Desastre em Mariana: Você sabe como purificar a água para consumo em situações de emergência?

Áreas inundadas podem contaminar a rede de distribuição de água ou mesmo provocar a interrupção do fornecimento

No dia 5 de novembro deste ano, o rompimento de duas barragens de rejeitos da mineradora Samarco causou uma enxurrada de lama que inundou várias casas no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na Região Central de Minas Gerais.

Desastres como enchentes, tsunamis e terremotos muitas vezes resultam na propagação de doenças como a gastroenterite, giardíase e até mesmo a cólera por causa de uma escassez imediata de água potável.

Pesquisadores da área de química da Universidade McGill, deram um passo fundamental para fazer um filtro de papel, barato e portátil, revestido com nanopartículas de prata para ser utilizado nestes contextos de emergência em um estudo publicado recentemente no Journal of Environmental Science & Technology. Leia mais em “Cientistas estudam forma de purificar água em situações deemergência”

Mariana (MG) - barragem pertencente à mineradora Samarco se rompeu no distrito de Bento Rodrigues, zona rural a 23 quilômetros de Mariana, em Minas Gerais (Corpo de Bombeiros/MG - Divulgação)

Mariana (MG) – barragem pertencente à mineradora Samarco se rompeu no distrito de Bento Rodrigues, zona rural a 23 quilômetros de Mariana, em Minas Gerais (Corpo de Bombeiros/MG – Divulgação)

Enquanto não chega em nossas mãos essa nova solução, sempre é bom saber como purificar a água em situações de emergência.

Na realidade cada vez mais ficamos frente a frente com situações assim, seja por terremotos, deslizamentos ou mesmo por enchentes em grandes cidades.

Colocamos aqui algumas formas práticas para purificação da água mas lembre-se: essas técnicas devem ser utilizadas somente para emergências e não transformá-las em prática no cotidiano.

1. Se ela estiver turva, primeiro filtre-a com panos limpos ou espere que os resídos assentem e em seguida retire a água limpa. Depois, você pode ferver a água por um minuto para matar a maioria dos organismos causadores de doenças.

Purificação da água usando garrafas plásticas transparentes e luz solar

2. Você também pode adicionar um oitavo de uma colher de chá de alvejante caseiro por 3 litros de água. Você deve dobrar a quantidade se a água estiver descolorada ou turva. Mexa e deixe descansar por 30 minutos. Você também pode usar cinco gotas de iodo por galão para desinfetar a água.

3. Se estiver sol você pode colocar a água que foi filtrada em panos limpos (ou mesmo em filtro de papel para café) em garrafas plásticas transparentes e limpas. Encha apenas 2/3 de cada garrafa. Colocar as garrafas deitadas, sobre um plástico preto, pelo menos durante 6 horas ao sol. O local deve receber luz solar abundante durante todo o período. O telhado é um dos melhores lugares para isso.

Para todas as técnicas, se possível, ferva a água. São processos emergenciais e simples mas que podem salvar vidas. Lembre-se: Essas técnicas devem ser utilizadas somente em caso de extrema necessidade.

Primeira decada do seculo 21 foi a mais quente do planeta, afirma ONU

mudanca climaticaO mundo experimentou “temperaturas extremas com um impacto sem precedentes” entre 2001 e 2010. Mais recordes nacionais de temperaturas foram quebrados do que em qualquer outra década. A afirmação é do relatório das Nações Unidas, que pode ser baixado em ".pdf" no link “O Clima Global 2001-2010, Uma Década de Extremos”, lançado nesta quarta-feira (3 de julho).

Segundo o documento, desde que as medições começaram em 1850, a primeira década do século 21 foi a mais quente em ambos os hemisférios tantos nas temperaturas do solo quanto nos oceanos.

“O aumento das concentrações de gases de efeito estufa que retêm o calor está alterando o nosso clima, com profundas implicações para o nosso ambiente e oceanos, que estão absorvendo dióxido de carbono e calor”, disse o secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Michel Jarraud, que produziu o documento.

