudado um pouco a evitar acidentes e interrupções nas telecomunicações e no sistema nuclear. Para melhorar esta previsão, já foram lançadas missões com instrumentos capazes de medir campos bem próximos ao Sol e assim antecipar, de um a três dias, a ocorrência de tempestades geomagnéticas intensas.

Efeitos das erupções intensas observadas no Sol são percebidos pelos magnetômetros na superfície terrestre pelo menos 30 horas depois. Mas nem toda erupção solar significa ocorrência de tempestade geomagnética. Isto depende da direção do campo magnético solar/interplanetário, parâmetro de difícil medição.

Muito rara, uma tempestade geomagnética considerada severa fica entre 600 e 700 nT. Em 2003, por exemplo, aconteceram duas tempestades de 400 nT. Já o fenômeno de maior intensidade registrado ocorreu há 150 anos e atingiu 1.600 nanoteslas (nT).

“Naquele ano de 1859 não havia nada de especial no Sol. Então acreditamos que um fenômeno muito intenso possa acontecer a qualquer momento”, diz o Dr. Walter Gonzalez.

Recentemente, a NASA divulgou que uma tempestade geomagnética como a de 1859, considerando a tecnologia moderna, causaria nos Estados Unidos um prejuízo dez vezes maior que o relacionado ao furacão Katrina, principalmente pela extensão do colapso na energia elétrica.

Suas células como tinta: Impressora 3D pode “imprimir” próteses – grande avanço para medicina reconstrutiva

 

Impressora 3D poderá "imprimir" próteses

Cientistas apresentaram no encontro da Associação Americana para o Avanço da Ciência uma impressora 3D que pode vir a imprimir tecidos biológicos.

O pesquisador Hod Lipson, da universidade americana Cornell, afirma que o que ele e outros estudam é em vez de imprimir em plástico, imprimir com materiais biológicos, formando tecidos tridimensionais.

Atualmente, a equipe trabalha na impressão de orelhas para serem usadas na medicina reconstrutiva.

Leia mais:

BBC Brasil – Multimídia – Impressora 3D pode imprimir tecidos biológicos.

Veja o vídeo: http://www.bbc.co.uk/emp/external/player.swf

Manaus enfrenta epidemia com quatro tipos de dengue, fato inédito no País

Aedes aegypti, o transmissor da dengue - Foto: educacional.com.br

Pela primeira vez, os quatro sorotipos do vírus da dengue circulam simultaneamente em Manaus. A capital do Amazonas enfrenta uma epidemia da doença desde o início do ano. A presença do sorotipo 4 (DEN-4), também pela primeira vez em uma epidemia no País, preocupa especialistas.

A circulação dos quatro sorotipos ao mesmo tempo é um fato inédito no Brasil. Até agora não havia sido registrada essa situação em nenhum Estado brasileiro”, afirma o coordenador do Centro de Virologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em Ribeirão Preto, Luis Tadeu Figueiredo.

Leia mais:

Manaus enfrenta epidemia com quatro tipos de dengue, fato inédito no País – vida – Estadao.com.br.

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