Reciclagem é fundamental para sustentar a demanda mundial de metais, afirma PNUMA

metais usadosDois relatórios publicados nesta quarta-feira (24/04) afirmam que a crescente demanda por metais – que deve aumentar dez vezes nos próximos anos – precisa ter suas práticas e processos de reciclagem repensados. Os documentos foram divulgados pelo Painel Internacional de Recursos (IRP), um grupo de especialistas reunidos pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) com o objetivo de contribuir para o uso sustentável de recursos.

Lançado durante o diálogo de alto nível sobre Eficiência de Recursos e Gerenciamento Sustentáveis de Metais, em Berlim, na Alemanha, o documento intitulado “Riscos Ambientais e Desafios dos Fluxos e Ciclos Antrópicos de Metais” oferece um panorama sobre os desafios ambientais dos metais e o potencial da reciclagem para mitigá-los. “Reciclagem de Metais – Oportunidades, Limites e Infraestrutura” aponta as melhoras necessárias nos sistemas de reciclagem.

“Com as economias emergentes adotando tecnologias e estilos de vida semelhantes aos países desenvolvidos, a demanda global de metais no futuro próximo será de três a nove vezes maior que a quantidade atual. Técnicas mais sofisticadas são urgentemente necessárias para encarar os desafios da reciclagem de produtos complexos, compostos por diversos metais”, afirmou o Subsecretário-Geral da ONU e Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner. “Os projetistas devem assegurar que metais raros e importantes possam ser recuperados facilmente após o fim da vida útil dos produtos”, completou.

Metais são parte essencial da economia global e insumos básicos para infraestruturas. Seu uso continuará intenso nos próximos anos nos países em desenvolvimento devido à rápida industrialização, e nos países desenvolvidos por conta das tecnologias atuais.

Parte da transição para uma economia verde inclusiva, as técnicas de geração de energias renováveis diminuem as emissões de gases de efeito estufa na produção de metais — porém contribuem com o aumento da demanda, já que usam mais elementos de metais que as fontes de combustíveis fósseis.

Fonte: onu.org.br

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Economia verde cria milhões de empregos no Brasil e no mundo, afirma estudo da OIT

economia verdeUm relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançado nesta sexta-feira (15) afirma que, em países com diferentes níveis de desenvolvimento, a transição para uma economia mais verde e sustentável criou milhões de postos de trabalho. Nos Estados Unidos, por exemplo, o emprego em bens e serviços ambientais foi de 3,1 milhões em 2010. No Brasil, 2,9 milhões de postos de trabalho foram registrados em áreas dedicadas à redução dos danos ambientais, no mesmo período.

Os números em diversos países mostram que o argumento de que a transição para uma economia mais verde impactará negativamente o nível de emprego tem sido geralmente exagerado. “De fato, são os países em desenvolvimento que podem se beneficiar da criação de empregos em áreas de tecnologias limpas e energias renováveis”, afirma o estudo, intitulado “O desafio da promoção de empresas sustentáveis na América Latina e no Caribe: Uma análise regional comparativa”.

Países como México e Brasil estão liderando a adoção de medidas para lidar com as questões ambientais, especialmente em estratégias nacionais de crescimento com baixo carbono, indica o documento.

Um estudo do Banco Mundial no Brasil citado pela publicação da OIT afirma que a redução, até 2030, das emissões de carbono em mais de um terço é compatível com o crescimento do PIB e da economia. O estudo afirma que “o País tem grande oportunidade de mitigar e reduzir suas emissões de carbono em setores como agricultura, energia, transporte e gestão de resíduos, sem afetar negativamente o crescimento econômico”.

Escola Acesse o estudo, em espanhol, clicando aqui.

Fonte: onu.org.br

Relatorio do PNUMA mostra como progredir para uma economia verde

economia verde

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) lançou em Genebra, na Suíça, um relatório que mostra como os indicadores podem medir o progresso em direção a uma utilização eficiente dos recursos, a favor da economia verde, bem como a favor das decisões políticas que suportam sociedades sustentáveis. “Os indicadores de economia verde fornecem metas para uma sociedade ambientalmente estável, economicamente viável e justa”, disse o Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner.

