Exposição à poluição ambiental mata quase 7 milhões de pessoas por ano

02-19-2016Environment

Foto: Banco Mundial / Curt Carnemark – Origem: nacoesunidas.org

Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente alertou para o número crescente de problemas de saúde associados à degradação ambiental. Infecções transmitidas por água contaminada e imprópria para o consumo matam cerca de mil crianças por dia. Fatores ambientais seriam responsáveis por 23% das mortes prematuras. Agência da ONU também citou a zika, a malária e o ebola entre as doenças vinculadas a danos contra a natureza.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) chamou a atenção, no último dia 19 de fevereiro, para a longa e crescente lista de problemas de saúde associados à degradação ambiental. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 23% das mortes prematuras em todo o mundo poderiam ser atribuídas a fatores ambientais. Entre as crianças, a percentagem sobre para 36%.

“Todos os anos, quase 7 milhões de pessoas morrem, porque são expostas à poluição em ambientes internos e externos, (envolvendo) desde a produção de energia, a utilização de fornos, o transporte, fornalhas industriais até queimadas e outras causas”, afirmou o diretor executivo do PNUMA, Achim Steiner.

O chefe da agência da ONU destacou que cerca de mil crianças morrem por dia devido a doenças transmitidas por água contaminada e imprópria para o consumo. No mundo, mais de 2 bilhões de indivíduos vivem regiões onde falta água.

O PNUMA mencionou a zika, a malária e o ebola entre as infecções cujos riscos são agravados conforme a degradação da natureza aumenta. Diferentes tipos de câncer e formas de intoxicação também foram citados.

“Há uma consciência crescente de que os humanos, pela sua intervenção no meio ambiente, desempenham um papel fundamental no recrudescimento ou na mitigação dos riscos à saúde”, disse Steiner.

Um exemplo consistente é o Protocolo de Montreal, acordo que foi implementado em 1989 e que retirou de circulação quase 100 substâncias nocivas à camada de ozônio. Segundo o PNUMA, estimativas indicam que, graças à iniciativa, cerca de 2 milhões de casos de câncer de pele serão prevenidos até 2030. Até 2060, a proibição dessas substâncias deve gerar ganhos de até 1,8 trilhão de dólares para os setores de saúde.

Outra medida lembrada pela agência foi a remoção de chumbo dos combustíveis, o que estaria contribuindo para evitar 1 milhão de mortes prematuras por ano. A eliminação do metal da composição da gasolina poderá aumentar o Produto Interno Bruto (PIB) global em até 4%.

Além de combaterem a disseminação de doenças infecciosas, investimentos em saneamento e água potável também podem ser lucrativos. O PNUMA calcula que, para cada dólar investido no setor, lucra-se entre cinco e 28 dólares.

A relação entre saúde e meio ambiente será amplamente debatida na Assembleia Ambiental das Nações Unidas, que acontecerá ao final de maio. Durante a ocasião, o PNUMA lançará um relatório sobre o tema a fim de promover a discussão sobre os vínculos entre desenvolvimento, meio ambiente, saúde e economia.

Fonte: nacoesunidas.org

Para salvar o planeta um simples gesto faz muita diferença! Feliz ano novo!

Não é fácil saber o que fazer diante das reações do planeta: terremotos, tsunamis, vulcões, furacões… Tudo isso não pode ser evitado mas muita gente acredita que essas mesmas reações não seriam assim, tão “enfurecidas”, se o Homem não cuidasse tão mal de sua própra casa… a Terra.

Cuidar um pouco melhor desse planeta exige de nós, na verdade, atitudes simples como respeito, economia, reciclagem e preservação. Com esses quatro fundamentos colocados em prática, sem dúvida o meio ambiente agradeceria muito.

Nunca é tarde demais para se salvar o planeta, basta pequenos gestos no seu dia a dia. Plantar, separar o lixo, não jogar pilhas ou remédios no lixo comum, não jogar óleo de cozinha usado na pia, economizar água e energia elétrica… e o mais importante e que diz respeito a tudo neste planeta: respeito à vida.  Sem isso não é possível preservar uma floresta, cuidar de um animal em extinção e tampouco conviver com seu semelhante.

20152016Não é preciso ter uma ONG ou ser um ativista engajado em grandes movimentos ambientais para salvar o planeta, é necessário antes de mais nada cuidar do que existe a sua volta.

