Brasil tem 627 espécies ameaçadas de extinção

mico leaoO processo de extinção faz parte do curso natural das espécies. Trata-se de um evento lento causado por fatores como o surgimento de competidores mais eficientes e catástrofes naturais. Foi assim com os dinossauros, que, acredita-se, entraram em extinção há milhões de anos por causa dos efeitos climáticos gerados pela queda de um meteorito.

Atualmente, no entanto, a principal ameaça às espécies é o ser humano. Sua intervenção nos ecossistemas do planeta acelerou o desaparecimento de animais e plantas, um processo que deveria ocorrer lentamente. O mau uso dos recursos naturais, a poluição e a expansão urbana estão entre os fatores que degradam ambientes naturais e reduzem o número de habitats para as espécies.

O ser humano também interfere no ciclo natural quando transporta espécies exóticas para além dos limites de sua área de ocorrência original. Muitas vezes, elas multiplicam-se rapidamente e dominam espécies nativas do local para onde foram levadas, causando um desequilíbrio que resulta no empobrecimento dos ambientes, na simplificação dos ecossistemas e na extinção de espécies nativas.

O último levantamento apontou a existência de 627 espécies ameaçadas de extinção. Entre os 26 primatas incluídos na lista, está o mico-leão-dourado, natural da Mata Atlântica, o bioma mais descaracterizado do país. Os mamíferos carnívoros também sofrem com a destruição ou fragmentação de seus habitats, pois precisam de grandes áreas para obter suas presas. É o caso do lobo-guará, encontrado em áreas como o Cerrado e o Pantanal. Entre os animais aquáticos ameaçados está o peixe-boi, caçado em grandes quantidades desde o século 16 e hoje protegido por lei.

Para consultar o último levantamento do Ministério do Meio Ambiente sobre espécies ameaçadas, acesse aqui

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

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Hoje é dia do Engenheiro Florestal, mas por que 12 de Julho?

engenheiro florestalEsta data remete ao falecimento de João Gualberto em 12 de julho de 1073, aos 78 anos. Ele era um monge Beneditino, dedicado à silvicultura, que reflorestou os vales de Valombrosa na Itália. Esta data então ficou como o Dia de São João Gualberto, reconhecido como o santo defensor das florestas e protetor dos Engenheiros Florestais. Em razão disso, a data de 12 de julho foi dedicada ao profissional de Engenharia Florestal.

Engenheiro Florestal é o profissional apto a avaliar o potencial biológico dos ecossistemas florestais, para planejar e organizar o seu aproveitamento racional, de forma sustentável, garantindo a manutenção e perpetuação das formas de vida animal e vegetal.

Esta aptidão se deve a uma formação coerente com uma sequência de disciplinas teóricas, práticas, de campo e laboratórios, que possibilitam uma profissionalização nas áreas de manejo florestal, ecologia aplicada e tecnologia de produtos florestais, propiciando uma formação que abrange os aspectos ambientais, sociais e econômicos.

Em uma sociedade com demandas crescentes de produtos de origem florestal, o papel do Engenheiro Florestal é de fundamental importância técnica e estratégica, considerando que o Brasil possui cerca de 30% das florestas tropicais do mundo e plantações florestais de altíssima produtividade.

Parabéns para todos Engenheiros Florestais, formados ou em formação. Nossas florestas também agradecem!

Fonte: florestal.gov.br

Ártico: derretimento do gelo provoca corrida por gás e petróleo e riscos ambientais sobem, diz ONU

407620-arcticiceO derretimento do gelo no Ártico tem facilitado o acesso a recursos naturais, como gás e petróleo, provocando um aumento da atividade humana que pode ameaçar os ecossistemas já frágeis da região e afetar os estilos de vidas tradicionais dos povos indígenas. O alerta é o destaque de um estudo lançado na segunda-feira (18) pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

“Na verdade, o que estamos vendo é que o derretimento do gelo está levando a uma corrida pelos combustíveis fósseis que fizeram o gelo derreter em primeiro lugar”, declarou o Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner.

A redução na cobertura de gelo do mar no verão tornou-se mais intensa nos últimos anos no Ártico, culminando em um recorde de 3,4 milhões de quilômetros quadrados em 2012 – 18% abaixo do mínimo anterior registrado em 2007 e 50% abaixo da média entre 1980 e 1990 . Além disso, o gelo do solo e a camada permanente de gelo também estão derretendo.

O documento também revela que o Ártico deverá desempenhar um papel maior como fonte mundial de energia e minerais. Estima-se que a região possua 30% do gás natural não descoberto do mundo, além de grande parte do petróleo ainda não explorado.

O PNUMA recomenda que nenhuma exploração seja feita no local sem uma análise prévia dos riscos ambientais e reforça a importância dos países do Conselho do Ártico – cujo núcleo é formado por Canadá, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega, Rússia, Suécia e EUA – para garantir que isso ocorra. A principal recomendação, no entanto, continua sendo a redução das emissões de gases de efeito estufa.

O “Livro do Ano de 2013 – questões emergentes no nosso ambiente global”, que trata das questões ambientais contemporâneas e também destaca os riscos de produtos químicos e do recente aumento no comércio ilegal de animais silvestres, pode ser acessado na íntegra em inglês aqui.

Fonte: onu.org.br

Esta na Constituicao, artigo 225: Todos tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado

meio ambienteÉ um direito de toda a humanidade, de qualquer pessoa em qualquer lugar do planeta… mas também está assegurado em nossa constituição o direito de termos um meio ambiente ecologicamente equilibrado. Portanto é um direito natural do homem e um direito também assegurado por lei. Veja o CAPÍTULO VI – DO MEIO AMBIENTE, para conhecermos e para cobrarmos:

CAPÍTULO VI – DO MEIO AMBIENTE

Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá- lo para as presentes e futuras gerações.

