Sementes são depositadas em cofre no Ártico para preservação de colheitas no futuro, anuncia ONU

Foram depositadas 750 sementes de batata, assim como outros parentes de batata selvagem, por representantes das comunidades indígenas andinas do Peru, no Cofre Global de Sementes de Svalbard, na Noruega.

Vista da entrada principal do cofre global de sementes em Longyearbyen, a maior área povoada no território de Svalbard, no Ártico norueguês. Foto: ONU/Mark Garten

Vista da entrada principal do cofre global de sementes em Longyearbyen, a maior área povoada no território de Svalbard, no Ártico norueguês. Foto: ONU/Mark Garten

Como um passo significativo no sentido de preservar as colheitas antigas mais importantes do mundo para as gerações futuras, o chefe da agência de agricultura das Nações Unidas, em conjunto com cientistas e delegações do Peru, Costa Rica e da Noruega, assistiram nesta quinta-feira (27/08) uma cerimônia durante a qual sementes de batata foram depositadas em uma “caixa de segurança” no cofre de sementes do Ártico.

“Em poucas décadas, os sistemas alimentares do nosso planeta terão de alimentar um adicional de 2 bilhões de pessoas”, disse o diretor-geral da Organização da ONU para Alimentação e Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva. Ele acrescentou que “produzir mais e mais alimentos nutritivos será um feito ainda mais desafiador, como resultado da mudança climática”.

Foram depositadas 750 sementes de batata, assim como outros parentes de batata selvagem, pelos representantes das comunidades indígenas andinas do Peru, cientistas da Costa Rica, da FAO e as autoridades norueguesas no Cofre Global de Sementes de Svalbard no Círculo Ártico. O objetivo é garantir que agricultores e pesquisadores tenham acesso a uma grande diversidade de sementes e material genético de outras plantas – e um compartilhamento justo dos benefícios resultantes de quaisquer novas variedades.

Fonte: nacoesunidas.org – ONUBR

Artico: degelo custara mais caro para as nacoes do hemisferio sul

arctic-sea-ice-min-volume-comparison-1979-2012-v21Muitos países vêm encarando o degelo da região ártica do planeta, causado pela mudança climática, como uma oportunidade: não só a chamada Passagem de Noroeste, uma rota marítima ligando a Ásia à América do Norte, agora passa cada vez mais tempo aberta, facilitando e barateando o transporte de carga, como já surgem disputas de soberania envolvendo os recursos naturais que poderão vir a ser explorados na região, como o petróleo. Em 2007, um submarino russo plantou uma bandeira do país no leito oceânico por baixo do Polo Norte, e o governo canadense não viu graça nenhuma na proeza.

O degelo pode ter consequências trágicas para a fauna local, e a exploração de petróleo nas águas do Ártico traz o risco de vazamentos e outras catástrofes ecológicas. Mas, a despeito dos alertas de ambientalistas, a visão predominante ainda parece ser a de que as oportunidades superam, em muito, os perigos. Um comentário publicado na revista Nature de 25 de julho, no entanto, busca lançar uma dose de sobriedade em toda a euforia: de acordo com seus autores – pesquisadores da Universidade Erasmus, da Holanda, e de Cambridge, no Reino Unido – o custo do degelo pode superar os US$ 60 trilhões. Pondo o valor em perspectiva, os autores lembram que o PIB global em 2012 ficou em US$ 70 trilhões.

“Muito do custo recairá sobre países em desenvolvimento, que enfrentarão eventos climáticos extremos, saúde pior e perda na produção agrícola, à medida que o aquecimento do Ártico afeta o clima”, escrevem os autores. “Todas as nações serão afetadas, não apenas as do norte”.

De acordo com Gail Whiteman (Universidade Erasmus), Chris Hope e Peter Wadhams (Cambridge), o principal motor da mudança climática global causada pelo degelo do Ártico será a liberação do metano – um poderoso gás causador do efeito estufa – aprisionado no fundo do oceano.

rota-artico[5]“Um reservatório de metano de 50 bilhões de toneladas (…) existe na Plataforma Ártica da Sibéria Oriental”, diz o artigo. Esse gás “provavelmente será liberado à medida que o leito do mar se aquece, seja constantemente, ao longo de 50 anos, ou de modo repentino”.

Para simular os custos gerados por essa emissão de metano, os autores usaram o modelo de computador PAGE09, uma versão atualizada do sistema utilizado na elaboração do Relatório Stern sobre mudança climática, encomendado pelo governo britânico e publicado em 2006.

De acordo com as simulações, 80% dos prejuízos ocorrerão na África, Ásia e América do Sul. “O metano extra amplia as enchentes em áreas de baixa elevação, ondas extremas de calor, secas e tempestades”, diz o artigo.

Se o custo ambiental do degelo será pago por países do hemisfério sul, as nações que se preparam para aproveitar a nova fronteira econômica também se deparam com desafios potencialmente desastrosos nas esferas diplomática e militar. Em artigo de opinião publicado no jornal The New York Times em março deste ano, um oceanógrafo da Universidade da Califórnia, Santa Bárbara, Paul Arthur Beekman, advertia para a necessidade de se evitar uma “Guerra Fria no Ártico”.

