Nanotecnologia e meio ambiente: perigos do “nano-lixo” x benefícios da tecnologia em debate

Pesquisas mostram que a nanotecnologia já está presente em mais de mil produtos de consumo em todo o mundo, como cosméticos, tecidos e aparelhos eletrônicos.

Não há dúvida de que a nanotecnologia oferece a perspectiva de grandes avanços que permitam melhorar a qualidade de vida e ajudar a preservar o meio ambiente. Entretanto, como qualquer área da tecnologia que faz uso intensivo de novos materiais e substâncias químicas, ela traz consigo alguns riscos ao meio ambiente e à saúde humana.


As três principais áreas nas quais podemos esperar grandes benefícios provenientes da nanotecnologia são:

Na prevenção de poluição ou dos danos indiretos ao meio ambiente: Por exemplo, o uso de nanomateriais catalíticos que aumentam a eficiência e a seletividade de processos industriais resultaria num aproveitamento mais eficiente de matérias primas, com consumo menor de energia e produção de quantidades menores de resíduos indesejáveis. A nanotecnologia vem contribuindo para o desenvolvimento de sistemas de iluminação de baixo consumo energético. Na área da informática, o uso de nanoestruturas de origem biológica pode oferecer uma estratégia alternativa para a fabricação de dispositivos microeletrônicos. A nanotecnologia também vem aprimorando o desenvolvimento de displays (como, por exemplo, monitores de computador ou displays dobráveis de plástico que podem ser lidos como uma folha de papel) que, além de serem mais leves e possuirem melhor definição, apresentam as vantagens da ausência de metais tóxicos na sua fabricação e de terem um consumo menor de energia.

A disponibilidade de materiais mais resistentes permitirá o desenvolvimento de máquinas muito mais potentes, capazes de destruir grandes áreas do nosso planeta a um ritmo muito mais acelerado.

– No tratamento ou remediação de poluição: A grande área superficial das nanopartículas lhes confere, em muitos casos, excelentes propriedades de adsorção de metais e substâncias orgânicas. A etapa subseqüente de coleta das partículas e remoção de poluentes pode ser facilitada pelo uso, por exemplo, de nanopartículas magnéticas. As propriedades redox e/ou de semicondutor de nanopartículas podem ser aproveitadas em processos de tratamento de efluentes industriais e de águas e solos contaminados baseados na degradação química ou fotoquímica de poluentes orgânicos. Num cenário futurístico, um exército de nano-bots poderia ser utilizado para descontaminar microscopicamente sítios de derrame de produtos químicos.

– Na detecção e monitoramento de poluição: A nanotecnologia vem permitindo a fabricação de sensores cada vez menores, mais seletivos e mais sensíveis para a detecção e monitoramento de poluentes orgânicos e inorgânicos no meio ambiente. Avanços em sensores para a detecção de poluentes implicam diretamente num melhor controle de processos industriais; na detecção mais precoce e precisa da existência de problemas de contaminação; no acompanhamento, em tempo real, do progresso dos procedimentos de tratamento e remediação de poluentes; num monitoramento mais efetivo dos níveis de poluentes em alimentos e outros produtos de consumo humano; na capacidade técnica de implementar normas ambientais mais rígidas, etc.

A natureza compacta da maquinaria fabricada graças à nanotecnologia poderia promover o uso de produtos muito pequenos. Por sua vez, isto criaria um tipo de “nano-lixo”, difícil de eliminar, e que poderia originar problemas de saúde.

Não obstante estas perspectivas animadoras dos benefícios da nanotecnologia para a melhoria do meio ambiente, não se deve subestimar o potencial para danos ao meio ambiente. As mesmas características que tornam as nanopartículas interessantes do ponto de vista de aplicação tecnológica, podem ser indesejáveis quando essas são liberadas ao meio ambiente.

O pequeno tamanho das nanopartículas facilita sua difusão e transporte na atmosfera, em águas e em solos, ao passo que dificulta sua remoção por técnicas usuais de filtração. Pode facilitar também a entrada e o acúmulo de nanopartículas em células vivas. De modo geral, sabe-se muito pouco ou nada sobre a biodisponibilidade, biodegradabilidade e toxicidade de novos nanomateriais.

