Pesquisa brasileira revela impacto do efeito estufa na agricultura

efeito estufaUm dos principais produtos vendidos pelo Brasil no exterior, a carne bovina, que coloca o país no topo mundial dos fornecedores desse alimento, pode ser afetada pelo gradativo aumento da presença de dióxido de carbono (CO²) na atmosfera. Os primeiros resultados de um estudo que faz parte do projeto Climapest da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre o impacto do efeito estufa na agricultura apontam para modificações na qualidade da pastagem do gado.

O estudo será apresentado no encontro sobre o impacto do efeito estufa Greenhouse Gases & Animal Agriculture Conference, que começou dia 24/06 e vai até o dia 26 de junho, em Dublin, na Irlanda.

Com base na quantidade presumível de CO² no meio ambiente daqui a 30 anos, pesquisadores brasileiros do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo (USP) criaram um ambiente com alto teor desse gás e constataram que, nessas condições, a gramínea brachiaria, mais utilizada na alimentação do gado no país, cresce com mais força, porém, com menos nutrientes.

“Com mais fibras indigeríveis, em vez de se ter mais produção de carne – porque o boi vai ter mais pasto para comer, nós poderemos ter um problema porque a queda na qualidade dessa comida levará o pecuarista a ter de investir mais”, ponderou o coordenador da pesquisa, Adibe Luiz Abdalla, professor do Cena.

Os trabalhos foram desenvolvidos em um campo experimental da Embrapa, em Jaguariúna, na região de Campinas, a cerca de 125 quilômetros da capital paulista. Nesse local foi criado um ambiente que se prevê como realidade, no ano de 2040. Nele foram instalados 12 círculos de 10 metros quadrados nos quais foram injetados CO² que ampliaram a quantidade encontrada atualmente na atmosfera de algo em torno de 370 a 390 para cerca de 590 a 600 partes por milhão (ppm).

O gás carbônico tem o papel de auxiliar no desenvolvimento das plantas por meio da fotossíntese. O professor Adibe estima que com mais fotossíntese haverá um aumento da biomassa. “Esse aumento da produção de biomassa no caso de forragens é interessante porque vai produzir mais e mais capim, só que esse capim pelas informações que a gente está obtendo até agora é de pior qualidade, tem mais fibra, mais componentes indigeríveis”, explicou ele.

Isso poderia comprometer, igualmente, supõe o pesquisador, outras culturas como a do algodão, arroz, feijão, milho e trigo. Mas, segundo ele, ainda não se sabe ao certo o real impacto do efeito estufa sobre essas culturas.

Fonte: Empresa Brasil de Comunicação S/A – EBC

Ártico: derretimento do gelo provoca corrida por gás e petróleo e riscos ambientais sobem, diz ONU

407620-arcticiceO derretimento do gelo no Ártico tem facilitado o acesso a recursos naturais, como gás e petróleo, provocando um aumento da atividade humana que pode ameaçar os ecossistemas já frágeis da região e afetar os estilos de vidas tradicionais dos povos indígenas. O alerta é o destaque de um estudo lançado na segunda-feira (18) pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

“Na verdade, o que estamos vendo é que o derretimento do gelo está levando a uma corrida pelos combustíveis fósseis que fizeram o gelo derreter em primeiro lugar”, declarou o Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner.

A redução na cobertura de gelo do mar no verão tornou-se mais intensa nos últimos anos no Ártico, culminando em um recorde de 3,4 milhões de quilômetros quadrados em 2012 – 18% abaixo do mínimo anterior registrado em 2007 e 50% abaixo da média entre 1980 e 1990 . Além disso, o gelo do solo e a camada permanente de gelo também estão derretendo.

O documento também revela que o Ártico deverá desempenhar um papel maior como fonte mundial de energia e minerais. Estima-se que a região possua 30% do gás natural não descoberto do mundo, além de grande parte do petróleo ainda não explorado.

