Green Nation Fest leva visitantes a experimentar situacoes de desastre ambiental

mapa-green-nation-fest-600x280Uma floresta que entra em chamas colocando em risco a vida de animais e da vegetação existente; uma geleira intacta que de repente começa a derreter ou uma casa que sofre inundação. Todas essas situações, provocadas pelo desequilíbrio ambiental, podem ser experimentadas pelo público durante o Green Nation Fest, festival interativo e sensorial que começou ontem (31) na Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio de Janeiro, e vai até 7 de junho.

De acordo com o diretor da organização não governamental (ONG) Centro de Cultura, Informação e Meio Ambiente (Cima), que organiza do evento, Marcos Didonet, o objetivo é levar experiências práticas aos visitantes e estimular o público a agir de forma mais sustentável. A Cima desenvolve há mais de 20 anos ações em parceria com instituições privadas, governamentais e multilaterais.

“O objetivo é alcançar o grande público que não está acostumado a vivenciar a questão ambiental, trazendo o assunto de forma mais interessante, agradável e prática. Para isso, nossos artistas e cientistas bolaram essas instalações capazes de promover sensações que serão ainda mais frequentes se não mudarmos nossos padrões de consumo e comportamentos cotidianos”, afirmou.

No local, também há tendas onde ocorrem oficinas lúdicas e educativas. Em uma delas, montada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), um grupo de 30 alunos da rede municipal do Rio aprendeu, hoje, a produzir carteiras usando caixas de leite e recortes de tecido.

Para a estudante Ana Beatriz Leão, 14 anos, a ideia é criativa e pode servir para presentear amigos. “É legal porque a gente geralmente joga no lixo e agora sabe que dá para fazer outras coisas com a caixa. A que eu fiz, vou dar para uma amiga que tenho certeza que vai gostar”, contou a adolescente.

Na mesma tenda, os visitantes podem conferir outros produtos feitos com material reutilizado, como uma pequena bateria produzida com latinhas de refrigerante, livros infantis com retalhos de tecidos e bonecos com caixa de sapato.

Entre os meninos, uma das atividades preferidas é o Gol de Bicicleta na qual os participantes pedalam e geram energia para seu time. A cada watt gerado, um gol é marcado para o time de preferência. Além disso, uma bateria é abastecida e leva energia para ser utilizada em outra instalação do festival.

Logo GNFOs amigos Gustavo Fonseca e Roberto Damião, ambos de 11 anos, também alunos da rede municipal do Rio, disseram que a experiência é “muito intensa”.

“Foi muito legal porque a gente aprendeu outra maneira de gerar energia e ainda fez gol pro Mengão”, disse Roberto, que torce pelo Flamengo.

O evento, com entrada gratuita, também oferece uma a Mostra Internacional de Cinema, com 12 longas-metragens, e seminários com convidados brasileiros e internacionais sobre economia verde e criativa, que serão abertos para debates. A programação completa pode ser conferida no site www.greennationfest.com.br.

Fonte: Agência Brasil

Caso Chevron aumenta o temor da exploração do pré-sal: poderemos limpar a sujeira do nosso litoral?

Foto da NASA da área do vazamento de óleo do campo do Frade, na Bacia de Campos, destacando a macha no oceano

Muito se fala em “vazamento de petróleo” no caso da Chevron no litoral do Rio de Janeiro mas pouco é dito sobre “desastre ambiental” nesse caso. E a parte mais importante desta estória é sujeira e a cicatriz que ficará em nosso litoral durante anos. Sim, foi um tremendo desastre ambiental: desde o dia 8, quando é estimado o início do vazamento, a agência nacional do petróleo (ANP)  calculou uma média de que 330 barris tenham vazado por dia, chegando a 3,3 mil de barris até ontem, dia 24/11. O óleo não está nas nossas praias, não ainda, mas prejudicará a vida marinha na região de forma incontestável.

