Tragédia nuclear em Chernobyl: ONU pede que seus impactos não sejam esquecidos

chernobylO Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, marcou na última sexta-feira (26) o 27º aniversário do pior acidente nuclear da história, ressaltando que o impacto do desastre de Chernobyl nunca deve ser esquecido, pedindo para que a assistência internacional continue para as pessoas e as regiões afetadas.

“À medida que marcamos os 27 anos após o desastre de Chernobyl, nós honramos os trabalhadores de emergência que arriscaram suas vidas respondendo ao acidente, as mais de 330 mil pessoas que saíram de suas casas e às milhões de pessoas que vivem em áreas contaminadas, traumatizadas pelos persistentes temores sobre sua saúde e meios de subsistência”, disse Ban Ki-moon em um comunicado divulgado pelo seu porta-voz.

As inúmeras mulheres, homens e crianças afetadas pela contaminação radioativa nunca devem ser esquecidos.”

Em 2011, Ban tornou-se o primeiro Secretário-Geral das Nações Unidas a visitar a área, testemunhando em primeira mão a grande perseverança demonstrada pelas pessoas afetadas pela explosão ocorrida na usina nuclear na Ucrânia, em 1986.

A Assembleia Geral da ONU proclamou 2006-2016 a “Década de Recuperação e Desenvolvimento Sustentável” para as regiões afetadas. Há ainda um Plano de Ação das Nações Unidas sobre Chernobyl, que contém uma declaração de princípios adotados por todas as agências da ONU envolvidas nos esforços de recuperação, enfatizando o desenvolvimento econômico e social e a promoção de estilos de vida saudáveis e comunidades autossuficientes.

Fonte: onu.gov.br – Foto acima: máscaras anti-gás em Chernobyl/Timm Suess

radiacaoDesastre de Chernobyl – O reator Número 4 da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, então parte da União Soviética, explodiu no dia 26 de abril de 1986, lançando uma nuvem de radiação sobre grande parte da Europa. A foto da sala de controle, com maquinário danificado, foi tirada no dia 10 de novembro de 2000, dentro do reator Número 4. No momento do acidente, contadores Geiger, que medem radiação ionizante, registraram cerca de 80 mil microroentgens por hora, medida 16 mil vezes acima do limite aceitável. O desastre de Chernobyl começou com um problema em um teste de sistemas, que desencadeou várias explosões e a disseminação de um nuvem radioativa sobre boa parte da Europa. (Créditos: AP Photo/Efrem Lukatsky – Texto/Discovery Brasil)

energia nuclearSaiba mais sobre energia nuclar aqui no blog

Anúncios

Criancas japonesas apresentam nodulos na tireoide depois de acidentes em Fukushima

tireoideAproximadamente 38 mil crianças e adolescentes que vivem na região de Fukushima, no Norte do Japão, foram submetidas a testes para verificação do funcionamento da tiroide. Em 36% das crianças examinadas foram identificados nódulos, porém não houve confirmação de tumor maligno. Mais de 52 mil pessoas ainda estão fora de suas casas em um raio de 20 quilômetros ao redor da Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, desde os acidentes de 2011.

As autoridades decidiram pelos testes, depois de verificar que algumas crianças de províncias vizinhas à Usina de Fukushima Daiichi foram detectadas com nódulos na tiroide. Mas o governo de Fukushima desconsidera a possibilidade de adotar medidas adicionais.

Os especialistas advertem que o iodo radioativo liberado pela usina durante os acidentes nucleares poderá se acumular nas glândulas tiroideas das crianças e aumentar os ricos de câncer. Em março de 2011, a região de Fukushima foi atingida por tsunami, depois de terremoto, que causou vazamentos e explosões radioativas. Desde então, o Japão está em alerta e redobrou os cuidados com a energia nuclear.

Em março de 2013, serão realizados novos testes em 4,5 mil crianças e adolescentes, em três províncias vizinhas de Fukushima. O governo espera assim aliviar a preocupação dos japoneses e detectar eventuais efeitos da radiação libertada pela central nuclear sobre as crianças.