O PNUMA recomenda que nenhuma exploração seja feita no local sem uma análise prévia dos riscos ambientais e reforça a importância dos países do Conselho do Ártico – cujo núcleo é formado por Canadá, Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega, Rússia, Suécia e EUA – para garantir que isso ocorra. A principal recomendação, no entanto, continua sendo a redução das emissões de gases de efeito estufa.

O “Livro do Ano de 2013 – questões emergentes no nosso ambiente global”, que trata das questões ambientais contemporâneas e também destaca os riscos de produtos químicos e do recente aumento no comércio ilegal de animais silvestres, pode ser acessado na íntegra em inglês aqui.

Fonte: onu.org.br

O dano ambiental pode violar o desfrute dos direitos humanos, alerta especialista da ONU

direitos humanosO Especialista Independente das Nações Unidas sobre direitos humanos e meio ambiente, John Knox, pediu nesta terça-feira (19) a governantes mundiais que levem em conta as leis de direitos humanos na concepção e desenvolvimento da governança ambiental. Knox ressaltou que “o dano ambiental pode violar o desfrute dos direitos humanos”.

“Quando os governos em todo o mundo falham em restringir as emissões de gases de efeito estufa — colocando em risco a existência de, entre outros, comunidades vulneráveis no Ártico e em áreas costeiras baixas — eles falham em proteger muitos dos direitos humanos, incluindo o direito a vida, saúde, propriedade e desenvolvimento”, disse Knox no Fórum Global de Ministros do Meio Ambiente organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e que ocorre até o dia 22 de fevereiro na sede do PNUMA em Nairóbi, capital do Quênia.

Knox advertiu que, apesar da natureza interdependente entre ambiente e direitos humanos, a relação entre as duas áreas ainda é menos conhecida do que deveria ser. “Os direitos humanos à liberdade de expressão e associação, à informação, à participação na tomada de decisões e a remédios devem ser protegidos, tanto a nível nacional quanto a nível internacional”, afirmou. ”Os direitos humanos devem ser levados em conta na definição da governança ambiental”.

O especialista da ONU disse diretamente aos Estados que a lei de direitos humanos deve estar relacionada com os objetivos de desenvolvimento sustentável pós-2015 e de normas fundamentais de proteção ambiental. “O acompanhamento da Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) deve refletir as obrigações dos Estados de tomar medidas para evitar a degradação ambiental que viola os direitos humanos e proteger os direitos humanos das pessoas ameaçadas por danos ao meio ambiente”, disse Knox.

“Os Estados devem continuar a tomar em conta as decisões e recomendações dos muitos fóruns e mecanismos, a partir de conferências internacionais para procedimentos especiais até tribunais regionais de direitos humanos, que estão ativamente desenvolvendo e implementando as normas de direitos humanos relevantes à proteção ambiental”, destacou o especialista.

Fonte: onu.org.br

Finlandia, Alemanha e Noruega doam US$ 180 milhoes para fundo de protecao de florestas

florestaFinlândia, Alemanha e Noruega vão repassar verba ao Banco Mundial; mecanismo foi criado para compensar países em desenvolvimento que reduzem emissões de dióxido de carbono

O fundo foi criado pelo Banco Mundial para compensar países em desenvolvimento que reduzem emissões de dióxido de carbono a partir da preservação de suas florestas.

Efeito Estufa

Com as novas doações, a capitalização do mecanismo alcança a marca de US$ 650 milhões, garantindo o apoio aos esforços de nações em desenvolvimento em diminuir a perda de florestas e emissões dos gases que causam o efeito estufa.

Segundo o Banco Mundial, o mecanismo é formado por dois fundos. O Fundo de Preparação, conhecido como REDD+, fornece financiamento aos  países para que criem estratégias nacionais de redução de emissões a partir do combate ao desmatamento e degradação de florestas.

Pagamentos

Já o Fundo de Carbono irá fornecer pagamentos mediante a verificação de que as emissões foram reduzidas a partir de projetos de larga escala da iniciativa REDD+.

