Destruicao de florestas: a China no centro da rede mundial de trafico de madeira ilegal

madeira ilegalA China está no centro de uma vasta rede de tráfico global de madeira extraída ilegalmente, e que está destruindo trechos inteiros de floresta ao redor do mundo.

Pesquisas acadêmicas e ONGs como a WWF e a Global Witness já revelaram a existência de que redes de comércio ilegal na África Central, Birmânia e Rússia que levam a madeira diretamente para as cidades ou portos chineses. Agora, pela primeira vez existem denúncias apontando diretamente para Pequim e mostrando que empresas públicas e funcionários do governo local são responsáveis ​​por esse comércio altamente lucrativo e ilegal.

A ONG britânica Agência de Investigação Ambiental (EIA) publicou um relatório detalhado no final de novembro chamado “China, Appetite for Destruction” (China, apetitte por destruição). Ele revela como o apetite da China por madeira tem crescido nas últimas décadas como resultado do consumo das novas classes médias, bem como uma indústria de madeira movida a exportações e enfrentando uma demanda crescente de móveis estrangeiros e empresas de construção.

A China se tornou o principal importador, consumidor e exportador de madeira do mundo. Florestas próprias fornecem menos de 40% de suas necessidades. De acordo com o relatório, “em resposta a graves inundações em 1998, a China adotou um Programa de Conservação da Floresta Natural […] e embarcou em um grande programa de reflorestamento […] O governo gastou US $ 31 bilhões no plantio de árvores, entre 1999 e 2009.”

paurosaMas a diferença entre oferta e demanda tem continuado a crescer. Em 2011, a China importou 180 milhões de metros cúbicos de produtos de madeira, 28% a mais do que em 2010, e 300% a mais que em 2000. De acordo com o EIA, no ano passado, um terço de toda a madeira vendida no mundo foi comprada pela China, com pouca atenção à sua origem.

Ao contrário os EUA, a UE e a Austrália, que, sob a pressão da opinião pública, que adotaram uma legislação que proíbe a importação de madeira ilegal, a China não fez nenhum movimento desse tipo. O governo só assinou acordos bilaterais com os EUA, Europa, Indonésia e Birmânia, cujos benefícios ainda têm de ser demonstrados.

Depois de analisar os dados de comércio de 36 países fornecedores, o EIA concluiu que aproximadamente 10% das toras e madeira serrada é ilegal, representando um volume de negócios de US $ 3,7 bilhões. Empresas públicas, muitas vezes controladas por governos provinciais, desempenham um papel estratégico neste comércio, diz o EIA, citando as importações ilegais da Indonésia e Moçambique. O relatório descreve redes de corrupção em países com governos fracos, como Birmânia, Papua Nova Guiné e Ilhas Salomão.

O tráfico do pau-rosa é especialmente lucrativo. Apesar do pau-rosa ser classificado como uma espécie em extinção pela Convenção de Comércio Internacional, o comércio dessa madeira tem aumentado dramaticamente, desencadeado pela procura gerada por abastadas famílias chinesas para reproduções de móveis das dinastias Qing e Ming. Agora, é originária de Madagascar, Mianmar, Tailândia, Vietnã e Belize, e as importações de pau-rosa para a China subiram de 66.000 metros cúbicos em 2005 para 565 mil metros cúbicos em 2011.

Fonte: guardian.co.uk – artigo: “China at the centre of ‘illegal timber’ trade”

Lugares incríveis… tão incríveis que este lembra Pandora, de "Avatar": Wulingyuan, China

Wulingyuan 2

WulingyuanDeclarado patrimônio mundial pela UNESCO, em 1992, Wulingyuan é uma região de interesse paisagístico e histórico na província de Hunan, China. O local é conhecido pelos mais de 3.000 pilares de arenito, gargantas e cumes, muitos com mais de 200 metros de altura. Entre os desfiladeiros existem piscinas e cachoeiras, umas 40 cavernas, e duas grandes pontes naturais. Além da beleza notável da sua paisagem, a região é também importante pelo fato de abrigar várias plantas e espécies animais em risco de extinção.  A maior parte do sítio é esparsamente povoada e mantém ainda os seus aspectos originais.