Nove perguntas ao governo e à Chevron que deveriam ser respondidas à população, publicadas pela Agência Brasil hoje, 25/11:

1 – Quais as medidas previstas pela empresa para o caso de acidentes como esse contidas no Relatório de Impacto Ambiental apresentado pela Chevron em 2007 ao Ibama?

2 – O que diz a legislação brasileira sobre o assunto? De quem são as responsabilidades de outorga, de fiscalização e de prevenção?

3 – Quais são e o que falam os decretos e portarias que regulamentam a concessão, a prospecção, a exploração e a operação de poços de petróleo?

4 – O que foi feito do Plano Nacional de Contingência para Derramamento de Óleo, que deveria ter sido entregue Congresso Nacional ainda em meados de 2010?

5 – Quem são Chevron e Transocean – qual é a história destas empresas em termos de exploração de petróleo e de acidentes ocorridos?

6 – Quais são os procedimentos técnicos para exploração de petróleo?

7 – O que significa o Daily Drilling Report, uma espécie de “diário de bordo” da  perfuração, onde são registrados todos os acontecimentos e medições da  perfuração. Os diâmetros de furo, a instalação de sapatas provisória e  definitiva na boca do poço, os incidentes de percurso, como as perdas de  colunas de perfuração – que não são raras – a sua recuperação ou  eventual abandono, tamponamento e desvios de rota de perfuração, os testes  de injeção de pressão e os encontros com rochas impregnadas de petróleo, tudo com data, hora e ações adotadas.?

8 –  E o Cement Bond Logging, uma avaliação da resistência e homogeneidade do cimento  injetado para fixar as sapatas presentes a cada mudança de diâmetro do furo  de exploração e que deve preencher todo o espaço entre o furo (mais largo)  e os tubos que fazem o poço propriamente dito, além de formarem uma sapata  de sustentação de cada setor da tubulação telescópica. O cimento, injetado pelo  tubo, sobe pela parte externa deles, formando uma parede que evita que a  pressão externa “amasse” a tubulação e ainda que o óleo possa subir  pelo vão entre a parede de perfuração  e o lado de fora da tubulação, indo por aí até a superfície do solo marinho, ou subir até lá se  infiltrando em fendas do próprio solo?

9 – No Brasil quem são os especialistas que podem seguramente falar sobre isso?

Somente no dia 18/11 a Agência Brasil foi ouvir o professor Segen Estefen, diretor de Tecnologia e Inovação da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe) que informara que o Brasil não tem um plano eficaz de contenção de vazamento de petróleo em alto-mar.

Algumas das respostas a essas perguntas não estavam em alto mar, mas aqui na terra, o tempo todo. Elas constam do artigo A Chevron e suas declarações vazias (3), divulgado dia 21 de novembro, justamente por aqueles que estão cotidianamente envolvidos na exploração de petróleo: os representantes do Sindicato dos Engenheiros da Petrobrás – Aepet .

Segundo Fernando Siqueira, presidente da Aepet: “mesmo já tendo alguns poços em produção, o que fornece a pressão no reservatório, os engenheiros erraram no dimensionamento da densidade da lama de perfuração quando chegaram à zona produtora do reservatório, após 60 dias de perfuração, eles perceberam um Kick de pressão (com perigo de perda de controle do poço), em função, provável, de lama mais leve do que o necessário.”

Continuando, o engenheiro explica: “Depois erraram na injeção de lama mais pesada, com pressão acima do suportável pelo reservatório e fraturaram o seu reservatório. Afobados, começaram a injetar uma lama mais densa para controlar o poço. Só que, ao injetar essa lama eles o fizeram com pressão mais elevada do que o invólucro selador do reservatório suportava e, assim, causaram a fissura do mesmo. Portanto, uma sucessão de erros operacionais cometidos e não confessados.”