O relatório constata que as altas temperaturas foram acompanhadas por um rápido declínio no gelo do mar Ártico e uma acelerada perda de camadas das geleiras do mundo.

Ao longo da última década, o mundo experimentou inundações extremas, secas e ciclones tropicais. Mais de 370 mil pessoas morreram em decorrência desses fenômenos naturais, o que representa um aumento de 20% no número de vítimas se comparado à década anterior.

articoAs inundações foram os desastres naturais mais frequentes ao longo da década. Porém, foi a seca que afetou mais pessoas do que qualquer outro tipo de desastre natural por causa da sua larga escala e longa duração. A bacia amazônica, afirma o documento, está entre os pontos que mais sofreram os impactos negativos desse fenômeno no mundo.

Os ciclones tropicais também foram destaque ao longo da década, matando cerca de 170 mil pessoas e causando danos estimados em 380 bilhões de dólares.

O estudo incorpora os resultados de uma pesquisa com 139 serviços meteorológicos e hidrológicos, além de análises e dados socioeconômicos de várias agências das Nações Unidas e parceiros.

Mais do que analisar as temperaturas globais e regionais, o relatório também mapeou as crescentes concentrações atmosféricas de gases de efeito estufa, concluindo que as concentrações globais de dióxido de carbono na atmosfera aumentaram 39% desde o início da era industrial, em 1750. A concentração de óxido nitroso aumentou 20% e as de metano mais que triplicaram.

Figura 02: Em branco, a extensão atual de mar congelado no Ártico. A linha magenta representa a área média de mar congelado nos período medido entre 1979 a 2000

Fonte: onu.org.br

Prejuízos por desastres naturais somam 2,5 trilhões de dólares só neste século, calcula ONU

desastres naturaisA ONU alertou nesta semana que as perdas econômicas causadas por desastres estão “fora de controle”, chamando a comunidade global de negócios a incorporar a gestão de risco de desastres em suas estratégias de investimento, de modo a evitar novas perdas.

IntituladoCriação de Valor Compartilhado: o Caso de Negócio para a Redução do Risco de Desastres”, o relatório de avaliação global (GAR13) – elaborado pela Estratégia Internacional das Nações Unidas para a Redução de Desastres (UN/ISDR) – realizou revisões de perdas de desastres em 56 países, constatando que as perdas diretas de inundações, terremotos e secas têm sido subestimadas em pelo menos 50%. Somente neste século, as perdas de desastres somam 2,5 trilhões de dólares.

“Não vamos fugir do significado desses números: as perdas econômicas causadas por desastres estão fora de controle”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. “Eles só podem ser reduzidos em parceria com o setor privado, incluindo os bancos de investimento e companhias de seguros.”

Das 1.300 pequenas e médias empresas em seis cidades propensas a catástrofes nas Américas pesquisadas pelo relatório, três quartos sofreram interrupções nos negócios devido aos danos ou à destruição dos serviços públicos de energia, telecomunicações e água. No entanto, apenas uma minoria delas – 14,2% no caso das empresas com menos de 100 funcionários – tinha uma abordagem básica para a gestão de crises.

O relatório ressaltou que os modelos de negócio vigentes no desenvolvimento urbano, agronegócio e turismo costeiro – três setores-chave de investimento – continuam a impulsionar o risco de desastres, pedindo que as parcerias entre o setor privado e o governo coloquem em prática e melhorem as estratégias de gestão de crises.

Margareta Wahlström, representante especial do secretário-geral da ONU para o tema, disse que um foco importante da “Plataforma Global para a Redução de Risco de Desastres”, que será realizada em Genebra na semana que vem, será “a mudança de atitude no setor privado, no desenvolvimento de uma abordagem mais sistemática na gestão de risco de desastres com o setor público, para tornar o mundo um lugar mais seguro”.

