Pesquisador cria purificador de água à base de energia solar para ajudar os indígenas da aldeia Yanomami

águabox“Estamos interessados em ajudar os indígenas da aldeia Yanomami, que estão morrendo por causa do consumo de água poluída”, relatou o inventor do equipamento, o pesquisador do Inpa Roland Vetter

Por Luciete Pedrosa/Ascom Inpa

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), por meio da Coordenação de Tecnologia Social (COTS), implantará uma unidade do purificador de água, que utiliza raios ultravioleta para a desinfecção de água contaminada de rios, tornando-a potável em poucos segundos, em uma das 12 aldeias Yanomami, localizadas no município de Santa Isabel do Rio Negro (distante 630 quilômetros de Manaus). O equipamento, que será implantado no segundo semestre de 2015, beneficiará cerca de 150 indígenas que enfrentam problemas graves de saúde por causa do consumo de água poluída.

O coordenador do Serviço e Cooperação com o Povo Yanomami (Secoya), associação civil e sem fins lucrativos, Silvio Cavuscens, e a enfermeira Sylvie Petter visitaram o Inpa para conhecer o equipamento. O inventor do aparelho, anteriormente nomeado “Água Box”, o pesquisador Roland Vetter explicou o funcionamento da invenção capaz de desinfectar a água contaminada, porque os micro-organismos em contato com os raios ultravioleta tipo C perdem a capacidade de se multiplicarem.

De acordo com o pesquisador, a luz provoca um dano fotoquímico instantâneo no material genético das microbactérias, o que causa o efeito desinfectante. O equipamento de tamanho compacto pesa 13 quilos, purifica até 400 litros de água por hora, utiliza energia solar e bateria, e a vida útil da lâmpada ultravioleta é de 10 mil horas (o equivalente a três anos de duração).

O invento passou a ser disponibilizado no mercado para venda, agora chamado de “Ecolágua”, no segundo semestre de 2014, pela empresa amazonense Qluz Econergia, que assinou, em 2012, acordo de transferência da tecnologia desenvolvida pelo Inpa, por meio da Coordenação de Extensão Tecnológica e Inovação (Ceti).

A tecnologia já foi implantada em 19 comunidades do município de Benjamim Constant, além de 10 equipamentos instalados em oito aldeias indígenas. No próximo dia 10 de julho, o Inpa instalará dois aparelhos em Nampula, no interior de Moçambique, na África.

“Estamos interessados em ajudar os indígenas da aldeia Yanomami que estão morrendo por causa do consumo de água poluída. Por isso vamos instalar o mais rápido possível uma unidade experimental do purificador de água na aldeia”, disse o pesquisador Vetter.

ultravioletaPara Cavuscens, a expectativa de instalar o purificador de água em uma das aldeias Yanomami é muito grande pelo fato de há muito anos a Secoya estar buscando soluções para reduzir a questão da desnutrição materno-infantil. “Outros problemas de saúde estão afetando a saúde dos Yanomami por conta da má qualidade da água consumida pelos indígenas”, diz o coordenador da associação. “Para nós, este invento do Inpa é um achado, porque é uma solução de baixo custo e de fácil implantação, o que permitirá aos indígenas ganharem qualidade de vida”, acrescentou.   

Cavuscens conta que há quatro anos a Secoya, iniciou um programa de educação em saúde junto à população dos Yanomami no Amazonas, que permite envolver a população na resolução preventiva dos problemas de saúde que atinge a comunidade indígena. Segundo ele, este programa vem sendo desenvolvido mediante três vertentes principais: trabalho de prevenção, controle social e valorização da saúde tradicional.

Na opinião da coordenadora de Tecnologia Social (COTS/Inpa), Denize Gutierrez, esta é mais uma demanda de problema de saúde de veiculação hídrica por contaminação biológica no qual crianças estão morrendo. “Por isso temos que interferir e dar a nossa contribuição”, disse. 

Fonte:  INPA – Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia

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Missão da Nasa vai estudar regiao enigmatica do Sol

726028main_IRIS-solarwings_4838_800-600A agência espacial norte-americana, Nasa, vai lançar no final deste mês de junho/2013, uma missão para estudar o Sol. Batizada de Iris (do inglês, Interface Region Imaging Spectrograph), a missão vai fornecer informações sobre uma região enigmática da atmosfera solar, chamada de interface. O lançamento está previsto para o dia 26 de junho, da Base Aérea de Vandenberg, na Califórnia.

Segundo a Nasa, a região de interface é bastante quente e relativamente fina – para parâmetros espaciais, com 3 mil a 6 mil quilômetros de espessura. O estudo vai compreender de que maneira a energia que aquece a camada superior da atmosfera solar (coroa) chega até lá. A temperatura na interface é quase 1 milhão de graus Celsius, cerca de mil vezes mais do que a da coroa.

Cientistas querem entender porque essa energia tem efeito sobre diversos aspectos do espaço próximo à Terra. Informações da Nasa apontam que, por um lado, apesar da intensa quantidade de energia depositada na região de interface, apenas uma fração ultrapassa as camadas superiores, mas é capaz de impulsionar o vento solar. A região de interface também é a maior fonte de emissão de raios ultravioleta do Sol, que afetam tanto o ambiente do espaço próximo à Terra, quanto o clima do nosso planeta.

677391main_iris_inorbit_946-710A partir de imagens de alta resolução, a missão Iris vai capturar dados em cerca de 1% do Sol ao mesmo tempo. O uso de computação avançada vai ajudar a Nasa a interpretar o que for capturado. De acordo com a agência norte-americana, a leitura dessas informações não poderia ser feita antes do advento dos supercomputadores pela dificuldade em entender o percurso que a energia percorre.

A missão será lançada pelo foguete Pegasus 40 e vai viajar ao redor da Terra na trajetória do nascer do Sol, a cerca de 627 quilômetros acima da superfície da Terra. Essa órbita foi escolhida porque fornece quase oito meses de visão livre do Sol e maximiza a capacidade da Iris para transmitir os dados.

Fonte: Agência Brasil

Cientistas querem produzir pílulas de proteção solar a partir de corais

Equipe quer reproduzir proteção solar natural dos corais (Foto: Albert Kok/Wikimedia Commons)

 

Cientistas esperam utilizar o sistema de defesa natural dos corais contra os nocivos raios ultravioleta do Sol (UV) para produzir uma pílula de proteção solar para consumo humano.

Uma equipe da universidade King’s College, de Londres, visitou a Grande Barreira de Corais da Austrália para desvendar os processos genéticos e bioquímicos por trás do dom inato destes animais.

Leia mais:

BBC Brasil – Notícias – Cientistas querem produzir pílulas de proteção solar a partir de corais.

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