O relatório Medir o Progresso para uma Economia Verde Inclusiva detalha uma série de indicadores que podem ser usados por políticos para formular e controlar o impacto de seus projetos de economia verde, incluindo as áreas de mudança climática, eficiência de recursos, investimento verde, emprego e saúde. O estudo também aponta índices para as nações interessadas na promoção do desenvolvimento sustentável, como o Sistema das Nações Unidas de Contabilidade Ambiental e Econômica (SEEA). O SEEA oferece novos padrões para coleta de dados econômicos e ambientais.

O estudo foi divulgado durante o evento chamado Medindo o Futuro que Queremos, primeiro encontro sobre o tema desde a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), realizada em junho no Brasil. O objetivo é compilar o conhecimento de países e empresas que desenvolveram indicadores relacionados com a economia verde/crescimento verde, harmonizar essas abordagens, bem como identificar as lacunas de conhecimento e prioridades de pesquisa para se avançar o trabalho. Nos três dias de reunião, estarão presentes funcionários do governo de Barbados, China, Dinamarca, Equador, Alemanha, Gana, Indonésia, Marrocos, Tailândia e Uruguai.

De acordo com o PNUMA, os indicadores desenvolvidos por algumas nações podem ser importantes para que outros Estados saibam enxergar as principais questões ambientais e avaliar as opções políticas e o seu retorno ambiental, social e econômico. A agência ressaltou que atualmente a maioria dos países se concentram demais no Produto Interno Bruto (PIB) como medida do desempenho econômico, e  não levam em consideração a depreciação de florestas, ar limpo ou água.

Fonte: onu.org.br

Mineracao Urbana: Volume de residuos urbanos crescera de 1,3 bilhao de tons para 2,2 bilhoes ate 2025

residuo urbanoEm meio a uma população mundial em rápido crescimento, os problemas de gestão de resíduos estão se tornando cada vez mais cruciais para a promoção da sustentabilidade ambiental, alertaram os participantes da reunião da Parceria Global sobre Gestão de Resíduos (GPWM), organizado pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA), em Osaka, no Japão.

O PNUMA observou que os resíduos urbanos são um fardo crescente para comunidades em todo o mundo. Estatísticas do Banco Mundial estimam que o volume de resíduos deve crescer de 1,3 bilhão de toneladas para 2,2 bilhões de toneladas em 2025.

“As necessidades humanas básicas, como água limpa, ar puro e segurança alimentar são prejudicadas por práticas de gestão de resíduos impróprias, com graves consequências para a saúde pública”, advertiu um comunicado da agência de meio ambiente.

Apesar de reconhecer que este é um dos serviços mais complexos e de alto custo público, o PNUMA argumenta que a  gestão de resíduos é também uma oportunidade para o estabelecimento de uma área modelo para tornar a economia verde.

“Se tratada adequadamente, a gestão de resíduos tem um enorme potencial para transformar problemas em soluções e conduzir o caminho para o desenvolvimento sustentável através da recuperação e reutilização de recursos valiosos”, afirmou o comunicado.

O relatório de 2010 do PNUMA mostrou que, no norte da Europa, a reciclagem de uma tonelada de papel ou alumínio economiza mais de 600 kg e 10.000 kg de dióxido de carbono, respectivamente. Da mesma forma, um relatório de 2009 da agência revelou que há 65 vezes mais ouro em uma tonelada de celulares velhos do que em uma tonelada de minério.

“A oportunidade de negócio para a ‘mineração urbana’ é evidente”, observou o PNUMA. “O lixo importa.”

Fonte: onu.org.br

Cientistas fazem balanco da RIO+20: mencoes a questao das mudancas climaticas foram quase nulas

rio 20A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (RIO+20) mobilizou a comunidade científica e foi palco de discussões que revelaram avanços sem precedentes no conhecimento sobre os limites do planeta – conceito indispensável para determinar uma agenda dedicada à sustentabilidade global.