O Banco Mundial destaca que o resultado será grandes incentivos pagos até 2020 aos países em desenvolvimento florestal. O órgão lembra que as florestas continuam sendo perdidas, apesar dos esforços para levar o mundo a um caminho mais verde e de baixo carbono.

Fonte: Rádio ONU – Rádio das Nações Unidas

Madeira da amazônia transformada para uso na construção civil responde por até 24,9 toneladas de CO2/m³

desflorestamentoA derrubada de árvores na floresta amazônica por exploração convencional, legal ou ilegal, e sua transformação em tábuas, vigas, pranchas e outros formatos de madeiras serradas utilizadas na construção civil é responsável por algo entre 6,5 e 24,9 toneladas de dióxido de carbono (CO2) por metro cúbico de madeira serrada.

Essa estimativa é uma das conclusões da dissertação de mestrado Emissão de CO2 da madeira serrada da Amazônia: o caso da exploração convencional, que foi realizada pela arquiteta Érica Ferraz de Campos na Escola Politécnica (Poli) da USP, sob orientação do professor Vanderley John. O estudo supera os levantamentos do gênero feitos até agora, uma vez que espelha a emissão de CO2 ao longo de todo o processo de produção da madeira serrada, do corte de toras até o seu transporte para o mercado consumidor.

O CO2 é um dos gases de efeito estufa e tem papel importante nas mudanças climáticas. Daí a relevância desta pesquisa, que foi baseada em dados de literatura e levantamentos feitos com empresas madeireiras, estes obtidos por meio de uma pesquisa de doutorado da arquiteta Katia Punhagui, que vem sendo desenvolvida no mesmo grupo de pesquisas da Poli.

Para chegar a essa conclusão, a pesquisadora analisou o processo produtivo da madeira serrada na Amazônia, isto é, a transformação das toras em tábuas, por exemplo. “Ele é constituído por quatro etapas: extração das árvores, deslocamento delas entre a floresta e a serraria, processamento das toras em produtos serrados e transporte delas ao mercado consumidor, com diferentes graus de impacto ambiental em cada uma. Ao longo dessas etapas, o carbono é liberado principalmente como CO2, a partir da degradação de resíduos de biomassa, gerados na extração e no processamento, e da queima de energia fóssil.”

Segundo Érica, em cada hectare da floresta amazônica há entre 200 e 425 (média de 300) toneladas de biomassa seca (madeira livre de água, seca em estufa), que estocam de 98 a 208 (média de 147) toneladas de carbono. “Na exploração convencional, sem manejo, são extraídas de 3 a 9 árvores por hectare, o que representa entre 4% e 14% da biomassa dessa área”, conta. “Durante essa primeira etapa do processo, pode ser danificada de 7% a 33% da biomassa florestal para abertura de trilhas, derrubada e retirada da madeira comercial. Essa variação está principalmente relacionada à densidade da vegetação na floresta e procedimentos adotados pelo madeireiro. São resíduos como árvores destruídas, troncos quebrados ou ocos, pedaços de madeira sem aproveitamento comercial, galhos de pequeno diâmetro e folhas, por exemplo, que são abandonados na floresta, onde se decompõe, liberando CO2 para a atmosfera.”

Fonte: Agência USP de Notícias

COP18 – Parceria para impulsionar projetos sustentáveis de governos, empresas, investidores e instituições

mudanca climaticaO Fórum Econômico Mundial e a Conferência das Nações Unidas para Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês) anunciaram nesta terça-feira (27) uma parceria para apresentar a governos, empresas, investidores e instituições novas e rentáveis formas de financiar projetos ambientalmente corretos. O anúncio foi feito na 18ª Conferência das Partes das Nações Unidas (COP18), realizada em Doha, no Catar, e na qual diplomatas de 194 países discutem reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa.

De acordo com o comunicado do UNFCCC e do Fórum, o projeto “Momento de mudança: financiamento inovador para investimentos ambientalmente sustentáveis” irá mostrar mecanismos de financiamento público-privado e abordagens bem sucedidas no apoio a projetos que priorizam adaptação às mudanças climáticas e que reduzem o impacto dos projetos no meio ambiente. O programa será apresentado oficialmente em 6 de dezembro, um dia antes do encerramento da COP 18.

