Refugiados Ambientais e Guerra Pela Água? O que era ficção anos atrás começa a se tornar realidade

Segundo Jonh F. Kennedy, “quem for capaz de resolver os problemas da água será merecedor de dois prêmios Nobel, um pela paz e outro pela ciência”. Não é para menos: o acesso à água é fonte de poder e ao mesmo tempo ponto de conflito de interesses. Sem ela não há vida.

Mais de 80% da água consumida no mundo não é coletada ou tratada. Essa e outros quadros igualmente preocupantes serão apresentadas esta semana para 35 mil pessoas de 180 países presentes do Fórum Mundial da Água, em Marselha, na França, um encontro promovido a cada três anos.

Da totalidade da água que temos em nosso planeta, 97,5% é salgada e os 2,5% restantes são água doce, mas cerca de 2/3 se encontra em forma de geleiras, de modo que somente 0,78 se encontra disponibilizada para o consumo. Ah mas parte dela está poluída… não é difícil prever que a principal disputa no planeta nos próximos 50 anos não será por petróleo, ouro, carvão ou minérios… mas por água – situação capaz de criar um exército de “refugiados ambientais”.

A Organização das Nações Unidas – ONU, em estudo sobre a escassez da água no planeta, alerta sobre a importância dos cuidados sobre a água. Afirma que brevemente haverá guerras entre nações pela posse da água. E não sem motivos: No mundo, segundo cálculos da ONU, mais de 1.800 situações de relação internacional entre países já ocorreram por conta da disputa por água. E mais, dados do International Water Management Institute – IWMI mostram que, no ano de 2025, cerca de 30% da população mundial de diversos paises deverão viver em absoluta falta de água.


O problema já existe

Dentre os conflitos armados, Israel está envolvido na maioria. Exemplos são as disputas com Síria e Jordânia pelas Colinas de Golã. “Israel foi à guerra contra a Síria não porque as Colinas de Golã têm uma vista bonita, mas porque ali há as nascentes do Rio Jordão, fundamental para o abastecimento de água para o Oriente Médio”, explica Antônio da Costa Miranda Neto, membro do Conselho de Assessoramento ao secretário-geral da ONU para assuntos de água e esgoto.

Atualmente, uma guerra se anuncia iminente entre Sudão e Egito, na África, por conta da exploração do Rio Nilo. O Sudão, país a montante do rio, manifestou o desejo de construir mais uma barragem. O Egito, país mais abaixo do rio, encara a possível obra como uma manifestação de guerra. E o Sudão, como reação, ameaçou explodir barragens do Nilo e afundar regiões do Egito.

Os exêmplos de Israel versus vizinhos e Sudão versus Egito estão localizados nas regiões mais problemáticas: o Oriente Médio e a parte norte da África. Mas as possibilidades de conflito pelo uso da água são imensas, já que as fronteiras de 145 países são estabelecidas por 260 bacias hidrográficas, o que torna uma única fonte de água doce disputada por pelo menos duas nações. Para tentar evitar conflitos, a Unesco lançou o programa “De conflitos potenciais à cooperação potencial”.

O pesquisador Joel Withaker, do Global Peace, recomenda que os governos se previnam seguindo três conselhos: 1) criar administrações regionais dos recursos hídricos, estimulando cooperação antes do conflito surgir; 2) quem entende de água deve se aproximar das autoridades e explicar como ela pode se tornar um desafio para a segurança nacional; 3) finalmente, criar um banco mundial de dados sobre água para que a comunidade internacional possa tomar decisões informadas antes de explorar os recursos.

Alguns países ricos já aumentaram o preço da água. Na Dinamarca, a alta foi de 54% em dez anos. O resultado foi uma queda no consumo médio de 155 litros por pessoa por dia para 125 litros, ainda bem acima do padrão da ONU. A equação nos países pobres é diferente. Hoje, uma em cada cinco pessoas no mundo não tem acesso a água potável ou saneamento.

Segundo o jornal The Independent (Inglaterra) “o Ministro da Defesa da Grã-Bretanha, John Reid, fez uma previsão sombria de que a violência e conflito político se tornarão mais prováveis nos próximos 20 ou 30 anos, na medida em que aumentar a desertificação, o derretimento das calotas polares e o envenenamento de fontes de água”. John Reid apontou as mudanças climáticas como o motivo dos conflitos violentos causados com o crescente aumento da população e a diminuição das reservas de água.

O Ministro da Defesa afirma que as mudanças climáticas podem ser consideradas tão ameaçadoras para os próximos 20 e 30 anos quanto o terrorismo internacional, as mudanças demográficas e a demanda energética. “As Forças Armadas Britânicas deverão estar preparadas para enfrentar conflitos de recursos em escassez, deveremos estar preparados para dar alento humanitário aos desastres, medidas de segurança e pacificação em locais abalados politicamente e socialmente como conseqüência de desastres da mudança climática”, diz.

