Pesquisa vai mapear influência genética e ambiental na ocorrência de câncer

1065597-1%20-%2014-02-2017_rvrs-1397

Rovena Rosa / Agência Brasil

Um projeto global, que contará com a participação de três instituições brasileiras, pretende mapear como os fatores genéticos e ambientais podem influenciar a ocorrência de câncer em todo o mundo. O programa, chamado Grand Challenge, foi lançado na última sexta-feira (10) pelo Cancer Research UK, um órgão de pesquisas sobre o câncer no Reino Unido, que vai investir na ação 100 milhões de libras – quase R$ 390 milhões.

 

O que se pretende com o projeto é entender, por exemplo, porque determinados tipos de câncer são mais comuns em certas regiões e como comportamentos considerados de risco, como os hábitos de fumar e beber, podem levar ao desenvolvimento da doença.

Para que isso seja possível, os pesquisadores vão analisar e traçar o perfil epidemiológico e as assinaturas genéticas de 5 mil pacientes de cinco continentes, que desenvolveram tumores de rim, pâncreas, esôfago ou intestino.

No Brasil, a pesquisa será desenvolvida com o apoio do Hospital do Câncer de Barretos, do Instituto Nacional do Câncer (Inca) e do A.C. Camargo Cancer Center.

“O câncer não é mais um problema de São Paulo, do Brasil ou dos Estados Unidos. É um problema mundial, existem vários fatores que podem estar relacionados ao processo tumoral, e temos que conhecer todos esses fatores para conseguir resolver o problema mundialmente”, disse Vilma Regina Martins, cientista e superintendente de Pesquisa do A.C.Camargo, em entrevista à Agência Brasil. “Quanto mais dados você tiver, tanto em amostras quanto em diversidade de amostras e de cérebros pensando a respeito do problema, aumenta a chance de se fazer alguma coisa relevante”, ressaltou.

São Paulo - Superintendente de Pesquisa do A.C.Camargo, Vilma Regina Martins, fala da pesquisa sobre o câncer em parceria com o Programa Grand Challenge, financiado pela Cancer Research UK (Rovena Rosa/Agência Brasil)

A superintendente de Pesquisa do A. C. Camargo, Vilma R. Martins – R. Rosa / Agência Brasil

Sete principais linhas de pesquisa ou questionamentos serão feitos dentro do projeto. O A.C. Camargo Cancer Center, por exemplo, fará a parte da pesquisa chamada Mutographs of câncer: discovering the causes of câncer through mutational signatures, liderado pelo professor Mike Stratton, diretor de um campus de pesquisa do genoma do Wellcome Trust Sanger Institute, no Reino Unido. Essa linha de trabalho busca entender como a interação de determinada pessoa com o meio ambiente e o tabaco, por exemplo, pode levar ao desenvolvimento da doença.

A pesquisa também pretende identificar que outros fatores, ainda desconhecidos, estão causando alterações na leitura do código genético do DNA e influenciando o desenvolvimento do câncer. Todos esses fatores provocam algum tipo de alteração na leitura do código genético do DNA. Alguns, como os que são provocados pelo tabaco, já foram identificados. Mas, segundo a cientista, há dezenas de outros que provocam alterações no código genético e que ainda não foram identificados. “Conhecemos alguns desses agentes [tabaco, álcool, benzeno, vírus, produtos químicos, entre outros] que são os mais clássicos e que já foram estudados, mas o ponto é: e quando há um perfil que não está associado a nenhum desses agentes que conheço. Qual é esse agente?”, perguntou Vilma.

Quando se olha para a população mundial, vemos que alguns tumores são mais incidentes em algumas regiões. Pode ser por um fator ambiental como também por um fato genômico ou da genética daquela população, que pode ter algumas alterações que aumentam ou diminuem o risco de desenvolver determinado tumor. Provavelmente o que temos é uma combinação dos dois: do ambiente e da genética dessas pessoas”, disse a cientista.

Outras linhas de pesquisa

Outros questionamentos buscam respostas para o desenvolvimento de vacinas destinadas a prevenir os cânceres não virais e o desenvolvimento de abordagens inovadoras para tornar a doença  controlável e não letal, ou abordam a erradicação dos tumores induzidos pelo Epstein-Barr vírus (EBV) e a distinção entre os tumores letais e que precisam de tratamento dos não letais. Também está previsto um mapeamento dos tumores em níveis molecular e celular e uma pesquisa sobre a entrega de macromoléculas biologicamente ativas a qualquer célula do corpo.

