Entenda como funciona a certificação orgânica no Brasil e como fazer para obter o Selo

certificação organica brasil

A busca por segurança alimentar, saúde e bem-estar tem sido cada vez maior entre a população mundial, uma tendência que influencia o agronegócio. O Brasil está se consolidando como um grande produtor e exportador de alimentos orgânicos, com mais de 15 mil propriedades certificadas e em processo de transição – 75% pertencentes a agricultores familiares.

Segundo a coordenadora do Centro de Inteligência em Orgânicos (CI Orgânicos), Sylvia Wachsner, a venda de produtos orgânicos tem crescido, em média, 20% ao ano, o que faz dos alimentos orgânicos uma oportunidade para os produtores de pequenas propriedades rurais.

O que é agricultura orgânica?

A agricultura orgânica enfatiza o uso e a prática de manejo sem o uso de fertilizantes sintéticos de alta solubilidade e agrotóxicos, além de reguladores de crescimento e aditivos sintéticos para a alimentação animal.

Esta prática agrícola preocupa-se com a saúde dos seres humanos, dos animais e das plantas, entendendo que seres humanos saudáveis são frutos de solos equilibrados e biologicamente ativos, adotando técnicas integradoras e apostando na diversidade de culturas.

Para tanto, apoia-se em quatro fundamentos básicos:

  • Respeito à natureza: reconhecimento da dependência de recursos naturais não renováveis;
  • A diversificação de culturas: leva ao desenvolvimento de inimigos naturais, sendo item chave para a obtenção de sustentabilidade;
  • O solo é um organismo vivo: o manejo do solo propicia oferta constante de matéria orgânica (adubos verdes, cobertura morta e composto orgânico), resultando em fertilidade do solo;
  • Independência dos sistemas de produção: ao substituir insumos tecnológicos e agroindustriais.

Como funciona no Brasil?

A agricultura orgânica foi regulamentada no Brasil a partir da Lei no. 10831/2003, a qual define sistema orgânico de produção agropecuária como:

“aquele em que se adotam técnicas específicas, mediante a otimização do uso dos recursos naturais e socioeconômicos disponíveis e o respeito à integridade cultural das comunidades rurais, tendo por objetivo a sustentabilidade econômica e ecológica, a maximização dos benefícios sociais, a minimização da dependência de energia não-renovável, empregando, sempre que possível, métodos culturais, biológicos e mecânicos, em contraposição ao uso de materiais sintéticos, a eliminação do uso de organismos geneticamente modificados e radiações ionizantes, em qualquer fase do processo de produção, processamento, armazenamento, distribuição e comercialização, e a proteção do meio ambiente.”

Somente em 2007 as regras de certificação e fiscalização dos orgânicos foram estabelecidas através do Decreto no. 6323/2007.

Como identificar um produto orgânico?

Desde 2011, todos os produtos orgânicos vendidos em estabelecimentos comerciais precisam ser identificados por um Selo do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (SisOrg) ou, no caso de feiras livres, por uma Declaração de Cadastro no Ministério da Agricultura (MAPA). Este é o certificado de que o produto está em conformidade com as exigências da legislação brasileira.

Tanto a certificação por auditoria quanto o sistema participativo recebem o selo de produto orgânico. Entenda a diferença entre os dois selos:

Certificação por auditoria: uma empresa certificadora credenciada junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) avalia, por meio de auditoria, se os produtos respeitaram os regulamentos técnicos dos orgânicos, desde o plantio até chegarem ao consumidor final. Visitas periódicas são feitas ao agricultor após a certificação inicial, para verificar o cumprimento das normas. Ao Ministério cabe a fiscalização do trabalho das certificadoras.

Exemplos de empresas certificadoras credenciadas pelo MAPA:


Sistema participativo de garantia: são grupos formados por agricultores, consumidores, comerciantes e/ou organizações públicas ou privadas que atuam na rede de produção orgânica. Este grupo é chamado de Organismo Participativo de Avaliação de Conformidade (OPAC) e também precisa estar credenciado junto ao MAPA. É através da auto-certificação que o grupo estabelece a garantia necessária para que a comercialização dos produtos orgânicos aconteça.

