Prefeituras que promoverem uso racional de agua em predios publicos vao receber recursos

aguaOs municípios podem receber R$ 3 milhões em recursos para transformar prédios públicos comuns em edifícios sustentáveis em relação ao uso da água. Para conseguir o investimento, que será feito pela Agência Nacional de Águas (ANA), os governos locais têm que apresentar projetos de boas práticas na conservação do recurso, até o dia 17 de setembro.

Cada projeto tem que prever formas de eliminar vazamentos em sistemas de reservação e distribuição de água, reparo e modernização de equipamentos hidráulico-sanitários, medição setorizada em banheiros e cozinhas, além de medição independente para as diferentes fontes de abastecimento, como a concessionária, a água de chuva e a água de reuso.

As prefeituras também terão que definir cursos de capacitação dos servidores que trabalham na edificação e ações educacionais sobre a importância da conservação e uso racional da água.

“Na nossa casa, temos mais facilidade de identificar problemas básicos, como vazamento ou a necessidade de trocar uma descarga. Então, definimos um hall de intervenções mínimas, mais com caráter de manutenção. Além disso, os projetos têm que prever a capacitação de quem frequenta essas edificações”, explicou Cláudio Itaborahy, especialista em recursos hídricos da ANA, responsável pelo edital.

Um exemplo de reuso e aproveitamento de água de chuva é o uso dessa água não potável, nas edificações, para lavagem de pisos, descarga de vasos sanitários e irrigação de jardins. Os municípios também ganham pontos se apresentarem outras propostas ou ainda se estiverem incluídos no Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água, documento produzido pela ANA, como uma das cidades com potenciais problemas de manancial e de sistema de abastecimento.

Os municípios que tiveram problemas de abastecimento de água entre 2007 e 2011 também terão prioridade na seleção dos projetos. As propostas ainda ganham mais pontos caso a prefeitura tenha legislação que regule o uso racional de recursos hídricos ou, pelo menos, comece a elaborar essas normas.

A ANA vai escolher cinco propostas, sendo um em cada região do país. No dia 17 de julho, sai a divulgação da primeira lista de selecionados. “As propostas vão ser analisadas a cada mês. Os demais projetos que não forem selecionados vão ficar um banco de projetos e, assim que tivermos disponibilidade orçamentária, vamos contemplando outras iniciativas”, disse Itaborahy.

“A ideia é que o Poder Público comece dando exemplo. Muitos municípios têm leis, mas quando você entra em um prédio, como uma escola do governo, vê que, na prática, as normas não são cumpridas”, acrescentou.

As propostas devem ser enviadas para o portal do Sistema de Convênios do Governo Federal (Siconv) na página https://www.convenios.gov.br/siconv/.

Fonte: Agência Brasil

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2 Respostas to “Prefeituras que promoverem uso racional de agua em predios publicos vao receber recursos”

  1. Orange Matos Feitosa Says:

    Interessante as Prefeituras receberem “investimentos” para elaborarem projetos do uso raccional dos recursos hidricos, fiquei pensando se é necessário ser “premiado” para atuar nesse sentido, assim como penso que “o poder público” dar exemplo, não é nenhum favor e muito menos dar exemplo após ser cobrado por investidores terceiros, mas uma obrigação porque nós contribuintes pagamos impostos para que os serviços funcionam e as leis e projetos serem executados.
    O que acontece é que no Brasil os serviços oferecidos pelo poder público são tratados pela maioria da população como benefício gratuito!
    Caso houvesse cobrança de multas para os infratores ou outra penalização como prestação de serviços à comunidade, muito do caos que vivemos seriam resolvidos, por exemplo o abuso de torneiras, caixas d’água, tubulação com vazamentos em prédios públicos sem qualquer atenção. E me parece que um dos agravantes é o comportamento da população em geral, que não cobra porque pensa que não vai ter retorno ou não “mudará nada”, é certo que é comum não termos retorno, mas extamente porque não é comum uma postura de cobrança por oferecimentos de bons serviços, que no final das contas são pagas por nós cidadãos que vivem em um país como maior cobrança de impostos do Planeta e ainda assim vive à espera de um Milagre!

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    • Juana Says:

      Concordo com Orange. Sou servidora pública e vocês não imaginam a dificuldade que é o conserto de um vazamanto de uma caixa descarga de vaso sanitário ou de um chuveiro e torneira. No mínimo uns 20 dias reclamanda para a chefia, a chefia cobrando do setor de manutenção etc. E quando consertam, não demora muito estraga novamente porque o material licitado é de quinta categoria, coisas que nem deveriam ser fabricadas, caixas descartáveis.
      Um pouco de vergonha na cara não faria mal às prefeituras.

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