Aposta no ambiente ajuda empresas a expandir negocios

negocios verdesEm São Paulo e no Espírito Santo, novos empreendimentos geram trabalho e renda a partir de atividades sustentáveis

Empresas preocupadas com a preservação ambiental têm ampliado negócios em todo o Brasil. No Espírito Santo, o Instituto Marca de Desenvolvimento Socioambiental (Incubalix), criado em 2006, apoia ações que desenvolvem iniciativas sustentáveis. Cerca de 60 pessoas trabalham nos empreendimentos incubados. “As cinco ecoindústrias faturam, em média, mais de R$ 1 milhão por ano. Um crescimento de 50% em seis anos de funcionamento”, esclarece a presidente da incubadora, Mirela Souto.

Um dos destaques é a BioCoco, que recicla o coco descartado na praia. Do fruto jogado no lixo, os funcionários da empresa produzem fibra e substrato para venda no mercado regional. O reaproveitamento das 80 toneladas mensais de rejeitos começa com o desfiamento e a secagem das fibras. A etapa seguinte é trançar e acrescentar látex para transformar o produto em uma manta biológica, que pode ser usada na recuperação de áreas degradadas.

“O material biodegradável funciona como um forro nas partes desmatadas, o que ajuda a manter a umidade da terra após a semeadura das árvores e o crescimento da vegetação”, explica o empreendedor Sebastião Martins Gomes. A produção mensal gira em torno de três toneladas de fibra e oito toneladas de pó, que rende à empresa R$ 86 mil anuais.

Outro empreendimento incubado pela Incubalix é a Biomarca, que produz biocombustível a partir do óleo descartado por bares, restaurantes, padarias e condomínios. Com cinco funcionários, a empresa coleta mensalmente 40 mil litros de óleo de cozinha nos estabelecimentos. A novidade é que a Biomarca vai começar, em maio deste ano, a produzir sabão. A atividade tem um faturamento anual de R$ 600 mil.

A Limpgás, de Campinas (SP), também nasceu sob o signo da sustentabilidade. O economista Guilherme Gonçalves decidiu entrar no mundo da pesquisa para desenvolver inovação e tecnologia para diminuir emissões de gases causadores do efeito estufa e outros resíduos perigosos. “Somos os primeiros a vender sustentabilidade nesse setor”.

Em 2008, a empresa foi incubada pela prefeitura de Campinas, com dez pesquisadores e dois funcionários. “Desenvolvemos soluções que integram pesquisa, conhecimento técnico e desenvolvimento de inovações”, informa Guilherme. O negócio, ainda em fase de investimento, já custou R$ 500 mil ao empresário e a seu pai, sócio no empreendimento. A Limpgás aposta nos setores que produzem os maiores volumes de emissão de gases, como as empresas do setor de petróleo, automobilístico, papel de celulose, siderurgia e termoelétricas.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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