Seja um herói a cada dia sem muito esforço, não é preciso força sobrenatural ou ter o dom de voar: Saiba que um simples gesto faz muita diferença e torna você um verdadeiro “Papai Noel” do planeta!

Um feliz natal para todos nossos amigos do blog e que o ano novo seja recheado de sucesso e alegrias para todos: Feliz 2016 !! 

Nanotecnologia e meio ambiente: perigos do “nano-lixo” x benefícios da tecnologia em debate

Pesquisas mostram que a nanotecnologia já está presente em mais de mil produtos de consumo em todo o mundo, como cosméticos, tecidos e aparelhos eletrônicos.

Não há dúvida de que a nanotecnologia oferece a perspectiva de grandes avanços que permitam melhorar a qualidade de vida e ajudar a preservar o meio ambiente. Entretanto, como qualquer área da tecnologia que faz uso intensivo de novos materiais e substâncias químicas, ela traz consigo alguns riscos ao meio ambiente e à saúde humana.


As três principais áreas nas quais podemos esperar grandes benefícios provenientes da nanotecnologia são:

Na prevenção de poluição ou dos danos indiretos ao meio ambiente: Por exemplo, o uso de nanomateriais catalíticos que aumentam a eficiência e a seletividade de processos industriais resultaria num aproveitamento mais eficiente de matérias primas, com consumo menor de energia e produção de quantidades menores de resíduos indesejáveis. A nanotecnologia vem contribuindo para o desenvolvimento de sistemas de iluminação de baixo consumo energético. Na área da informática, o uso de nanoestruturas de origem biológica pode oferecer uma estratégia alternativa para a fabricação de dispositivos microeletrônicos. A nanotecnologia também vem aprimorando o desenvolvimento de displays (como, por exemplo, monitores de computador ou displays dobráveis de plástico que podem ser lidos como uma folha de papel) que, além de serem mais leves e possuirem melhor definição, apresentam as vantagens da ausência de metais tóxicos na sua fabricação e de terem um consumo menor de energia.

A disponibilidade de materiais mais resistentes permitirá o desenvolvimento de máquinas muito mais potentes, capazes de destruir grandes áreas do nosso planeta a um ritmo muito mais acelerado.

– No tratamento ou remediação de poluição: A grande área superficial das nanopartículas lhes confere, em muitos casos, excelentes propriedades de adsorção de metais e substâncias orgânicas. A etapa subseqüente de coleta das partículas e remoção de poluentes pode ser facilitada pelo uso, por exemplo, de nanopartículas magnéticas. As propriedades redox e/ou de semicondutor de nanopartículas podem ser aproveitadas em processos de tratamento de efluentes industriais e de águas e solos contaminados baseados na degradação química ou fotoquímica de poluentes orgânicos. Num cenário futurístico, um exército de nano-bots poderia ser utilizado para descontaminar microscopicamente sítios de derrame de produtos químicos.

– Na detecção e monitoramento de poluição: A nanotecnologia vem permitindo a fabricação de sensores cada vez menores, mais seletivos e mais sensíveis para a detecção e monitoramento de poluentes orgânicos e inorgânicos no meio ambiente. Avanços em sensores para a detecção de poluentes implicam diretamente num melhor controle de processos industriais; na detecção mais precoce e precisa da existência de problemas de contaminação; no acompanhamento, em tempo real, do progresso dos procedimentos de tratamento e remediação de poluentes; num monitoramento mais efetivo dos níveis de poluentes em alimentos e outros produtos de consumo humano; na capacidade técnica de implementar normas ambientais mais rígidas, etc.

A natureza compacta da maquinaria fabricada graças à nanotecnologia poderia promover o uso de produtos muito pequenos. Por sua vez, isto criaria um tipo de “nano-lixo”, difícil de eliminar, e que poderia originar problemas de saúde.

Não obstante estas perspectivas animadoras dos benefícios da nanotecnologia para a melhoria do meio ambiente, não se deve subestimar o potencial para danos ao meio ambiente. As mesmas características que tornam as nanopartículas interessantes do ponto de vista de aplicação tecnológica, podem ser indesejáveis quando essas são liberadas ao meio ambiente.

