Para salvar o planeta um simples gesto faz muita diferença! Feliz ano novo!

Não é fácil saber o que fazer diante das reações do planeta: terremotos, tsunamis, vulcões, furacões… Tudo isso não pode ser evitado mas muita gente acredita que essas mesmas reações não seriam assim, tão “enfurecidas”, se o Homem não cuidasse tão mal de sua própra casa… a Terra.

Cuidar um pouco melhor desse planeta exige de nós, na verdade, atitudes simples como respeito, economia, reciclagem e preservação. Com esses quatro fundamentos colocados em prática, sem dúvida o meio ambiente agradeceria muito.

Nunca é tarde demais para se salvar o planeta, basta pequenos gestos no seu dia a dia. Plantar, separar o lixo, não jogar pilhas ou remédios no lixo comum, não jogar óleo de cozinha usado na pia, economizar água e energia elétrica… e o mais importante e que diz respeito a tudo neste planeta: respeito à vida.  Sem isso não é possível preservar uma floresta, cuidar de um animal em extinção e tampouco conviver com seu semelhante.

20152016Não é preciso ter uma ONG ou ser um ativista engajado em grandes movimentos ambientais para salvar o planeta, é necessário antes de mais nada cuidar do que existe a sua volta.

Seja um herói a cada dia sem muito esforço, não é preciso força sobrenatural ou ter o dom de voar: Saiba que um simples gesto faz muita diferença e torna você um verdadeiro “Papai Noel” do planeta!

Um feliz natal para todos nossos amigos do blog e que o ano novo seja recheado de sucesso e alegrias para todos: Feliz 2016 !! 

Ecologia e fumantes, tal qual na física: dois “corpos” não ocupam o mesmo espaço

Antes que algum fumante despeje sua cólera por intermédio de uma verborréia desenfreada, já vou logo dizendo: fui fumante por 27 anos… cóf! cóf! 

Desde que criei este blog fui, claro, lidando com diferentes assuntos relacionados ao meio ambiente e aprendendo dia a dia um pouco mais sobre o assunto. Fui também descobrindo pessoas que realmente se preocupam com o planeta e como sua empresa ou seu negócio prejudicam ou contribuem em todo esse processo de conservação ambiental. Tem muita gente consciente e de ação, ainda bem. 

Mas tem também muita gente que se diz preocupada com o planeta, adora “dar uma retuitada” em assuntos deste tema ou compartilhar no Facebook (o que é importante e louvável) mas, porém, não olha para dentro de sua própria vida e não corrige hábitos nada saudáveis: seja para o planeta, seja para sí próprio (o que na realidade é a mesma coisa!).
E confesso: eu era um desses aí….

Que adianta informar, conscientizar os outros, se você mesmo está se poluindo? Com qual autoridade você escreve sobre emissão de CO2 se está com um cigarro aceso na boca? E eu fumava 20 por dia.

Completei hoje 18 meses sem fumar, o que em uma conta rápida significa ter deixado de fumar 10.800 cigarros: isso é coisa pra suicida ou não é? Não tenho mais vontade de fumar, mas os primeiros 3 meses foram difíceis. Não usei chicletes ou adesivos de nicotina: passei no supermercado e fiz um estoque de tudo quanto é porcaria doce e salgada e, mais importante, muita água.

Não existe fórmula para largar o vício, é preciso ter força de vontade no início, depois começa a ficar fácil, eu garanto!

Antes de tentar salvar o planeta, a Amazônia, índios ou um mico Leão Dourado qualquer, salve-se primeiro. No que é relacionado ao meio ambiente simplesmente não é possível a máxima do “faça o que digo, não o que faço”, ela não se aplica. Você não é capaz de contribuir para um planeta melhor se não fizer o mesmo por você, pela sua casa. Fumar, não separar o lixo, desperdiçar água…. coisas mínimas para serem corrigidas em primeiro lugar. Se não conseguir isso, não será capaz de salvar uma árvore sequer. 

Se você é fumante, vai por mim: pare de fumar ontem mesmo! O planeta sofre esperando eternamente um grupo de países decidir se devem ou não diminuir as emissões de CO2. Seu corpo sofre esperando a sua atitude de apagar o cigarro… mas você não precisa de um protocolo de Kyoto, ou de uma Rio+20 né? Decida-se e viva!

Já quanto ao planeta, um acordo entre países para diminuir a emissão de CO2 ou salvar o pouco de florestas que nos resta parece ser mais complicado…. mas você decidir parar de fumar não é. Basta, sim, querer (para salvar o paneta também, mas nossos dirigentes não se deram conta disso ainda).

 Publiquei este artigo em 21/04/2012 –  atualizando hoje, 17/11/2014 – então hoje são 18.000 cigarros que deixei de fumar (e sem cóf, cófs!)

Hoje é dia do Engenheiro Florestal, mas por que 12 de Julho?

engenheiro florestalEsta data remete ao falecimento de João Gualberto em 12 de julho de 1073, aos 78 anos. Ele era um monge Beneditino, dedicado à silvicultura, que reflorestou os vales de Valombrosa na Itália. Esta data então ficou como o Dia de São João Gualberto, reconhecido como o santo defensor das florestas e protetor dos Engenheiros Florestais. Em razão disso, a data de 12 de julho foi dedicada ao profissional de Engenharia Florestal.

Engenheiro Florestal é o profissional apto a avaliar o potencial biológico dos ecossistemas florestais, para planejar e organizar o seu aproveitamento racional, de forma sustentável, garantindo a manutenção e perpetuação das formas de vida animal e vegetal.

Esta aptidão se deve a uma formação coerente com uma sequência de disciplinas teóricas, práticas, de campo e laboratórios, que possibilitam uma profissionalização nas áreas de manejo florestal, ecologia aplicada e tecnologia de produtos florestais, propiciando uma formação que abrange os aspectos ambientais, sociais e econômicos.

Em uma sociedade com demandas crescentes de produtos de origem florestal, o papel do Engenheiro Florestal é de fundamental importância técnica e estratégica, considerando que o Brasil possui cerca de 30% das florestas tropicais do mundo e plantações florestais de altíssima produtividade.

Parabéns para todos Engenheiros Florestais, formados ou em formação. Nossas florestas também agradecem!

Fonte: florestal.gov.br

O futuro da vida na Terra dependerá do rumo que se der hoje à economia

Green-Economy-Hand-ShakeNo caminho da prosperidade, as economias modernas devastaram boa parte dos recursos naturais. Em nome do crescimento econômico, a atividade industrial dilapidou os serviços ecossistêmicos (responsáveis pela manutenção da biodiversidade), desfigurando a natureza em várias frentes. Indiscutivelmente, mudanças climáticas foram – e estão sendo – provocadas pelo "homem-econômico". O objetivo? Fazer a economia crescer exponencialmente produzindo em excesso para atender o consumo exagerado. O resultado? O ambiente ameaçado pelo consumo excessivo. A consequência? Depleção ambiental

Inequivocamente, produção econômica implica destruição e degradação do meio ambiente. Por si só, isso já é o bastante para orientar à tomada de decisão rumo à elaboração de um novo paradigma econômico voltado às ordens ecológicas; não às mercadológicas.

Se não mudarmos o atual paradigma econômico é a própria economia que cada vez mais se joga no abismo da destruição, tendo em vista que, como bem lembrou Lester Brown, "a economia depende do meio ambiente. Se não há meio ambiente, se tudo está destruído, não há economia".

Nessa mesma linha de análise, Clóvis Cavalcanti nos diz que "não existe sociedade (e economia) sem sistema ecológico, mas pode haver meio ambiente sem sociedade (e economia)". "Sem recuperar o meio ambiente, não se salva a economia; sem recuperar a economia, não se salva o meio ambiente", contextualizou o ecologista norte-americano Berry Commoner (1917-2012).

Embora em seus modelos convencionais a economia tradicional faça questão de não contemplar a moldura ou restrições ambientais, não há como negar o enorme grau de dependência da economia em relação ao ecossistema natural finito (meio ambiente), uma vez que a natureza fundamental da economia é extrair, produzir e consumir.

É intensa a relação da economia (atividade industrial) com o meio ambiente. Não se pode perder de vista que o sistema econômico é um sistema aberto que troca energia com o ambiente. Nessa troca, recebe energia nobre (limpa) e a devolve de forma degradada (suja).

Portanto, metaforicamente, se a economia é um corpo humano, o aparelho digestivo está aí contemplado, uma vez que recebe da natureza matéria e energia e devolve lixo, dejetos. Reafirmando essa ideia, convém resgatar uma passagem de Nicholas Georgescu-Rogen (1906-94): "o sistema econômico consome natureza – matéria e energia de baixa entropia – e fornece lixo – matéria e energia de alta entropia – de volta a natureza".

economy and environmentDiante disso, é de fundamental importância subordinar o crescimento aos limites ecossistêmicos, uma vez que crescer além do "normal" é altamente prejudicial ao meio ambiente.

Por isso, o novo paradigma econômico precisa convergir com a ecologia, uma vez que dependemos dessa para nossa própria sobrevivência. O desafio é ímpar: produzir mais (bem-estar) com menos (recursos naturais). Produzir mais qualidade (desenvolvimento), e não quantidade (crescimento).

Decorre daí a máxima de que somos, pois, dependentes do meio ambiente, contrariando assim o discurso de René Descartes (1596-1650) de que "somos senhores e dominadores da natureza". Por essa ideia do filósofo francês, a economia dilapidadora dos recursos naturais, manejada pelo "homem-econômico", estaria agindo de forma correta em propagar destruição, poluição e degradação ambiental, uma vez que para gerar riqueza gera-se antes destruição natural.

O futuro da vida – e especialmente, da vida humana – na Terra, dependerá do rumo que se der hoje à economia. Se nosso objetivo maior for pela continuidade da vida de nossa espécie devemos seguir o receituário defendido por Georgescu-Rogen: "(…) um dia a humanidade terá de compatibilizar desenvolvimento com retração econômica". Caso contrário, pereceremos.

Fonte: Pravda.ru / Artigo de Marcus Eduardo de Oliveira, economista, especialista em Política Internacional pela (FESP) e mestre pela (USP).

Fatores ecológicos podem impedir transmissão da malária

Ilha do Cardoso| Loucos por PraiaFatores ecológicos podem impedir a transmissão do plasmódio, micro-organismo causador da malária. Pesquisa realizada pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) na Ilha do Cardoso, área preservada de mata atlântica no litoral sul do Estado de São Paulo, mostra que a biodiversidade de aves e de mamíferos, bem como a diversidade de mosquitos não-vetores do parasita, contribuem para interromper a cadeia de transmissão do plasmódio. O estudo sugere um maior critério no uso e na ocupação do solo, de modo a manter a biodiversidade, especialmente na amazônia, região que apresenta o maior número de casos da doença.

De acordo com o biólogo Gabriel Zorello Laporta, um dos autores da pesquisa, o modelo clássico da dinâmica de transmissão da malária não incorpora os efeitos das interações ecológicas sobre o vetor e os hospedeiros, que podem influenciar ou não a transmissão do patógeno para os seres humanos. “Na dinâmica clássica, os fatores chaves são o vetor (mosquito), que incorpora o parasita (plasmódio) ao picar um hospedeiro infectado e que pode levá-lo a um hospedeiro suscetível”, conta o biólogo. “É um sistema simples, em que nenhum fator externo tem influência”, afirma, ressaltando que, “no entanto, o vetor e os hospedeiros não estão inertes e, dentro do ambiente, realizam interações que podem criar uma instabilidade na dinâmica e, dessa forma bloquearem a transmissão”.

Os pesquisadores desenvolveram um modelo conceitual teórico que foi testado na Ilha do Cardoso, que é uma unidade de conservação da mata atlântica situada no litoral sul do Estado de São Paulo. “Nessa região não há presença do plasmódio, apesar das áreas de mata atlântica nas proximidades serem endêmicas para a malária”, descreve o cientista. “A chance de invasão é grande, mas nunca aconteceu”, aponta. “Dois fatores ecológicos poderiam bloquear a dinâmica de transmissão: os níveis altos de biodiversidade de aves e mamíferos, e também a diversidade de mosquitos não-vetores”.

As aves e mamíferos podem ser picados pelo mosquito que transmite o plasmódio, o qual não se desenvolve. “Isso corta a cadeia de transmissão, o que faz com que sejam conhecidos como hospedeiros não competentes ou ‘dead end’ [sem saída]”, afirma Laporta. “Se a alta abundância dessas espécies bloqueia a transmissão, no sentido inverso, uma presença baixa ou média de espécies pode ter o efeito inverso, o que poderia ser possível devido a caça, que é permitida, apesar da área ser preservada, criando um fenômeno conhecido como ‘floresta vazia’ ”.

Competição difusa

malariaOs mosquitos transmissores competem com os não-transmissores por hospedeiros. “É uma competição difusa, pois tanto as aves quanto os mamíferos e os seres humanos não têm tolerância às picadas e desenvolvem um comportamento defensivo, fazendo com que nenhum mosquito consiga picar os hospedeiros”, ressalta o biólogo. “Dessa forma, a presença de mosquitos não-vetores tem efeito significativo e negativo na dinâmica de transmissão”.

Segundo Laporta, os dois fatores externos são serviços ecossistêmicos promovidos pela biodiversidade. “Em locais onde a diversidade de espécies é grande, como no caso da Ilha do Cardoso, acontece uma redundância funcional, ou seja, se algumas espécies de hospedeiros não-competentes ou mosquitos não-vetores são eliminados, ainda assim a região estará livre do plasmódio”, observa.

O biólogo alerta para o risco de a ocupação humana não levar em conta os serviços ecossistêmicos durante o manejo ambiental e eliminar os mecanismos que impedem a transmissão do plasmódio. “Com base nos resultados da pesquisa, para evitar os efeitos dos impactos antropogênicos é preciso criar políticas públicas de uso e ocupação do solo que mantenham a biodiversidade, aproveitando-a para manter as regiões ocupadas livres da transmissão da malária, especialmente na amazônia”, diz. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2012 foram registrados 276 mil casos de malária no Brasil, sendo 99,5% na região amazônica.

A pesquisa foi realizada por Laporta em parceria com a bióloga Maria Anice Mureb Sallum, no Departamento de Epidemiologia da FSP, com participação do ecólogo Paulo Inácio Knegt Lopes de Prado, do Departamento de Ecologia do Instituto de Biociências (IB) da USP, e dos físicos Roberto André Kraenkel e Renato Mendes Coutinho, do Instituto de Física Teórica da Universidade Estadual Paulista (Unesp). O trabalho serviu de base para o artigo “Biodiversity can help prevent malária outbreaks in tropical forests”, publicado em 21 de março na revista científica eletrônica PLOS Neglected Tropical Diseases.

Fonte: Agência USP de Notícias

Conheça nossa galeria de imagens, uma forma de divulgar mensagem de preservação e amor ao planeta

Em nossa galeria exibimos as imagens desenvolvidas inicialmente para a nossa página no Facebook. 

Reunindo fotografia e citações de personalidades, o “card”  torna-se um importante meio de divulgar a mensagem de amor ao planeta e preservação.

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