Exemplo de Organismos Participativos de Avaliação de Conformidade (Sistemas Participativos):

Os produtos orgânicos vendidos nas feiras livres não possuem selo de orgânico. Para conseguir uma declaração de conformidade orgânica, os agricultores familiares precisam se vincular à uma Organização de Controle Social (OCS), mas para isso, a venda deve ser direta entre o agricultor e o consumidor final. A OCS deve estar cadastrada no MAPA ou em outro órgão fiscalizador conveniado. Desta forma, o feirante terá em mãos um documento que comprova a qualidade e a veracidade de sua produção.

Para vendas a granel, os estabelecimentos devem identificar o nome do fornecedor no local de exposição de todos os produtos orgânicos.

Restaurantes, lanchonetes e hotéis que servem pratos orgânicos ou com ingredientes orgânicos devem manter listas dos ingredientes orgânicos e fornecedores à disposição dos consumidores e da fiscalização.

Como obter a certificação?

Quem vai dar a garantia e dizer se o produto pode levar o selo ou não são as instituições certificadoras, responsáveis pela avaliação, acompanhamento e fiscalização da produção. As certificadoras devem estar credenciadas no MAPA.

Conheça algumas certificadoras:

IBD

A produção orgânica certificada pelo IBD inclui projetos agrícolas, produção de insumos, industrialização de alimentos, pecuária de corte, piscicultura, silvicultura, entre outros. Entre seus clientes figuram tanto grandes produtores e exportadores de produtos agrícolas quanto um número cada vez maior de médios e pequenos agricultores, algumas comunidades indígenas e um quilombo.

A certificação IBD tem credibilidade internacional e é monitorada por instituições como a IFOAM (International Federation of Organic Agriculture Movements), da Inglaterra; DAR, da Alemanha; USDA, dos Estados Unidos; JAS, do Japão e DEMETER International. Além disso, concede a certificação do padrão EUREPGAP (frutas, hortaliças e animais para produção de carne)

EcoSoscial

O selo EcoSocial é uma identificação complementar aos padrões orgânicos IBD. Criado com o objetivo de conferir um certificado adicional aos projetos orgânicos e biodinâmicos que desenvolvem programas de responsabilidade social e ambiental, a certificação EcoSocial promove o monitoramento de ações no campo, assim como a verificação de aspectos sócio-ambientais em conformidade com os princípios do “Fair Trade” e a inspeção adicional ou em conjunto com a inspeção orgânica.

Demeter

Demeter é uma marca que identifica, mundialmente, os produtos biodinâmicos. Os produtos Demeter fazem parte de uma rede ecológica internacional ligada ao Demeter International, sediado na Alemanha.

Abio

A ABIO integra a Rede Agroecologia Rio, Colegiado Estadual de Produtos Orgânicos do Estado do Rio de Janeiro, Colegiado Nacional de Produtos Orgânicos, Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável – CEDRS e a Câmara Setorial de Agricultura Orgânica, e tem como objetivo unir os esforços de entidades de governo e de organizações não-governamentais na geração e na disseminação de tecnologias para a agricultura orgânica.

Ecocert

O critério básico para receber o selo é um mínimo de 95% de ingredientes orgânicos nos alimentos processados, já para ser garantido como um cosmético orgânico, o produto deve ter ao menos 95% de ingredientes vegetais e 95% destes ingredientes devem ser orgânicos certificados – no caso de cosméticos naturais, 50% dos insumos vegetais devem ser orgânicos. A certificação também pondera o comércio justo, o bem estar animal e a responsabilidade da empresa com o social e o meio ambiente.

