Elevação do nível do mar deve aumentar risco de desastres naturais no Brasil

Projeção por computador: Unisanta alerta sobre possível invasão do nível do mar em Santos devido ao aquecimento global

O risco de ocorrência de ressacas, enchentes, enxurradas e deslizamentos de terra nas cidades brasileiras deve aumentar consideravelmente devido à elevação do nível do mar. De acordo com o relatório internacional Impacto, vulnerabilidade e adaptação das cidades costeiras brasileiras às mudanças climáticas, o nível do mar pode chegar a subir 40 centímetros até 2050. 

Entre 1901 e 2010, o nível médio dos mares ao redor do planeta subiu, em média, 19 centímetros. O período de maior elevação é recente, de 1993 a 2010, quando a taxa de elevação correspondeu a mais de 3,2 milímetros por ano.

As projeções são do quinto relatório (AR5) do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), que indicam que o nível do mar vai subir, globalmente, entre 26 centímetros e 98 centímetros até 2100.

O climatologista José Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), alerta que uma das consequências da elevação do nível dos oceanos é a redução da faixa de areia. Em alguns casos, como em Recife (PE), o mar avançou 20 metros na Praia de Boa Viagem, um dos cartões-postais do município e uma das áreas residenciais mais valorizadas da capital pernambucana. O mesmo acontece em Santos (SP), que abriga o maior porto da América Latina.

“Não é como nos filmes, em que uma onda gigantesca ‘afoga’ a cidade. Mas já há casos em que o mar invade a cidade e entra em garagens, afetando carros e estações de energia. Isso é muito perigoso e traz muitos prejuízos”, diz. 

Nível do mar 

Em Santos (SP), o nível do mar tem aumentado 1,2 milímetro por ano, em média, desde a década de 1940. Além disso, aumentaram o tamanho das ondas – que passou de 1 metro em 1957 para 1,3 metro em 2002 – e a quantidade de ressacas.

No Rio de Janeiro (RJ), a estação maregráfica da Ilha Fiscal, localizada na Baía de Guanabara, detém a mais longa série histórica desse tipo de dado do Brasil, indicando uma tendência de aumento do nível do mar de 1,3 milímetro por ano, com base nos dados mensais do nível do mar do período de 1963 a 2011. O índice de confiança é de 95%.

Já em Recife (PE), o nível do mar subiu 5,6 milímetros entre 1946 e 1988, o que significa uma elevação de 24 centímetros em 42 anos. A erosão costeira e a ocupação do pós-praia provocaram uma redução da linha de praia em mais de 20 metros em Boa Viagem, segundo os autores do estudo.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e da Agência Brasil 
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Para medir o aumento do nivel do mar, cientistas querem pesar o oceano

Obter uma medida precisa do aumento do nível do mar em todo o mundo é mais difícil do que você pode imaginar, graças a uma série de fatores complicadores como o clima regional, aquecimento e as mudanças sazonais na massa oceano.

Para contornar esses obstáculos, os pesquisadores britânicos propuseram uma nova forma de calcular o aumento do nível do mar: a pesagem do oceano. Mas não é a coisa toda – apenas um segmento dela, uma região tropical do Pacífico. Em um estudo publicado em 01 de setembro no jornal Geophysical Research Letters, os cientistas descobriram que essa área do oceano é “tranquila” e sua massa permanece constante durante todo o ano. Os modelos de computador sugerem que seu peso pode ser usado como uma constante para estimar a massa dos oceanos e do nível do mar.

“O princípio é o mesmo que observar sua banheira encher: você não olha perto das torneiras onde tudo que você está espirrando, agitado e rodando. Você olha para o outro lado, onde o aumento é lento e constante”, afirma o autor do estudo, Christopher Hughes, e pesquisador do National Oceanography Centre.

Resumindo, os cientistas querem instalar um medidor de pressão no fundo do mar para calcular o peso da água acima. Atualmente, no entanto, tal dispositivo não existe. Mas os pesquisadores acreditam que o primeiro pesquisador a desenvolver um instrumento que faça isso “vai ter produzido um instrumento de enorme valor para a oceanografia”, disse Hughes.