Segundo os geólogos, mais de 300 milhões de anos atrás, a região era um oceano. Posteriormente, o oceano retrocedeu e deixou expostas as rochas sedimentares, que se tornaram finalmente os atuais picos, precipícios e pontes ou portas de pedra através das erosões de chuva e vento durante milhões de anos. Há ainda até as linhas sedimentares das águas do oceano em alguns penhascos e fósseis de corais.

Alienígena Imagine-se andando entre estas pilastras gigantes e olhando para cima… você estaria em Pandora, sem dúvida, em meio à natureza dos Na’vi do filme Avatar!

Governo quer criar politica para exploracao de terras-raras: conheça melhor esses valiosos minerais

Os ministérios de Minas e Energia (MME) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) querem criar uma política para a exploração de minerais conhecidos como terras-raras, que apresentam propriedades químicas e físicas úteis para aplicação industrial em produtos de alta tecnologia.

Esses minerais estão incorporados em aplicações como supercondutores, imãs, catalizadores utilizados no refino de produtos diversos (como petróleo), componentes para carros e monitores de LCD, entre outros.

São terras-raras minerais compostos por 17 elementos químicos leves e pesados (a maioria de número atômico entre 57 e 71). Segundo relatório produzido pelo MME e MCTI em dezembro de 2010, as ocorrências de terras-raras no território nacional estão associadas a minerais radioativos com a presença de outros elementos de valor comercial. Apesar da disponibilidade, “o Brasil, atualmente, não lavra nem produz nenhum composto de terras-raras, sendo totalmente dependente da importação”, acrescenta o documento.

Cerca de 97% da produção de terras-raras no mundo estão concentrados na China. Essa situação permitiu ao país alterar bruscamente em 2010 os preços dos componentes e estabelecer cotas de exportação, colocando em ameaça o fornecimento para a indústria de todo o mundo.

“Eles aumentaram os preços como faz um monopólio, aplicaram bem as lições do capitalismo”, comentou Adriano Duarte, coordenador-geral de Tecnologias Setoriais do MCTI, ao lembrar que os chineses ficaram com quase todo o mercado de terras-raras por adotar preços muito baixos, desestimulando a pesquisa e a produção em outros países.

Segundo Carlos Augusto Moraes, coordenador do Estudo de Usos e Aplicações de Terras-Raras no Brasil, em desenvolvimento no Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE, ligado ao MCTI), a estratégia da China é forçar o aumento das exportações de seus produtos acabados. Assim, ao limitar o fornecimento de componentes de terras-raras, pode forçar a importação por artigos de alta tecnologia e valor agregado.

 A situação pôs em alerta os Estados Unidos, o Japão e a União Europeia, que buscam alternativas para garantir o suprimento desses materiais. Representantes de governos estrangeiros já solicitaram informações sobre o potencial de exploração e produção mineral de terras-raras no Brasil.

De acordo com Moraes, o interesse do governo brasileiro é dominar a cadeia produtiva (toda ou parte) de alguns produtos com componentes de terras-raras e, para isso, atrair empresas estrangeiras e multinacionais.

A política para a produção e exploração de terras raras está sendo elaborada dentro dos marcos do Plano Nacional de Mineração 2030, elaborado pelo governo. A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado estuda a criação de legislação específica para a exploração desses minérios.

Atualmente, conforme dados do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), o país tem 164 pedidos para autorização de pesquisa de descoberta de lavras (mais de 50% na Bahia). Apenas seis lavras estão disponíveis. Há no Brasil cerca de 40 mil toneladas cúbicas (contra 36 milhões da China).

Fonte: Agência Brasil

 

Apontando para cima Terras Raras a produção de terras-raras no mundo não é suficiente para atender a demanda e suas aplicações crescem cada vez mais: Elas incluem ímãs, lasers, fibra ótica, drives de discos de computadores, lâmpadas fluorescentes, baterias recarregáveis, conversores catalíticos, chips de memória de computadores, tubos de raio-X, supercondutores de altas temperaturas e as telas de cristal líquido de televisões e monitores.