O pequeno tamanho das nanopartículas facilita sua difusão e transporte na atmosfera, em águas e em solos, ao passo que dificulta sua remoção por técnicas usuais de filtração. Pode facilitar também a entrada e o acúmulo de nanopartículas em células vivas. De modo geral, sabe-se muito pouco ou nada sobre a biodisponibilidade, biodegradabilidade e toxicidade de novos nanomateriais.

A contaminação do meio ambiente por nanomateriais com grande área superficial, boa resistência mecânica e atividade catalítica pode resultar na concentração de compostos tóxicos na superfície das nanopartículas, com posterior transporte no meio ambiente ou acúmulo ao longo da cadeia alimentar; na adsorção de biomoléculas, com conseqüente interferência em processos biológicos in vivo; numa maior resistência à degradação (portanto, maior persistência no meio ambiente) e em catálise de reações químicas indesejáveis no meio ambiente. (fonte: Scielo Brasil)

Céu estrelado? Não, lixo espacial! Toneladas de lixo orbitando sobre nós a 30 mil Km/h

Um objeto aparece em vídeo flutuando lentamente em direção ao espaço sideral durante caminhada espacial  dos cosmonautas russos Dmitry Kondratyev e Oleg Skripochka, em 16/02/2011, para instalar novos sensores de terremotos e relâmpagos na Estação Espacial Internacional. E já não é a primeira vez…

O vídeo pode ser visto na página da BBC: “Cosmonautas perdem ferramenta no espaço”

Meus amigos, cuidado com suas cabeças: manchas de óleo, parafusos, pedaços de metal e até mesmo uma sacola inteirinha cheia de ferramentas fazem parte de um inventário de 400.000 artefatos, o famigerado lixo espacial, orbitando a Terra. Uma nuvem de metal e detritos que vêm aumentando ano após ano. E o que isso tem a ver com ecologia? Tudo!

A hipótese (Síndrome de Kessler) apresentada por um físico da Nasa, sustenta que haverá um momento em que o espaço terá tantos detritos que será impossível utilizá-lo para as necessidades da humanidade. Isso porque, quando dois objetos se chocam, eles geram mais fragmentos, multiplicando assim o número de elementos em órbita. E os satélites que atualmente estão em órbita, por exemplo, são responsáveis por transmitir dados, sinais de televisão, rádio e telefone, sem contar os equipamentos que observam a Terra, fornecem informações sobre mudanças climáticas, podem antecipar fenômenos naturais e fazer o mapeamento de áreas.

E qual a realidade lá em cima? Os astronautas, satélites e a própria estação espacial enfrentam problemas em antever um impacto: Devido à velocidade muito grande em que viaja o lixo espacial, pequenas peças entre 1 e 10 centímetros de tamanho podem penetrar e danificar maioria das naves espaciais. Mas não é só isso, um pedaço de metal de 10cm pode causar tanto dano como vinte e cinco bananas de dinamite! Claro, afinal esse lixo todo circula nosso planeta em velocidades que podem ultrapassar 30.000Km/h !!!

A imagem à esquerda mostra que o risco de dano é real. Esse buraco de 1 cm de diâmetro é o resultado de um detrito que penetrou a antena parabólica do Hubble. Mais? As janelas do ônibus espacial foram substituídas 80 vezes devido aos impactos com objetos de menos de 1 mm.

Durante sua primeira década em órbita, por exemplo, mais de 200 objetos se afastaram da estação espacial Mir, a maioria deles envolta em sacos de lixo. Mas a maior fonte de material significativo são aproximadamente 150 satélites, que foram destruídos ou se desmantelaram, deliberadamente ou acidentalmente. Eles deixaram um rastro de 7.000 fragmentos suficientemente grandes (acima de 10 centímetros), a serem monitorados a partir da Terra.

Por estas razões a NASA (em conjunto com o Departamento de Defesa dos EUA) criou uma rede de vigilância do espaço (menos mal…). Estações de solo monitoram grandes pedaços de lixo espacial para que as colisões com os satélites ou com o ônibus espacial possam ser evitadas. Os planos futuros incluem um esforço de cooperação entre os governos de muitos países para parar de jogar lixo espacial e possivelmente para limpar o lixo já está lá.

E o Brasil tem sua parte de culpa: temos dois satélites de coleta de dados e mais três satélites em conjunto com a China e nenhum desses cinco dispõe de um sistema para que seja feita sua remoção em órbita…

Vejam então as idéias, mirabolantes ou não, para remoção do lixo espacial:

1. Aerogel: Utilizado pela NASA para coletar poeira espacial, a idéia é colocar em órbita painéis cobertos com este material onde pequenos pedaços de resíduos espaciais ficariam presos como insetos em um pára-brisa.

