Ciclone causa estragos na cobertura de gelo no Artico – video NASA

Uma forte tempestade causou estragos na cobertura de gelo do mar Ártico em agosto de 2012.

Esta visualização mostra a força e a direção dos ventos e seu impacto sobre o gelo: os vetores vermelhos representam os ventos mais rápidos, enquanto vetores azuis representam ventos mais lentos.

Fonte: NASA

Tufão Roke: Cerca de 400 mil pessoas são orientadas a deixar suas casas no Japão

Tufão Roke - Imagem por satélite

Cerca de 400 mil pessoas que moram na região central do Japão, devem deixar suas casas. A recomendação é das autoridades japonesas por causa da aproximação do Tufão Rocke e da previsão de chuva torrencial nos próximos dias na área, com inundações e desabamentos.

O alerta foi dado hoje (20) a partir da cidade de Nagoya. Mas a desocupação não é obrigatória.  O ciclone está na Região Sudoeste do Japão.

No começo deste mês, o Oeste do Japão foi atingido pelo Tufão Talas, que deixou mais de 100 mortos e desaparecidos. Pelo menos 4.500 pessoas perderam suas casas e ficaram sem abastecimento de energia e água.

Há pouco mais de seis meses, o Japão enfrentou um terremoto seguido de tsunami, agravado por acidentes radioativos na regiãoda Usina de Fukushima Daiichi, no Nordeste. Até hoje, as autoridades japonesas tentam reconstruir o país e reorganizar a vida de vários moradores que tiveram de deixar suas cidades em decorrência dos riscos de contaminação.

Fonte: Agência Brasil

Até o início desta manhã (horário de Brasília) o tufão Roke se encontrava 160 km ao sudeste da ilha de Tanegashima (sul do Japão) e se dirigia rumo ao nordeste a uma velocidade de 15 km/h com ventos de até 198 km/h, segundo a Agência Meteorológica do Japão.

Tufão Talas deixa pelo menos 28 mortos e 56 desaparecidos no Japão

Tufão Talas - Tufão é o nome que se dá aos ciclones formados no sul da Ásia e na porção ocidental do oceano Índico, entre julho e outubro. É o mesmo que furacão, só que na região equatorial do oceano Pacífico. Os tufões surgem no mar da China e atinge o leste asiático.

A passagem do Tufão Talas pelo Japão, no último fim de semana, deixou pelo menos 28 mortos e 56 desaparecidos. Cerca de 3.600 pessoas ficaram isoladas devido a deslizamentos de terra e queda de pontes. Os dados se referem ao último balanço divulgado pelo governo japonês. A previsão para hoje (5) é que a tempestade tropical seja mais suave, segundo as autoridades.

Há relatos de mais de 100 feridos, de destruição de pelo menos 80 casas e de 1.300 residências inundadas. Aproximadamente 30 mil famílias, em quatro cidades, ficaram sem energia. As operações de resgate enfrentam dificuldades em decorrência dos problemas de acesso aos locais atingidos. O governo criou um gabinete de crises perante os estragos que o tufão tem causado.

Houve interrupção de estradas devido à chuva e aos deslizamentos de terra. Em Wakayama, há registros de 17 mortos e 34 desaparecidos. Na cidade de Tanabe, um deslizamento de terra destruiu três casas e matou uma pessoa, mas ainda há sete desaparecidas. Em Nachi-Katsuura, um homem foi encontrado morto em um carro submerso e outro em uma casa danificada.

Em Nara, quatro pessoas morreram e 20 permanecem desaparecidas, enquanto a prefeitura de Tokushima registrou três mortos. Em Mie, uma mulher, de 89 anos, morreu em decorrência de um deslizamento de terra. Em Ehime, uma mulher, de 45 anos, foi encontrada morta em decorrência de um afogamento.

Depois de ter passado pela Ilha de Shikoku e o sul da Ilha de Honshu, o tufão avança a 15 quilômetros por hora pelo Mar do Japão, na direção Noroeste, causando rajadas de vento que atingem os 100 quilômetros por hora e chuva em boa parte do arquipélago – onde 38 das 43 províncias estão sob alerta.