A expectativa é de que sejam coletadas amostras de 900 pessoas no Brasil, que serão sequenciadas por meio de um exame de DNA. Essas pessoas terão também que responder a um questionário padronizado que irá ajudar a entender o seu perfil e os hábitos alimentares ou sua exposição a agentes carcinogênicos.

“Ao final de cinco anos [tempo de duração do projeto], a gente imagina que conseguirá identificar outros agentes etiológicos [causadores de doença] que estão associados com o câncer. E, talvez, algumas características populacionais. E aí conseguiremos mapear, no genoma, onde estão essas alterações ou essas diferenças entre as populações e entender por que elas estão em maior risco que outras. Isso será muito importante porque quando se conhece o agente etiológico, de forma geral você consegue fazer a prevenção”, afirmou a cientista.

Fonte: Empresa Brasil de Comunicação S/A – EBC

Anúncios

Ecologia e fumantes, tal qual na física: dois “corpos” não ocupam o mesmo espaço

Antes que algum fumante despeje sua cólera por intermédio de uma verborréia desenfreada, já vou logo dizendo: fui fumante por 27 anos… cóf! cóf! 

Desde que criei este blog fui, claro, lidando com diferentes assuntos relacionados ao meio ambiente e aprendendo dia a dia um pouco mais sobre o assunto. Fui também descobrindo pessoas que realmente se preocupam com o planeta e como sua empresa ou seu negócio prejudicam ou contribuem em todo esse processo de conservação ambiental. Tem muita gente consciente e de ação, ainda bem. 

Mas tem também muita gente que se diz preocupada com o planeta, adora “dar uma retuitada” em assuntos deste tema ou compartilhar no Facebook (o que é importante e louvável) mas, porém, não olha para dentro de sua própria vida e não corrige hábitos nada saudáveis: seja para o planeta, seja para sí próprio (o que na realidade é a mesma coisa!).
E confesso: eu era um desses aí….

Que adianta informar, conscientizar os outros, se você mesmo está se poluindo? Com qual autoridade você escreve sobre emissão de CO2 se está com um cigarro aceso na boca? E eu fumava 20 por dia.

Completei hoje 18 meses sem fumar, o que em uma conta rápida significa ter deixado de fumar 10.800 cigarros: isso é coisa pra suicida ou não é? Não tenho mais vontade de fumar, mas os primeiros 3 meses foram difíceis. Não usei chicletes ou adesivos de nicotina: passei no supermercado e fiz um estoque de tudo quanto é porcaria doce e salgada e, mais importante, muita água.

Não existe fórmula para largar o vício, é preciso ter força de vontade no início, depois começa a ficar fácil, eu garanto!

Antes de tentar salvar o planeta, a Amazônia, índios ou um mico Leão Dourado qualquer, salve-se primeiro. No que é relacionado ao meio ambiente simplesmente não é possível a máxima do “faça o que digo, não o que faço”, ela não se aplica. Você não é capaz de contribuir para um planeta melhor se não fizer o mesmo por você, pela sua casa. Fumar, não separar o lixo, desperdiçar água…. coisas mínimas para serem corrigidas em primeiro lugar. Se não conseguir isso, não será capaz de salvar uma árvore sequer. 

Se você é fumante, vai por mim: pare de fumar ontem mesmo! O planeta sofre esperando eternamente um grupo de países decidir se devem ou não diminuir as emissões de CO2. Seu corpo sofre esperando a sua atitude de apagar o cigarro… mas você não precisa de um protocolo de Kyoto, ou de uma Rio+20 né? Decida-se e viva!

Já quanto ao planeta, um acordo entre países para diminuir a emissão de CO2 ou salvar o pouco de florestas que nos resta parece ser mais complicado…. mas você decidir parar de fumar não é. Basta, sim, querer (para salvar o paneta também, mas nossos dirigentes não se deram conta disso ainda).

 Publiquei este artigo em 21/04/2012 –  atualizando hoje, 17/11/2014 – então hoje são 18.000 cigarros que deixei de fumar (e sem cóf, cófs!)

29/08 – Dia nacional de combate ao fumo: veja em cartazes “Como a Indústria do Fumo Enganou as Pessoas”

Instituto do Câncer de São Paulo faz alerta sobre males do uso do tabaco com exposição de peças publicitárias

Em comemoração ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) realizou em 29 de agosto de 2011 uma exposição intitulada  Propagandas de Cigarro – Como a Indústria do Fumo Enganou as Pessoas. Ficaram expostas até 14 de outubro daquele ano, 90 peças publicitárias veiculadas nos Estados Unidos, no período de 1920 a 1950.