OIA

A implementação de mecanismos de inspeção e auditoria da Organização Internacional Agropecuária (OIA) baseia-se na avaliação do cumprimento do sistema de produção em cada uma das etapas do processo até que o produto chegue às mãos do consumidor. Por isso, o produto é certificado e identificado com o Selo OIA que indica que foram respeitadas as normas e/ou sistemas de produção pelos quais foi certificado, e respalda o produtor, processador e comercializador diante dos olhos do consumidor oferecendo-lhe confiança e autenticidade a seus produtos.

Compra de produtos orgânicos importados

Os produtos orgânicos importados só poderão ser comercializados no país se atenderem a regulamentação brasileira, não bastando a certificação no país de origem do produto. O exportador deve possuir certificação de conformidade orgânica concedida pelo MAPA ou ser proveniente de país que possua acordo de equivalência ou de reconhecimento mútuo de conformidade orgânica com o Brasil.

Fonte: http://sustentabilidade.sebrae.com.br

Proteja seus animais domésticos: plantas decorativas nem sempre são inofensivas

anturioAs plantas decorativas nem sempre são inofensivas, principalmente para os pets. Elas são facilmente encontradas em vasos de ambientes internos, jardins e calçadas, mas o desconhecimento sobre a toxicidade de algumas delas expõe os animais de estimação ao perigo. Além disso, os sintomas de intoxicação podem ser confundidos com outros tipos de afecções como doenças infectocontagiosas e resultar em diagnósticos e tratamentos errôneos. O nível de toxidade depende de fatores como presenças de princípios ativos, tipo de cultivo, quantidade ingerida e condições específicas do animal.

Com o objetivo de identificar as plantas mais relacionadas aos casos de intoxicação de animais, quatro grupos de alunos da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP realizaram uma pesquisa com médicos veterinários de clínicas da cidade de São Paulo para saber quais as plantas que mais causam toxicidade. O trabalho resultou em uma lista com as plantas organizadas em ordem alfabética pelo nome popular, com seus respectivos nomes científicos e os sintomas da toxicidade. Confira a tabela:

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Fonte do texto e Copyright © da imagem: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia – FMVZ/USP.

Solsticio de inverno é comemorado dia 20 de junho, você sabe o que é?

solsticioNascer do Sol sobre Stonehenge na manhã do solstício de verão (21 de Junho de 2005).

Solstício de inverno é um fenômeno astronômico usado para marcar o início do inverno. Ocorre normalmente por volta do dia 21 de Junho no hemisfério sul e 22 de Dezembro no hemisfério norte. Esta data também era de grande importância para diversas culturas antigas, que de um modo geral a associavam simbolicamente a aspectos como o nascimento ou renascimento.

Solstício (sol + sistere, que não se mexe, em latim) consiste no instante em que o Sol atinge maior declinação em latitude em relação à linha do Equador, fato que provoca maior intensidade de radiação solar em um dos hemisférios, caracterizando o solstício de verão (dia maior que a noite). Nesse momento, o outro hemisfério estará em solstício de inverno (quando a noite é maior que o dia).

Podemos dizer, também, que quando é solstício de verão no hemisfério sul, o sol estará “a pino” sobre o Trópico de Capricórnio, pois este se encontra exatamente a 23,5º da Linha do Equador e, portanto, receberá incidência direta da luz solar. Ou o contrário, quando for solstício de verão no hemisfério norte, o sol estará “a pino” sobre o Trópico de Câncer. No equinócio, o sol estará “a pino” sempre sobre as regiões localizadas próximas a linha do equador.

O fenômeno astronômico este ano ocorrerá nesta segunda-feira (20) às 19h34, horário de Brasília, começando oficialmente o inverno.

Fontes: Wikipedia/Infoescola/Brasilescola/calendarr.com

Aquecimento global poderá reduzir em 44% a grande circulação das águas do Atlântico

 

Pesquisa paleoclimática mostrou que, no passado, o colapso da grande circulação das águas do Atlântico provocou chuvas torrenciais e prolongadas no Nordeste e marcante aumento da temperatura ao largo do Sudeste. Esta circulação poderá diminuir sua intensidade quase pela metade ainda neste século.

