Empresa faz o lixo da casca de coco virar atividade lucrativa e ainda preservar o meio ambiente

coco verdeO potiguar Diogo Gaspar acertou ao inovar, abrindo a fábrica AcquaCoco, empresa especializada no envasamento do produto. E acertou ainda mais quando expandiu o negócio e apostou na sustentabilidade, beneficiando a casca do fruto ainda verde. Tudo isso depois de muito estudo em parceira com estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e com pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Ao invés de gastar com a remoção do lixo da matéria-prima usada na AcquaCoco, o empresário ganha com a reciclagem do fruto, que é transformado em fibra e em pó de coco. Resultado: mais mercado, mais dinheiro no bolso, mais lucro para a empresa e mais cuidado com o meio ambiente.

De família de empresários, Diogo aprendeu desde muito cedo a ser empreendedor. Assim que terminou o ensino médio, em 2002, abriu as portas da AcquaCoco, em Extremoz, na região metropolitana de Natal (RN). Aproveitou a vocação praiana do estado para emplacar a venda de água de coco de forma artesanal. Com um carrinho de rua, começou produzindo 1,5 mil garrafinhas e obteve, ao longo do primeiro ano, um tímido faturamento mensal de R$ 1 mil.

Dez anos depois, a AcquaCoco gera 40 postos de trabalho diretos e fatura R$ 300 mil por mês. Outros 40 empregos indiretos foram abertos, com a distribuição dos produtos nas esquinas, bancas, lanchonetes, restaurantes, conveniências, academias e, é claro, nas praias. A produção mensal atual gira em torno de 200 mil copinhos de água de coco e de 50 mil de sucos de acerola, cajá, goiaba, tangerina e maracujá, cada um vendido a R$ 1,20. A empresa investe ainda na produção de 500 kg de doce de coco, fabricado a partir da polpa do fruto.

A aceitação foi tão grande que a empresa já deixou o Rio Grande do Norte para saciar a sede dos mercados de Alagoas e Paraíba. “O crescimento foi gradual e significativo. Tudo com muita responsabilidade ambiental e gerencial”, afirma Diogo.

Lucro

fibra de cocoCom a produção frenética, a indústria descartava mensalmente 150 toneladas de casca do fruto. Para recolher o lixo, Diogo gastava R$ 3 mil por mês. Preocupado com a quantidade de lixo que a empresa jogava fora e também com a degradação do meio ambiente – o coco verde demora 15 anos para se decompor – o empresário decidiu reciclar a casca de coco verde. Desde 2006, ele lucra com a atividade principal o mesmo valor que com a reciclagem da casca do fruto. “Era um gasto desnecessário e encontrei uma solução sustentável. Ao invés de gastar, estou lucrando e cuidando da natureza”.

O pó de coco é utilizado como substrato agrícola – na fabricação de mudas e adubo – e sua principal característica é reter água e nutrientes. Ele propicia melhor desenvolvimento das raízes e plantas e possui estrutura mais resistente. É indicado para cultivos agrícolas, frutas, vegetais, hortaliças e cultura hidropônica, germinação de sementes, flores e plantas ornamentais. Já a fibra do fruto pode ser usada na confecção de vasos do tipo xaxim, espécie ameaçada de extinção e com extração proibida no Brasil. “Estou cumprindo meu papel para projetar um futuro melhor, com menos poluição e resíduos sólidos para as outras gerações”.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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