A contaminação do meio ambiente por nanomateriais com grande área superficial, boa resistência mecânica e atividade catalítica pode resultar na concentração de compostos tóxicos na superfície das nanopartículas, com posterior transporte no meio ambiente ou acúmulo ao longo da cadeia alimentar; na adsorção de biomoléculas, com conseqüente interferência em processos biológicos in vivo; numa maior resistência à degradação (portanto, maior persistência no meio ambiente) e em catálise de reações químicas indesejáveis no meio ambiente. (fonte: Scielo Brasil)

Vai viajar? Ministério lança cartilhas de prevenção da gripe aviária, baixe em .pdf

gripe-aviariaO Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento lançou duas cartilhas na internet para alertar passageiros em aeroportos e produtores sobre os riscos da gripe aviária.

O material informa sobre sintomas da doença nas aves. Entre eles o aumento repentino da mortalidade dos animais em um período de 72 horas, e mudanças de comportamento, como “andar cambaleante” e a ave para de comer. O material também informa aos viajantes alguns cuidados com alimentação nos países de ocorrência do vírus.

Segundo o ministério, o vírus se propaga por meio das secreções, excreções e o contato prolongado com animais infectados. A contaminação pode ocorrer também por meio de equipamentos, vestimentas, ração, água e outros objetos contaminados. Seres humanos podem ser afetados pelo vírus. A transmissão de uma pessoa para outra, no entanto, não foi constatada, de acordo com o ministério.

Em caso de suspeita, a recomendação é que o produtor isole a área e procure um veterinário do Serviço Estadual de Defesa Sanitária Animal ou da Superintendência Federal da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do estado. Além disso, o produtor pode entrar em contato com a ouvidoria do ministério pelo telefone 0800 704 1995.

De acordo com o ministério, o Brasil ocupa a posição de maior exportador mundial de carne de frango. Em 2012, foram vendidos US$ 7,2 bilhões do produto para mais de 140 países.

Baixe as cartilhas em ".pdf" nos links abaixo:

Para o viajante Para o produtor
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Começa contenção de óleo após vazamento provocado por furto de combustível em instalação da Petrobras

Segundo a Transpetro, o vazamento ocorreu durante uma tentativa de roubo de óleo diesel das tubulações da empresa, subsidiária da estatal Petrobras. O óleo chegou ao Rio de Janeiro por meio do Rio Sesmaria e, depois, alcançou o Rio Paraíba do Sul, que corta o estado de sul a norte, cruzando vários municípios.

Contenção em Resende, Rio Paraíba do Sul - Foto: Marcio Fabian

Contenção em Resende, Rio Paraíba do Sul – Foto: Marcio Fabian

Técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Petrobras Transportes S.A (Transpetro) e Defesa Civil acompanharam ontem (7), em Barra do Piraí, no sul fluminense, o trabalho de contenção do óleo que vazou devido a um furto de combustível na instalação da Petrobras em São José Barreiro (SP).

Cerca de 8 mil litros de óleo diesel vazaram para o Rio Formosa, a 400 metros do local, no domingo (5). O vazamento chegou dia 06 de maio ao estado do Rio de Janeiro pelo Rio Sesmaria, em Resende. Por último, o vazamento atingiu o Rio Paraíba do Sul, que corta o estado de sul a norte. Cinco municípios da região sul fluminense estão com o abastecimento reduzido: Volta Redonda, Barra do Piraí, Barra Mansa, Quatis e Porto Real.

Apesar de o óleo ter atingido o município de Resende, o vazamento não prejudicou o abastecimento de água na cidade porque a captação ocorre antes de o Rio Sesmaria desaguar no Paraíba do Sul. A secretária municipal de Meio Ambiente de Barra do Piraí, Renata Gonzaga, explicou que a notícia do vazamento de óleo chegou ontem ao município.

“O óleo ainda não chegou na Estação Santa Cecília, [em Barra do Piraí], canal que liga o Rio Paraíba do Sul ao Sistema Guandu e que abastece de água o Rio e Grande Rio. No entanto, os técnicos montaram uma barreira próximo à estação [Santa Cecília] e estão no local averiguando as condições da região, mas tudo está normalizada, por aqui”, explicou a secretaria.

Em nota, a Agência do Meio Ambiente de Resende (Amar) informou que acompanha com a Defesa Civil desde segunda-feira (6) o trabalho feito por empresas contratadas pela Transpetro para fazer a captação do óleo diesel que vazou da base da empresa em São José do Barreiro e atingiu o Rio Sesmaria no início da tarde de ontem.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) também esteve hoje  em Resende para acompanhar as ações da Transpetro. Em São Paulo, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) está apurando o ocorrido na tubulação. Segundo a Amar, só a partir daí é que, juntamente com o Inea, será avaliada se caberá alguma medida contra a Petrobras.