No entanto, nada disso se refletiu no documento final da conferência, intitulado “O Futuro que queremos”, que teve até mesmo o termo “ciência” cortado do único tópico onde aparecia com destaque, de acordo com cientistas reunidos no dia 23 de agosto no 2º Workshop Conjunto BIOTA-BIOEN-Mudanças Climáticas: o futuro que não queremos – uma reflexão sobre a RIO+20.

O evento, realizado na sede da FAPESP, reuniu pesquisadores envolvidos com os três grandes programas da FAPESP sobre temas relacionados ao meio ambiente – biodiversidade (BIOTA-FAPESP), bioenergia (BIOEN) e mudanças climáticas globais (PFPMCG) – com a finalidade de fazer uma avaliação crítica dos resultados da RIO+20, especialmente no que diz respeito às perspectivas de participação da comunidade científica nas discussões internacionais nos próximos anos.

De acordo com Carlos Alfredo Joly, coordenador do Programa BIOTA-FAPESP, a comunidade científica brasileira e internacional se mobilizou intensamente durante a RIO+20 e chegou à conferência preparada para fornecer subsídios capazes de influenciar a agenda de implementação do desenvolvimento sustentável.

“Nada disso se refletiu na declaração final. Chegou-se a um documento genérico, que não determina metas e prazos e não estabelece uma agenda de transição para uma economia mais verde ou uma sustentabilidade maior da economia”, disse Joly à Agência FAPESP.

A maior esperança dos cientistas para que a conferência tivesse um resultado concreto, de acordo com Joly, era que o texto final reconhecesse, já em sua introdução, o conceito de limites planetários, proposto em 2009 por Johan Rockström, da Universidade de Estocolmo. A expectativa, porém, foi frustrada.

De 1992 até hoje, tivemos um grande avanço no conhecimento em relação aos limites planetários e o trabalho de Rockström já se tornou um clássico. Destacar isso no texto final poderia contribuir para uma mudança de paradigmas que definiria uma nova trajetória para o planeta. Mas isso não foi feito”, disse.

O fato do avanço do conhecimento científico não estar refletido no documento, entretanto, não deve ser usado como argumento para desestimular a comunidade científica que trabalha nessa área ambiental, segundo Joly. “Para nós que trabalhamos com a biodiversidade, a prioridade agora volta a ser a discussão sobre o veto às mudanças no código florestal, uma questão que ainda está em aberto”, disse.

rio20-a_thumbO tema da biodiversidade, segundo Joly, recebeu muito pouca atenção no documento final da RIO+20, embora seja uma das áreas em que os limites planetários de segurança já foram extrapolados.

“Praticamente todas as referências à biodiversidade foram cortadas do texto. O documento zero, que foi o ponto de partida para a declaração, tinha seis parágrafos sobre a biodiversidade nos oceanos, por exemplo. Não sobrou nenhum”, afirmou Joly, que é titular do Departamento de Políticas e Programas Temáticos (DEPPT) da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Conteúdo vago

Paulo Artaxo, membro da coordenação do PFPMCG, destacou que as menções à questão das mudanças climáticas também foram quase nulas. “O texto final da RIO+20 tem 53 páginas, divididas em 283 tópicos. Desse total, apenas três tópicos mencionam a questão do clima. Para se ter uma ideia, há seis tópicos sobre igualdade de gênero e dez sobre lixo químico – que são temas importantes, mas não envolvem a mesma escala e urgência do problema do clima”, disse

Além da escassez, o conteúdo das menções à questão do clima é muito vago, segundo Artaxo. “O texto se limita a afirmar que as mudanças climáticas estão entre os maiores desafios do nosso tempo e que o tema gera preocupação, por exemplo”, disse.

Fonte: Agência FAPESP

Usando a agua da chuva: descontaminar antes do uso, um cuidado obrigatorio

agua da chuvaA utilização racional dos recursos naturais é um dos pilares da economia verde e da sustentabilidade ambiental. Uma das soluções mais conhecidas é o aproveitamento da água de chuva, que traz como benefícios a diminuição nos gastos com aquisição da água potável e a redução dos picos de cheia em épocas de concentração de eventos extremos de precipitações, como os verões no Brasil.