2. Lasers: Instalar canhões de laser em alguns pontos estratégicos e disparar contra o lixo, para desviar sua órbita para mais perto do planeta. Com isso, o lixo queimaria até desaparecer.

3. Braço: Uma espécie de nave não-tripulada, guiada por radares e câmeras, seria equipada com braços robóticos para coletar os detritos.

4. Redes: Sistema de redes gigantes, que formaria um cesto capaz de capturar os detritos e jogá-los mais para baixo.

5. Espuma: Um painel de espuma seria colocado na rota dos detritos. Assim que os objetos passassem por ele, teriam sua velocidade reduzida, caindo de volta no planeta.

6. Fios: Cabos condutores de cobre poderiam ser acoplados a satélites desativados para que eles pudessem ser atraídos pelo campo magnético da Terra.

A Terra é rodeada por pedaços de destroços orbitais que, segundo Nicholas Johnson (Scientific American, 1998), “lembram abelhas furiosas em torno de uma colméia, parecendo mover-se aleatoriamente em todas as direções.” Olhe para os os números acima, e você quase pode ouvir o zumbido!

Parece que um novo tipo de emprego deverá ser criado com urgência: Lixeiro Espacial ! E deve ser rentável, considerando que as toneladas de metal sobre nossas cabeças são recicláveis: só nossas cabeças que não. Que tal começarem logo essa limpeza?

Fonte:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/multimedia/2011/02/110217_videoferramentanasaebc.shtml
http://www.kenlarson.net/code/scienc01.htm
http://www.wired.com/wired/archive/15.05/st_houston.html
http://starchild.gsfc.nasa.gov/docs/StarChild/questions/question22.html
http://www.anthonares.net/index.php?tag=Space-Junk
http://www.treehugger.com/files/2008/04/shocking-space-debris-images.php

Ecologia e fumantes, tal qual na física: dois “corpos” não ocupam o mesmo espaço

Antes que algum fumante despeje sua cólera por intermédio de uma verborréia desenfreada, já vou logo dizendo: fui fumante por 27 anos… cóf! cóf! 

Desde que criei este blog fui, claro, lidando com diferentes assuntos relacionados ao meio ambiente e aprendendo dia a dia um pouco mais sobre o assunto. Fui também descobrindo pessoas que realmente se preocupam com o planeta e como sua empresa ou seu negócio prejudicam ou contribuem em todo esse processo de conservação ambiental. Tem muita gente consciente e de ação, ainda bem. 

Mas tem também muita gente que se diz preocupada com o planeta, adora “dar uma retuitada” em assuntos deste tema ou compartilhar no Facebook (o que é importante e louvável) mas, porém, não olha para dentro de sua própria vida e não corrige hábitos nada saudáveis: seja para o planeta, seja para sí próprio (o que na realidade é a mesma coisa!).
E confesso: eu era um desses aí….

Que adianta informar, conscientizar os outros, se você mesmo está se poluindo? Com qual autoridade você escreve sobre emissão de CO2 se está com um cigarro aceso na boca? E eu fumava 20 por dia.

Completei hoje 18 meses sem fumar, o que em uma conta rápida significa ter deixado de fumar 10.800 cigarros: isso é coisa pra suicida ou não é? Não tenho mais vontade de fumar, mas os primeiros 3 meses foram difíceis. Não usei chicletes ou adesivos de nicotina: passei no supermercado e fiz um estoque de tudo quanto é porcaria doce e salgada e, mais importante, muita água.

Não existe fórmula para largar o vício, é preciso ter força de vontade no início, depois começa a ficar fácil, eu garanto!

Antes de tentar salvar o planeta, a Amazônia, índios ou um mico Leão Dourado qualquer, salve-se primeiro. No que é relacionado ao meio ambiente simplesmente não é possível a máxima do “faça o que digo, não o que faço”, ela não se aplica. Você não é capaz de contribuir para um planeta melhor se não fizer o mesmo por você, pela sua casa. Fumar, não separar o lixo, desperdiçar água…. coisas mínimas para serem corrigidas em primeiro lugar. Se não conseguir isso, não será capaz de salvar uma árvore sequer. 