“Diversos países, junto com corporações como Exxon Mobil e Duth Shell, preparam-se para explorar as enormes reservas de óleo e gás natural da região. (…) Alguns Estados aumentaram sua presença de pessoal e equipamento militar” na área.

Fonte: Jornal da UNICAMP

Descongelamento do Artico assusta e pode custar ao mundo US$ 60 trilhoes de prejuizo

O metano liberado pelo degelo de um permafrost pode desencadear uma mudança climática catastrófica e devastar a economia global. Pelo menos é o que afirma um grupo de economistas e de cientistas. Um rápido degelo do Ártico poderia provocar uma catástrofe, como uma "bomba-relógio econômica", que iria custar trilhões de dólares e prejudicar o sistema financeiro global.

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Imagem de satélite mostra fusão do permafrost em torno de Liverpool Bay, em territórios do Noroeste do Canadá, na região do Ártico. – Foto: Nasa

Os governos e as indústrias esperavam que o aquecimento generalizado do Ártico ocorrido nos últimos 20 anos pudesse resultar em um "boom" econômico, permitindo a exploração de gás natural e de novos campos de petróleo, bem como a viabilização de nova rota econômica entre a Europa e a Ásia. Mas o desaparecimento do permafrost ártico poderá ocasionar US$ 60 trilhões de prejuízo, de acordo com os pesquisadores que quantificaram pela primeira vez os efeitos climáticos sobre a economia global.

O gelo do Ártico degela e recupera-se em parte, todos os anos. Mas está atualmente em um declínio sem precedentes, sendo que em 2012 caiu para menos de 3,5 milhões de km², ou seja, 40% de sua extensão habitual na década de 1970. A previsão é que por volta de 2020 o Ártico não tenha gelo durante o verão.

"O desaparecimento iminente do gelo marinho de verão no Ártico terá enormes implicações na aceleração da mudança climática, com a liberação de metano das águas off-shore que agora já são capazes de se aquecer no verão", disse o professor Peter Wadhams , chefe do grupo de física oceano Polar da Universidade de Cambridge e um dos autores do artigo publicado na revista Nature.

"Este enorme fluxo de metano terá grandes implicações para as economias globais e das sociedades. Grande parte desses custos seriam suportados pelos países em desenvolvimento, na forma de condições meteorológicas extremas, inundações e os impactos sobre a produção agrícola e de saúde", disse ele.

Northern_Sea_Route_2407O relatório da revista Nature mostra também como armadores mundiais se preparam para enviar um número recorde de embarcações em todo o norte da Rússia, ainda em 2013, cortando quilômetros percorridos entre Ásia e Europa em mais de 35% e redução de custos de até 40%.

De acordo com autoridades russas, 218 navios da Coreia do Sul, China, Japão, Noruega, Alemanha e de outros lugares, até agora, pediram permissão para seguir a "rota marítima do Norte" (NSR) este ano. Esta rota usa o Estreito de Bering, entre a Sibéria e o Alasca e é aberto apenas por alguns meses a cada ano com um quebra-gelo.

E baseados nos registros de degelo do mar Ártico, as empresas de transporte estão ganhando confiança para usar a rota. Em 2012, 46 navios navegavam toda a sua extensão desde o Atlântico ao Pacífico e em 2011 apenas quatro. A rota pode economizar para os navios graneleiros uma média de 10 a15 dias e centenas de toneladas de combustível em uma viagem entre o norte da Noruega e China.

Fonte: guardian.co.uk – artigo: Arctic thawing could cost the world $60tn, scientists say

Smiley nerd Veja mais sobre a perda do Permafrost e suas consequências, aqui no blog, em Permafrost

Fotos da NASA mostram drastico encolhimento de lago salgado no Iraque

Bahr al Milh

Bahr al Milh (também chamado de Lago Razazah) é um "mar" de sal no Iraque, alimentado pelo rio Eufrates via canal. Os níveis de água deste lago raso variam de acordo com as estações do ano, mas na última década os níveis têm sido drasticamente baixos durante todos os anos.

Fonte: NASA / Imagens: Landsat 5, the Enhanced Thematic Mapper Plus instrument onboard Landsat 7, and the Operational Land Imager onboard Landsat 8

Primeira decada do seculo 21 foi a mais quente do planeta, afirma ONU

mudanca climaticaO mundo experimentou “temperaturas extremas com um impacto sem precedentes” entre 2001 e 2010. Mais recordes nacionais de temperaturas foram quebrados do que em qualquer outra década. A afirmação é do relatório das Nações Unidas, que pode ser baixado em ".pdf" no link “O Clima Global 2001-2010, Uma Década de Extremos”, lançado nesta quarta-feira (3 de julho).

Segundo o documento, desde que as medições começaram em 1850, a primeira década do século 21 foi a mais quente em ambos os hemisférios tantos nas temperaturas do solo quanto nos oceanos.