Águas do Brasil, vantagem estratégica ou encrenca à vista?

O Brasil é um país privilegiado num planeta sedento. Tem cerca de 14% de toda a água doce que circula pela superfície da Terra. Mas a distribuição dessa abundância é desigual. Cerca de 80% da água disponível está na Bacia Amazônica, daí a preocupação dos especialistas da ONU com a Bacia do Prata. A maior parte da população – e da atividade econômica – do país está em grandes centros urbanos dessa bacia, onde a oferta de líquido potável é cada vez mais escassa.

O preocupante é o ponto de vista de cada país sobre o tema. Um estudo realizado por John Ackerman, do Air Command and Staff College, da US Air Force, diz: “ Nós (EUA) deveremos passar progressivamente da guerra contra o terrorismo para o novo conceito de segurança sustentável”. E cita, como motivações para intervenções armadas, secas, crises da água e eventos meteorológicos extremos. O Center for Naval Analysis, em relatório recente, asseverou que “ a mudança climática é uma realidade e os EUA, bem como o Exército, precisam se preparar para suas conseqüências”.

Na mesma perspectiva, o Plano do Exército Argentino 2025 vê a “possibilidade de conflitos com outros Estados pela posse de recursos naturais”, com destaque para o Aqüífero Guarani, como o problema que mais tem possibilidades de conduzir a conflitos bélicos com vizinhos. E afirma que o país “deverá desenvolver organizações militares com capacidade para defender a nação de um inimigo convencional superior” , incluindo a organização da resistência civil.

O Aqüífero Guarani é a maior reserva subterrânea do mundo, com capacidade para abastecer mais de 700 milhões de habitantes. Localizado entre Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Este é o momento de se tomar decisões sobre o gerenciamento de nossos recursos hídricos, assegurando-nos uma vantagem preciosa em um futuro muito próximo. Caso contrário vamos com certeza ter que enfrentar conflitos regionais e até mesmo globais pela manutenção do que é nosso. É preciso bom senso, visão estratégica e articulação conjunta entre os países da região para que, conforme sugere entidades como o Global Policy Forum, os governos estabeleçam regras de como usar de maneira coordenada reservas compartilhadas.

Bibliografia
http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u61801.shtml
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/04/070406_relatorioipccml.shtml
http://www.inesc.org.br/noticias/noticias-gerais/2008/abril/conflitos-pela-agua-aumentam-93-em-2007/
http://www.adur-rj.org.br/5com/pop-up/escassez_de_agua.htm
http://www.antonioviana.com.br/2009/site/ver_noticia.php?id=58298
http://www.tecnodefesa.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=83:conflitos-por-agua-doce&catid=39:leiturarecomendada&Itemid=59
http://www.unwater.org/  
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Aquíferos – País faz mapeamento de águas subterrâneas

Infografico: AE

Mais da metade dos municípios brasileiros utiliza águas subterrâneas para abastecer a população – e pouco se sabe sobre elas. Para mapear esse tesouro sob o solo, a Agência Nacional de Águas (ANA) está coordenando o monitoramento dessas grandes reservas subterrâneas de águas, chamadas de aquíferos. O objetivo é criar uma agenda nacional para a gestão integrada dos recursos hídricos subterrâneos e de superfície.

Na mira estão os Aquíferos Açu, Urucuia, Jandaíra e as águas subterrâneas da Amazônia. O Aquífero Guarani, o mais estudado, tem um plano específico voltado para as áreas metropolitanas, sob as quais ele se encontra.

Os aquíferos são formações rochosas que permitem que a água se infiltre e se movimente em seu interior. A ANA contabiliza no Brasil 27 sistemas aquíferos importantes, tanto para abastecimento público como para a agricultura, que usa na irrigação parte da água subterrânea disponível no País.

Leia mais:

País faz mapeamento de águas subterrâneas – vida – versaoimpressa – Estadão.

Dia Mundial da água – No Brasil, mais da metade dos municípios podem ficar sem água em 2015

Dono do maior potencial hídrico do planeta, o Brasil corre o risco de chegar a 2015 com problemas de abastecimento de água em mais da metade dos municípios. O diagnóstico está no Atlas Brasil – Abastecimento Urbano de Água, lançado hoje (22) pela Agência Nacional de Águas (ANA). O levantamento mapeou as tendências de demanda e oferta de água nos 5.565 municípios brasileiros e estimou em R$ 22 bilhões o total de investimentos necessários para evitar a escassez.

Considerando a disponibilidade hídrica e as condições de infraestrutura dos sistemas de produção e distribuição, os dados revelam que em 2015, 55% dos municípios brasileiros poderão ter déficit no abastecimento de água, entre eles grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e o Distrito Federal. O percentual representa 71% da população urbana do país, 125 milhões de pessoas, já considerado o aumento demográfico.

