Professor sugere medidas mais drásticas para enfrentar seca no Ceará

Açude Cedro, no município de Quixadá, uma das primeiras obras para combater a seca - Arquivo/Agência Brasil

Açude Cedro, no município de Quixadá, uma das primeiras obras para combater a seca – Arquivo/Agência Brasil

O estado do Ceará tem hoje cerca de 10% da capacidade total de 18 bilhões de metros cúbicos de água. Para garantir o fornecimento de água à população até a próxima quadra chuvosa (período de fevereiro a maio, em que são esperadas chuvas mais densas no estado), os órgãos responsáveis pela gestão dos recursos hídricos determinaram medidas restritivas tanto para a população quanto para o comércio e a indústria.

Segundo o presidente da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh), João Lúcio Farias de Oliveira, nas propriedades rurais que trabalham com sistemas de irrigação, houve corte de mais de 70% na oferta de água, que é suficiente apenas para manter culturas permanentes, como banana e goiaba. As indústrias têm meta de restrição de 20% do consumo e são estimuladas a reutilizar a água. Para os moradores da região metropolitana de Fortaleza, existe também a tarifa de contingência de 20% na conta.

O físico Alexandre Araújo Costa, PhD em Ciências Atmosféricas, diz, porém que são necessárias medidas mais drásticas para evitar o colapso hídrico na região metropolitana e no estado. Entre as  medidas sugeridas estão a interrupção do fornecimento de água para as usinas termelétricas que funcionam no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, no município de São Gonçalo do Amarante, a 65 quilômetros de Fortaleza, e a redução da vazão de água para a recém-inaugurada Companhia Siderúrgica do Pecém, também localizada no complexo.

Segundo Costa, somente o desligamento das quatro térmicas economizaria 800 litros de água por segundo. Quando do lançamento do Plano de Segurança Hídrica de Fortaleza e Região Metropolitana, o governador Camilo Santana citou como possibilidade a “decisão drástica” de interromper o fornecimento de água para as termelétricas Pecém I e II, as maiores do complexo, que geram, juntas, 1.080 megawatts de energia para o Sistema Interligado Nacional.

“As medidas para preservar os estoques hídricos são insuficientes. Vamos entrar em 2017 contando com a sorte, pois a política de governo atual nos coloca sob elevado risco”, afirma o físico. Ele considera “factível” desligar as térmicas e negociar o adiamento do início das operações da siderúrgica.

Professor da Universidade Estadual do Ceará, Costa afirma que a gestão dos recursos hídricos do estado tem sido “desastrosa” desde as quadras invernosas de 2008 e 2009, quando houve grande  aporte de água nos reservatórios. Ele lembra que, nesse período, e até 2012, houve grande atração de empresas e indústrias para o estado, com a consequente outorga de água para os novos empreendimentos. “Criou-se uma ilusão de que havia água em abundância e que se poderia outorgar água para grandes usuários.”

Com possíveis suspensões do fornecimento às termelétricas e a empreendimentos de fruticultura irrigada e redução da vazão de água para a CSP, o físico estima que poderiam ser economizados 2,5 mil litros de água por segundo, o que daria para abastecer 2 milhões de pessoas.

O presidente da Cogerh, no entanto, diz que as medidas de restrição atuais são suficientes para o abastecimento humano e manutenção das atividades econômicas. Segundo Oliveira, a irrigação é a mais afetada, e as indústrias estão incluídas na meta de redução de consumo.

“A única região do estado que ainda mantém irrigação é o Vale do Jaguaribe [um dos grandes produtores de frutas do Ceará]. A atividade industrial também opera com restrição de água”, afirma Oliveira. Se houvesse a suspensão completa de água para a irrigação e as grandes indústrias, toda a nossa atividade econômica e a geração de empregos no estado poderiam ser afetadas. “Ainda podemos mantê-las dentro das possibilidades atuais”, diz Oliveira.

Fonte: Empresa Brasil de Comunicação S/A – EBC
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Aquecimento global poderá reduzir em 44% a grande circulação das águas do Atlântico

 

Pesquisa paleoclimática mostrou que, no passado, o colapso da grande circulação das águas do Atlântico provocou chuvas torrenciais e prolongadas no Nordeste e marcante aumento da temperatura ao largo do Sudeste. Esta circulação poderá diminuir sua intensidade quase pela metade ainda neste século.

A diminuição na intensidade da Célula de Revolvimento Meridional do Atlântico em até 44% fará com que parte do calor fique retido no Atlântico Sul e no Oceano Austral, impactando os centros de alta e baixa pressão, o regime dos ventos, a intensidade e duração das chuvas.

