Biomassa: organicos que podem ser transformados em energia

biomassaBiomassa é toda matéria orgânica não fóssil, de origem animal ou vegetal, que pode ser utilizada na produção de calor, seja para uso térmico industrial, seja para geração de eletricidade e/ou que pode ser transformada em outras formas de energias sólidas (carvão vegetal, briquetes), líquidas (etanol, biodiesel) e gasosas (biogás de lixo).

Em 2010, a participação da biomassa na matriz energética brasileira foi de 31%, dos quais, 17,7% de produtos da cana, 9,5% de lenha e 3,8% de outros resíduos. Para 2020, os estudos do Ministério de Minas e Energia mostram que a biomassa deve passar de 35% de participação na matriz.

As projeções indicam que, em 2020, a geração de eletricidade por biomassa atingirá 20,1 GW de capacidade instalada, respondendo por 11% da capacidade instalada total, contra 7,8 GW em 2010, e 6,6% de participação.  A geração por bagaço de cana é a principal indutora do crescimento no período.

Fonte: Ministério de Minas e Energia

Relacao arabe e sul-americana: Paises querem solucoes conjuntas para energias renovaveis e consumo eficiente

A energia foi definida como prioridade na relação entre países árabes e sul-americanos para os próximos anos, segundo a Declaração de Lima, documento com as resoluções da 3ª Cúpula América do Sul–Países Árabes (Aspa), que ocorre esta semana em Lima, no Peru. A energia é citada como eixo da relação birregional, especialmente assuntos que envolvem produção, consumo eficiente, desenvolvimento de energia renovável e estratégias para fazer frente às mudanças climáticas.

A declaração cita a energia como um recurso essencial ao desenvolvimento sustentável, estimula a pesquisa conjunta na área, mas deixa claro que cada país tem direito soberano para decidir as condições de desenvolvimento dos seus recursos naturais.

No documento, assinado pelos líderes das duas regiões, foi exaltada a criação da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena) em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e o seu papel na produção da energia deste tipo no mundo. Os países da Aspa foram convidados a aderir à iniciativa.

A Declaração de Lima reafirma a importância da cooperação para a implementação de políticas públicas que garantam segurança alimentar e nutricional de forma sustentável. Essas ações devem favorecer o acesso à alimentação por parte das parcelas mais vulneráveis da população, promovendo a produção agrícola em pequenas propriedades familiares. O grupo pede reforma no Comitê Mundial de Segurança Alimentar da ONU para que ele seja a principal plataforma para o desenvolvimento destas ações.

Os governos afirmam, no texto, que pretendem continuar a desenvolver as relações entre as duas regiões e intensificá-las, principalmente na área econômica, de comércio e investimentos, reforçando o papel dos empresários nesta área. O texto ressalta os resultados positivos do Fórum Empresarial da Aspa, que ocorreu paralelamente à cúpula. O Brasil participou com uma delegação empresarial com cerca de 30 pessoas incluindo a Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

Fonte: ANBA

BIOBusiness Brasil – Biotecnologia, saude, sustentabilidade: transforme seu conhecimento em negocio

Estão abertas até o dia 6 de outubro as inscrições para a quarta edição do BioBusiness Brasil, concurso voltado à criação de novos negócios em Biotecnologia e Saúde. Para se inscrever é preciso pagar taxa de R$ 30.

Realizado pela Fundação Instituto Polo Avançado da Saúde (Fipase) e pela Incubadora de Empresas de Base Tecnológica (Supera), o concurso tem como público-alvo empreendedores, docentes, graduandos, pós-graduandos, mestres, doutores e técnicos.

Por meio da prospecção e seleção de projetos, além de orientação on-line para a elaboração de planos de negócio, o programa desperta a atenção para as oportunidades de investimentos no setor de biotecnologia e saúde. O grande diferencial do Biobusiness é a criação de mecanismos (através da ampliação da rede de contatos, assessorias empresariais e treinamentos) que facilitam a divulgação e inserção de projetos inovadores junto à sociedade.

São áreas de interesse: Biotecnologia, Saúde Humana, Saúde Animal, Energia, Meio Ambiente e Sustentabilidade.

O projeto melhor classificado receberá um prêmio de R$ 3 mil, além de uma vaga de incubação na Supera e 50% de uma bolsa de pós-graduação na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap, unidade de Ribeirão Preto – SP). O segundo colocado receberá R$ 2 mil e o terceiro, R$ 1 mil.