“A maior parte dos problemas de abastecimento urbano do país está relacionada com a capacidade dos sistemas de produção, impondo alternativas técnicas para a ampliação das unidades de captação, adução e tratamento”, aponta o relatório.

O diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu, disse que o atlas foi elaborado para orientar o planejamento da gestão de águas no país. Segundo ele, como atualmente mais de 90% dos domicílios brasileiros têm acesso à rede de abastecimento de água, a escassez parece uma ameaça distante, como se não fosse possível haver problemas no futuro. “Existe uma cultura da abundância de água que não é verdadeira, porque a distribuição é absolutamente desigual. O atlas mostra que é preciso se antecipar a uma situação para evitar que o quadro apresentado [de déficit] venha a ser consolidado”, avalia.

De acordo com o levantamento, as regiões Norte e Nordeste são as que têm, relativamente, os maiores problemas nos sistemas produtores de água. Apesar de a Amazônia concentrar 81% do potencial hídrico do país, na Região Norte menos de 14% da população urbana é atendida por sistemas de abastecimento satisfatórios. No Nordeste, esse percentual é de 18% e a região também concentra os maiores problemas com disponibilidade de mananciais, por conta da escassez de chuvas.

O documento da ANA calcula em R$ 22,2 bilhões o investimento necessário para evitar que o desabastecimento atinja mais da metade das cidades brasileiras. O dinheiro deverá financiar um conjunto de obras para o aproveitamento de novos mananciais e para adequações no sistema de produção de água. A maior parcelas dos investimentos deverá ser direcionada para capitais, grandes regiões metropolitanas e para o semi-árido nordestino. “Em função do maior número de aglomerados urbanos e da existência da região do semi-árido, que demandam grandes esforços para a garantia hídrica do abastecimento de água, o Rio de Janeiro, São Paulo, a Bahia e Pernambuco reúnem 51% dos investimentos, concentrados em 730 cidades”, detalha o atlas.

“Esperamos que os órgãos executores assumam o atlas como referência para os projetos. Ele é um instrumento de planejamento qualificado, dá a dimensão de onde o problema é grande e precisa de grandes investimentos e onde é pequeno, mas igualmente relevante”, pondera Andreu.

Além do dinheiro para produção de água, o levantamento também aponta necessidade de investimentos significativos em coleta e tratamento de esgotos. O volume de recursos não seria suficiente para universalizar os serviços de saneamento no país, mas poderia reduzir a poluição de águas que são utilizadas como fonte de captação para abastecimento urbano.

Andreu espera que o diagnóstico subsidie a elaboração de projetos integrados, compartilhados entre os órgão executores. “Ao longo do tempo, o planejamento acabou se dando apenas no âmbito do município, que busca uma solução isolada, como se as cidades fossem ilhas. É preciso buscar uma forma de integração, de planejamento mais amplo, preferencialmente por bacia hidrográfica”, sugere o diretor-presidente da agência reguladora. “Ainda não estamos no padrão de culturas que já assumiram mais cuidado com a água. Mas estamos no caminho, e o atlas pode ser um instrumento dessa mudança”.

Mundo árabe enfrenta agravamento de crise da água, diz relatório

O mundo árabe, uma das regiões mais secas do planeta, enfrentará uma grave escassez de água já a partir de 2015, prevê um relatório divulgado na quinta-feira.

A partir de então, os árabes terão de sobreviver com menos de 500 metros cúbicos de água por ano, abaixo de um décimo da média mundial de mais de 6 mil metros cúbicos per capita, informou o relatório produzido pelo Fórum Árabe para Ambiente e Desenvolvimento (Afed, na sigla em inglês).

Treze países árabes estão entre as 19 nações com mais escassez de água do mundo. As pessoas de oito países árabes já têm de sobreviver com menos de 200 metros cúbicos por ano.

Leia mais:

Mundo árabe enfrenta agravamento de crise da água, diz relatório – vida – Estadao.com.br.

Adeus ao Mar Morto: Intervenção humana o deixará completamente seco em 50 anos

O Mar Morto é um enorme lago salgado com cerca de oitenta quilômetros de comprimento e largura máxima de 17km

O Mar Morto é um enorme lago salgado com cerca de oitenta quilômetros de comprimento e largura máxima de 17km

Infelizmente para o Mar Morto e para aqueles que valorizam seu significado histórico e cultural, essa porção de água pode estar a caminho de desaparecer até 2050 [fonte: BBC News].

Acredita-se que o Mar Morto estará completamente seco em aproximadamente 50 anos se nenhuma atitude for tomada. O nível do mar está diminuindo cerca de um metro por ano devido à forte redução do influxo proveniente do Jordão e de outros rios.

A organização Friends of the Earth (Oriente Médio) atribui os sempre decrescentes níveis de água no Mar Morto ao simples fato de que menos água está entrando via rio Jordão e afluentes. Isso se deve à intervenção humana na forma de dutos, barragens e reservatórios desviando a água para outras áreas. A Friends of the Earth afirma que essas práticas já provocaram estragos no Mar Morto, diminuindo sua área de superfície em um terço.

O grupo também afirma que a o nível de água não é a única coisa afetada. A área que cerca o Mar Morto é lar de um ecossistema diversificado de plantas, pássaros e outros animais selvagens, todas elas dependentes do corpo de água. Claro que os defensores do desvio da água do Mar Morto apontam para a seca crônica na área, alegando que a água deveria ser colocada para uso doméstico e agrícola. Uma solução potencial para esse problema é a construção de um canal que canalizaria a água do Mar Vermelho para o Mar Morto.

A empresa Dead Sea Works tomou conta da parte sul do lago para produzir potassa. Atrás da usina, as lagoas industriais de evaporação refletem a desolação do lugar.

A empresa Dead Sea Works tomou conta da parte sul do lago para produzir potassa. Atrás da usina, as lagoas industriais de evaporação refletem a desolação do lugar.

O projeto é conhecido como o Canal dos Dois Mares, e teria 180 km de extensão. Opositores do canal alegam que ele danificaria a integridade da água salgada no Mar Morto, mudando para sempre sua composição mineral [fonte: National Geographic News]. Os críticos também estão preocupados que os aquíferos de água doce na área poderiam ficar comprometidos pela água do Mar Morto no caso de um terremoto.

Os ativistas também estão trabalhando para limitar o desenvolvimento na área que cerca do Mar Morto. A área é controlada pelos governos de Israel, Jordânia e Palestina, aos quais a Friends of Earth acusa de estar apoiando o desenvolvimento que poderia ameaçar a integridade ambiental e cultural da área. Os planos incluiriam a construção de mais hotéis e outros complexos industriais. A Friends of Earth diz que um esforço mais coordenado entre os governos poderia proteger a integridade ambiental da área.

Fonte: Alia Hoyt.  “HowStuffWorks – O Mar Morto está mesmo morto?”.  Publicado em 17 de junho de 2010  http://ciencia.hsw.uol.com.br/mar-morto-morto1.htm  (27 de outubro de 2010)

 

 

Abastecimento de água de bilhões está em risco, diz estudo

represa kurobe

represa kurobe

Cerca de 80% da população mundial vive em áreas onde o abastecimento de água potável não é assegurado, de acordo com um estudo publicado nesta quarta-feira na revista científica Nature.

Os pesquisadores organizaram um índice com as “ameaças para a água” incluindo itens como escassez e poluição.

Cerca de 3,4 bilhões de pessoas enfrentam as piores ameaças, segundo o estudo. Os pesquisadores dizem que o hábito ocidental de conservar água para suas populações em reservatórios funciona para as pessoas, mas não para a natureza.

Eles recomendam que países em desenvolvimento não sigam o mesmo caminho, mas sim invistam em estratégias de gerenciamento hídrico que mescle infraestrutura com opções “naturais”, como bacias hidrográficas e pântanos.

Leia mais:

BBC Brasil – Notícias – Abastecimento de água de bilhões está em risco, diz estudo.

Seca prolongada faz produtor rural disputar água no interior de São Paulo

A estiagem que atinge o interior de São Paulo tornou a água objeto de disputa em alguns municípios. Por causa da seca, produtores rurais passaram a captá-la em riachos e córregos para irrigar a plantação ou dar de beber aos animais e foram denunciados à Polícia Ambiental por outros que se sentiram prejudicados. A falta de chuva afeta a vida em geral – há locais que já enfrentam racionamento.

Na região de Pereiras, até quinta-feira, o índice de chuvas na região era de 5 milímetros, menos de 10% da média do mês nos últimos anos. “Nem chuva teve, caíram garoazinhas”, relata o pecuarista Silvano da Paz, do bairro dos Braganceiros. A escassez de água fez com ele que suspendesse uma integração de frangos de corte. O aviário permanece vazio. Com o tanque quase sem água, os 70 bois se equilibram no barranco para matar a sede. O nível baixo e a falta de oxigenação levaram à proliferação de algas no açude. “Pior é o pasto seco, com zero de alimento.”

Famintos, os bois comem até os sacos de ráfia usados para armazenar ração. Fazendas vizinhas registraram mortes de reses por fome e sede. Outros produtores temem faltar água para frangos e suínos engordados em uma centena de granjas espalhadas pela zona rural.

Leia mais:

Seca prolongada faz produtor rural disputar água no interior de São Paulo – vida – Estadao.com.br.

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