Aranha azul? Top 10 das novas especies inclui descobertas de brasileiros

medusaUma aranha-caranguejeira descoberta no Brasil e uma água-viva do Caribe descrita com a participação de cientistas brasileiros estão entre os animais da lista “Top 10 Novas Espécies” de 2011, anunciada pela Universidade do Estado do Arizona (ASU), dos Estados Unidos.

A lista, produzida anualmente pelo Instituto Internacional de Exploração das Espécies da ASU, elege dez espécies consideradas as mais belas ou curiosas descritas no mundo no período anterior. A divulgação foi feita no dia 24 de maio.

A segunda colocada da lista foi a cubo-medusa Tamoya ohboya, cuja descrição teve a participação de pesquisadores do Instituto de Biociências (IB) da Universidade de São Paulo (USP) ligados ao Programa BIOTA-FAPESP. A décima colocada foi a tarântula Pterinopelma sazimai, descrita por cientistas do Instituto Butantan.

A cubo-medusa Tamoya ohboya foi descrita na revista Zootaxa por uma equipe que envolveu pesquisadores do Instituto Smithsonian e da Universidade do Kansas – ambos dos Estados Unidos – e os brasileiros André Morandini e Antonio Marques, do Departamento de Zoologia do IB-USP.

Morandini coordena o projeto “Sistemática, ciclo de vida e padrões reprodutivos de medusas na Baixada Santista: biodiversidade marinha”, apoiado pela FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular.

De acordo com Marques, quando o grupo dos Estados Unidos coletou algumas das medusas na ilha holandesa de Bonaire, no sul do Caribe, percebeu sua semelhança com a espécie Tamoya haplonema, encontrada na costa brasileira e conhecida desde o século 19. Para confirmar que se tratava de uma espécie já conhecida, os pesquisadores entraram em contato com os dois cientistas da USP que coletaram espécimes da medusa brasileira em Santa Catarina.

“Fizemos o trabalho de comparação direta da morfologia, da morfometria e do DNA. Graças a essa comparação concluímos que a medusa da ilha de Bonaire deveria ser descrita como uma nova espécie para a ciência”, disse Marques à Agência FAPESP.

tarantulaTrata-se de um animal de dimensões grandes para o padrão das águas-vivas. O grupo das cubo-medusas reúne alguns dos animais mais venenosos do planeta. Devido à beleza impactante da nova espécie, os cientistas decidiram não nomeá-la imediatamente. Optaram por abrir um concurso por meio do qual pessoas de diversos países enviaram sugestões de nomes.

“Usamos a descoberta para realizar uma campanha de popularização da taxonomia. Publicamos fotos do animal na internet e abrimos um concurso a fim de chamar a atenção do público para o processo de descobrimento de novas espécies. Trata-se de um exemplo do que chamamos de ‘ciência do cidadão’, na qual o público participa ativamente de uma descoberta”, explicou Marques.

O nome “ohboya” foi escolhido por uma professora do ensino fundamental dos Estados Unidos, fazendo uma alusão à expressão “oh, boy”, em referência à surpresa e ao impacto que a beleza do animal causa em quem o encontra.

Mais informações: http://species.asu.edu/Top10

Fonte: Agência FAPESP

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