Fonte: onu.org.br

USP cria Centro de Estudos e Pesquisas sobre Desastres Naturais

deslizamento de terraA Universidade de São Paulo (USP) assinou no dia 31 de janeiro um acordo com o Ministério da Integração Nacional e a Casa Militar – Defesa Civil de São Paulo para a criação do Centro de Estudos e Pesquisas sobre Desastres no Estado de São Paulo (Ceped).

De acordo com a USP, o projeto, que é uma iniciativa da Superintendência de Relações Institucionais da universidade, tem como objetivo geral o de produzir, integrar, contextualizar, disseminar e disponibilizar o conhecimento produzido na USP para prevenir, reduzir e mitigar desastres naturais em âmbito regional e nacional.

O Ceped será um Núcleo de Apoio à Pesquisa vinculado à Pró-Reitoria de Pesquisa e será coordenado pela Escola Politécnica, que desenvolve pesquisas relacionadas à logística de operações humanitárias e estudos sobre deslizamentos e remoção de resíduos.

Além da Escola Politécnica, dez Unidades de Ensino e Pesquisa da USP farão parte do Centro, com atuação interdisciplinar, nas seguintes áreas:

  • Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas, cujos projetos serão na área de previsão de eventos extremos de chuva;
  • Instituto de Psicologia: cuidados às vítimas e aos profissionais em situações de desastres;
  • Faculdade de Arquitetura e Urbanismo: projeto de abrigos temporários e equipamentos;
  • Instituto de Geociências: gerenciamento de áreas de riscos de escorregamentos;
  • Faculdade de Saúde Pública: elaboração de mapas de vulnerabilidade a desastres e base de dados sobre impactos na saúde;
  • Escola de Artes, Ciências e Humanidades: sistema de informação e capacitação de agentes da Defesa Civil;
  • Faculdade de Medicina: projetos para situações de atendimento emergencial;
  • Instituto de Medicina Tropical: projetos para situações epidemiológicas;
  • Faculdade de Direito: mapeamento e gestão de riscos e sua interface com o Direito;
  • Escola de Engenharia de São Carlos: estudos sobre impactos de inundações.

 

Fonte: Agência FAPESP

UNICEF e Brasil lancam pesquisa para avaliar acoes de resposta a desastres naturais

desastres naturaisFoi lançada a pesquisa Desastres e Infância, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos (SDH), a Secretaria Nacional de Defesa Civil, a Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, o Centro Universitário de Estudos e Pesquisas sobre Desastres da Universidade Federal de Santa Catarina.

O objetivo do estudo é fazer um diagnóstico das ações realizadas por Estados e municípios durante situações de desastres naturais e emergências. A pesquisa pretende também conhecer as condições de atendimento às crianças e aos adolescentes nessas situações. Para isso, conta com a participação de todas as coordenações de Defesa Civil dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, que são estimulados a preencher um formulário online. O site da pesquisa é dividido em quatro partes (descrição do projeto, parceiros, contato e questionários). São dois questionários que precisam ser preenchidos: um para as defesas civis dos Estados e o outro para as dos municípios.

Os resultados vão ser usados para a elaboração de propostas de redução de risco de desastres em parcerias com as escolas e programas sociais do governo. O levantamento será feito por meio de questionários que estarão no site até 7 de dezembro.

O representante do UNICEF no Brasil, Gary Stahl, agradeceu aos parceiros e disse que o Brasil pode contar com o apoio do UNICEF para que as crianças brasileiras não sofram em situações de emergência. O secretário nacional de Defesa Civil do Ministério da Integração, coronel Humberto Vianna, agradeceu ao UNICEF pela iniciativa, dando destaque para o pioneirismo brasileiro nessa ação. “A experiência do UNICEF no tratamento de crianças em situação de risco é fundamental para a realização de um trabalho seguro. Todos os brasileiros vão ganhar com isso”, disse.

