Por quê comemos pimenta? Conheça a história dessa planta tão antiga quanto nossa civilização

pimentaAs pimentas parecem ter surgido a 7.000 anos AC na região do México Central. O primeiro europeu a descobrir foi Cristóvão Colombo em uma das suas viagens históricas para a América em 1493. Ele estava procurando uma fonte alternativa de pimenta preta, que na ocasião era o condimento favorito na Europa. O que ele “descobriu” era um fruto vermelho pequeno, muito usado pelos nativos americanos à séculos – a pimenta vermelha. Colombo os chamou “pimiento”, palavra espanhola para pimenta preta. Capsicum não está relacionado ao gênero Piper, que contém Piper nigrum L., a fonte de pimenta preta e pimenta branca. Após um século, as pimentas vermelhas tinham se espalhado por todos os continentes.

E por quê comemos?

Alguns antropólogos defendem a tese de que o homem iniciou o consumo de pimenta devido a suas propriedades anti-bacterianas. Foi observado que a maioria das pessoas que consomem pimenta vivem na faixa equatoriana terrestre, onde os micróbios e bactérias reproduzem-se com muita facilidade causando uma série de doenças intestinais. Outros acreditam que o início do consumo ocorreu devido ao sabor e ardência dos frutos.

Pimenta não arde para todos!

A pimenta não arde na boca de todas as espécies de animais. Só na língua dos mamíferos. Para os pássaros, é como se fosse uma frutinha inocente qualquer, que eles comem à vontade. As aves não possuem na língua os receptores da capsaicina.

Por que essa diferença? Bem, as aves não têm dentes e conseguem comer os frutos das pimenteiras sem danificá-los. Assim, levam as sementes (com as fezes) para serem germinadas mais longe. Vamos imaginar se fosse diferente: se os frutos da pimenteira fossem comidos pelos mamíferos, as sementinhas acabariam ficando ali por perto da planta-mãe, e os arbustos de pimenteira não se espalhariam tão bem.

É isso mesmo que você está pensando: o cocô de passarinho tem um papel muito importante para a pimenteira, o de espalhar as sementes. As aves são, portanto, as melhores “candidatas” a comer pimenta. Acredita-se que, por isso, as pimenteiras com frutos ardidos para os mamíferos, porém neutros para os pássaros, ganharam o jogo da evolução e prevaleceram.

Fonte: pimentasartesanais.com.br // invivo.fiocruz.br

pimenta vermelhaCapsicum  é o gênero de plantas, cujos frutos mais conhecidos são as variedades doces – pimentos ou pimentões – e as variedades picantes – as pimentas, também chamadas piri-piri (em Portugal e Moçambique), Gindungo e Kaombo (Angola) ou malaguetas, mas com inúmeras espécies e cultivares conhecidos por vários outros nomes. São plantas da família Solanaceae, à qual pertencem também o tomate e a batata.

As substâncias que dão às pimentas o sabor picante são o alcalóide lipófilo capsicina ou capsaicina (8-metil-N-vanilil-6-nonenamida) e mais quatro outros compostos relacionados, colectivamente chamados capsaicinóides. Cada uma destes compostos tem um efeito diferente na boca e as suas diferentes proporções são responsáveis pelas diferentes sensações produzidas pelas diferentes variedades.

O picante é medido na escala de Scoville: o pimento verde tem um valor de zero unidades Scoville, os jalapeños, 3000–6000 e os habaneros até 300 000 unidades. O recorde de picante em unidades Scoville foi registrado no Livro Guinness de Recordes para um piri-piri da Índia, chamado Naga Jolokia ou Naga Morich (pimenta-veneno), que teria 855 000 unidades Scoville.

É na extremidade do fruto próxima ao pedúnculo que são produzidas as substâncias que dão o sabor picante, por isso, quando se removem as sementes e as membranas onde elas se prendem, pode reduzir-se muito o picante (dependendo também do grau de maturação do fruto).

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