Por último, Fernando Siqueira informa: “Segundo o Wall Street Journal, a plataforma que está perfurando, é uma plataforma improvisada. Era obsoleta e funcionava como flotel (hotel flutuante) no Mar do Norte; Foi “armengada” e foi alugada por U$ 315 mil por dia. Uma plataforma moderna e adequada para essa atividade custa cerca de U$ 700.000 por dia. No inicio, a Chevron tentou por a culpa na Petrobrás insinuando que o vazamento era do campo de Roncador. Foi preciso o Cenpes analisar o óleo para verificar o DNA do mesmo e identificá-lo como do campo de Frade, desmentindo os irresponsáveis.”

Que fique a lição aprendida antes de nos lançarmos à exploração desenfreada do pré-sal para que não tenhamos outro episódio com sabor amargo: qualquer falha na exploração do pré-sal causará sempre um dano irreparável.

Desastre de Chernobyl completa 25 anos e seus perigos persistirão por milhares de anos

Advertências no perímetro de 30Km da usina de Chernobyl

A comunidade global prometeu meio bilhão de euros na conferência de doadores em Kiev, na Ucrânia, para um novo sarcófago que recobrirá as ruínas do reator nuclear em Chernobyl. Tobias Münchmeyer, especialista em energia nuclear do Greenpeace, argumenta que a conferência é apenas o começo. Os perigos de Chernobyl, cujo desastre completa amanhã 25 anos, persistirão por milhares de anos.

A União Europeia e governos de todo o mundo prometeram 550 milhões (US$ 797 milhões) para Chernobyl. A conferência teve êxito?

Esse é um evento esquizofrênico. Por um lado, conseguiu fazer com que a comunidade internacional doasse dinheiro para uma segunda proteção para o reator devastado. Ao mesmo tempo, porém, as pessoas estão fazendo vista grossa para as verdadeiras raízes da catástrofe: a energia nuclear.

Veja a entrevista com Tobias Münchmeyer, especialista do Greenpeace em energia atômica, no Estadão: Chernobyl será perigosa por milhares de anos – internacional – Estadao.com.br.

No Japão, a maior parte das vítimas tinha mais de 65 anos e morreram afogadas

Há mais de um mês, o Japão enfrentou a pior tragédia da história recente do país com o terremoto seguido por tsunami. Pelos últimos números, houve 13.843 mortos e 14.030 desaparecidos. De acordo com as autoridades, mais da metade dos mortos tinham mais de 65 anos, sendo que a maioria morreu afogada.

O balanço divulgado hoje (18) confirma 8.412 mortes em Miyagi, 3.981 em Iwate e 1.387 em Fukushima.

Nas principais áreas atingidas nas regiões de Iwate, Miyagi e Fukushima as identidades das vítimas foram confirmadas. Nessas áreas foram 9.112 mortos, 4.990 tinham mais de 65 anos. Em Miyagi, dos 8.015 mortos confirmados até 10 de abril, 7.676 pessoas perderam a vida em consequência do tsunami.

Com base nas últimas informações, Fumihiko Imamura, perito em tsunamis da Universidade de Tohoku, informou que a partir de agora os governos planejarão cidades com zonas costeiras mais seguras destinadas às pessoas de terceira idade.

Fonte: Agência Brasil

Brasil reforça fiscalização para impedir entrada de produtos japoneses contaminados por radiação

Para a Anvisa, a possibilidade de um alimento contaminado entrar no Brasil é pequena, pois é reduzido o volume de importação de alimentos japoneses

O governo federal iniciou ontem o monitoramento de alimentos vindos do Japão, para prevenir a entrada, no Brasil, de produtos contaminados por radiação. Os fiscais da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Agricultura irão coletar amostras das cargas de alimentos para checar se o nível de radiação está dentro dos padrões aceitos internacionalmente. O material coletado será analisado pelos institutos da Radioproteção e Dosimetria (IRD) e de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), ambos ligados à Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen).

Os alimentos que apresentarem nível radioativo acima do limite tolerado serão descartados ou devolvidos ao Japão, de acordo com a Anvisa. Os importadores brasileiros terão ainda de apresentar, no desembarque no Brasil, um certificado comprovando que a carga foi examinada e liberada pelas autoridades sanitárias japonesas.

Os fiscais também vão intensificar a fiscalização de bagagens dos passageiros vindos do Japão. Avisos sonoros nos aviões e aeroportos irão alertar os passageiros sobre a proibição de ingressar no Brasil com alimentos originários de outros países.

Para a Anvisa, a possibilidade de um alimento contaminado entrar no Brasil é pequena, pois é reduzido o volume de importação de alimentos japoneses. A maior parte é massa semipronta para panificação e pastelaria, chás e algas.

A previsão é que os próximos carregamentos vindos do Japão cheguem ao Brasil na próxima semana, segundo fiscais agropecuários.

Fonte: Agência Brasil

 

China eleva o tom e pede ao Japão transparência sobre perigo nuclear

Helicópteros militares CH-47 Chinook começaram a jogar toneladas de água nos reatores três e quatro da usina de Fukushima para tentar evitar o derretimento de bastões de combustível nuclear.

A China elevou nesta quinta-feira a pressão internacional sobre o Japão, pedindo que o país forneça informações precisas e atualizadas em relação à escala de seu desastre nuclear.

Em sua entrevista de rotina aos jornalistas, o porta-voz do Ministério do Exterior chinês, Jiang Yu, disse que as autoridades dos dois vizinhos estão cooperando para trocar informações sobre os riscos do acidente nuclear japonês, em meio a suspeitas de alguns países sobre a escala do problema.

“Esperamos que o Japão informe o mundo de maneira precisa e atualizada sobre o que está acontecendo no local e dê sua avaliação e seu prognóstico da situação à medida que avança”, afirmou o porta-voz.

Leia mais:

BBC Brasil – Notícias – China pede ao Japão transparência sobre perigo nuclear.

Autoridades de saúde pedem que população não consuma peixes da Baía de Paranaguá

Mais de 100 toneladas de peixes mortos foram recolhidas da Baía de Paranaguá | Foto: Divulgação

Curitiba – A orientação das autoridades ligadas à área de saúde que atuam no litoral do Paraná é para que as pessoas não consumam peixes da Baía de Paranaguá até que se descubra o que está provocando, desde a última quinta-feira (30), a morte de centenas de sardinhas, corvinas, pescadinhas e bagres.

Ontem (4), representantes da prefeitura, da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros, da Força Verde e pescadores se reuniram para discutir o assunto e identificar a causa do problema que vem trazendo prejuízos aos 2 mil pescadores da região. A prefeitura está solicitando, emergencialmente, cestas básicas para distribuir entre as famílias dos pescadores.

Segundo o prefeito de Paranaguá, José Baka Filho, o cadastramento das famílias que serão atendidas até que fique pronto o laudo com a causa da mortalidade começou a ser feito ontem. “Estamos aguardando o resultado da análise do material recolhido, que está sendo feita por pesquisadores do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paraná”.

Os pesquisadores recolheram material hoje uma vez mais para fazer comparações com o material analisado anteriormente. Baka Filho acredita que o resultado será conhecido em breve.

Um acidente ocorrido no final de dezembro, com um navio que derramou óleo na baía enquanto descarregava mercadorias no Porto de Paranaguá, é uma das três hipóteses levantadas até agora, para a mortandade dos peixes, de acordo com o chefe da Defesa Civil de Paranaguá, Edson Ávila.

Ávila disse que todas as providências do ponto de vista ambiental foram tomadas depois do acidente. “As outras duas causas que estamos levantando são um possível descarte de algum navio pesqueiro ou desequilíbrio ambiental. O excesso de chuvas pode causar a morte de peixes. Por enquanto são hipóteses. Só quando o material for analisado e divulgado saberemos qual foi o tipo de contaminação e as providências a serem tomadas”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

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