Com informações da emissora estatal de televisão do Japão, NHK, e a agência pública de notícias de Portugal, Lusa// Fonte: Agência Brasil

Mudança climática: Alterações nos polos magnéticos seriam a causa das “super tempestades”

Ciclone Yasi na Austrália - categoria 5

Os polos magnéticos estão sofrendo alterações, criando forças capazes de gerar tempestades enormes, como as que vimos no início de 2011. Há evidências de que um ciclo de super-tempestades já começou, o último sendo a tempestade de gelo gigante da América do Norte. É este o início de uma nova Idade do Gelo?

Novas evidências começam a surgir sobre a oscilação da Terra, seu efeito sobre o clima e o início de uma nova Idade do Gelo, anunciado por uma série de tempestades monstruosas como as desencadeadas no Reino Unido no final de 2010, nos EUA antes do Natal e de novo no início de fevereiro no leste da Austrália, primeiro com a sua pior enchente de todos os tempos e, em seguida, com um furacão de categoria 5.

A mais recente tempestade a atingir os EUA afetou 150 milhões de pessoas e se estendeu por 2.000 milhas de território, de acordo com a pesquisa apresentada no artigo “Magnetic polar shifts causing massive global superstorms”. Na Austrália, chuvas sem precedentes proporcionaram a visão de tubarões nadando ao longo das ruas das cidades.

Em seguida, a Austrália foi atingida pelo furacão Yasi, com seus ventos de quase 200 mph – 22 por cento mais rápido que um furacão da categoria 5. “O Yasi pode ser só uma antecipação do futuro das super-tempestades. Alguns pesquisadores do clima dizem que o campo magnético está mudando rapidamente e estão prevendo super-tempestades no futuro, com ventos de até 300 a 400 mph “, afirma o pesquisador Terrence Aym*.

O que está acontecendo?

Segundo a pesquisa, uma mudança no campo magnético do Sol está reagindo com a Terra, tendo um efeito não apenas sobre nossa magnetosfera, mas também sobre a sua oscilação, a dinâmica do seu núcleo, as correntes do oceano e do clima. O resultado é que o núcleo magnético da Terra está se deslocando 40 milhas a leste anualmente nesta última década, ao contrário da média de 5 quilômetros. Pior, o deslocamento está se acelerando.

Deslocamento dos polos magnéticos - em aceleração

Terrence Aym* revela relatórios da NASA que indicam que o campo magnético da Terra agora mostra rachaduras que afetam a ionosfera e os padrões de vento na troposfera, o trabalho também cita a Agência Federal NOAA, que “emitiu um relatório que provocou uma onda de pânico quando previu que super-tempestades no futuro podem acabar com a maior parte da Califórnia.”

Ainda mais preocupante é a citação de The Economist, em um artigo detalhado sobre o campo magnético: “Não há, entretanto, um crescente corpo de evidências de que o magnético da Terra campo está prestes a desaparecer, pelo menos por um tempo. O histórico geológico mostra que ele vira de vez em quando, com o pólo sul tornando-se o norte, e vice-versa. Em média, tais mudanças ocorrem a cada 500.000 anos, mas não há um padrão discernível. Mas, como discutido no Greenland Space Science Symposium, realizado em Kangerlussuaq este ano, os sinais são de que outra inversão magnética está chegando.”

Bibliografia:

– Science/Pravda.ru

-http://www.agu.org/pubs/crossref/2010/2009JA014612.shtml

-http://www.salem-news.com/articles/february042011/global-superstorms-ta.php*

-http://www.helium.com/items/2083868-magnetic-polar-shifts-causing-massive-global-superstorms

-http://www.economist.com/node/9143913

Incrível: Lua-de-mel de casal sueco segue ‘trilha de destruição’ pelo mundo

Lua de Mel x desastres naturais pelo mundo

A viagem de quatro meses de Stefan and Erika Svanstrom, com a bebê Elinor, era para ter sido uma lua-de-mel descontraída e ensolarada, mas acabou sendo marcada por desastres naturais.