Mais informações e inscrições em: www.biobusinessbrasil.com.br

Fonte: Agência FAPESP

Video da TV ONU – Belo Monte: Conflitos entre Energia e Meio Ambiente

A equipe da TV das Nações Unidas (UNTV) visitou a região onde está sendo construída a hidrelétrica Belo Monte, no Pará, durante o primeiro semestre deste ano para as gravações da edição especial do programa Século XXI. A reportagem de onze minutos apresenta os argumentos de lideranças indígenas, dos moradores de áreas que serão alagadas pela barragem e dos representantes da empresa e do Governo brasileiro.

A reportagem apresenta o desafio do governo brasileiro de, por um lado, preparar o país para atender a demanda energética de uma economia que caminha para ser a quinta maior do planeta e, por outro lado, respeitar o modo de vida dos povos indígenas e das comunidades locais.

“Muitos na comunidade internacional, incluindo as Nações Unidas, têm enfatizado que devem ser feitos esforços concentrados para realizar consultas adequadas aos grupos indígenas, e que chegar a um consenso é fundamental, uma vez que mais cinco grandes represas hidrelétricas foram aprovadas na Amazônia e muitas outras podem estar a caminho”, afirma um trecho da reportagem, produzida por Charlie Lyons.

Fonte: onu.org.br

Seguranca Alimentar: congresso vai abordar papel do Brasil no fornecimento de alimentos e energia no mundo

seguranca alimentarSob o tema “Brasil Alimentos e Energias: Seguranças Globais”, o 11º Congresso Brasileiro do Agronegócio, que acontece dia 06 de agosto, em São Paulo, vai abordar o papel do País no fornecimento de alimentos e energia para o mundo nas próximas décadas. O evento é promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e contará com a presença de importantes lideranças do setor no Brasil. Todas as sessões do congresso terão tradução simultânea para o inglês e transmissão pela internet.

“O cenário global de instabilidade na oferta oferece amplas oportunidades para o Brasil aproveitar e se projetar como grande fornecedor de alimentos e de energia renovável. Resta verificar a convicção existente no governo e na sociedade brasileira para seguir nessa direção”, destaca Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da Abag, em nota divulgada pela entidade.

A programação do evento é formada pela palestra Evolução Econômica: Renda e Consumo de Alimentos e Energia…20 anos; e pelos painéis: Brasil como ofertante de alimentos: O que será essencial?, Brasil como ofertante de energia: O que será essencial?, Seguranças alimentar e energética: Limitações e políticas possíveis e principais ofertantes, e Políticas públicas e Brasil ofertante de alimentos e energia.

Entre os participantes estão nomes como Luciano Coutinho, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), André Dias, presidente da Monsanto, Ivan Wedekin, diretor de Commodities da BM&FBovespa, Mônika Bergamaschi, secretária de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura do Brasil e coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas, entre outros.

“Junto com o governo, as lideranças do setor precisam sensibilizar a sociedade nacional e internacional de que o Brasil pensa nos meios de como produzir alimentos e energias sustentáveis para atender a crescente demanda global”, acrescenta, em nota, o presidente da Abag.

As inscrições para participar do 11º Congresso Brasileiro do Agronegócio vão até o dia 03 de agosto. Mais informações estão disponíveis no site www.abag.com.br/cba/ . No dia do evento, o link da transmissão estará disponível na página www.safras.com.br/congressoabag/.

Fonte: ANBA

Baixo investimento industrial no Brasil reduz eficiencia energetica

lampadaO baixo investimento industrial no Brasil foi um dos principais fatores que determinaram a diminuição da eficiência energética no setor, mostra estudo realizado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba. A pesquisa do economista Marlon Bruno Salazar avaliou o impacto da eficiência energética na demanda de energia da indústria brasileira no período de 1970 a 2008.

A partir de 1994, quando a taxa de investimento alcançou 20,75% do PIB, os índices declinaram até chegar, em 2003, a apenas 15,28% do PIB, o menor valor da série histórica utilizada na pesquisa. Em 2008, os apontadores melhoraram e atingiram 19,11% do PIB. “Comparando os dados obtidos, fica claro que a eficiência energética passa a aumentar justamente no período de recuperação do investimento”, aponta o economista.

“O aumento da taxa de investimento na economia, além de melhorar a eficiência energética na indústria, também é responsável por reduzir o consumo de energia e beneficiar o próprio setor industrial por meio da redução de custos como também toda a sociedade através dos benefícios que a redução da produção de energia pode gerar no meio ambiente e na poupança de recursos não renováveis”, ressalta Salazar.

O economista explica que há diferentes tipos de indústrias produzindo uma grande variedade de produtos. Indústrias como a de ferro-gusa e alumínio são consideradas energo-intensivas, pois consomem muito mais energia para a produção de uma unidade de valor. Por outro lado, indústrias de informática ou automobilísticas apresentam uma menor intensidade, pois geram mais valor agregado a partir de uma determinada quantidade de energia consumida.

