Instituida a Semana Nacional de Controle da Leishmaniose

320px-Phlebotomus_pappatasi_bloodmeal_beginPublicada hoje (4) no Diário Oficial da União a lei que institui a Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose. A comemoração será anual, na semana que incluir o dia 10 de agosto.

O objetivo é estimular ações educativas e preventivas e promover debates sobre as políticas públicas de vigilância e controle da leishmaniose. A iniciativa também deve apoiar atividades da sociedade civil e difundir os avanços técnico-científicos relacionados à prevenção e ao combate à doença.

A leishmaniose é uma das seis doenças tropicais de maior relevância mundial e ocupa o segundo lugar, depois da malária, entre as infecções por protozoários que acometem os seres humanos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

É transmitida pela picada do mosquito-palha infectado. O cão doméstico pode ser hospedeiro do parasita. Pode ser cutânea (caracterizada por feridas na pele) ou visceral (que ataca vários órgãos internos). Tem evolução crônica e, se não tratada, pode levar à morte em até 90% dos casos.

Fonte: Agência Brasil

 

A leishmaniose é uma doença crônica, de manifestação cutânea ou visceral (pode-se falar de leishmanioses, no plural), causada por protozoários flagelados do gênero Leishmania, da família dos Trypanosomatidae. O calazar (leishmaniose visceral) e a úlcera de Bauru (leishmaniose tegumentar americana) são formas da doença.

É uma zoonose comum ao cão e ao homem. É transmitida ao homem pela picada de mosquitos flebotomíneos, que compreendem o gênero Lutzomyia (chamados de “mosquito palha” ou birigui) e Phlebotomus. No Brasil existem atualmente 6 espécies de Leishmania responsáveis pela doença humana, e mais de 200 espécies de flebotomíneos implicados em sua transmissão.

A leishmaniose visceral, também conhecida por kala-azar ou febre dumdum, tem um período de incubação de vários meses a vários anos. As leishmanias danificam os órgãos ricos em macrófagos, como o baço, o fígado, e a medula óssea. Os sintomas mais comuns do kala azar são:

  • Febre prolongada,
  • Úlceras escuras na pele
  • Aumento do baço (esplenomegalia),
  • Aumento do fígado (hepatomegalia),
  • Leucopenia,
  • Anemia,
  • Hipergamaglobulinemia,
  • Tosse,
  • Dor abdominal,
  • Diarréia,
  • Perda de peso e;
  • caquexia.

 

320px-Skin_ulcer_due_to_leishmaniasis,_hand_of_Central_American_adult_3MG0037_loresA leishmaniose cutânea tem uma incubação de algumas semanas a alguns meses (geralmente) assintomáticos, após o qual surgem sintomas como lesões na pele (pápulas ulcerantes) extremamente irritantes nas zonas picadas pelo mosquito, que progridem para crostas com líquido seroso. Há também escurecimento por hiperpigmentação da pele, com resolução das lesões em alguns meses com formação de cicatrizes desagradáveis. A leishmaniose mucocutânea é semelhante mas com maiores e mais profundas lesões, que se estendem às mucosas da boca, nariz ou genitais.

As manifestações cutâneas são denominadas como kala azar, “doença preta” em hindi e persa, ou como “botão de Jericó”. Se não tratada, pode ser fatal num período curto ou após danos crónicos durante alguns anos, especialmente em pessoas com SIDA/AIDS. O diagnóstico certo é difícil, pois vários desses sintomas também são encontrados na Doença de Chagas, Malária, Esquistossomose, Febre Tifóide e Tuberculose, doenças comuns nas áreas endêmicas da Leishmaniose visceral.

 

No Brasil, o maior número de casos são registrados nas regiões Norte e Nordeste, onde a precariedade das condições sanitárias favorecem a propagação da doença. Mas o aumento do número de registros na Região Sudeste mostram que todo o país corre risco de epidemias de Leishmaniose.

Referências:
Leishmaniose Visceral Grave – Normas e Condutas.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Leishmaniose
 
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