A diminuição na intensidade da Célula de Revolvimento Meridional do Atlântico em até 44% fará com que parte do calor fique retido no Atlântico Sul e no Oceano Austral, impactando os centros de alta e baixa pressão, o regime dos ventos, a intensidade e duração das chuvas.

Para se ter ideia da importância dessa circulação oceânica, conhecida como Célula de Revolvimento Meridional do Atlântico, basta considerar que sua potência (quantidade de energia liberada por segundo) é quase 100 mil vezes maior do que a da usina hidrelétrica de Itaipu, com todas as turbinas funcionando. A estimativa mais pessimista do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change – Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) é que essa potência, de 1,3 petawatt (1,3 x 1015 W), venha a ser reduzida em 44% até 2100.

O projeto “Resposta da porção oeste do Oceano Atlântico às mudanças na circulação meridional do Atlântico: variabilidade milenar a sazonal” tem o apoio do Programa Jovens Pesquisadores da FAPESP.

Leia a reportagem completa em: http://www.agencia.fapesp.br

Exposição à poluição ambiental mata quase 7 milhões de pessoas por ano

02-19-2016Environment

Foto: Banco Mundial / Curt Carnemark – Origem: nacoesunidas.org

Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente alertou para o número crescente de problemas de saúde associados à degradação ambiental. Infecções transmitidas por água contaminada e imprópria para o consumo matam cerca de mil crianças por dia. Fatores ambientais seriam responsáveis por 23% das mortes prematuras. Agência da ONU também citou a zika, a malária e o ebola entre as doenças vinculadas a danos contra a natureza.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) chamou a atenção, no último dia 19 de fevereiro, para a longa e crescente lista de problemas de saúde associados à degradação ambiental. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 23% das mortes prematuras em todo o mundo poderiam ser atribuídas a fatores ambientais. Entre as crianças, a percentagem sobre para 36%.

“Todos os anos, quase 7 milhões de pessoas morrem, porque são expostas à poluição em ambientes internos e externos, (envolvendo) desde a produção de energia, a utilização de fornos, o transporte, fornalhas industriais até queimadas e outras causas”, afirmou o diretor executivo do PNUMA, Achim Steiner.

O chefe da agência da ONU destacou que cerca de mil crianças morrem por dia devido a doenças transmitidas por água contaminada e imprópria para o consumo. No mundo, mais de 2 bilhões de indivíduos vivem regiões onde falta água.

O PNUMA mencionou a zika, a malária e o ebola entre as infecções cujos riscos são agravados conforme a degradação da natureza aumenta. Diferentes tipos de câncer e formas de intoxicação também foram citados.

“Há uma consciência crescente de que os humanos, pela sua intervenção no meio ambiente, desempenham um papel fundamental no recrudescimento ou na mitigação dos riscos à saúde”, disse Steiner.

Um exemplo consistente é o Protocolo de Montreal, acordo que foi implementado em 1989 e que retirou de circulação quase 100 substâncias nocivas à camada de ozônio. Segundo o PNUMA, estimativas indicam que, graças à iniciativa, cerca de 2 milhões de casos de câncer de pele serão prevenidos até 2030. Até 2060, a proibição dessas substâncias deve gerar ganhos de até 1,8 trilhão de dólares para os setores de saúde.

Outra medida lembrada pela agência foi a remoção de chumbo dos combustíveis, o que estaria contribuindo para evitar 1 milhão de mortes prematuras por ano. A eliminação do metal da composição da gasolina poderá aumentar o Produto Interno Bruto (PIB) global em até 4%.

Além de combaterem a disseminação de doenças infecciosas, investimentos em saneamento e água potável também podem ser lucrativos. O PNUMA calcula que, para cada dólar investido no setor, lucra-se entre cinco e 28 dólares.

A relação entre saúde e meio ambiente será amplamente debatida na Assembleia Ambiental das Nações Unidas, que acontecerá ao final de maio. Durante a ocasião, o PNUMA lançará um relatório sobre o tema a fim de promover a discussão sobre os vínculos entre desenvolvimento, meio ambiente, saúde e economia.