Fonte: onu.gov.br

Simulados preparam populacoes do Sul e Sudeste para desastres naturais

Angra dos Reis (RJ), 01/01/2010, Deslizamento / ChuvasPopulações que vivem em áreas de risco nas capitais do Sul e do Sudeste vão participar de simulados de preparação para desastres entre os dias 19 e 30 de novembro. De acordo com o secretário nacional de Defesa Civil, Humberto Viana, os treinamentos, que vêm ocorrendo em vários estados desde maio de 2011, ajudaram a diminuir o número de mortes em casos de eventos climáticos extremos, como enxurradas e deslizamentos.

Viana informou que no ano passado, quando municípios da serra fluminense foram atingidos por enchentes que devastaram boa parte da região, foram contabilizadas em todo o país 1,2 mil mortes provocadas por desastres naturais. Este ano, até agora, 46 pessoas morreram pelo mesmo motivo.

O secretário explicou que embora a análise não englobe todo o ano de 2012 e deixe de fora o mês de dezembro, quando tradicionalmente as chuvas atingem muitas regiões, inclui o mês de janeiro, que também é um dos mais críticos.

“Esses números demonstram que preparar a população que vive em regiões mais vulneráveis no período de chuvas dá certo. Estamos criando no Brasil uma nova cultura de mitigação. Podemos avançar em diversas políticas de defesa civil, mas não podemos impedir que esses desastres [naturais] ocorram. Então, devemos nos preparar para prevenir [as mortes], com capacitação e treinamento”, disse, acrescentando que estudos indicam que os episódios climáticos ocorrerão em intervalos cada vez menores e com proporções crescentes.

De acordo com o Ministério da Integração Nacional, responsável pela ação, os simulados contam com o apoio logístico e técnico das coordenadorias estaduais e municipais de Defesa Civil, a participação da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da sociedade civil organizada.

Durante os treinamentos, os moradores são retirados das casas e direcionados para as rotas de fuga até um ponto de encontro. Em seguida, vão para um abrigo, onde participam de palestras. Na avaliação do secretário Humberto Viana, os exercícios consolidam procedimentos para a criação de um sistema permanente de monitoramento e ajudam os órgãos locais a planejar melhor a ação em casos de risco.

No primeiro semestre deste ano, os simulados foram aplicados em municípios da Região Nordeste.

Na última sexta-feira (19), foi publicada no Diário Oficial da União a decisão do governo de abrir crédito extraordinário, no valor de R$ 381,2 milhões, para atender às necessidades dos estados e municípios em casos de desastres naturais.

Fonte: Agência Brasil

Interface entre cientistas e governos: prioridade para gestao de desastres e extremos climaticos

indexA fim de aprimorar a gestão de riscos de extremos climáticos e desastres, é preciso aprimorar o diálogo entre cientistas e tomadores de decisão – especialmente com as autoridades locais – e obter participação mais ativa dos governos na avaliação de vulnerabilidades e em iniciativas de adaptação.

Essas recomendações fazem parte do diagnóstico produzido por cientistas e gestores durante o workshop “Gestão dos riscos dos extremos climáticos e desastres na América Central e na América do Sul – o que podemos aprender com o Relatório Especial do IPCC sobre extremos?”, realizado na semana passada na capital paulista.

O evento discutiu as conclusões do Relatório Especial sobre Gestão dos Riscos de Extremos Climáticos e Desastres (SREX, na sigla em inglês) – elaborado e recentemente publicado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) – e as opções para gerenciamento dos impactos dos extremos climáticos, especialmente nas Américas do Sul e Central.

O workshop foi realizado pela FAPESP e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em parceria com o IPCC, o Overseas Development Institute (ODI) e a Climate and Development Knowledge (CKDN), ambos do Reino Unido, e apoio da Agência de Clima e Poluição do Ministério de Relações Exteriores da Noruega.

Depois de dois dias de debates, os participantes se dividiram em grupos de trabalho que sintetizaram as conclusões das discussões. Segundo o pesquisador do Inpe José Marengo – coordenador do evento e membro do comitê organizador do IPCC-SREX –, um dos principais consensos entre os grupos foi a necessidade urgente de levar informação climática aos tomadores de decisão e à população.

“Ficou claro que a interface com os gestores e com as comunidades locais é um ponto crítico. Há muito ruído nessa comunicação. Apareceram discussões, por exemplo, sobre termos como ‘incerteza’, que é derivado da área de modelagem climática e cujo conceito nós cientistas compreendemos, mas que não foi traduzido adequadamente para o público”, disse Marengo à Agência FAPESP.

A necessidade de participação mais ativa dos governos em tomadas de decisão relacionadas a questões como vulnerabilidade e adaptação também foi destacada por Marengo.

“O papel do IPCC é produzir subsídios científicos, mas o Painel não pode interferir na realidade nacional, isso cabe aos governos. Entretanto, os governos se mostram pouco preparados e continuam sendo pegos de surpresa por eventos meteorológicos que estão aumentando em frequência e intensidade, como mostram os relatórios, e deverão aumentar ainda mais no futuro”, disse.

Segundo Marengo, muitas vezes há recursos para mapeamento de risco e remoção de população em áreas vulneráveis, mas eles acabam sendo transferidos para outras áreas.

“Isso mostra uma falha no nosso diálogo com os governos locais. Não é segredo que o clima está mudando e todos os anos pessoas morrem por conta de desastres que poderiam ser evitados se esses recursos fossem aplicados”, afirmou.

Marengo destaca que a ciência climática é fundamentalmente interdisciplinar e a elaboração do SREX mostrou que cientistas de áreas como física e meteorologia conseguem trabalhar de forma muito satisfatória em colaboração com os cientistas sociais.

“A elaboração do SREX teve a participação de mais de 1.500 cientistas de todas as áreas e mostrou que a interação com os cientistas sociais é viável e produtiva. Uma das conclusões é que os cientistas sociais são os que melhor conseguem transmitir a linguagem técnica e científica, de forma compreensível, para os tomadores de decisão e para as comunidades. Temos que aproveitar melhor essa competência”, disse.

Os grupos de trabalho concluíram também que é preciso integrar ações de governos locais e estados, melhorando a comunicação entre a comunidade científica e as autoridades locais, dando mais acesso às informações sobre o clima. “As comunidades locais muitas vezes necessitam de informações e não sabem onde procurar”, disse Marengo.

Os pesquisadores também detectaram a necessidade de aumentar o financiamento de estudos sobre mudanças climáticas, com apoio de instituições governamentais e não governamentais. Os grupos recomendaram ainda o fortalecimento das instituições locais de gerenciamento de risco. “Não é preciso criar novas instituições, mas fortalecer as que já existem”, afirmou.

Melhorar o sistema educacional e a formação de profissionais dedicados às questões relacionadas às mudanças climáticas foi outra recomendação. Outro aspecto diagnosticado é que os sistemas nacionais capazes de lidar com os desafios dos eventos extremos não estão integrados de forma adequada: há necessidade de se estabelecer diretrizes em diferentes níveis de governo.

Os grupos detectaram também que não há ações para estabelecer políticas, orçamentos e planos de longo prazo. A recomendação é que os orçamentos para lidar com desastres naturais deveriam ser desconectados de mandatos eleitorais curtos, a fim de estabelecer políticas de Estado, de longo prazo.

Os governos locais muitas vezes, de acordo com os especialistas, trabalham apenas com situações de emergência e não com prevenção de riscos e vulnerabilidades. Há falta de integração das instituições em diferentes níveis de governo. A falta de planejamento urbano também foi apontada como um problema crítico para a gestão de desastres.

Os especialistas recomendaram, ainda, que os conselhos regionais voltados para questões ambientais sejam integrados à defesa civil, ao sistema de saúde e à academia.

Foi detectada também a necessidade de fornecer às comunidades informação mais integrada – e menos fragmentada – sobre os riscos e vulnerabilidades. Foi sugerido também que os sistemas de defesa civil descartem o paradigma reativo existente e atuem mais na prevenção de situações emergenciais.

Mais informações sobre o workshop: www.fapesp.br/ipccsrex

Fonte: Agência FAPESP

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