As peças foram expostas no saguão de entrada do instituto, bem ao lado do colorido mosaico em pastilhas de vidro do destacado artista plástico brasileiro Homero Britto, que inspira à vida. Mas, ao contrário dessa arte, as criativas peças publicitárias induziram milhares de pessoas ao vício do cigarro, o que, mostra a ciência, tem várias sequelas como enfisema pulmonar e câncer.

Nos cartazes, marcas de cigarros que existiam no mercado ou ainda à venda estão entre os dedos de artistas de cinema famosos da época ou sugeridas por imagens de profissionais de saúde ou de ídolos do esporte. Entre as figuras, estão a do ex-presidente dos Estados Unidos Ronald Reagan, nos tempos em que era um galã das telas de cinema; a do ator e cantor Frank Sinatra; a da comediante Lucille Ball, da série I Love Lucy; e a de John Wayne. Com este último, a indústria do tabaco vendeu a ideia de que se o destemido astro do faroeste era um consumidor de cigarro quem lhe seguisse no mesmo hábito poderia vir a ser tão forte e bonito quanto o ator.

Nem o principal protagonista das vendas de Natal, Papai Noel, escapou da estratégia de agarrar o consumidor pela emoção. Além dele, aparecem vendendo cigarros bebês com bela aparência, gordinhos e de olhos azuis. No entanto, em meio a essas peças, também estão os cartazes de alerta entre os quais a de uma modelo negra, que traz na garganta um aparelho respirador. A mensagem associada à imagem da modelo diz que, ao contrário do que possa parecer, o que a moça traz na garganta não é um enfeite e sim um aparelho para ajudar a minimizar os efeitos de um câncer.

Cigarros entre os dedos de artistas de cinema famosos da época ou sugeridas por imagens de profissionais de saúde ou de ídolos do esporte

A primeira mostra foi realizada em 2007, quando uma equipe de médicos da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, decidiu expor a coleção que pertence ao Instituto Smithsonian de Washington. As peças foram expostas naquele ano em São Francisco, Boston, Nova York, na Filadélfia e em Nova Orleans. A coleção original faz parte do Smithsonian.

Segundo o pneumologista Gustavo Prado, do Icesp, além de influenciar adultos, esse marketing agressivo atinge as pessoas na passagem da adolescência para a idade adulta. Ele destacou que, com isso, muitos, já viciados desde jovens, querem, mas não conseguem largar o cigarro por causa da dependência química provocada pela nicotina presente na folha de fumo.

Dados do Icesp indicam que 60% dos fumantes diagnosticados com câncer não conseguem parar de fumar mesmo após descobrirem a doença, e 35% dos pacientes, ou um em cada três, afirmam ser tabagistas no momento em que ingressam na unidade para fazer o tratamento.

“O uso do tabaco é uma doença classificada pela Organização Mundial da Saúde [OMS], mas tem tratamento disponível na rede pública”, alertou Prado. O hábito de fumar pode levar a diversas doenças cardiovasculares e respiratórias, além de ser um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de diversos tipos de câncer. Estima-se que 30% das mortes de pacientes oncológicos tenham sido causadas pelo consumo de tabaco.

Mesmos aquelas pessoas que não fumam, mas vivem sob o mesmo ambiente dos fumantes, estão sujeitas às doenças. Com as recentes medidas de restrição ao uso dos cigarros, o especialista acredita que, no futuro, as estatísticas que apontam casos de doenças originadas pelo contato com o tabaco tendem a diminuir.

De acordo com artigo dos médicos Stella Martins e Paula Santos, do Instituto do Coração (InCor), do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, ainda em 2011, nos últimos 19 anos, o número de fumantes no país caiu de 33% para 17% da população.

Fonte: Agência Brasil 
 
Veja mais cartazes:
 
fumo

Estudo detecta nível expressivo de arsênio em arroz

arrozO arroz, um dos principais grãos da dieta do brasileiro, se não submetido a um controle de qualidade eficaz, pode apresentar uma concentração de variações do elemento químico arsênio acima do ideal. O alerta vem de uma pesquisa realizada na Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP) da USP. “Tal concentração elevada pode contribuir para o desenvolvimento de doenças crônicas, como o câncer”, observa o farmacêutico-bioquímico Bruno Lemos Batista, autor do estudo.