Fonte: nacoesunidas.org

Espécies invasoras: o que fazer para não dar carona para praga do mexilhão-dourado

mexilhao douradoO mexilhão dourado é um molusco bivalve originário da Ásia. A espécie chegou à América do Sul provavelmente de modo acidental na água de lastro de navios cargueiros, tendo sido a República Argentina o ponto de entrada. Do país vizinho chegou ao Brasil. Hoje a espécie já foi detectada em quase toda a região Sul e em vários pontos do Sudeste e Centro-Oeste.

Durante a fase larval o “mexilhão-dourado” é levado livremente pela água ou por vetores (objetos que transportam a larva em sua superfície ou em seu interior)  até que termina por alojar-se em superfícies sólidas, onde se fixa e cresce formando grandes colônias.

Por ter uma grande capacidade de reprodução e dispersão, além de praticamente não ter predadores na fauna daqui, o mexilhão se espalha com rapidez, e por isso a espécie é considerada invasora. Pelos danos que causam, as espécies exóticas invasoras são consideradas “poluição biológica”. Estudos mostram que as invasões biológicas são a segunda maior causa de extinção de espécies, atrás apenas da destruição de habitats.

Para saber mais sobre espécies exóticas invasoras, acesse o site do Instituto hórus: http://www.institutohorus.org.br/

Dentre os prejuízos causados pelo mexilhão-dourado podemos citar:
– Destruição da vegetação aquática;
– Ocupação do espaço e disputa por alimento com os moluscos nativos;
– Prejuízos à pesca, já que a diminuição dos moluscos nativos diminui o alimento dos peixes;
– Entupimento de canos e dutos de água, esgoto e irrigação;
– Entupimento de sistemas de tomada de água para geração de energia elétrica, causando interrupções freqüentes para limpeza e encarecendo a produção;
– Prejuízos à navegação, com o comprometimento de bóias e trapiches e de motores e estruturas das embarcações.

 

O mexilhão-dourado e você: saiba o que fazer para não dar carona a esse bicho

Mexilhao-douradoA larva do mexilhão-dourado é muito pequena, e por isso invisível a olho nu. Ainda que ela possa nadar, a maior parte de seu deslocamento ocorre de modo passivo, quer dizer, ela é levada pelas correntes aquáticas, aderida em cascos, redes, conchas ou qualquer coisa molhada e até mesmo pela água do esgoto, podendo vir a contaminar locais que estavam livres do mexilhão.

Esta larva microscópica pode estar presente na água que você coleta e transporta mesmo sem perceber, como a que fica no sistema de refrigeração do motor do barco ou nos baldes de iscas vivas, podendo causar uma nova infestação, mais incômodo e prejuízo aos usuários dos recursos hídricos e à sociedade em geral.

A dispersão dos adultos é feita pelo seu transporte em cascos de embarcação, redes, conchas, galhos e outros objetos lançados ou presentes na água. Quando a concha está fechada, o mexilhão pode sobreviver bastante tempo fora da água.

Quase todas as atividades que envolvem a água de rios e lagos podem transportar este mexilhão para outros locais, alguns ainda não contaminados. Depois que as colônias estão instaladas, é impossível erradicá-las com os recursos e os conhecimentos atuais. Por isso devemos evitar espalhar a contaminação. Como uma única larva microscópica pode contaminar um local, também é impossível que os órgãos públicos como a polícia e o Ibama fiscalizem a dispersão. Por isso é importante que todas as pessoas se esforcem para não dispersar mexilhões e informem seus amigos e conhecidos sobre este assunto.

Agricultores

Descarte a água de irrigação ou piscicultura no solo ou no mesmo corpo hídrico onde ela foi captada, de preferência acima do ponto de captação. Nunca descarte a água em outro rio, lago ou açude e nem na rede de esgoto.

Isso vale também para a água de criatório de alevinos, tanques de reprodução ou qualquer água que não seja proveniente da rede de abastecimento de água tratada ou de poço artesiano. Se raspar incrustações de mexilhão-dourado de algum equipamento, enterre-as longe da água.