Fonte: Agência Brasil

Brincadeira A tiroide ou tireoide (termo derivado da palavra grega “escudo”, devido ao seu formato) é uma das maiores glândulas endócrinas do corpo. Ela é uma estrutura de dois lobos localizada no pescoço (em frente à traquéia) e produz hormônios, principalmente tiroxina (T4) e triiodotironina (T3), que regulam a taxa do metabolismo e afetam o aumento e a taxa funcional de muitos outros sistemas do corpo. O iodo é um componente essencial tanto do T3 quanto do T4. A tireoide também produz o hormônio calcitonina, que possui um papel muito importante na homeostase do cálcio. O hipertireoidismo (tireoide muito ativa) e hipotireoidismo (tireoide pouco ativa) são os problemas mais comuns da glândula tireoide.

Dengue mata cerca de 20 mil pessoas/ano: USP faz com que radiacao impeça a proliferacao do mosquito

Pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da USP, em Piracicaba, e da empresa Bioagri desenvolveram uma técnica de irradiação para tornar estéril o mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue, criando uma nova frente de combate da doença. A pesquisa interfere no ciclo reprodutivo do inseto, por meio de um processo radioativo, sem fazer uso de produtos químicos e sem gerar qualquer tipo de impacto ambiental.

Por meio de uma baixa dose de radiação gama, o Laboratório de Radiobiologia e Ambiente do Cena conseguiu tornar infecundo o mosquito, que até põe os ovos, mas esses não eclodem as larvas. “Usamos uma quantidade de energia que não mata o inseto, mas provoca mudanças em seu sistema biológico”, explica o professor Valter Arthur, coordenador da pesquisa.

O ciclo de criação passa por ovo, larva, pupa e adulto em, aproximadamente, 14 dias, mas o processo se dá na fase de pupas, que são irradiadas em uma fonte de Cobalto-60, fazendo com que os machos se transformem em insetos estéreis. “Eles até copulam, mas não fertilizam as fêmeas, que são as transmissoras do vírus da dengue, ou seja, o ciclo continua completo. Mas, como os ovos não geram nada, conseguiremos baixar significativamente a infestação do mosquito e, consequentemente, o da doença”, destaca Arthur.

Irradiados
Os mosquitos vêm sendo criados na unidade da Bioagri, instalada em Charqueada, interior de São Paulo, de onde seguem para o laboratório do Cena, local onde são irradiados, num processo em que o instituto especializado da USP detém a tecnologia há 30 anos. “Iniciamos a pesquisa há pouco mais de três meses e ainda estamos determinando a dose esterilizante”, diz Márcio Adriani Gava, diretor técnico da Bioagri.

Posteriormente, iniciaremos os testes de campo, como dispersão, liberação e compatibilidade do Aedes aegypti estéril com a linhagem selvagem”, completou. O professor do Cena define essa pesquisa como uma forma simples de controle biológico ecológica, onde se utilizará o próprio inseto para combatê-lo, sem o uso indiscriminado de inseticidas.

“O objetivo da pesquisa é o de reduzir a transmissão da dengue, por meio da liberação no ambiente de mosquitos machos estéreis em grande quantidade, que competirão com os nativos”, conta Arthur. ”Uma vez copuladas, as fêmeas vão gerar os ovos inférteis, que não eclodirão as larvas, e consequentemente ocorrerá uma diminuição da população de transmissores da dengue.”

Um dos principais problemas de saúde pública no mundo, a dengue mata cerca de 20 mil pessoas por ano e seu tratamento se restringe apenas a combater os sintomas da doença. A técnica testada pelo Cena e pela Bioagri será apresentada durante o Congresso Brasileiro de Entomologia, que acontecerá em Curitiba (Paraná), entre os dias 16 e 20 de setembro.

Fonte: Agência USP de Notícias

Usinas nucleares de Angra terão sistema de armazenamento de lixo atômico em três anos

A Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras que administra a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis, vai concluir a construção da primeira célula-demonstração para contenção do lixo atômico das usinas nucleares dentro de três anos, conforme informou o presidente da estatal, Othon Luiz Pinheiro. Ele garante que o sistema de armazenamento dos rejeitos nucleares é seguro.

A técnica adotada faz o encapsulamento de cada célula do combustível e, depois, o encapsulamento do conjunto de elementos combustíveis atômicos. “É uma proteção a mais”, observa Othon Pinheiro.

Segundo ele, o armazenamento não será imposto a nenhum município, mas aquele que se dispuser a estocar esse lixo será remunerado. “[O município] ganhará royalties por isso. Se nós tivermos a competência para demonstrar que [o sistema] é seguro, vai ter muito município com densidade populacional baixa, sem utilização para terrenos públicos, que vai ganhar com isso, sem nenhuma consequência para a população”.

