1/5 da população do Haiti afetada pelo furacão Sandy, 350 mil vivem em acampamentos desde terremoto de 2010

Haiti sofre com inundações pós-Sandy

Cerca de 1,8 milhão de haitianos – quase um quinto da população do país caribenho – foram afetados pelo furacão Sandy, disse na sexta-feira (2) a agência de coordenação humanitária das Nações Unidas, após sua primeira avaliação da situação na região, acrescentando que a segurança alimentar continua a ser uma preocupação urgente no país caribenho.

Os dados iniciais coletados pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) mostrou que o furacão Sandy, que passou pelo Caribe antes de atingir a costa leste dos Estados Unidos, matou 60 pessoas e danificou significativamente infraestruturas críticas, tais como estradas, escolas e hospitais, além de destruir milhares de casas.

“As enchentes recuaram desde domingo, mas mais de 18 mil casas foram inundadas, danificadas ou destruídas”, disse um porta-voz da OCHA, Jens Laerke, a jornalistas em Genebra, acrescentando que a segurança alimentar continua a ser uma das principais preocupações contra a qual o país está agora lutando, após a combinação do impacto dos furacões Sandy e Isaac – este último de agosto – e a recente seca. Dados preliminares apontam que a insegurança alimentar atinja agora, Laerke disse, até duas milhões de pessoas.

Além disso, o OCHA afirmou que está preocupado com as quase 350 mil pessoas que ainda estão vivendo em acampamentos para pessoas deslocadas internamente, como resultado de um terremoto devastador que atingiu o país em janeiro de 2010. O funcionário da ONU observou que, embora a maioria dos deslocados internos vulneráveis que foram evacuados dos campos antes da tempestade tenham voltado, cerca de 1.500 pessoas permanecem em 15 abrigos contra os furacões.

Devido ao impacto do furacão, o OCHA afirmou que está considerando uma revisão de emergência do Apelo Consolidado (CAP, na sigla em inglês) para acomodar as necessidades crescentes.

Durante a mesma coletiva de imprensa, um porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que o acesso a serviços de saúde e reabastecimento de suprimentos foi limitado, dado que os rios se tornaram intransitáveis e as estradas foram obstruídas. Ele também alertou que as más condições sanitárias podem aumentar o risco de doenças transmitidas pela água, como o cólera, ainda endêmica no país.

O porta-voz da OMS disse que já ocorreu um aumento nos alertas de cólera, especialmente no sul, e acrescentou que as equipes de campo estão monitorando a situação de perto. A OMS está também trabalhando com o Governo no setor para garantir que os suprimentos de saúde possam ser entregues aos centros de tratamento que haviam sido danificados por fortes ventos e inundações, acrescentou.

Fonte: onu.org.br

Anúncios

Deixe uma resposta - Lembramos que não serão permitidos comentários com conteúdo ofensivo

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: