Produto para horta vertical ganha prêmio mundial e é exêmplo de inovação e sustentabilidade

favo2As colmeias foram inspiração para o empresário e designer Eduardo Queiroz. Quando adolescente, ao fazer trabalho de escola em Curitiba, criou um suporte para plantar grama na vertical, baseado no formato hexagonal dos alvéolos das casas de abelhas. Ele nunca esqueceu essa ideia. Hoje, mais de 30 anos depois, Favo Verde é o nome do produto inovador e sustentável, feito de fibra de coco e fabricado pela Fibratom, empresa dirigida por Eduardo na região metropolitana de Maceió (AL). Trata-se de um suporte vegetal para montar jardins e hortas verticais, isto é, em muros e paredes.

O invento de adolescente, aperfeiçoado tanto tempo depois, foi um dos ganhadores brasileiros do prêmio IF Gold 2012, considerado o Oscar do design mundial. O evento de entrega da premiação foi realizado, em fevereiro passado, em Hannover (Alemanha). Favo Verde também fez muito sucesso na Rio+20, durante feira de tecnologia e inovação ocorrida no Pier Mauá. O produto foi patenteado por Eduardo e será colocado à venda em breve.

“Na adolescência, aprendi que a grama era uma das plantas que mais liberavam oxigênio. Isso me impressionou e comecei a pensar em plantar grama na vertical”, se recorda o empresário. “E o mundo ainda nem estava tão preocupado com a questão ambiental”, comenta. Quando foi cursar faculdade de desenho industrial na capital paulista, conta que olhava os paredões dos prédios e ficava pensando em como seria mais bonito, se fossem plantados. Acabou conseguindo bolsa de estudo em troca da montagem de um muro verde na faculdade. Hoje, jardins verticais são moda na Europa e Estados Unidos.

PrintUm favo mede 50 X 50 cm, com capacidade para 39 mudas e deverá custar em torno de R$ 80. Cuidar de um jardim ou horta vertical é semelhante aos vasos de plantas. Precisa de sol e água, explica o empresário. Paredes e muros de diversas alturas podem abrigar um jardim ou horta vertical. Além de neutralizar a emissão de gases de efeito estufa, o produto refrigera e torna o ambiente mais aconchegante, destaca Eduardo.

O período de gestação e as dores do parto do surgimento do mercado de produtos sustentáveis terminaram, diz o empresário. “Ele já nasceu e, agora, vai deslanchar”, prevê. Trabalhar com produtos ecológicos e sustentáveis ainda tem seus desafios, mas vale a pena, segundo ele. “É preciso investir em muitas etapas até entrar em produção e venda”, esclarece. Exportar, por exemplo, é um desafio, pois faltam normas técnicas e legislação específica, segundo Eduardo. “Fazer testes custa caro e investidores só colocam dinheiro no projeto de um produto novo, depois que a coisa está toda pronta e comprovada”, justifica.

No momento, Eduardo está montando o sistema de produção e desenvolvendo os planos de marketing e venda do Favo Verde. O enorme interesse pelo produto, detectado em participação de feiras e eventos, fez o empresário ampliar a área destinada à fabricação e a estruturar melhor o negócio. A internet será um dos canais de venda. Escolas e hospitais estão entre os clientes potenciais do produto, visando humanizar seus ambientes com jardins e hortas verticais. (www.favoverde.com.br )

Fonte: Agência SEBRAE

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