De cada quatro acidentes com escorpioes em Sao Paulo, tres ocorrem na area urbana. Saiba mais

escorpiao 1Três em cada quatro acidentes envolvendo escorpiões ocorrem em áreas urbanas, segundo apontou um levantamento feito por pesquisadores do Laboratório de Artrópodes do Instituto Butantan, em São Paulo. Entre 2010 e 2011, de acordo com o instituto, foram notificados 13 mil acidentes com escorpiões em São Paulo. Deste total, 10 mil ocorreram na zona urbana.

De acordo com os pesquisadores, com o desmatamento do cinturão verde das cidades e a urbanização desordenada, os escorpiões, desalojados do ambiente natural, procuram abrigo e alimento perto das residências.

Para evitar acidentes com escorpiões, o Butantan recomenda que as pessoas vedem ralos, tanques e soleiras de portas, evitem plantas próximas às paredes e não acumulem entulho ou telhas nos quintais.

Em caso de picada de escorpião, a recomendação é lavar o ferimento com água e sabão, fazer compressa morna para aliviar a dor e buscar atendimento de emergência. Não devem ser feitos cortes na região da picada, nem torniquetes. E ninguém deve tentar sugar o veneno.

O Hospital Vital Brazil, especializado no tratamento de acidentes com animais peçonhentos, dá assistência médica de graça às vítimas e presta informações pelos telefone 011(xx)2627-9529 e 011(xx)2627-9528.

Fonte: Agência Brasil

 

Veneno e toxicidade

escorpiao 2O ferrão do escorpião (chamado de telson), além de servir para agarrar a presa, defender-se, e no acasalamento, inocula na presa um veneno. Este veneno contém uma série de substâncias cuja composição química não está bem definida, porém contém neurotoxinas, histaminas, serotonina, enzimas, inibidores de enzimas, e outras. Parece, segundo os pesquisadores, que as neurotoxinas agem sobre as células nervosas da presa, com uma certa especificidade, dependendo do tipo de animal.

É interessante saber que a toxicidade do veneno de um escorpião pode ser comparada com o tamanho de seus pedipalpos (o equivalente ao braço humano do escorpião); quanto mais robustos os pedipalpos, menos o escorpião utiliza-se do veneno para com suas presas e quanto menores eles forem, mas o veneno do escorpião pode ser letal às suas presas.

O veneno de escorpiões do tipo Tityus serrulatus, que parece ser o veneno mais tóxico de todos os escorpiões da América do Sul, age sobre o sistema nervoso periférico dos humanos, causando dor, pontadas, aumentando a pulsação cardíaca e diminuindo a temperatura corporal. Estes sintomas, devido ao seu peso corporal, são mais acentuados em crianças, e devido às condições físicas, aos idosos. Todos os escorpiões são venenosos, porém apenas 25 espécies podem ser mortais aos humanos. Sua ferroada assemelha-se em grau de toxicidade da ferroada de uma abelha.

O tratamento consiste na aplicação local da ferroada de um anestésico (lidocaína a 2%) e soro antiescorpiônico (obtido de escorpiões vivos). O tratamento deve ser hospitalar, de preferência com a apresentação do escorpião para facilitar o diagnóstico e o tratamento.

 

Prevenção de acidentes

Os escorpiões só atacam o homem quando se sentem acuados e em circunstância de defesa. Para que um acidente com escorpiões não ocorra, devem-se tomar algumas medidas básicas de prevenção. Veja a seguir:

  • Sacuda e examine calçados e roupas antes de usar;
  • Mantenha limpos os locais próximos a residências evitando acúmulo de lixo, entulhos e materiais de construção;
  • Mantenha o habitat familiar livre de baratas, que são reconhecidas como um dos principais alimentos dos escorpiões nos centros urbanos.
  • Não coloque mãos e pés dentro de buracos, montes de pedras ou lenhas;
  • Use sempre calçados e luvas nas atividades rurais ou de jardinagem;
  • Use telas e vedantes em portas e janelas;
  • Use ralos protetores;
  • Crie aves domésticas em zonas rurais, que agem como predadores naturais;
  • Em áreas sabidamente escorpiônicas, mantenha as camas a uma distância mínima de 10 cm das paredes.
  •  

    Polegar para cima Atenção:
    Os soros antipeçonhentos são produzidos no Brasil pelo Instituto Butantan (São Paulo), Fundação Ezequiel Dias (Minas Gerais) e Instituto Vital Brazil (Rio de Janeiro). Toda a produção é comprada pelo Ministério da Saúde que distribui para todo o país, por meio das Secretarias de Estado de Saúde. Assim, o soro está disponível em serviços de saúde e é oferecido gratuitamente aos acidentados.

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