Apesar de o programa nuclear brasileiro estar sendo revisto, em função do acidente que abalou a Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, no Japão, há um ano, Othon Pinheiro acredita que não há razão para interromper a construção de centrais nucleares no país.

Em construção, Angra 3 deverá entrar em funcionamento em 2016 e vai gerar 1.405 megawatts (MW) de energia. Somando com a produção das outras duas usinas em funcionamento, Angra 1 e 2, contribuirá para a geração de 60% da energia consumida no estado do Rio de Janeiro. Othon Pinheiro destacou que, nos últimos dez anos, a contribuição de energia térmica nuclear ao sistema integrado nacional fica, pelo menos, dentro da média de 2.015 MW.

Para o presidente da Eletrobras, o acidente de Fukushima, um grande vazamento de radiação depois que os reatores foram sacudidos por um forte terremoto terremoto seguido de tsunami, em março do ano passado, acabará provando que a energia nuclear dificilmente será abandonada onde é adotada no mundo.

Mesmo descartando problemas similares aos de Fukushima, a Eletronuclear decidiu construir o prédio do reator de Angra 3 à prova de terremoto. De acordo com Othon Pinheiro, a rotina de trabalho na central nuclear brasileira prima pela segurança e pela qualidade de treinamento do pessoal.

Fonte: Agência Brasil 
 

Resíduo radioativo, ou Lixo Atômico, é formado por resíduos com elementos químicos radioativos que não têm ou deixaram de ter utilidade. É gerado em processos de produção de energia nuclear, tanto em uso pacífico como em armamento nuclear, podendo ainda ser oriundo de outros usos, tais como tratamentos e diagnósticos radiológicos e pesquisa científica.

A destinação do resíduo radioativo é um dos problemas mais sérios resultantes do uso da fissão nuclear para a geração de energia elétrica. O maior perigo apresentado pelo lixo atômico é sua radioatividade, tóxica e cancerígena, mesmo em quantidades pequenas.

A radioatividade desse material diminui com o tempo. Todo radioisótopo tem uma meia-vida T½ (entre frações de segundo e bilhões de anos), ou seja, o tempo necessário para perder metade (½) de sua radioatividade. Todo elemento radioativo decai para um elemento não-radioativo, mas o tempo necessário para que 99,9% dos núcleos radio-isótopos decaiam para núcleos não-radioativos é de aproximadamente 10 vezes T½, que no exemplo do Urânio-235 (o combustível de uma usina nuclear típica) seriam 7 bilhões de anos. (Wikipédia)

O que podemos fazer no caso de uma explosão atômica?

282px-Operation_Upshot-Knothole_-_Badger_002Chernobyl ainda está na memória. A usina russa virou um monumento à radioatividade no meio de uma região fantasma, contaminada, e assim permanecerá por décadas.

Fukushima não foi diferente e a região permanecerá restrita durante pelo menos 40 anos. 

Mas existe algo em comum nesses casos com uma guerra nuclear, ou com uma explosão de bomba atômica: esconder-se da radioatividade é quase impossível, ela é um dos mais temidos inimigos invisíveis do homem.

De acordo com a revista SuperInteressante, “Até 2013,algum canto do planeta deve sofrer um ataque nuclear, de acordo com os EUA. O bateboca para reduzir os arsenais de países não termina, e terroristas estão cada vez mais próximos de materiais como urânio. Já se fala até de bombas que cabem em maletas.”

Não custa nada colocarmos aqui algumas medidas de proteção listadas na revista, pois é um assunto não muito comum e nem muito discutido aqui no Brasil… mas é bom saber:

 

a) PRESERVAR OS SENTIDOS – Nem pense em olhar para o cogumelo formado pela bomba – a energia liberada cria uma luz mais brilhante que a do Sol e é capaz de cegar. A explosão também pode estourar seus tímpanos. Para aliviar a pressão sobre os ouvidos, deixe a boca aberta.

b) CORRA! – Só 10% das vítimas que estão a até 1,5 km do epicentro da explosão sobrevivem. As chances melhoram a partir de 3 km: 50% escapam. O risco não está só no impacto da bomba. Uma radiação letal toma conta do pedaço em até 20 minutos. Para não dar de cara com ela, siga a favor do vento.

