Alternativa sustentavel alimenta rebanhos no Ceara

gadoIbaretama (CE) é um dos municípios que sedia um projeto piloto que tem o objetivo de garantir alimentação de qualidade para ovinos, caprinos e bovinos nas regiões mais castigadas pela seca no Ceará. Resultado de um trabalho desenvolvido pelo Sebrae no estado, Federação de Agricultura e Pecuária (FAEC) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) junto aos sindicatos rurais, o projeto dissemina o uso da amonização como uma alternativa barata e viável à falta de pastagens tradicionais.

Amonização é o uso de amônia anidra e de ureia para melhorar o valor nutricional de vegetais originalmente não forrageiros, assegurando ração mais palatável e digestível. O produto é fabricado com plantas abundantes, mesmo no seco solo do semiárido cearense, como o mata pasto, capins nativos, bamburral, junco, bananeira e carnaúba.

Outro dado relevante é que a amonização pode suprir em até 100% a alimentação dos rebanhos ao longo de todo o ano, caso o material seja devidamente estocado. Além disso, mesmo se a forragem estiver seca e velha, pode ser perfeitamente usada, desde que combinada com palma forrageira, onde a fibra é zero mas a energia chega a 3,7 mil kcal ou, ainda, associada a óleos vegetais.

Para aprender a fazer a amonização, os criadores de 14 municípios do Sertão Central e região metropolitana de Fortaleza participam de cursos realizados pelo Sebrae no Ceará. Segundo Híder Fonteles, multiplicador da tecnologia, já foram realizados treinamentos em Quixadá, Paramoti, Barreira, Tejuçuoca e Apuiarés. Em Ibaretama, dez turmas já foram concluídas e outras estão em processo de organização para agosto.

“O curso é dividido em três etapas. Na primeira, é feita a seleção do material e sua preparação. Na segunda, mostramos como se faz a amonização propriamente dita e, na terceira e última etapa, como ela deve ser usada”, esclarece Híder. Ele garante que a receptividade do curso tem sido enorme. “Um produtor muito feliz conseguiu resumir, na sua simplicidade, a importância do projeto. Ele disse que o melhor de tudo é que não é preciso nem plantar nem cultivar para colher a forragem. É só aplicar a tecnologia e alimentar os animais”, contou.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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