Para mostrar as vantagens e os cuidados no aproveitamento da água de chuva, cuja retomada de uso ocorreu no Brasil a partir da década de 1990, o pesquisador do Centro Tecnológico do Ambiente Construído, Luciano Zanella, publica um artigo na edição de julho da Revista Notícias da Construção. Ele fala sobre a variação do grau de contaminação da água em função do local de instalação do sistema de coleta, e também dos custos na construção dos reservatórios, que podem ser diminuídos na concepção do projetista de acordo com o uso pretendido, que inclui lavagem de pisos e fachadas, irrigação de áreas verdes e descarga em vasos sanitários.

“São diversas as atividades, humanas ou ambientais, que geram contaminantes que ficam em suspensão na atmosfera, se depositam nas superfícies de coletas e são arrastadas pelas águas de chuva, contaminando-as.”

O pesquisador chama ainda a atenção para o fato de um sistema de captação demandar recursos financeiros não somente para sua instalação, mas para a manutenção contínua em bombas e filtros.

Leia abaixo o artigo na íntegra, publicado na revista editada pelo Sindicato da Construção (SindusCon) de São Paulo:

download.icon Revista Notícias da Construção_SindusCon_julho de 2012.pdf (1 MB) 

 

Fonte: IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de SP

Negocios Verdes: boas praticas ambientais podem abrir mercado e garantir linhas de credito

credito verdeNo ritmo da Rio+20, a Conferência da Nações Unidades sobre Desenvolvimento Sustentável, que acontece no Rio de Janeiro, o Sebrae lançou nessa terça-feira (19) três documentos que identificam oportunidades de negócios para micro e pequenas empresa (MPE) que praticam gestão sustentável e apontam as linhas de financiamento disponíveis no mercado financeiro para esses empreendimentos. O material será oferecido apenas no ambiente virtual, por meio de endereço eletrônico no site da instituição.

A analista do Sebrae Louise Machado explica que a opção pela edição virtual seguiu a tendência preservacionista. “Assim, evitamos o desperdício de papel”. As publicações foram produzidas pela Unidade de Acesso a Mercado e Serviço Financeiro (UAMSF).

O primeiro documento tem o título Produção e Consumo Sustentáveis – Oportunidade e Diferencial Competitivo a Partir do Empreendedorismo Sustentável. Em 95 páginas, especialistas em economia verde, donos de micro e pequenas empresas e consumidores apresentam suas visões e experiências sobre boas práticas socioambientais em pequenos negócios.

Esse material mostra ainda o trabalho de quem investiu no conceito de produção ecológica e, com isso, conseguiu expandir a empresa. É o caso da Carbono Zero Courier, empreendimento de entrega expressa que utiliza somente bicicletas. Doze páginas são dedicadas à opinião dos consumidores a respeito do tema.

O segundo documento produzido pela UAMSF foi elaborado por meio da parceria entre o Sebrae e a Integrare, associação sem fins lucrativos dedicada à integração das MPE com grandes corporações. Práticas Sustentáveis nas Grandes Empresas e Suas Demandas para Micro e Pequenas Empresas mostra como as práticas de sustentabilidade de grandes empresas influenciam mudanças nos fornecedores de sua cadeia produtiva.

A publicação identifica corporações como a IBM Brasil, Unilever, Banco Santander e Du Pont do Brasil que incorporam serviços e produtos de MPE em sintonia com os conceitos de sustentabilidade. No mesmo documento, resgata-se a história de empresas que apostaram na produção sustentável, adequaram seus processos internos e ganharam mercado.

Linhas de Crédito

A última publicação elaborada pela UAMSF apresenta a relação das linhas de crédito verde disponíveis nas instituições financeiras públicas e privadas. Denominada Financiamento da Sustentabilidade Ambiental nas Micro e Pequenas Empresas, tem 46 páginas.

O analista do Sebrae João Silvério explica que o levantamento permite aos empreendedores “identificar as melhores linhas para os seus negócios e mostra quais bancos oferecem os financiamentos”. Os produtos financeiros foram divididos em cinco áreas: Desenvolvimento Sustentável, Economia Verde, Desenvolvimento Ambiental, Recuperação Econômica, Certificação e Controle Ambiental e Ecoeficiência.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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