c) DESPISTE A RADIAÇÃO – Esconda-se em um lugar subterrâneo, como porões (vale até esgoto no desespero). Se estiver em um prédio, vá para uma sala sem janelas. Tire as roupas e use água e sabão para improvisar uma descontaminação.

d) NÃO SAIA DO ABRIGO – Aconchegue-se, o refúgio será sua casa por até 3 dias. Lá fora estará caindo uma chuva cheia de partículas radioativas derivadas da explosão. Se precisar deixar o abrigo, cubra a pele – o ideal é usar trajes específicos para isso (à venda na internet…)

e) CUIDE DA SAÚDE – Rastros de contaminação podem estar nos alimentos e no seu corpo. Ache comida guardada em locais fechados e use recursos como pílulas de iodeto de potássio, que ajudam a evitar o aparecimento de câncer na tireoide e são entregues pelo governo em casos como esse (assim deveria ser pelo menos).

 

As dicas foram dadas pelos especialistas: Irwin Redlener, diretor do Centro Nacional de Prevenção de Desastres dos EUA; Eletronuclear; Aquilino Senra,professor de engenharia nuclear da Coppe/UFRJ; Instituto Nacional de Câncer; Comissão Nacional de Energia Nuclear.

Fonte: Revista Super Interessante

Autoridades dos Estados Unidos estudam reduzir seu arsenal nuclear

O governo dos Estados Unidos estuda a redução do arsenal nuclear do país. A ideia é diminuir das atuais 1.800 ogivas para 300. Mas há, ainda, a possibilidade de reduzir para 700 ou 1.100 ogivas – essas duas hipóteses são consideradas intermediárias.

O assunto é guardado sob sigilo pelas autoridades norte-americanas. Os Estados Unidos são a principal potência nuclear do mundo. Depois dos Estados Unidos, a França é o país que mais têm centrais nucleares.

O chefe do Estado-Maior norte-americano, general Martin Dempsey, admitiu que há “discussões internas sobre a futura estratégia” e citou o governo da Rússia como um dos  interlocutores do assunto. O porta-voz do Pentágono, George Little, disse que o presidete Barack Obama solicitou ao Departamento de Defesa que apresente várias alternativas sobre o tema. Mas não deu detalhes sobre os projetos.

A divulgação dessas informações ocorre às vésperas da próxima reunião de cúpula sobre segurança nuclear, que ocorrerá na Coreia do Sul. Em 2009, Obama apelou para que o mundo se livrasse da ameaça atômica. À época, Obama havia prometido trabalhar para “um mundo sem armas nucleares”.

Fonte: Agência Brasil

Especialista japonês cobra mais clareza das autoridades sobre acidentes radioativos

O ex-presidente da Comissão de Energia Atômica no Japão, Yoichi Fujii-e, cobrou hoje (8) das autoridades mais clareza nas informações sobre os acidentes nucleares ocorridos no país. Em 11 de março deste ano, um terremoto seguido por tsunami causou danos na Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, no Nordeste do Japão, gerando explosões e vazamentos radioativos. Os acidentes foram considerados piores do que o de Chernobyl (na Ucrânia), em 1986.

Fujii-e disse que um dos erros depois da tragédia foi as autoridades japonesas não terem “informado o que havia acontecido”. Especialista em energia atômica e doutor em engenharia pela Universidade de Tóquio, ele  comandou as investigações sobre as explosões e os vazamentos.

“O grande erro foi que, entre os dias 11 e 16 de março, as autoridades japonesas não informaram o que estava acontecendo. Não conseguiram explicar a diferença entre o terremoto e o acidente nuclear”, disse Fujii-e.

O ex-presidente da Comissão de Energia Atômica defendeu a necessidade de aperfeiçoar a gestão de acidentes. “Com 66 anos de experiência após as armas nucleares em Hiroshima e Nagasaki, nós seguimos a filosofia de que podemos nos recuperar desse acidente. Vamos pensar novamente se podemos superar a tragédia com um trabalho conjunto em âmbito internacional”, disse.

A  Comissão de Energia Atômica do Japão informou que o país precisará de pelo menos 30 anos para desmontar a Usina Nuclear de Fukushima Daiichi. Em setembro, foi anunciado que a radiação no mar de Fukushima é o triplo do que havia sido estimado pela empresa operadora. A contaminação, segundo especialistas, foi causada pelo uso de água para arrefecer os reatores. A água contaminada vazou para o mar.

Fonte: Agência Brasil

%d blogueiros gostam disto: