Geologia internacional: IPT participa de evento sobre escorregamentos provocados por chuvas

2130_maiorProfissionais das áreas de geologia e geotecnia de todo o mundo estiveram reunidos no Rio de Janeiro entre os dias 10 e 15 de fevereiro para discutir os escorregamentos induzidos por eventos extremos de chuvas. O International Workshop on Extreme Rainfall Induced Landslides foi organizado pelo Instituto Geotécnico de Reabilitação do Sistema Encosta-Planície, o Reageo, que é um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) financiados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Os geólogos Eduardo Soares de Macedo, Marcelo Fischer Gramani e Agostinho Tadashi Ogura, pesquisadores do Laboratório de Riscos Ambientais do IPT, participaram do workshop que reuniu cerca de 60 profissionais durante os seis dias do evento. Os dois primeiros participaram da coordenação dos trabalhos de campo, que consistiu em visitas a áreas atingidas pelos deslizamentos de terra em duas cidades da Região Serrana do Rio de Janeiro, Nova Friburgo e Teresópolis, enquanto Ogura foi um dos palestrantes da seção “Redução e Gerenciamento de Riscos”, junto a pesquisadores brasileiros e internacionais.

Quatro painéis foram apresentados por Macedo e Gramani durante as visitas de campo, durante as quais se discutiu a metodologia de mapeamento de áreas de riscos desenvolvida pelo laboratório do Centro de Tecnologias Ambientais e Energéticas do IPT. “Esta é uma região conhecida por nós porque fizemos parte do atendimento de emergência em 2011. A discussão teórica ficou a cargo dos pesquisadores do Rio de Janeiro, e nosso foco foi nas questões práticas: trocamos ideias sobre como mapear aquelas áreas, porque nos deslizamentos do ano passado algumas áreas afetadas não estariam na lista dos locais a serem estudados por serem de risco menor para chuvas normais”, explica Macedo. “Entretanto, como a chuva foi excepcional, elas foram afetadas também. Conversamos sobre como mapear a cidade como um todo, mas de uma forma em que se tenha o cuidado de não trabalhar de níveis tão altos, como uma chuva mais intensa que ocorre somente a cada 100 ou 200 anos, por exemplo”.

Para os pesquisadores do laboratório, o contato com pesquisadores estrangeiros foi importante em razão da diferença de experiências com processos geológicos-geotécnicos. Sobre os deslizamentos na Região Serrana do Rio de Janeiro, Macedo comenta que os pesquisadores internacionais ficaram espantados com a extensão da tragédia, já que as sete cidades da região foram atingidas, a força dos deslizamentos e o fato de o processo ter atingido tanto áreas ricas quanto pobres na cidade: “Foi interessante discutir não somente a questão dos processos, como os fatores que contribuem para os deslizamentos, mas a forma de administrar acidentes deste tipo e como as cidades precisam se preparar e se precaver em planejamento urbano”.

Fonte: IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de SP

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