Para se ter ideia da importância dessa circulação oceânica, conhecida como Célula de Revolvimento Meridional do Atlântico, basta considerar que sua potência (quantidade de energia liberada por segundo) é quase 100 mil vezes maior do que a da usina hidrelétrica de Itaipu, com todas as turbinas funcionando. A estimativa mais pessimista do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change – Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) é que essa potência, de 1,3 petawatt (1,3 x 1015 W), venha a ser reduzida em 44% até 2100.

O projeto “Resposta da porção oeste do Oceano Atlântico às mudanças na circulação meridional do Atlântico: variabilidade milenar a sazonal” tem o apoio do Programa Jovens Pesquisadores da FAPESP.

Leia a reportagem completa em: http://www.agencia.fapesp.br

Cartilha do Sebrae orienta empresas como minimizar impactos de enchentes

enchentesO Sebrae em Pernambuco produziu uma cartilha para ajudar microempreendedores individuais (MEI), proprietários de micro e pequenas empresas e produtores rurais a minimizar os impactos causados aos negócios pela enchentes. O material é resultado de dois anos de trabalho junto aos municípios da Zona da Mata Sul atingidos pela enxurrada em 2010. A cartilha, que será distribuída nessa região, tem linguagem simples e didática.

A publicação contém informações que visam ajudar os empreendedores a adotar ações que reduzam os estragos produzidos por chuvas fortes. Um exemplo é evitar jogar resíduos em canais e não instalar empreendimentos em locais que sofram inundações constantes. Entre outros pontos, o documento aborda ainda temas como certificação ambiental e linhas de financiamento para os pequenos negócios.

A iniciativa faz parte do Projeto Reconstruir Sebrae, que atendeu os mais de 30 municípios pernambucanos da Zona da Mata Sul atingidos pela enchente de dois anos atrás, a exemplo de Barreiros, Palmares, Cortês e Catende. A proposta do projeto, que encerrou agora em dezembro, foi de apoiar os empresários que sofreram grandes perdas a recuperarem seus negócios.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Simulados preparam populacoes do Sul e Sudeste para desastres naturais

Angra dos Reis (RJ), 01/01/2010, Deslizamento / ChuvasPopulações que vivem em áreas de risco nas capitais do Sul e do Sudeste vão participar de simulados de preparação para desastres entre os dias 19 e 30 de novembro. De acordo com o secretário nacional de Defesa Civil, Humberto Viana, os treinamentos, que vêm ocorrendo em vários estados desde maio de 2011, ajudaram a diminuir o número de mortes em casos de eventos climáticos extremos, como enxurradas e deslizamentos.

Viana informou que no ano passado, quando municípios da serra fluminense foram atingidos por enchentes que devastaram boa parte da região, foram contabilizadas em todo o país 1,2 mil mortes provocadas por desastres naturais. Este ano, até agora, 46 pessoas morreram pelo mesmo motivo.

O secretário explicou que embora a análise não englobe todo o ano de 2012 e deixe de fora o mês de dezembro, quando tradicionalmente as chuvas atingem muitas regiões, inclui o mês de janeiro, que também é um dos mais críticos.

“Esses números demonstram que preparar a população que vive em regiões mais vulneráveis no período de chuvas dá certo. Estamos criando no Brasil uma nova cultura de mitigação. Podemos avançar em diversas políticas de defesa civil, mas não podemos impedir que esses desastres [naturais] ocorram. Então, devemos nos preparar para prevenir [as mortes], com capacitação e treinamento”, disse, acrescentando que estudos indicam que os episódios climáticos ocorrerão em intervalos cada vez menores e com proporções crescentes.

De acordo com o Ministério da Integração Nacional, responsável pela ação, os simulados contam com o apoio logístico e técnico das coordenadorias estaduais e municipais de Defesa Civil, a participação da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da sociedade civil organizada.

Durante os treinamentos, os moradores são retirados das casas e direcionados para as rotas de fuga até um ponto de encontro. Em seguida, vão para um abrigo, onde participam de palestras. Na avaliação do secretário Humberto Viana, os exercícios consolidam procedimentos para a criação de um sistema permanente de monitoramento e ajudam os órgãos locais a planejar melhor a ação em casos de risco.

No primeiro semestre deste ano, os simulados foram aplicados em municípios da Região Nordeste.

Na última sexta-feira (19), foi publicada no Diário Oficial da União a decisão do governo de abrir crédito extraordinário, no valor de R$ 381,2 milhões, para atender às necessidades dos estados e municípios em casos de desastres naturais.

Fonte: Agência Brasil

62 dias sem chuva: estiagem na capital paulista já é a segunda mais longa da historia

sao pauloA capital paulista deve completar hoje (17) 62 dias sem chuva, mas já tem a segunda mais longa estiagem da história desde ontem, quando a cidade atingiu marca idêntica à registrada em 1964 (61 dias sem chuvas). Se concretizadas as previsões, este será, isoladamente, o segundo inverno mais seco da cidade de São Paulo desde que as estatísticas começaram a ser feitas, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), órgão da prefeitura de São Paulo.

