A Amazônia está muito próxima de um ponto de não retorno para sua sobrevivência

Lovejoy crê que 20% de desflorestamento em relação ao tamanho original da Amazônia é o máximo que ela consegue suportar e o atual índice já é de 17% (em 1965, a taxa era de 3%)

A Amazônia está muito próxima de um ponto de não retorno para sua sobrevivência, devido a uma combinação de fatores que incluem aquecimento global, desflorestamento e queimadas que minam seu sistema hidrogeológico.

A advertência foi feita por Thomas Lovejoy,  um dos mais importantes especialistas em Amazônia do mundo, começou a trabalhar na floresta brasileira em 1965, atualmente professor da George Mason University, no Estado de Virgínia, EUA, no primeiro dia do simpósio internacional FAPESP Week, em Washington, nesta segunda-feira.

Apesar de muita coisa positiva ter acontecido nestes 47 anos (“quando pisei pela primeira vez em Belém, só havia uma floresta nacional e uma área indígena demarcada e quase nenhum cientista brasileiro se interessava em estudar a Amazônia; hoje esse situação está totalmente invertida”), também apareceram no período diversos fatores de preocupação.

Lovejoy acredita que restam cinco anos para inverter as tendências em tempo de evitar problemas de maior gravidade. O aquecimento da temperatura média do planeta já está na casa de 0,8 grau centígrado. Ele acredita que o limite aceitável é de 2 graus centígrados e que ele pode ser alcançado até 2016 se nada for feito para efetivamente reduzi-lo.

O objetivo fixado nas mais recentes reuniões sobre o clima em Cancun e Copenhague de limitar o aumento médio da temperatura média global em 2 graus centígrados pode ser insuficiente, na opinião de Lovejoy, devido a essa conjugação de elementos.

De forma similar, Lovejoy crê que 20% de desflorestamento em relação ao tamanho original da Amazônia é o máximo que ela consegue suportar e o atual índice já é de 17% (em 1965, a taxa era de 3%).

A boa notícia, diz o biólogo, é que há bastante terra abandonada, sem nenhuma perspectiva de utilização econômica na Amazônia e que pode ser de alguma forma reflorestada, o que poderia proporcionar certa margem de segurança.

Em sua palestra, Lovejoy saudou vários cientistas brasileiros como exemplares em excelência em suas pesquisas. Entre outros, Eneas Salati, Carlos Nobre e Carlos Joly.

Fonte: Agência FAPESP
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2 Respostas to “A Amazônia está muito próxima de um ponto de não retorno para sua sobrevivência”

  1. Orange Matos Feitosa Says:

    Os cientistas precisam sair de seu pedestal e parar de afirmar ou propor o óbvio, como a “boa notícia…” de que as terras abandonadas e sem mais interesse econômico possa vir a ser reflorestadas. Essas idéias, sao velhas e xistem desde anos 70 quando eu ainda era criança e ouvia na Escola, a importância de reflorestamento na região!
    Daí, não aceitar que as propostas acadêmicas ainda estejam voltadas para o futuro! E pensando que são a vanguarda dos estudos sobre a Amazônia!
    E os nossos dirigentes que por não se importarem com a região, vão até alguns dos seus estados inaugurar pontes farônicas, sem qualquer importância social para os nativos, apenas para os administradores locais que encheram os bolsos com sua construção!
    Mas se ao invés dessas campanhas pessoais e eleitoreiras, buscassem efetivar junto com os politicos locais, uma política séria de reflorestamento, que não exige muitos recursos financeiros, apenas boa vontade política! A Amazônia voltaria a respirar. E esses discursos ineficazes, inoperantes e falidos sobre a Amazônia, poderiam ser finalmente atualizados!


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