O Inea informou, em nota, que, após o sobrevoo, nesta tarde, pelo Rio Paraíba do Sul, os técnicos estimaram que a mancha de óleo está com aproximadamente 30 quilômetros de extensão, entre os municípios de Porto Real e Barra Mansa. “A camada, porém, já estava bastante fina e superficial e em processo de degradação, ou seja, de evaporação quando atinge a coloração prateada.  O Centro de Informações e Emergências Ambientais do Inea  e a Superintendência Regional do Médio Paraíba continuam monitorando a implementação das medidas de contenção e de recolhimento do combustível ao encargo da empresa”, informou o órgão.

De acordo com a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), todo o abastecimento de água está normalizado no Rio e Grande Rio.

Fonte: Agência Brasil

Higiene das Mãos: OMS alerta profissionais de saúde sobre riscos de contaminação

lavar maosCentenas de milhões de infecções poderiam ser evitadas se os profissionais de saúde, pacientes e suas famílias lavassem as mãos com álcool gel ou água e sabão depois de tocar os enfermos e os utensílios que estão próximos a eles, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) no domingo (5 de Maio), Dia Mundial de Higiene das Mãos.

A campanha da OMS “SALVE VIDAS: limpe suas mãos” recomenda que as pessoas lavem suas mãos durante cinco momentos-chave: antes de tocar o paciente; antes de procedimentos de limpeza e assepsia; após contato com fluidos corporais; depois de tocar um paciente e após tocar o ambiente do paciente.

Desde que foi lançada em 2009, mais de 15,7 mil estabelecimentos de saúde com mais de 9 milhões de profissionais em 168 países se inscreveram na iniciativa.

“Infecções associadas a cuidados de saúde geralmente ocorrem quando germes são transferidos pelas mãos dos profissionais de saúde em contato com o paciente”, disse a OMS, acrescentando que muitas vezes a contaminação pode levar a sofrimento físico e psicológico e até mesmo à morte de pacientes, além de perdas financeiras aos sistemas de saúde.

De cada cem pacientes hospitalizados, pelo menos sete em países desenvolvidos e dez nos países em desenvolvimento adquirem uma infecção associada a cuidados de saúde. Entre pacientes nas unidades de tratamento intensivo, a contaminação chega a aproximadamente 30%.

As mais comuns incluem trato urinário e infecções em salas cirúrgicas, pneumonia e infecções da corrente sanguínea. Mais da metade delas poderiam ser evitadas se os profissionais de saúde higienizassem adequadamente as mãos nos momentos-chave de cuidar dos pacientes.

A agência também divulgou uma pesquisa em parceria com o Centro Colaborador em Segurança do Paciente, do hospital universitário de Genebra, que diz que a participação do paciente é fundamental para evitar a contaminação. Segundo a publicação, ele deve cobrar do profissional de saúde se suas mãos foram lavadas antes dele receber seus cuidados.

Fonte: onu.org.br

Tragédia nuclear em Chernobyl: ONU pede que seus impactos não sejam esquecidos

chernobylO Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, marcou na última sexta-feira (26) o 27º aniversário do pior acidente nuclear da história, ressaltando que o impacto do desastre de Chernobyl nunca deve ser esquecido, pedindo para que a assistência internacional continue para as pessoas e as regiões afetadas.

“À medida que marcamos os 27 anos após o desastre de Chernobyl, nós honramos os trabalhadores de emergência que arriscaram suas vidas respondendo ao acidente, as mais de 330 mil pessoas que saíram de suas casas e às milhões de pessoas que vivem em áreas contaminadas, traumatizadas pelos persistentes temores sobre sua saúde e meios de subsistência”, disse Ban Ki-moon em um comunicado divulgado pelo seu porta-voz.

As inúmeras mulheres, homens e crianças afetadas pela contaminação radioativa nunca devem ser esquecidos.”

Em 2011, Ban tornou-se o primeiro Secretário-Geral das Nações Unidas a visitar a área, testemunhando em primeira mão a grande perseverança demonstrada pelas pessoas afetadas pela explosão ocorrida na usina nuclear na Ucrânia, em 1986.

A Assembleia Geral da ONU proclamou 2006-2016 a “Década de Recuperação e Desenvolvimento Sustentável” para as regiões afetadas. Há ainda um Plano de Ação das Nações Unidas sobre Chernobyl, que contém uma declaração de princípios adotados por todas as agências da ONU envolvidas nos esforços de recuperação, enfatizando o desenvolvimento econômico e social e a promoção de estilos de vida saudáveis e comunidades autossuficientes.

