Mamona: das brincadeiras de crianças à sua utilização na produção de biodiesel

mamonaAlgum tempo atrás era comum ver as crianças brincando nas ruas. E também era comum assistirmos à guerra de mamonas, onde atirava-se mamonas uns nos outros (tsc, coisa feia…). Como são leves, não machucavam tanto, mas a mamona possui pontas que, apesar de flexíveis, espetavam um bocado… ai!

A Mamona ou rícino é o fruto da mamoneira (Ricinus communis L.), e seu principal produto derivado é o óleo de mamona, também chamado óleo de rícino.

Embora seja usado na medicina popular como purgativo, este óleo possui largo emprego na indústria química devido a uma característica peculiar: possui uma hidroxila (OH) ligada na cadeia de carbono. Não existe outro óleo vegetal produzido comercialmente com esta propriedade. Isto lhe confere uma alta viscosidade e solubilidade em álcool a baixa temperatura. Pode também ser utilizado como matéria prima para o biodiesel.

A semente é tóxica devido principalmente a uma proteína chamada ricina, que quando purificada é mortal mesmo em pequenas doses. O óleo é de difícil digestão, mas o maior risco na ingestão da semente é a toxina ricina. Mais de três sementes podem matar uma criança; mais de oito, um adulto. Possui ainda uma potente proteína alergênica chamada CB-1A ou Albuminas 2S presente nas sementes e no pólen.

A mamoneira é importante devido à sua tolerância à seca, tornando-se uma cultura viável para a região semi-árida do Brasil onde há poucas alternativas agrícolas. No entanto, esta cultura não é exclusiva da região semi-árida, sendo também plantada com excelentes resultados em diversas regiões do país. Sua importância é grande, ainda mais sob as luzes do biodiesel, tanto que a cada 2 anos o Brasil promove o Congresso Brasileiro de Mamona, sendo o próximo em 2014 no Ceará.

mamonasExiste uma ampla gama de produtos industriais obtidos a partir do óleo de mamona, desde os óleos lubrificantes até próteses e produtos medicinais.

A torta de mamona é o mais tradicional e importante subproduto da cadeia produtiva da mamona, produzida a partir da extração do óleo das sementes desta oleaginosa. Em todo o mundo, seu uso predominantemente tem sido como adubo orgânico de boa qualidade, pois é um composto ricamente nitrogenado, eficiente na recuperação de terras esgotadas.

A menção da mamona é feita desde a mais remota antiguidade, pois segundo autores clássicos já era conhecida à época dos antigos egípcios que a apreciavam como planta milagrosa, sendo igualmente utilizada na lndia desde os tempos imemoriais para os mais diversos fins.

No Brasil a mamona é conhecida desde a era colonial quando dela se extraía o óleo para lubrificar as engrenagens e os mancais dos inúmeros engenhos de cana.

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