Todos os oceanos da Terra são estimados para ter um volume de 0,3 bilhões milhas cúbicas (1.332.000.000 quilômetros cúbicos) e uma profundidade média de 12.081 pés (3.682 metros).

O nível do mar está subindo cerca de 0,1 centímetros (3 milímetros) por ano, mas as previsões de elevação do mar ao longo do século variam de um pé (30 cm) para mais de 3 pés (1 m), de acordo com o comunicado.

Fonte: OurAmazingPlanet.com

Apontando para cima Já em 2009, cientistas do Comitê Científico sobre Pesquisa Antártica (http://www.scar.org) advertiram que a elevação do nível do mar será muito superior a 0,59 metros até o final do século e calcularam que, se as temperaturas continuarem a aumentar ao ritmo atual, em 2100 o nível do mar deverá subir até 1,4 metros – o dobro que o previsto em 2007 pelo IPCC.

Essa subida do nível do mar iria engolir nações insulares como as Maldivas, no Oceano Índico e Tuvalu, no Pacífico, devastar as cidades costeiras, como Calcutá e Dacar, e ainda forçaria Londres, Nova York e Xangai à gastarem bilhões em defesas contra inundações.

Garoto paquerando Quer saber mais sobre isso? Acesse “Elevação do nível do mar: medições e consequências no Brasil e no mundo”

Apenas 2ºC ? Esse aquecimento pode ser mais nocivo do que se imagina para os oceanos e vida marinha

tartaruga-verde-maldivasEmbora a comunidade científica internacional tenha chegado ao consenso de que o aumento de até 2º C na temperatura média do planeta é aceitável para os ecossistemas terrestres, esse aquecimento pode ser mais nocivo do que se imagina para os oceanos e para a vida marinha.

“Nesse cenário, o número de dias com picos de temperatura acima dos 28ºC a 30ºC aumentaria significativamente nas águas costeiras e em mares fechados, como o Mediterrâneo. Deveríamos avaliar melhor os efeitos da temperatura mais alta sobre a vida marinha, especialmente sobre a estabilidade de algumas proteínas”, disse Luis Valdés, chefe do setor de Ciência Oceânica da Comissão Intergovernamental de Oceanografia da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), à Agência FAPESP.

Segundo Valdés, que está no Rio de Janeiro para a RIO+20, há uma escassez de peixes no mundo todo e é cada vez mais difícil se achar peixes grandes, o que afeta de forma grave economias que dependem da pesca.

“A elevação dos níveis do mar causada pelo degelo é um dos grandes problemas. Ainda não sabemos a velocidade em que o degelo está ocorrendo na Groenlândia. Como isso vai afetar as mudanças de temperatura nas correntes marinhas é uma informação-chave. Se as correntes mudam, tudo muda”, disse.

“Em termos de biologia, se a produção primária dos oceanos diminuir, a pesca também vai cair. A mudança nas rotas migratórias dos peixes-espadas repercutirá diretamente nas economias dos países e em muitos postos de trabalho em terra. A pesca é um exemplo claro de como um setor produtivo repercute em uma grande economia”, disse Valdés.

Segundo Valdés, a dimensão dos efeitos das mudanças climáticas sobre os oceanos é frequentemente negligenciada e a informação recebida pela comunidade científica e pelo público geral é parcial.

“Temos dados do hemisfério Norte sobre o impacto das mudanças globais nos oceanos, mas não do hemisfério Sul. Desse modo, não temos como saber quais são os efeitos e os danos, como os ecossistemas estão respondendo ou como as espécies estão se adaptando”, ponderou.

Valdés afirma que as medidas que podem ser tomadas no sentido de mitigar os efeitos do aquecimento global sobre os oceanos estão diretamente relacionadas ao poder econômico dos países.

“As medidas tomadas em termos de adaptação em países como Holanda e Inglaterra são no sentido de se proteger contra o aumento no nível do mar. Isso significa uma importante transformação na engenharia costeira, o que é mais difícil de se fazer em economias menos desenvolvidas, como, por exemplo, em pequenas ilhas do Pacífico”, disse.