Fonte: onu.gov.br – Foto acima: máscaras anti-gás em Chernobyl/Timm Suess

radiacaoDesastre de Chernobyl – O reator Número 4 da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, então parte da União Soviética, explodiu no dia 26 de abril de 1986, lançando uma nuvem de radiação sobre grande parte da Europa. A foto da sala de controle, com maquinário danificado, foi tirada no dia 10 de novembro de 2000, dentro do reator Número 4. No momento do acidente, contadores Geiger, que medem radiação ionizante, registraram cerca de 80 mil microroentgens por hora, medida 16 mil vezes acima do limite aceitável. O desastre de Chernobyl começou com um problema em um teste de sistemas, que desencadeou várias explosões e a disseminação de um nuvem radioativa sobre boa parte da Europa. (Créditos: AP Photo/Efrem Lukatsky – Texto/Discovery Brasil)

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Contaminacao: PNUMA alerta para os riscos do mercurio nos paises em desenvolvimento

contaminacaoUm novo estudo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), intitulado Mercúrio: Hora de Agir, afirma que muitas comunidades nos países em desenvolvimento estão enfrentando riscos de saúde e ambientais associados à exposição ao mercúrio. O documento afirma que regiões da África, Ásia e América do Sul estão sendo atingidas pelo crescente despejo desse metal no meio ambiente, principalmente por causa do uso desse elemento tóxico na mineração de ouro ou por meio da queima de carvão para geração de eletricidade.

Nos últimos 100 anos, as emissões do homem dobraram a quantidade de mercúrio nos cem metros superiores dos oceanos. Concentrações em águas mais profundas aumentaram até 25%. O relatório do PNUMA também avalia, pela primeira vez em nível mundial, a emissão de mercúrio em rios e lagos – boa parte da exposição humana de mercúrio deve-se à ingestão de peixes contaminados.

O mercúrio na natureza é um metal prateado-branco, líquido em temperaturas comuns, que pode ser prejudicial aos seres humanos e ao meio ambiente. Quando liberado pela indústria e outras fontes artificiais, pode permanecer no meio ambiente por séculos. Por isso, as reduções nas emissões de mercúrio podem levar décadas até terem um efeito demonstrável sobre os níveis de mercúrio na natureza e na cadeia alimentar.

O relatório pede ações de governos, indústrias e sociedade civil para fortalecer os esforços pela diminuição das liberações de mercúrio, já que os atrasos nessas ações poderão levar a uma recuperação muito lenta dos ecossistemas e um grande  legado de poluição.

Fonte: onu.org.br

Smiley virando os olhos De forma rápida podemos citar a Garoupa, Marlim, Atum e Peixe Espada, dentre outros, como os peixes identificados com contaminação de mercúrio. Dispositivos eletrônicos, lâmpadas fluorescentes, cosméticos e baterias são alguns exêmplos de produtos do nosso cotidiano que contém mercúrio.

Rhodia obtém autorização para incinerar em município baiano lixo tóxico armazenado na Baixada Santista

residuos toxicosQuase nove anos após ser impedida pela Justiça de transferir para a Bahia parte das milhares de toneladas de resíduos tóxicos armazenados há décadas em terrenos da Baixada Santista, a empresa Rhodia foi novamente autorizada a enviar uma parcela do lixo para ser incinerada em Camaçari, região metropolitana de Salvador (BA).

O material, comprovadamente cancerígeno, é resultante do processo de produção da antiga estatal francesa, hoje pertencente ao grupo Solvay. Durante décadas, o resíduo foi descartado inadequadamente em terrenos baldios de pelo menos três cidades da Baixada Santista, sendo considerado um dos maiores casos de contaminação industrial no Brasil.

Procurados pela Agência Brasil, os órgãos ambientais responsáveis por autorizar a incineração, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), de São Paulo, e o Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), da Bahia, garantem que a segurança da queima do lixo industrial foi confirmada por meio de testes realizados com amostras do material enviadas pela Rhodia para a Cetrel Lumina Soluções Ambientais, instalada no Polo Petroquímico de Camaçari e a quem pertence o incinerador.

Segundo a agência da Cetesb em Cubatão, o Certificado de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental (Cadri), concedido a Rhodia em dezembro de 2011, prevê o transporte e a queima de 760 toneladas anuais de material contaminado para Camaçari. Segundo o gerente da agência, Marcos da Silva Cipriano, os primeiros carregamentos de lixo tóxico já teriam sido encaminhados à Bahia. A Rhodia e a Cetrel Lumina confirmaram a obtenção das autorizações mas, devido ao feriado, não forneceram mais detalhes sobre a operação. 

Apontando para cimaLeia a reportagem completa na página da EBC – Empresa Brasil de Comunicação

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