Batista identificou concentrações expressivas do elemento arsênio em diversas variedades de arrozes consumidos no País, tais como o tipo branco (polido), o arroz integral (sem polimento) e parboilizado (do inglês partial boiled, ou seja, parcialmente fervido) integral ou branco. As concentrações eram semelhantes às encontradas por outros pesquisadores na China, Índia, Bangladesh e Estados Unidos, regiões com solos que contam naturalmente com a presença do arsênio. Nas análises, foram constatados níveis moderadamente elevados, na faixa dos 222 nanogramas (ng) de arsênio por grama (g) de arroz. O tipo integral foi um dos que apresentaram maiores concentrações, pois, em geral, o arsênio pode se acumular no farelo.

“Decidimos fazer a especiação química destes grãos, verificando que, em média, nossos grãos possuem ao redor de 40% do arsênio presente nas formas orgânicas, MMA e DMA, e 60% nas formas inorgânicas, As3+ e As5+, sendo que a AsB, dita não tóxica, não foi encontrada, similar ao encontrado por outros pesquisadores em outros países”, conta Bruno.

Considerando a média de arsênio no arroz e que o brasileiro consome 86,5 g desse grão ao dia, a ingestão de arsênio via arroz é pouco maior que via água em sua concentração máxima permitida para ingestão (10 microgramas [µg] de arsênio por litro de água), a partir da média de 2 litros de água diários. Bruno ressalta que o estudo trata da ingestão, e não absorção, desse arsênio presente no arroz pelo intestino. Durante os experimentos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) realizou uma consulta pública para concentração máxima de 300 microgramas de arsênio por grama de arroz.

Diversas variações da substância

O arsênio se apresenta na natureza (solo, alimentos, água) em mais de vinte formas diferentes, algumas mais e outras menos tóxicas aos seres humanos, outros animais e até plantas. Dependendo da forma e da quantidade ingerida pela pessoa este arsênio pode causar sérios danos ao organismo como o câncer, causado pelo arsenito, uma das formas de arsênio. Por outro lado, existem formas que, se ingeridas em grandes quantidades, não causam danos ao organismo humano como, por exemplo, a arsenobetaína, comumente encontrada em alimentos marinhos como o camarão.

Políticas de saúde

Para o pesquisador, a fiscalização sobre o que consumimos deve estar entre as principais diretrizes das políticas públicas e, no caso do arroz, essa proposta não muda.”Temos que procurar sempre a segurança através, no mínimo, do monitoramento da concentração de arsênio e suas espécies químicas, principalmente as inorgânicas e, na medida do possível e da necessidade, realizar pesquisas básicas para entendê-las num processo dinâmico desde plantas até o ser humano”.

Para Batista, outros alimentos também deveriam entrar nesse monitoramento, “focando tanto a quantidade de elementos que causam danos ao organismo, como o mercúrio presente no peixe da Amazônia, como na quantidade de elementos químicos essenciais ao funcionamento do nosso organismo, como o selênio na Castanha do Pará”.

Fonte: Agência USP de Notícias

Mais da metade dos paises estao despreparados para combater o cancer

cancerSegundo OMS, nações não têm plano de controle, que inclui detecção precoce, tratamento e cuidados; Dia Mundial do Câncer é nesta segunda-feira.

Mais da metade dos países em todo o mundo estão lutando para prevenir o câncer e fornecer tratamento para os pacientes, alerta a Organização Mundial da Saúde, OMS.

Segundo a agência, falta nessas nações um plano de controle, que inclui prevenção, detecção precoce, tratamento e cuidados. No Dia Mundial do Câncer, nesta segunda-feira, a OMS destaca ser urgente ajudar a reduzir as mortes por câncer e fornecer tratamento adequado de longo prazo.

Mortes

O câncer é uma das principais causas de morte no mundo: foram 7,6 milhões de vidas perdidas pela doença em 2008. Todos os anos, são registrados quase 13 milhões de novos casos. A OMS afirma que dois terços dos casos e das mortes ocorrem em países em desenvolvimento.

A agência lembra que o tabaco, a obesidade, o uso exagerado de bebidas alcóolicas e as infecções aumentam os riscos de morte para pacientes com câncer. Mas se detectados cedo, casos de câncer de mama, do reto ou cervical podem ser curados com sucesso.

Mitos

Apenas 17% dos países africanos e 27% dos países de baixa renda têm planos de controle e dinheiro suficiente para prevenir a doença. Neste ano, a campanha do Dia Mundial do Câncer foca em melhorar os conhecimentos e acabar com os mitos sobre a doença.