Fonte: Agência FAPESP

Responda sinceramente: dentre todos os desastres naturais, de qual você tem medo?

“Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (…)” – Carl Sagan

Nosso planeta é mesmo um pequeno ponto no universo. Frágil, é suscetível às nossas ações. Tudo o que fazemos acaba influenciando o meio ambiente.

Culpa do Homem ou não (isso é outra questão), o planeta tem apresentado variações em seu “comportamento”: alterações climáticas, extinção de animais, falta de água potável, terremotos, tempestades… enfim, uma série de eventos que apontamos como resultado direto da manipulação do meio ambiente pelo Homem.

Dentro do quadro atual, o que você mais teme? Tsunamis, terremotos, tornados, tempestades solares, aumento do nível do mar, aquecimento global… afinal qual o evento que você tem mais receio e por quê? O que nos dias de hoje tira seu sono?

 

 Participe deixando seu comentário: diga para nós de qual desastre natural você tem medo?

Correntes oceanicas de aguas quentes causam a maior parte da perda de gelo na Antartida

Esta animação mostra a circulação das correntes oceânicas em torno das plataformas de gelo da Antártida ocidental. As prateleiras são indicados pela cor do arco-íris; vermelho é mais espessa (maior do que 550 metros), enquanto que o azul é mais fino (inferior a 200 metros). Credito: NASA/Goddard Space Flight Center Scientific Visualization Studio

Correntes oceânicas quentes que chegam pela parte debaixo das plataformas de gelo são a causa dominante da perda de gelo da Antártida, conforme um novo estudo feito pela NASA.

Uma equipe internacional de cientistas usou uma combinação de medições por satélite e modelos para diferenciar as duas causas conhecidas responsáveis pelo derretimento das plataformas: as correntes oceânicas quentes descongelando o baixo-ventre das extensões flutuantes de gelo, e o ar quente derretendo-os de cima. A descoberta, publicada na revista Nature, traz aos cientistas a possibilidade de fornecer projeções mais confiáveis ​​quanto ao aumento do nível do mar.

Os pesquisadores concluíram que 20 das 54 plataformas de gelo que estão sendo estudadas vêm derretendo por culpa das correntes oceânicas mais quentes. A maioria destas estão no oeste da Antártida, drenando mais gelo para o mar e contribuindo para a elevação do nível do mar.

"Podemos perder uma enorme quantidade de gelo para o mar sem nunca ter verões quentes o suficiente para fazer a neve do topo das geleiras derreterem", disse o principal autor do estudo Hamish Pritchard, do British Antarctic Survey, de Reino Unido. "Os oceanos pode fazer todo o trabalho por baixo."

A nova pesquisa também liga o aumento observado na fusão que ocorre no lado de baixo de uma plataforma glaciar, chamado de fusão basal, com alterações nos padrões de vento.

"Estudos mostraram que ventos da Antártida mudaram por causa das mudanças no clima", disse Pritchard. "Isso afetou a força e a direção das correntes oceânicas."

Mais informações no link http://www.nasa.gov/topics/earth/features/currents-ice-loss.html (em Inglês)

Catástrofes podem ser mais frequentes na região metropolitana do Rio, mostra estudo

Praias como as do Leblon podem desaparecer nos próximos cem anos, e o mar, destruir calçadas e ruas na orla carioca

 

Inundações, alagamentos, deslizamentos de encosta, falta de água potável e de alimentos, mortes, danos pessoais e governamentais. As tragédias citadas podem ser tonar frequentes na região metropolitana do Rio de Janeiro. É o que mostra o estudo Vulnerabilidades das Megacidades às Mudanças Climáticas: Rio de Janeiro, feito pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pela Universidade de Campinas (Unicamp). A pesquisa, dividida em 13 temas, foi divulgada hoje (7), na prefeitura do Rio.