O atual período de estiagem, no entanto, não deve ultrapassar o recorde de 1985, quando se somaram 78 dias de seca, porque uma frente fria vinda do Sul deve provocar chuvas expressivas na capital paulista na próxima quinta-feira (20), segundo Michel Pantera, meteorologista do CGE. Ele informa que, durante todo o mês de setembro, houve precipitação de apenas 0,3 milímetro (mm) por metro quadrado na cidade, em forma de garoas finas.

Para que seja considerada como chuva, é necessário que a precipitação chegue a 1 mm. Este valor é bem abaixo a média para o mês de setembro, que é 78 mm. “Ainda não há como prever, com certeza, se a média será atingida. Mas, a menos que aconteça alguma grande reviravolta, a perspectiva é que fique bem abaixo”, explicou à Agência Brasil o meteorologista Michel Pantera.

A principal consequência da estiagem é a queda da umidade do ar. De acordo com o CGE, nesta segunda-feira, por volta das 11h a umidade na cidade de São Paulo estava em torno de 45%. A previsão para o período da tarde é que se repita o quadro, que tem sido frequente no último mês, de umidade abaixo dos 30%, situação que já é considerada pela Defesa Civil como estado de atenção. O padrão ideal da Organização Mundial da Saúde (OMS) é 60% de umidade relativa do ar.

As temperaturas também estão elevadas para a estação. Na tarde de ontem (16), a capital paulista registrou 33,1 graus Celsius (ºC), o segundo dia mais quente do inverno de 2012, perdendo apenas para o dia 9 de setembro, quando os termômetros marcaram 33,3 ºC. Se considerada a série história, esse domingo apresentou a décima maior temperatura para um inverno desde 1943. O CGE prevê que a máxima chegue aos 34ºC na tarde de hoje, superando a marca mais alta da estação em 2012.

Nas demais regiões do estado de São Paulo, monitoradas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão é que o tempo seco seja quebrado por chuvas isoladas que podem cair nas próximas horas. Na manhã de hoje, as cidades de Ibitinga, na região central, e Barretos, no norte, apresentavam umidade relativa do ar de 24%, índice mais baixo de todo o estado, segundo o Inmet. Apenas o litoral e Vale do Ribeira apresentam umidade considerada adequada, acima de 65%.

Fonte: Agência Brasil

Chuvas deixam 50 municipios em situacao de emergencia e afetam 77 mil familias no Amazonas

chuvaBalanço da Defesa Civil do Amazonas divulgado hoje (22) indica que o estado já contabiliza 50 municípios em situação de emergência e três em situação de calamidade pública – Barreirinha, Careiro da Várzea e Anamã. Ao todo, 77.661 famílias foram afetadas pelas chuvas na região.

O órgão informou que, entre as cidades atingidas, 36 já receberam algum tipo de ajuda humanitária como cestas básicas, kits de higiene pessoal, de limpeza, de medicamentos e kits dormitório, totalizando mais de 130 toneladas.

Na capital, Manaus, a Defesa Civil informou que as ações incluem a limpeza dos igarapés, a retirada de lixo de áreas alagadas e a construção de passarelas e de pontes de acesso.

Foram instalados também três equipamentos para bombear águas represadas e poluídas provenientes do esgoto doméstico e comercial do centro da cidade. Outra medida inclui o lançamento de 10 toneladas de cal (óxido de cálcio) na água represada para a diminuir o odor, a proliferação de mosquitos e doenças.

Fonte: Agência Brasil

Chuva obriga 11 mil pessoas a deixarem suas casa no Haiti

500px-Haiti_(orthographic_projection).svgA chuva torrencial que atinge o Haiti, nos últimos dias, levou 11 mil pessoas a deixarem suas casas e deixou pelo menos nove mortos. O Serviço de Proteção Civil informou que a situação é mais grave no Sul e Oeste do país. A capital Porto Príncipe também sofre em decorrência dos efeitos do mau tempo na região.

Situação semelhante enfrenta os moradores da República Dominicana, país vizinho ao Haiti, que também é alvo dos impactos da chuva. Em alerta, os serviços de meteorologia e segurança do país informaram que 23 das 32 províncias estão ameaças por inundações.

O Haiti é o país mais pobre das Américas. Em janeiro de 2010, um terremoto de 7 graus na escala Richter destruiu o país, matou mais de 250 mil pessoas e provocou desmoronamentos de prédios públicos e privados. A comunidade internacional ajuda o governo do Haiti até hoje.

Fonte: Agência Brasil

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