De Washington, o consultor de Comunicação da Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, Ary Silva, falou à Rádio ONU sobre o tema:  “O tema deste ano é ‘Câncer: Você Sabia?’, que pretende mostrar para as pessoas que é realmente um problema muito sério, que as pessoas têm de estar sempre pensando nas formas mais básicas de evitar e também a qualquer sintoma, procurar um médico. Os mitos geralmente dizem que o câncer só dá em ricos ou em países desenvolvidos. Hoje em dia a gente já sabe que é uma epidemia global, que afeta todos os grupos de idade e socioeconômicos. Mas por outro lado, é possível prevenir até 30% desses casos com as estratégias adequadas.”

Mulheres

Segundo a OMS, menos de 50% dos países tem registros sobre o câncer. O cadastro é crucial para obter informações de alta qualidade sobre o total de casos e tipos de câncer, para que políticas nacionais eficazes possam ser implementadas.

Entre terça e quinta-feira, a Opas realiza na capital americana, Washington, a primeira reunião da Iniciativa do Câncer na Mulher. No encontro, será debatida a prevenção e controle do câncer cervical, de útero e de mama nos países do continente americano.

Fonte: Rádio das Nações Unidas

Sem efeito colateral: em cinco anos, acupuntura pelo SUS cresce 567% em SP

acupunturaA quantidade de aplicações de acupuntura em pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado de São Paulo cresceu 567% de 2007 a 2011, último ano com dados consolidados. De acordo com números da Secretaria de Estado da Saúde houve, em 2011, 264,4 mil aplicações da técnica nos serviços públicos do estado, ante 39,6 mil em 2007.

“O custo da sessões não é tão elevado em relação, por exemplo, a alguns medicamentos de alto custo para dor crônica. A acupuntura acaba sendo uma técnica segura, eficaz e de custo relativamente baixo”, disse a médica fisiatra do Serviço de Reabilitação do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo,  Rebeca Boltes Cecatto.

O número de aplicações é crescente ano a ano. Em 2008 foram feitas 95,9 mil sessões de acupuntura; em 2009, 129,9 mil e, em 2010, 202,3 mil. Em 2012, a média mensal indica crescimento de 11% em relação a 2011, com a aplicação, até setembro, de 219,9 mil sessões.

“A acupuntura é muito eficaz e tem bastante respaldo na literatura médica para o tratamento da dor, assim como o vômito, distúrbios do sono e da ansiedade. O que é importante ficar claro é que a técnica auxilia no tratamento dos sintomas, mas ela não trata a doença”, disse a médica.

Atualmente, 221 unidades de saúde no estado fazem consultas ou sessões de acupuntura, que pode ser indicada ainda para lombalgias, hérnias de disco, enxaquecas e artrites.

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo oferece o tratamento para os pacientes que são tratados e acompanhados pelo hospital. As principais recomendações de acupuntura para os pacientes oncológicos são para o controle de náusea e vômitos, boca seca, insônia, ansiedade e dormência de pés e mãos.

“Uma das principais vantagens é que a acupuntura tem muito pouco efeito colateral, diferente de tomar uma medicação, que sempre tem algum efeito colateral. A técnica, quando bem indicada e bem aplicada, feita por um profissional com conhecimento, praticamente não tem risco, não tem efeito colateral”.

Fonte: Agência Brasil

Aprovado projeto que define prazo para que SUS inicie tratamento de pessoas com câncer

cancer2O plenário do Senado aprovou no dia 30 de Outubro o projeto que estabelece prazo máximo de 60 dias para o início do tratamento de pacientes com câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Se o caso for grave, o prazo pode ser menor, segundo o texto.

O projeto original, do Senado, previa apenas o pleno acesso dos pacientes a medicamentos e analgésicos à base de ópio para os casos em que a doença provoque dor intensa. Mas, na Câmara, foi aprovado substitutivo ao texto que amplia a matéria incluindo o prazo máximo para início do tratamento e a obrigatoriedade de que os estados desenvolvam planos de oncologia para instalar serviços especializados.

A relatora da matéria, senadora Ana Amélia (PP-RS), elogiou que o projeto tenha sido aprovado ao mesmo tempo em que se encerra o Outubro Rosa, movimento pela prevenção e tratamento do câncer de mama. Na opinião dela, a nova lei irá beneficiar as mulheres que sofrem com a doença.

O projeto prevê a quimioterapia, a radioterapia ou cirurgia, como o tratamento previsto dentro do prazo. O texto segue agora para sanção presidencial.

Fonte: Agência Brasil

%d blogueiros gostam disto: