Governo e responsabilidade: Prevenção é a melhor solução antes que graves problemas ambientais atinjam as populações

A coordenação de atividades é importantíssima em situações de emergência, bem como ter pessoal treinado e equipamentos.

Com os efeitos climáticos, são necessárias discussões sobre assuntos, como atendimentos de emergências, socorros, manipulação de recursos humanos e materiais, auxílio aos desabrigados, distribuição de donativos, centros de agrupamentos, controle de epidemias, gestão de obras, controle de vias, normas de segurança pública, dentre outros em situações de graves problemas ambientais que atinjam as populações.

A coordenação de atividades é importantíssima em situações como esta, para salvar vidas e evitar maiores dores na comunidade em que ocorreram os fatos.

Organizar o pessoal disponível para aperfeiçoar esforços e recursos; analisar os prognósticos meteorológicos das próximas horas; estados das vias de acesso ao socorro; determinar as responsabilidades de cada grupo; comunicar outras autoridades oficiais, ONGS de apoio, comandos militares, comunidades civis organizadas e equipes de especialistas do corpo de bombeiros; evacuação de áreas de risco; criar mecanismos de transporte de pessoas e instrumentos a serem utilizados; verificar a disponibilidade de helicópteros mais próximos para assistência nas áreas de maior risco; organizar logisticamente o transporte de suprimentos humanitários; integrar ações civis e militares em uma força conjunta de resgate; simular situações de evacuação com intuito de diminuir efeitos durante um desastre natural; informar a sociedade e os meios de comunicação de tal forma que não atrapalhe o andamento das atividades de socorro; para onde devem ser transferidos os feridos e mortos; assistência às famílias junto a cartórios, polícia e hospitais; dentre tantas outras providências e analisem que isto não é possível de ser feito com competência sem discussões preventivas sobre situações emergenciais, portanto compete a cada cidade ter uma equipe preparada para situações de risco para minimizar seus efeitos ou então estabelecer parcerias através de consórcios de cidades.

Podem ser considerados desastres naturais situações como: seca, tremores de terra, terremotos, trombas d´água, tornados, maremotos, enchentes, ciclones, deslizamentos de terra, incêndios florestais e outros.

Em casos de ter que montar hospitais de campanha, dividir ou classificar da seguinte forma: cirurgia maior e menor; medicina geral; epidemiologia; atenção médica básica; assistência neurológica, outros como exemplo: queimados, etc.

A elaboração de um programa de melhoramento de comunicação para a coordenação de gestão preventiva ou de resposta a situações emergenciais.

Prioritário em situações emergenciais o restabelecimento da infraestrutura básica como ligações de água, energia elétrica, telefone, gás e outros; limpar as áreas contaminadas com pessoal treinado; coordenar ajuda médica aos afetados; realizar trabalho conjunto e coordenado com outros órgãos; adequar ou construir albergues para alojar a população afetada; transição de socorro ao desenvolvimento em parceria com governo estadual e federal; dentre outros.

Como analisamos é complexo o desenvolvimento de ações de socorro, para tal, é necessário o treinamento dos gestores públicos das cidades para o atendimento mais adequado a população atingida. Que os políticos tomem ciência de suas responsabilidades de governar com maior responsabilidade pública. Espero que os avisos da natureza estabeleçam ações preventivas coordenadas pelos governos em cada localidade. A prevenção sempre é o melhor solução.

Fonte: Pravda.ru 
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O inexplicável Catarina, o primeiro furacão no Brasil: Estamos preparados para as mudanças climáticas?

Foto 3D: Catarina na costa Brasileira

Em 2 de abril de 2004 foi produzido um artigo pela NASA (Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos) sobre o Catarina, logo após este furacão ter atingido o litoral sul do Brasil em 28 de março de 2004. O título The Nameless Hurricane (O Furacão Sem Nome) se explica pelo fato de jamais ter sido preparada uma lista de nomes para ciclones tropicais no Atlântico Sul, já que até então se acreditava ser impossível um furacão nesta região.

As listas de nomes são preparadas por centros regionais previamente definidos pela WMO (Organização Meteorológica Mundial). Já o nome Catarina foi dado por meteorologistas brasileiros e acabou se popularizando, sendo adotado inclusive por algumas instituições internacionais.

Imagens de satélite do Catarina

No artigo, Robbie Hood, pesquisadora de furacões da NASA, diz “Isto apanhou realmente todos desprevenidos, não é para furacões ocorrerem nessa parte do mundo.” Satélites meteorológicos têm orbitado a Terra há mais de 40 anos. Durante esse tempo, localizaram furacões (também chamados “tufões” ou “ciclones”) no Oceano Atlântico Norte, e em ambos os lados do Equador nos Oceanos Pacífico e Índico, mas nunca antes no Atlântico Sul.

Quando a tempestade atingiu o Brasil, observadores locais nem tinham mesmo a certeza de que era um furacão. O Brasil não tem uma rede de estações meteorológicas estabelecidas em terra para medir os ventos e as chuvas das tempestades tropicais. “Não há caçadores de furacões no Brasil,” acrescenta Hood. “As tempestades são tão raras.”

Trajetória do Catarina

O Catarina veio como um alerta: mudanças climáticas importantes estão ocorrendo em todo o mundo e se nós no Brasil não começarmos a prestar atenção, a estudar e combater suas causas conjuntamente com todos os outros países, seremos novamente pegos de surpresa por um outro furacão “sem nome”… O Catarina causou prejuízos que devem ser lembrados: 500 casas arruinadas, barcos de pesca afundados, e pelo menos duas pessoas mortas e mais de 1500 pessoas desalojadas. Não tínhamos plano de evacuação e informações de procedimentos de emergência preparados.

O que temos feito então desde 2004? A história têm se repetido com outros problemas e resultados semelhantes, chuvas torrenciais e secas, deixando milhares de desabrigados e mortos sob escombros dos deslizamentos. Medidas como planejamento urbano, contrôle meteorológico, planos de evacuação e atendimento médico e logístico às regiões afetadas têm de ser criadas e implantadas o quanto antes, ou ficaremos sempre à mercê do clima.

Com informações da Metsul – Publicado em Julho/2009 e atualizado em Fevereiro/2011

Desastres naturais mataram 3,3 milhões de pesssoas em 40 anos, diz estudo

Os desastres naturais, como enchentes, terremotos e tsunamis, mataram 3,3 milhões de pessoas em todo o mundo nos últimos 40 anos, diz um estudo divulgado nesta quinta-feira pelo Banco Mundial, em parceria com as Nações Unidas.

Desse total, cerca de 1 milhão de pessoas morreram na África, vítimas da seca.

Após dois anos de pesquisa, os dois organismos internacionais estimaram ainda que os prejuízos causados por esses desastres poderão triplicar até o final do século, atingindo a cifra de US$ 185 bilhões ao ano.

De acordo com o levantamento, o número fica ainda maior quando considerado o impacto das mudanças climáticas.

Leia mais:

Desastres naturais mataram 3,3 milhões de pesssoas em 40 anos, diz estudo – vida – Estadao.com.br.

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