§ 1º – Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:

I – preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico das espécies e ecossistemas; (Regulamento)

II – preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético; (Regulamento) (Regulamento)

III – definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção;

IV – exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará publicidade;

V – controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente;

VI – promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente;

VII – proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade.

§ 2º – Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da lei.

§ 3º – As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, independentemente da obrigação de reparar os danos causados.

§ 4º – A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais.

§ 5º – São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas naturais.

§ 6º – As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua localização definida em lei federal, sem o que não poderão ser instaladas.

Origem: CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988

Contaminacao: PNUMA alerta para os riscos do mercurio nos paises em desenvolvimento

contaminacaoUm novo estudo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), intitulado Mercúrio: Hora de Agir, afirma que muitas comunidades nos países em desenvolvimento estão enfrentando riscos de saúde e ambientais associados à exposição ao mercúrio. O documento afirma que regiões da África, Ásia e América do Sul estão sendo atingidas pelo crescente despejo desse metal no meio ambiente, principalmente por causa do uso desse elemento tóxico na mineração de ouro ou por meio da queima de carvão para geração de eletricidade.

Nos últimos 100 anos, as emissões do homem dobraram a quantidade de mercúrio nos cem metros superiores dos oceanos. Concentrações em águas mais profundas aumentaram até 25%. O relatório do PNUMA também avalia, pela primeira vez em nível mundial, a emissão de mercúrio em rios e lagos – boa parte da exposição humana de mercúrio deve-se à ingestão de peixes contaminados.

O mercúrio na natureza é um metal prateado-branco, líquido em temperaturas comuns, que pode ser prejudicial aos seres humanos e ao meio ambiente. Quando liberado pela indústria e outras fontes artificiais, pode permanecer no meio ambiente por séculos. Por isso, as reduções nas emissões de mercúrio podem levar décadas até terem um efeito demonstrável sobre os níveis de mercúrio na natureza e na cadeia alimentar.

O relatório pede ações de governos, indústrias e sociedade civil para fortalecer os esforços pela diminuição das liberações de mercúrio, já que os atrasos nessas ações poderão levar a uma recuperação muito lenta dos ecossistemas e um grande  legado de poluição.

Fonte: onu.org.br

Smiley virando os olhos De forma rápida podemos citar a Garoupa, Marlim, Atum e Peixe Espada, dentre outros, como os peixes identificados com contaminação de mercúrio. Dispositivos eletrônicos, lâmpadas fluorescentes, cosméticos e baterias são alguns exêmplos de produtos do nosso cotidiano que contém mercúrio.

Diversidade de cultivos é a chave para enfrentar desafios alimentares e agrícolas, afirma FAO

batatas“A revalorização dos cultivos subutilizados é de grande importância para que nossas sociedades possam enfrentar os desafios agrícolas e alimentares das próximas décadas”, relatou nesta segunda-feira (10/12) o Diretor-Geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva.

Ele participou da abertura do seminário internacional “Cultivos do passado e novos cultivos para enfrentar os desafios do Século XXI”, que acontece até hoje (13/12) em Córdoba, na Espanha.

A FAO estima que cerca de 7 mil espécies de plantas foram cultivadas ou consumidas como alimento ao longo da história. Na atualidade, muitas destas espécies estão desaparecendo e, com elas, sua diversidade genética. “Se perdermos esses recursos únicos e insubstituíveis, será mais difícil nos adaptar às mudanças climáticas e garantir uma alimentação saudável e diversificada para todos”, afirmou Graziano.

O desafio que a humanidade enfrenta é grande, destacou o Diretor da FAO: “Na atualidade existem cerca de 870 milhões de pessoas sofrendo de fome no mundo, um mundo que já produz alimentos suficientes para todos. A globalização criou abundância de alimentos em algumas partes do mundo, mas não conseguiu acabar com a escassez crônica que existe em tantas partes do planeta”.

Graziano lembrou que, além disso, esta mesma globalização “criou uma certa homogeneidade de produtos, perdendo a riqueza das distintas culturas culinárias e da biodiversidade agrícola”. Segundo a FAO, hoje a grande maioria da população baseia sua dieta calórica em apenas quatro cultivos — arroz, milho, trigo e batatas.

“Nossa dependência de poucos cultivos tem consequências negativas para os ecossistemas, para a diversidade alimentar e para nossa saúde. A monotonia alimentar aumenta o risco de deficiência de micronutrientes”, explicou o brasileiro.

Fonte: onu.org.br

UNESCO adiciona 20 novos locais ao programa Rede Mundial de Reservas da Biosfera (WNBR)

mab2012_sweden_03O Conselho Coordenador Internacional do programa O Homem e a Biosfera da UNESCO (MaB), reunido entre 9 e 13 de julho em Paris, adicionou 20 novos sítios, incluindo dois transfronteiriços, para a Rede Mundial de Reservas da Biosfera (WNBR, na sigla em inglês). A rede inclui agora 598 reservas em 117 países.

Entre outros, as novas Reservas da Biosfera foram inscritos no Haiti, no Cazaquistão e em São Tomé e Príncipe pela primeira vez.

As Reservas da Biosfera são áreas designadas pelo programa O Homem e a Biosfera da UNESCO para servir como locais para testar diferentes abordagens à gestão integrada dos ecossistemas terrestres, de água doce, recursos costeiros e marinhos e da biodiversidade. As Reservas da Biosfera são, portanto, locais para experimentar e aprender sobre o desenvolvimento sustentável.

Para breves descrições dos novos sítios (em inglês), clique aqui.

Fonte: onu.org.br

Foto: East Vättern Scarp landscape, Suécia

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