Começando pela Alemanha onde enfrentaram uma tempestade de neve, foram para a Austrália, onde passaram por áreas afetadas por incêndios florestais, além de tempestades de monsões, lá e em Bali, na Indonésia.

Depois foram para Cairns, na Austrália, onde atravessaram o ciclone Yasi, o mais destrutivo a atingir a região em vários anos. Na próxima parada, o Japão, acabaram vivendo o terremoto em Tóquio.

Para encerrar, foram para Brisbane, na Austrália, logo depois das enchentes que devastaram a região.

Veja mais na BBC

O terceiro ciclone brasileiro, Arani, afasta-se da costa

Ciclone Arani - Foto por infravermelho - NASA

O satélite Aqua da NASA avistou a tempestade sub-tropical Arani no Atlântico sul. Arani se formou próximo à costa do Brasil e agora está se movendo para longe dela.

Os ciclones tropicais no Atlântico são uma ocorrência rara e, desde 2004, há apenas três deles, sendo o terceiro o Arani. Em 2004 formou-se o Catarina, leia mais sobre ele aqui.

Dados completos sobre o Arani no site da NASA: http://www.nasa.gov/mission_pages/hurricanes/archives/2011/h2011_Arani.html

O inexplicável Catarina, o primeiro furacão no Brasil: Estamos preparados para as mudanças climáticas?

Foto 3D: Catarina na costa Brasileira

Em 2 de abril de 2004 foi produzido um artigo pela NASA (Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos) sobre o Catarina, logo após este furacão ter atingido o litoral sul do Brasil em 28 de março de 2004. O título The Nameless Hurricane (O Furacão Sem Nome) se explica pelo fato de jamais ter sido preparada uma lista de nomes para ciclones tropicais no Atlântico Sul, já que até então se acreditava ser impossível um furacão nesta região.

As listas de nomes são preparadas por centros regionais previamente definidos pela WMO (Organização Meteorológica Mundial). Já o nome Catarina foi dado por meteorologistas brasileiros e acabou se popularizando, sendo adotado inclusive por algumas instituições internacionais.

Imagens de satélite do Catarina

No artigo, Robbie Hood, pesquisadora de furacões da NASA, diz “Isto apanhou realmente todos desprevenidos, não é para furacões ocorrerem nessa parte do mundo.” Satélites meteorológicos têm orbitado a Terra há mais de 40 anos. Durante esse tempo, localizaram furacões (também chamados “tufões” ou “ciclones”) no Oceano Atlântico Norte, e em ambos os lados do Equador nos Oceanos Pacífico e Índico, mas nunca antes no Atlântico Sul.

Quando a tempestade atingiu o Brasil, observadores locais nem tinham mesmo a certeza de que era um furacão. O Brasil não tem uma rede de estações meteorológicas estabelecidas em terra para medir os ventos e as chuvas das tempestades tropicais. “Não há caçadores de furacões no Brasil,” acrescenta Hood. “As tempestades são tão raras.”

Trajetória do Catarina

O Catarina veio como um alerta: mudanças climáticas importantes estão ocorrendo em todo o mundo e se nós no Brasil não começarmos a prestar atenção, a estudar e combater suas causas conjuntamente com todos os outros países, seremos novamente pegos de surpresa por um outro furacão “sem nome”… O Catarina causou prejuízos que devem ser lembrados: 500 casas arruinadas, barcos de pesca afundados, e pelo menos duas pessoas mortas e mais de 1500 pessoas desalojadas. Não tínhamos plano de evacuação e informações de procedimentos de emergência preparados.

O que temos feito então desde 2004? A história têm se repetido com outros problemas e resultados semelhantes, chuvas torrenciais e secas, deixando milhares de desabrigados e mortos sob escombros dos deslizamentos. Medidas como planejamento urbano, contrôle meteorológico, planos de evacuação e atendimento médico e logístico às regiões afetadas têm de ser criadas e implantadas o quanto antes, ou ficaremos sempre à mercê do clima.

Com informações da Metsul – Publicado em Julho/2009 e atualizado em Fevereiro/2011

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