As projeções, do levantamento que reuniu também 29 colaboradores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Fiocruz, do Instituto Pereira Passos e da Fundação GeoRio, são de elevação da temperatura máxima anual e da ocorrência de dias e noites mais quentes, além do aumento da duração das ondas de calor. A média da temperatura máxima deve passar dos 35,5 graus Celsius (°C) – entre 2011 e 2040 – para 38,6 °C, de 2071 a 2099.

Praias como as do Leblon podem desaparecer nos próximos cem anos, e o mar, destruir calçadas e ruas na orla carioca, causando danos à infraestrutura de saneamento, como tubulações de esgoto. Populações inteiras que hoje vivem às margens das lagoas e baías do Rio e municípios da região metropolitana teriam de ser removidas. Enchentes como as que ocorreram na região serrana do Rio, em Niterói e nos morros da cidade do Rio devem se tornar cada vez mais frequentes.

O economista Sergio Besserman, um dos coordenadores do projeto, disse que é necessário desde já se planejar para enfrentar essas alterações. “Prevenir-se, neste caso, significa salvar vidas e patrimônios. A sociedade tem que cobrar, e as autoridades e a iniciativa privada têm que dialogar e se articular para investir na manutenção de manguezais e adaptação às mudanças climáticas. A adoção de sistema de alerta, plano de contingência, por exemplo, são medidas que precisam sair do papel.”

O estudo propõe medidas imediatas como: a criação de bases de dados consistentes, instrumentos de previsão e monitoramento em tempo real, metodologias que permitam aumentar a previsibilidade dos fenômenos e seus efeitos.

Besserman disse que as medidas de prevenção não são baratas, mas que a demora pode ser danosa e mais cara para a sociedade, pois afeta áreas como saúde, economia e meio ambiente. “Muito conhecimento ainda precisa ser produzido. Só para dar um exemplo, não há estudos sobre a Bahia de Sepetiba.”

A região metropolitana do Rio de Janeiro é a maior aglomeração urbana da costa brasileira, com uma população de cerca de 11,5 milhões de habitantes.

A pesquisa mostra um prognóstico desanimador para as bacias dos rios Acari e Joana, localizados na zona norte da cidade, áreas fortemente urbanizadas. A falta de saneamento ambiental adequado e moradias irregulares devem intensificar os pontos críticos de alagamento.

O estudo também prevê o aumento do número de dias e meses por ano mais favoráveis à ocorrência de dengue, além da possibilidade de epidemia de leptospirose – doença causada pela urina de ratos, que se prolifera nas inundações.

Há ainda a possibilidade de salinização de depósitos naturais de água no solo, com perda da qualidade para consumo trazendo problemas para o abastecimento, com aumento na insegurança alimentar.

Outras orientações da pesquisa são: a criação de um plano diretor de drenagem urbana que considere os cenários futuros de mudanças climáticas, planos de contingência, ações integradas e coordenadas envolvendo diferentes escalas e temas e a cooperação e coordenação entre municípios. Por último, o estudo aconselha que a formulação das políticas públicas considere o desenvolvimento urbano, o meio ambiente e a saúde pública como objetos de políticas transversais.

Fonte: Agência Brasil

BBC Brasil – Notícias – Estudo revela que ilhas do Pacífico estão crescendo, não afundando

Um novo estudo geológico revela que ilhas do Pacífico que se acreditava estarem ameaçadas pelo aumento do nível do mar na verdade estão crescendo, e não afundando.

As ilhas de Tuvalu, Kiribati e da Micronésia estão entre as que cresceram, devido ao acúmulo de restos de corais e sedimentos. O estudo, publicado na revista New Scientist, prevê que essas ilhas ainda existirão dentro de 100 anos.

Prognóstico ‘incorreto’

Nos últimos anos, os moradores de várias ilhas do Pacífico começaram a temer que seus países natais fossem varridos do mapa devido ao aumento do nível do mar.

Usando fotos históricas e imagens de satélite, os geólogos descobriram que 80% das ilhas permaneceram iguais ou aumentaram – em alguns casos, dramaticamente.

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BBC Brasil – Notícias – Estudo revela que ilhas do Pacífico estão crescendo, não afundando.

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