O Brasil já foi o maior produtor mundial da indústria mineira de terras-raras até 1915, quando passou a alternar essa posição com a Índia durante 45 anos. Ainda assim, o país deixou de lado a produção dos concentrados de terras-raras em 1995, quando produziu 110 toneladas de óxidos. Hoje, a sua única usina de produção está fechada.

Smiley nerd Saiba mais sobre o assunto e sua importância em nossa vida no artigo “Guerra por “terras-raras” já é fato: saiba o que é e como afeta você”

Chineses transformam vegetais em instrumentos musicais

 

Os irmãos chineses Nan Weidong e Nan Weiping transformam vegetais em instrumentos musicais. Eles cresceram rodeados de plantações em uma província central do país e, apesar de terem sido encorajados pelo pai – um professor de música – a aprenderem instrumentos convencionais, tiveram a ideia de usar vegetais para fazer música há dois anos.

China quer colocar asteroide em orbita da Terra

O Departamento de Engenharia Aeroespacial da Universidade Tsinghua, na China, publicou recentemente um relatório detalhando a viabilidade de capturar um asteroide e colocá-lo em orbita da Terra.

O objetivo do projeto seria usar o asteroide como fonte de matéria-prima, minerando seus recursos e enviando-os para a Terra. Estima-se que um asteroide de 1,6Km tenha recursos minerais na casa de US$ 55 trilhões.

Leia mais:

China quer colocar asteroide em orbita da Terra –  MSN Tecnologia.

China evacua 200 mil pessoas devido a temores de tufão

Portos no litoral da China ficaram lotados de barcos, a espera do tufão Muifa

As autoridades chinesas evacuaram mais de 200 mil pessoas da costa leste do país devido aos temores sobre a chegada do tufão Muifa. Meteorologistas acreditam que a tempestade – que deve atingir o litoral da China no domingo – será uma dos maiores do tipo nos últimos cinco anos.

Cerca de sete mil embarcações voltaram aos portos. Os ventos do tufão Muifa podem atingir 162 quilômetros por hora, gerando ondas de até 11 metros no mar. Pelo menos 140 voos foram cancelados e vários trens também foram suspensos.

Leia mais:

BBC Brasil – Notícias – China evacua 200 mil pessoas devido a temores de tufão.

Brasil e China vão construir centro de nanotecnologia em Campinas

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, disse dia 3 de agosto que o governo brasileiro vai construir um centro de pesquisas em nanotecnologia em Campinas, em uma parceria com a Academia Chinesa de Ciências. O centro deve realizar pesquisas em biotecnologia e outras ciências especiais.

Mercadante disse que o centro deve custar R$ 10 milhões, investimento que será dividido entre os dois países. Segundo o ministro, o Brasil vai firmar com a academia convênios para pesquisas em ciências da computação, ciências espaciais e sobre mudanças climáticas.

De acordo com ele, o Brasil negocia, na Organização das Nações Unidas (ONU), a instalação de um centro internacional de formação de pesquisadores sobre biodiversidade no país. Ainda este ano, a ONU deve lançar um plano sobre biodiversidade. Caso aprovado pela ONU, o centro de formação seria instalado em Manaus, segundo o ministro. Mercadante lembrou que a unidade poderia usar as instalações do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), que já tem sede na cidade.

Fonte: Agência Brasil

O que é?

A nanotecnologia (algumas vezes chamada de Nanotech) é o estudo de manipulação da matéria numa escala atômica e molecular. Geralmente lida com estruturas com medidas entre 1 a 100 nanômetros em ao menos uma dimensão, e inclui o desenvolvimento de materiais ou componentes e está associada a diversas áreas (como a medicina, eletrônica, ciência da computação, física, química, biologia e engenharia dos materiais) de pesquisa e produção na escala nano (escala atômica). O princípio básico da nanotecnologia é a construção de estruturas e novos materiais a partir dos átomos (os tijolos básicos da natureza).

Leia mais sobre o assunto aqui no blog, em: Nanotecnologia e meio ambiente: perigos do “nano-lixo” x benefícios da tecnologia em debate

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