Usuários de embarcações de qualquer tamanho

Examine periodicamente seu barco e raspe as incrustações que encontrar, enterrando-as longe da água;
Retirar a água acumulada no fundo do barco ou em outras partes do mesmo, descartando-a em terra firme;
Lave a embarcação com solução de água sanitária antes de colocá-lo em outras águas.

Pescadores

Se você pesca embarcado, tome os mesmos cuidados que os outros navegantes;
Descarte a água das iscas vivas em terra, longe de rios, lagos e esgotos;
Limpe os petrechos de pesca com solução de água sanitária caso vá usá-los em outro local.

Fonte: IBAMA.gov.br

Caxumba: saiba mais sobre os sintomas e tratamento

cachumbaA parotidite infecciosa, popularmente conhecida como papeira ou caxumba, é uma doença de transmissão respiratória, causada pelo vírus da parotidite infecciosa. É uma doença da infância geralmente inócua, mas pode causar alguns problemas no adulto.

Seus primeiros sintomas são febre, calafrios, dores de cabeça, musculares e ao mastigar ou engolir, além de fraqueza. Uma das principais características da doença é o aumento das glândulas salivares próximas aos ouvidos, que fazem o rosto inchar. Nos casos graves, a caxumba pode causar surdez, meningite e, raramente, levar à morte. Após a puberdade, pode causar inflamação e inchaço doloroso dos testículos (orquite) nos homens ou dos ovários (ooforite) nas mulheres e levar à esterilidade. Por isso, é necessário redobrar a atenção nestes casos e ter acompanhamento médico.

É altamente infeccioso. Os vírus são transmitidos por gotas de espirros, tosse, respiração em ambiente fechado ou por contato direto com a saliva . Pode ser transmitido ao se compartilhar copos, pratos e talheres. O vírus também pode sobreviver fora do organismo por algumas horas e, em seguida, ser transmitido após o contato caso a pessoa encoste nele e depois encoste na mão na boca ou no nariz. A pessoa infectada com caxumba pode contaminar outros, entre aproximadamente seis dias antes do início dos sintomas até cerca de 9 dias após início dos sintomas. O período de incubação (tempo até o início dos sintomas) pode ser 14-25 dias, mas é mais tipicamente em média de 16 a 18.

O ser humano é o único hospedeiro natural. O vírus atravessa a placenta, sem causar malformações mas pode causar aborto.

Os sintomas mais comuns são:

Inchaço doloroso das parótidas (90% dos casos em ambas);
Febre;
Dor de cabeça;
Garganta inflamada;
Perda do apetite;
Náusea;
Vômito;
Dores nos testículos em 30% dos casos após a puberdade;
Dor nos ovários em 5% dos casos.

A imunidade após resolução da doença geralmente é para toda a vida. A mortalidade é baixa e principalmente em adultos.

cachumba2A vacina é altamente eficaz e raramente produz efeitos colaterais. É feita através da vacina tríplice viral (MMR), geralmente entre 12 e 15 meses de vida (1ª dose), 4 e 6 anos (2ª dose) e 11 e 12 anos (3ª dose). Caso todas sejam tomadas possui 97% de chance de proteger contra uma infecção natural. Os anticorpos maternos protegem os filhos durante os primeiros meses de vida.
Adultos e adolescentes que nunca foram infectados nem tomaram a vacina também devem ser imunizados, especialmente mulheres que planejam engravidar.

Nunca se auto medicar: procure um médico para tratamento adequado.

Tanto bolsas de água quente como fria nas áreas inchadas podem amenizar a dor. Uma dieta com alimentos macios e muita água e sucos naturais que não sejam ácidos é recomendada. Alimentos ácidos podem piorar a dor.

A criança não precisa ficar na cama, mas deve conservar suas energias e não deve frequentar ambientes com muitas pessoas por se tratar de uma doença viral altamente contagiosa.

Fontes: bio.fiocruz.br e wikipedia.org

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