Esta parceria está inserida no projeto “Momentum of change” (Ímpeto de mudança), lançado pelo UNFCCC na COP 17, realizada em Durban, na África do Sul, em 2011. Esta iniciativa seleciona projetos ambientalmente corretos desenvolvidos e aplicados em países em desenvolvimento e que possam ser ampliados e replicados em outros países. Na edição de 2011, o “Momentum of change” apresentou projetos de sucesso executados por meio de parcerias público-privadas e financiados pela Fundação Bill e Melinda Gates.

Os nove projetos que serão apresentados neste ano já foram selecionados. Entre eles há uma olaria que promove a queima não poluente de tijolos no Peru, um sistema de ônibus elétricos no Sri Lanka e outro de ônibus integrados em Guangzhou, na China, que substitui o metrô.

A secretária-executiva da UNFCCC, Christiana Figueres, afirmou que o setor privado ainda tem dificuldade de aplicar recursos em projetos sustentáveis por causa dos riscos envolvidos e disse que o setor público pode “destravar” o investimento privado ao criar políticas adequadas ao desenvolvimento de projetos sustentáveis. “Dada a escala de investimento necessária, a tecnologia necessária e o risco que existe, o atual nível de investimento é muito baixo”, disse.

De acordo com o UNFCCC, os países em desenvolvimento representarão 60% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial até 2030. Por isso, é necessário que se desenvolvam neles projetos que sejam eficientes no uso dos recursos naturais.

Fonte: ANBA

ONU: Desde o início da era industrial cerca de 375 bilhões de tons de carbono foram liberados na atmosfera

co2A quantidade de gases de efeito estufa na atmosfera atingiu um novo recorde em 2011, afirmou a Organização Meteorológica Mundial (OMM). Entre 1990 e 2011 houve um aumento de 30% na força radioativa – o efeito do aquecimento sobre o clima – por causa do dióxido de carbono (CO2) e outros gases que retêm o calor de longa duração.

Desde o início da era industrial, em 1750, cerca de 375 bilhões de toneladas de carbono foram liberados na atmosfera como o CO2, provenientes principalmente da queima de combustíveis fósseis, de acordo com boletim da OMM, lançado hoje, Gases de Efeito Estufa 2011, que tem como foco especial o ciclo do carbono. Cerca de metade desse dióxido de carbono permanece na atmosfera, sendo o restante absorvido pelos oceanos e pela biosfera terrestre .

“Esses bilhões de toneladas de dióxido de carbono adicionais em nossa atmosfera permanecerão lá por séculos, fazendo com que nosso planeta se aqueça ainda mais e tenha um impacto sobre todos os aspectos da vida na Terra”, disse o Secretário-Geral da OMM, Michel Jarraud. “As emissões futuras só vão piorar a situação”.

“Até agora, sumidouros de carbono absorveram quase a metade do dióxido de carbono emitido pelos seres humanos na atmosfera, mas isso não vai necessariamente continuar no futuro. Já vimos que os oceanos estão se tornando mais ácidos como resultado da absorção de dióxido de carbono, com possíveis repercussões para a cadeia alimentar submarina e recifes de coral. Há muitas interações adicionais entre gases de efeito estufa, a biosfera da Terra e os oceanos, e precisamos aumentar a nossa capacidade de monitoramento e do conhecimento científico, a fim de entender melhor estes fenômenos “, disse Jarraud.

A agência observou que o dióxido de carbono é o gás de efeito estufa mais importante emitido pelas atividades humanas, e é responsável por 85% do aumento da força radioativa durante a última década. Também é o gás de efeito estufa mais importante de longa duração; os outros são o metano e o óxido nitroso.

Fonte: onu.org.br

Alegre Saiba mais sobre “sumidouros de carbono” aqui no blog.

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