Se você é fumante, vai por mim: pare de fumar ontem mesmo! O planeta sofre esperando eternamente um grupo de países decidir se devem ou não diminuir as emissões de CO2. Seu corpo sofre esperando a sua atitude de apagar o cigarro… mas você não precisa de um protocolo de Kyoto, ou de uma Rio+20 né? Decida-se e viva!

Já quanto ao planeta, um acordo entre países para diminuir a emissão de CO2 ou salvar o pouco de florestas que nos resta parece ser mais complicado…. mas você decidir parar de fumar não é. Basta, sim, querer (para salvar o paneta também, mas nossos dirigentes não se deram conta disso ainda).

 Publiquei este artigo em 21/04/2012 –  atualizando hoje, 17/11/2014 – então hoje são 18.000 cigarros que deixei de fumar (e sem cóf, cófs!)

Atropelamentos matam 400 milhões de animais silvestres a cada ano

animais silvestresA cada ano, 400 milhões de animais silvestres são atropelados no mundo. Só no Brasil são, anualmente, 750 mil atropelamentos, o que equivale a 2.055 vítimas diárias. Boa parte delas, em consequência do aumento do espaço urbano e dos reservatórios de empreendimentos hidrelétricos. Os números foram apresentados pelo presidente da Associação Protetora dos Animais Silvestres (Apas), Agnaldo Marinho.

“Infelizmente, em algumas localidades, a onça-parda virou gato de rua, e as pessoas acabam achando que [todos animais] dentro da cidade são ou gato ou cachorro”, disse ele, durante o programa de rádio Amazônia Brasileira, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Mas não são apenas carros que estão matando animais silvestres no Brasil. “Precisamos jogar menos lixo na natureza [o que também pode causar problemas para a fauna silvestre] e ter menos animais de estimação desse tipo. Em alguns estados, muitos adquirem papagaios porque é bonito ver o bichinho falando. Mas, para cada louro dar o pé, 50 deram a vida ao ser transportados [pelos traficantes de animais silvestres]”, afirmou Marinho.

Segundo ele, ao adquirir um animal silvestre, as pessoas também não têm conhecimento de que podem estar pondo a própria saúde em risco. “Esses animais costumam ter doenças silvestres que afloram em situações de estresse, e podem até passá-las aos seres humanos. Isso já foi comprovado. E é por isso que sempre digo: precisamos prevenir agora para não ter de gastar dinheiro amanhã”, acrescentou.

Outro fator que Marinho considera prejudicial ao meio ambiente são os reservatórios das usinas hidrelétricas. Nas proximidades de Assis, em São Paulo, onde ele criou a Apas após ficar sensibilizado com o número de animais apresentando problemas de saúde como queimaduras e feridas até por agressão, há três hidrelétricas construídas a uma distância de 10 a 15 quilômetros, uma da outra.

Por causa dos reservatórios construídos para as usinas, os animais começaram a migrar para as cidades da região. “Quando começou a implantação dessas hidrelétricas, havia na região animais endêmicos e transitórios fazendo fluxo. Como a cidade sempre apresentou deficiência e falta de um papel visível do Estado, eu acabava fazendo o resgate deles e os levava [de forma intercalada] para uma clínica diferente a cada dia [para evitar sobrecarregar alguma delas]”, lembra o ambientalista.

“Posteriormente, como meu pai tinha uma chácara, comecei a usá-la [para ajudar no tratamento dos animais]. Vi, então, que era necessário envolver o Poder Público. A Apas virou referência e hoje conseguimos tanto reabilitar animais silvestres como disponibilizar a eles um mantenedor [empreendimento autorizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para criar e manter espécimes em cativeiro, após terem sido apreendidos ou vítimas de maus-tratos]”, acrescentou.

De acordo com Marinho, os reservatórios acabam causando problemas para outros tipos de animais bem menos visíveis. “A fauna aquática [da região] foi quase 70% dizimada. As concessionárias [das usinas] têm plano de soltura, mas priorizam os peixes que servem para pesca esportiva, que acabaram concorrendo com os da fauna nativa. Com isso, vários peixes sumiram.”

O ambientalista considera “excelente” a lei de crimes contra a fauna, embora classifique de falha a prática da legislação. “São aplicadas multas de até R$ 200 mil, mas, como a pessoa não tem condições de pagar, acaba prestando serviços à comunidade. Em geral, para instituições como asilos, que nada têm a ver com o meio ambiente”, destacou.

Fonte:  Empresa Brasil de Comunicação S/A – EBC

Dia Mundial do Meio Ambiente – vamos todos fazer um mundo melhor? (é fácil!)

Foto: pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:MODIS_Map.jpg

Dia Mundial do Meio Ambiente acontece todo dia 5 de junho, data escolhida pelas Nações Unidas em 1972, para chamar atenção e estimular ações pela conservação do planeta.

O meio ambiente, comumente chamado apenas de ambiente, envolve todas as coisas vivas e não-vivas ocorrendo na Terra, ou em alguma região dela, que afetam os ecossistemas e a vida dos humanos.

O conceito de meio ambiente pode ser identificado por seus componentes:

Completo conjunto de unidades ecológicas que funcionam como um sistema natural mesmo com uma massiva intervenção humana e outras espécies do planeta, incluindo toda a vegetação, animais, microorganismos, solo, rochas, atmosfera e fenômenos naturais que podem ocorrer em seus limites.

Recursos e fenômenos físicos universais que não possuem um limite claro, como ar, água, e clima, assim como energia, radiação, descarga elétrica, e magnetismo, que não se originam de atividades humanas.

Na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente celebrada em Estocolmo, em 1972, definiu-se o meio ambiente da seguinte forma: “O meio ambiente é o conjunto de componentes físicos, químicos, biológicos e sociais capazes de causar efeitos diretos ou indiretos, em um prazo curto ou longo, sobre os seres vivos e as atividades humanas.”

A Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) brasileira, estabelecida pela Lei 6938 de 1981, define meio ambiente como “o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas”.

O ambiente natural se contrasta com o ambiente construído, que compreende as áreas e componentes que foram fortemente influenciados pelo homem.

As ciências da Terra geralmente reconhecem quatro esferas, a litosfera, a hidrosfera, a atmosfera e a biosfera, correspondentes às rochas, água, ar e vida. Alguns cientistas incluem, como parte das esferas da Terra, a criosfera (correspondendo ao gelo) como uma porção distinta da hidrosfera, assim como a pedosfera (correspondendo ao solo) como uma esfera ativa.

Ciências da Terra é um termo genérico para as ciências relacionadas ao planeta Terra. Há quatro disciplinas principais nas ciêncais da Terra: geografia, geologia, geofísica e geodésia. Essas disciplinas principais usam física, química, biologia, cronologia e matemática para criar um entendimento qualitativo e quantitativo para as áreas principais ou esferas do “sistema da Terra”.

Foto: Copyright (c) 2004 Richard Ling – rling.com

E quanto aos Ambientalistas?

O ambientalismo é um largo movimento político, social, e filosófico que advoca várias ações e políticas com interesse de proteger a natureza que resta no ambiente natural, ou restaurar ou expandir o papel da natureza nesse ambiente.

Objetivos geralmente expressos por cientistas ambientais incluem:

Redução e limpeza da poluição, com metas futuras de poluição zero;

Reduzir o consumo pela sociedade dos combustíveis não-renováveis;

Desenvolvimento de fontes de energia alternativas, verdes, com pouco carbono ou de energia renovável;

Conservação e uso sustentável dos escarsos recursos naturais como água, terra e ar;

Proteção de ecossistemas representativos ou únicos;

Preservação de espécie em perigo ou ameaçadas de extinção;

O estabelecimento de reservas naturais e biosferas sob diversos tipos de proteção; e, mais geralmente, a proteção da biodiversidade e ecossistemas nos quais todos os homens e outras vidas na Terra dependem.

Grandiosos projetos de desenvolvimento – megaprojetos – colocam desafios e riscos especiais para o ambiente natural. Grandes represas e centrais energéticas são alguns dos casos a citar. O desafio para o ambiente com esses projetos está aumentando porque mais e maiores megaprojetos estão sendo construídos, em nações desenvolvidas e em desenvolvimento.

Mas o conceito de ambientalista pode ser aplicado a você, adotando atitudes simples em sua casa: banhos mais curtos, não disperdiçar a água, separar o lixo para reciclagem, economizar energia, utilizar produtos com certificação ambiental dentre outras coisas, são atitudes importantes que auxiliam e muito na preservação de nosso planeta. Comece hoje.

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