“O aumento das concentrações de gases de efeito estufa que retêm o calor está alterando o nosso clima, com profundas implicações para o nosso ambiente e oceanos, que estão absorvendo dióxido de carbono e calor”, disse o secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Michel Jarraud, que produziu o documento.

O relatório constata que as altas temperaturas foram acompanhadas por um rápido declínio no gelo do mar Ártico e uma acelerada perda de camadas das geleiras do mundo.

Ao longo da última década, o mundo experimentou inundações extremas, secas e ciclones tropicais. Mais de 370 mil pessoas morreram em decorrência desses fenômenos naturais, o que representa um aumento de 20% no número de vítimas se comparado à década anterior.

articoAs inundações foram os desastres naturais mais frequentes ao longo da década. Porém, foi a seca que afetou mais pessoas do que qualquer outro tipo de desastre natural por causa da sua larga escala e longa duração. A bacia amazônica, afirma o documento, está entre os pontos que mais sofreram os impactos negativos desse fenômeno no mundo.

Os ciclones tropicais também foram destaque ao longo da década, matando cerca de 170 mil pessoas e causando danos estimados em 380 bilhões de dólares.

O estudo incorpora os resultados de uma pesquisa com 139 serviços meteorológicos e hidrológicos, além de análises e dados socioeconômicos de várias agências das Nações Unidas e parceiros.

Mais do que analisar as temperaturas globais e regionais, o relatório também mapeou as crescentes concentrações atmosféricas de gases de efeito estufa, concluindo que as concentrações globais de dióxido de carbono na atmosfera aumentaram 39% desde o início da era industrial, em 1750. A concentração de óxido nitroso aumentou 20% e as de metano mais que triplicaram.

Figura 02: Em branco, a extensão atual de mar congelado no Ártico. A linha magenta representa a área média de mar congelado nos período medido entre 1979 a 2000

Fonte: onu.org.br

COP18 prorroga o Protocolo de Kyoto e abre caminho para acordo global em 2015

aquecimento globalO Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, saudou no sábado (8) a prorrogação do Protocolo de Kyoto, resultado da 18ª Conferência das Partes (COP18) da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática (UNFCCC) em Doha, no Qatar. Para ele, a decisão abre caminho para um acordo global juridicamente vinculativo em 2015.

“O Secretário-Geral acredita que ainda há muito a ser feito e pede aos governos, junto com empresas, sociedade civil e cidadãos, que acelerem a ação no campo, de modo que o aumento da temperatura global possa ser limitada a 2º Celsius”, afirmou um comunicado emitido pelo porta-voz de Ban. O aumento da temperatura para além do estabelecido internacionalmente pode causar sérios impactos climáticos.

Na declaração, o chefe da ONU acrescentou que vai aumentar seu envolvimento pessoal nos esforços “para elevar a ambição, aumentar o financiamento do clima e envolver os líderes mundiais uma vez que agora avançamos para o acordo global em 2015″.

Fonte: onu.org.br

Relatório da ONU aponta 2012 como nono ano mais quente desde 1850

407620-arcticiceEste ano entrou para os recordes como o nono em temperaturas mais altas desde 1850, apesar do efeito do La Niña, um fenômeno meteorológico que deveria ter uma influência de resfriamento sobre a atmosfera da Terra, diz um novo relatório das Nações Unidas. As altas temperaturas foram acompanhadas pela fusão sem precedentes de gelo do mar Ártico e extremos climáticos que afetaram muitas partes do mundo.

Os resultados estão entre os destaques do Comunicado Provisório sobre o Estado Global do Clima em 2012 da Organização Metereológica Mundial (OMM), que fornece um resumo anual do tempo e eventos climáticos ao redor do mundo.

O documento foi lançado na Conferência de Mudança Climática da ONU, (COP18) em Doha, no Catar, onde centenas de representantes de governos, organizações internacionais e da sociedade civil estão reunidos para discutir maneiras de reduzir as emissões globais de carbono e o aquecimento global. As atualizações e valores finais do relatório de 2012 serão lançados em março.

A mudança climática está ocorrendo diante de nossos olhos, e continuará ocorrendo como resultado das concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera, que têm aumentado constantemente e alcançaram novamente novos recordes “, afirmou o Secretário-Geral da OMM, Michel Jarraud.

Eventos extremos notáveis foram observados em todo o mundo durante o período de janeiro a outubro de 2012, afirma o relatório, incluindo ondas de calor na América do Norte e Europa, a seca nos Estados Unidos, China, Brasil e partes da Rússia e da Europa Oriental, inundações na região do Sahel , Paquistão e China, e neve e frio extremo na Rússia e na Europa Oriental.

Além disso, a bacia do Atlântico também sofreu uma temporada de furacões acima da média pelo terceiro ano consecutivo, com um total de 19 tempestades e 10 furacões, o principal deles sendo o Sandy, que causou estragos em todo o Caribe e na costa leste dos EUA. O Leste da Ásia também foi severamente impactado por tufões poderosos, o maior sendo o Sanba, que atingiu as Filipinas, o Japão e a Península Coreana.

Fonte: onu.org.br

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