Banir a crueldade animal pela indústria de cosméticos ainda é um longo caminho no Brasil

106400272Ativistas da campanha Liberte-se da Crueldade da Humane Society International (HSI) expressaram sua profunda decepção pelo Brasil ter perdido uma oportunidade vital para se aderir à União Europeia, Israel, Índia, e ao seu próprio estado de São Paulo, em proibir a cruel e ultrapassada experimentação animal para a industria de cosméticos.

HSI lamenta a decisão pelos órgãos reguladores brasileiros de ficar no caminho do progresso e da opinião pública, quando, durante a mesma semana os Estados Unidos, Austrália e a Nova Zelândia introduziram novas e estritas propostas legislativas procurando banir o uso de animais para testes cosméticos. A Liberte-se da Crueldade Brasil convida agora o ministro da Ciência, Clélio Campolina Diniz para intervir.

O Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA), que regulamenta a experimentação animal e de pesquisa no Brasil , reuniu-se em 20 de Março para votar uma proposta detalhada da HSI demonstrando que a proibição de testes em animais era cientificamente possível e benéfica. No entanto, apesar do apoio de mais de 170 membros do Congresso Federal, dezenas de milhares de assinantes da petição e uma pesquisa de opinião pública mostrando que dois terços dos brasileiros apoiam a proibição dos testes, CONCEA falhou em considerar devidamente o pedido.

Em vez disso, CONCEA propôs um regulamento geral obrigando os laboratórios a utilizar alternativas em testes de animais no mais tardar em cinco anos após a sua validação. No entanto, este princípio tem sido uma exigência legal no Brasil desde 1998, contanto sem o atraso de cinco anos, tornando este passo um retrocesso. Além disso, como adepto da OCDE, aceitação mútua de acordo de dados, as autoridades brasileiras são requeridas a aceitar os resultados dos métodos de testes sem o uso de animais reconhecidos internacionalmente assim que eles se tornam diretrizes da OCDE , mais uma vez , sem atraso .

FATOS:

  • Coelhos e roedores são os animais mais usados ​​pela indústria de beleza para testes de toxicidade oral, cutânea e ocular.
  • Os animais não recebem nenhum alívio da dor e são sacrificados ao final do ensaio por ruptura do pescoço ou asfixia.
  • Testar cosméticos em animais é proibido em toda a União Europeia, Israel e Índia. Em Janeiro, o Estado de São Paulo introduziu uma proibição total de tais testes, a primeira proibição no Brasil.
  • Centenas de empresas livres de crueldade produzem cosméticos sem novos testes em animais. Eles utilizam ingredientes com histórico de segurança já comprovados, combinados com testes sem animais, o que fornece resultados mais rápidos, mais baratos e mais relevantes para humanos.
  • Em setembro do ano passado, a HSI apresentou uma proposta para a proibição de testes em animais para cosméticos ao CONCEA, órgão federal vinculado ao Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação.

Fonte: pravda.ru/science

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