“Dentro desse contexto, uma importante iniciativa seria incentivar a mudança na estrutura do setor industrial, dando mais apoio para setores que sejam energo-intensivos, ou seja, aqueles setores que mais utilizam energia para produção de uma unidade de produto”, afirma Salazar. A pesquisa foi orientada pelo professor Roberto Arruda de Souza Lima, do Departamento de Economia, Administração e Sociologia (LES) da Esalq.

Segundo o economista, a energia é um dos principais insumos de produção nos setores energo-intensivos e seu custo representa importantes parcelas nas estruturas de custos das empresas. A partir da constatação de que a indústria é ineficiente na utilização da energia, é possível que haja um investimento na redução desse consumo. “O governo pode incentivar o setor a investir em procedimentos ou equipamentos mais eficientes”, afirma.

Nos últimos anos, com o crescimento econômico do Brasil, a demanda por energia tem aumentado. O problema é que todas as alternativas para supri-la apresentam algum tipo de malefício à sociedade ou ao meio ambiente. A construção de hidrelétricas requer, por exemplo, reservatórios para armazenagem. Já as termoelétricas produzem energia por meio da queima de algum combustível fóssil. “Uma das soluções para minimizar os impactos ambientais decorrentes do consumo de energia seria aumentar a eficiência energética e assim reduzir a necessidade de novos investimentos nesse setor”, conclui Salazar.

Fonte: Agência USP de Notícias

Cientistas desenvolvem tipo de bateria que pode aplicada como tinta na maioria das superficies

srep00481-f1Cientistas da Universidade Rice, nos Estados Unidos, desenvolveram um tipo de bateria que pode ser pintada na maioria das superfícies.

A bateria de íons de lítio é recarregável e é aplicada como se fosse tinta em spray, em camadas, com cada camada representando os componentes de uma bateria convencional. A novidade foi publicada nesta quinta-feira (28/06) na Nature Scientific Reports.

“Com isso as embalagens tradicionais das pilhas e baterias dão lugar a uma abordagem muito mais flexível, que permite inúmeros tipos de novos designs e de possibilidades de integração com dispositivos elétricos e eletrônicos”, disse Pulickel Ajayan, professor de engenharia mecânica e química da Universidade Rice.

O grupo de Ajayan experimentou diversas alternativas para conseguir representar as cinco camadas de componentes em uma bateria: dois coletores de corrente, um cátodo, um ânodo e um separador polimérico.

Os materiais foram aplicados por ar comprimido em materiais como polímeros flexíveis, azulejos, vidro, aço inoxidável e até mesmo canecas de cerveja, para ver como se aderiam a cada substrato.

Em um dos experimentos, nove azulejos com baterias aplicadas foram conectados em paralelo. Em um deles os cientistas colocaram uma célula solar que convertia energia a partir das luzes do laboratório. Quando totalmente carregadas tanto pelo painel solar como por uma corrente elétrica, as baterias foram capazes de alimentar uma série de LEDs que se acendiam formando a palavra “RICE” por seis horas, com uma voltagem regular de 2,4 volts.

A primeira camada, do coletor de corrente positivo, é uma mistura de nanotubos de carbono de parede única com partículas de carbono dispersas em N-metilpirrolidona, um composto químico. A segunda camada, o cátodo, contém óxido de lítio-cobalto, carbono e pó ultrafino de grafite. A terceira camada é o separador polimérico, feito de uma resina (Kynar Flex), um termoplástico transparente (PMMA) e dióxido de silício. A quarta camada, o ânodo, é composta por óxido de titânio e lítio, e a quinta camada, uma tinta condutiva à base de cobre, diluída com etanol.

“O mais difícil foi atingir estabilidade mecânica. Nisso, o separador teve um papel fundamental. Verificamos que os nanotubos e as camadas do cátodo se aderiam muito bem, mas, se o separador não fosse estável, os nanotubos se desprenderiam da superfície. Adicionar o PMMM deu ao separador a adesão correta”, disse Neelam Singh, pesquisadora do grupo de Ajayan.

Os pesquisadores da Universidade Rice entraram com pedido de patente para a técnica, que eles pretendem continuar a estudar para que possa oferecer melhor rendimento e eventualmente ser lançada comercialmente.

O artigo Paintable Battery (doi: 10.1038/srep00481), de Pulickel Ajayan e outros, pode ser lido em www.nature.com/srep/2012/120628/srep00481/full/srep00481.html.

Fonte: Agência FAPESP

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