Ministério Público tenta manter tombamento provisório do encontro dos rios Negro e Solimões

O "Encontro das Águas” é a confluência do rio Negro, de água preta, com o rio Solimões, de água barrenta, perto de Manaus

O Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM) entrou na Justiça com um recurso contra a decisão que suspendeu o tombamento provisório do Encontro das Águas – a famosa confluência dos rios Negro e Solimões, em Manaus. Sem o tombamento, parte da área poderá ser atingida pela construção de um porto.

O tombamento provisório foi anulado por decisão da 7ª Vara Federal da Seção Judiciária do Amazonas. A União e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) também pedem a anulação da decisão, que consideram “grave lesão à ordem administrativa”. O MPF avalia que o tombamento provisório estava garantindo a preservação do Encontro das Águas até a conclusão do processo de tombamento definitivo.

O projeto do Porto das Lajes prevê a instalação do terminal de 597 mil metros quadrados na margem direita do encontro entre os dois rios. Para o procurador da República no Amazonas Athayde Costa, a obra poderá provocar “degradante interferência na paisagem, afetando a leitura do fenômeno nos seus aspectos cultural, estético, paisagístico, arqueológico e histórico”.

O pedido de suspensão da decisão será julgado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1).

Fonte: Agência Brasil

O Encontro das Águas é um fenômeno que acontece na confluência entre o rio Negro, de água negra, e o rio Solimões, de água barrenta, onde as águas dos dois rios correm lado a lado sem se misturar por uma extensão de mais de 6 km. É uma das principais atrações turisticas da cidade de Manaus.

Esse fenômeno acontece em decorrência da diferença entre a temperatura e densidade das águas e, ainda, à velocidade de suas correntezas: o Rio Negro corre cerca de 2 km/h a uma temperatura de 22°C, enquanto que o Rio Solimões corre de 4 a 6 km/h a uma temperatura de 28°C.

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2 Respostas to “Ministério Público tenta manter tombamento provisório do encontro dos rios Negro e Solimões”

  1. André Says:

    Mais um entre tantos outros absurdos que emporcalham e aviltam o Amazonas e a sua capital!! Que vergonha!!!

    Enquanto isso, os políticos locais continuam lutando ardorosamente pelos seus “direitos pessoais” nos Palácios Públicos

    erguidos com o NOSSO dinheiro com todo o tipo de regalias!! Eita cambada de parasitas humanos! Que nojo!

  2. Orange Matos Feitosa Says:

    No Brasil pouca coisa é levado a sério. Essa é mais uma brincadeira de esconde, esconde até O Projeto Porto das Lajes ganhar o direito de construir o Porto!
    A região amazônica não tem entrada nos planos do Governo Federal que gosta do slogan: “A Amazônia é nossa”, mas todas as medidas em relaçao a região param por aí!
    Não se pode esquecer a corrupção dos administradores locais que se vendem por quem pagar mais! justificando suas falcatruas em nome do “Progresso” regional.
    Enquanto isso, as mazelas sociais vão se avolumando por aquela belíssima região que vive à mercê dos ventos…


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