Dia da Terra: uma data para colocarmos o dedo na ferida das preocupções ambientais

belugaDia da Terra: Tem por finalidade criar uma consciência comum aos problemas da contaminação, conservação da biodiversidade e outras preocupações ambientais para proteger a Terra.

A primeira manifestação teve lugar em 22 de abril de 1970. Foi iniciada pelo senador Gaylord Nelson, ativista ambiental, para a criação de uma agenda ambiental.

Para esta manifestação participaram duas mil universidades, dez mil escolas primárias e secundárias e centenas de comunidades. A pressão social teve seus sucessos e o governos dos Estados Unidos criaram a Agencia de Proteção Ambiental (Environmental Protection Agency) e uma série de leis destinadas à proteção do meio ambiente.

Surgiu como um movimento universitário, o Dia da Terra se converteu em um importante acontecimento educativo e informativo. Os grupos ecologistas o utilizam como ocasião para avaliar os problemas do meio ambiente do planeta: a contaminação do ar, água e solos, a destruição de ecossistemas, centenas de milhares de plantas e espécies animais dizimadas, e o esgotamento de recursos não renováveis.

Utiliza-se este dia também para insistir em soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das atividades humanas. Estas soluções incluem a reciclagem de materiais manufaturados, preservação de recursos naturais como o petróleo e a energia, a proibição de utilizar produtos químicos danosos, o fim da destruição de habitats fundamentais como as florestas tropicais e a proteção de espécies ameaçadas. Por esta razão é o Dia da Terra.

Fonte: wikipedia

Brasil tem 627 espécies ameaçadas de extinção

mico leaoO processo de extinção faz parte do curso natural das espécies. Trata-se de um evento lento causado por fatores como o surgimento de competidores mais eficientes e catástrofes naturais. Foi assim com os dinossauros, que, acredita-se, entraram em extinção há milhões de anos por causa dos efeitos climáticos gerados pela queda de um meteorito.

Atualmente, no entanto, a principal ameaça às espécies é o ser humano. Sua intervenção nos ecossistemas do planeta acelerou o desaparecimento de animais e plantas, um processo que deveria ocorrer lentamente. O mau uso dos recursos naturais, a poluição e a expansão urbana estão entre os fatores que degradam ambientes naturais e reduzem o número de habitats para as espécies.

O ser humano também interfere no ciclo natural quando transporta espécies exóticas para além dos limites de sua área de ocorrência original. Muitas vezes, elas multiplicam-se rapidamente e dominam espécies nativas do local para onde foram levadas, causando um desequilíbrio que resulta no empobrecimento dos ambientes, na simplificação dos ecossistemas e na extinção de espécies nativas.

O último levantamento apontou a existência de 627 espécies ameaçadas de extinção. Entre os 26 primatas incluídos na lista, está o mico-leão-dourado, natural da Mata Atlântica, o bioma mais descaracterizado do país. Os mamíferos carnívoros também sofrem com a destruição ou fragmentação de seus habitats, pois precisam de grandes áreas para obter suas presas. É o caso do lobo-guará, encontrado em áreas como o Cerrado e o Pantanal. Entre os animais aquáticos ameaçados está o peixe-boi, caçado em grandes quantidades desde o século 16 e hoje protegido por lei.

Para consultar o último levantamento do Ministério do Meio Ambiente sobre espécies ameaçadas, acesse aqui

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

Reciclagem: IPT desenvolve projeto para obter cimento de residuos da construcao civil

residuos construcaoO cimento pozolânico* pode ser obtido a partir das frações finas de Resíduos de Construção e Demolição, conhecidos no meio técnico pela sigla RCD. A tecnologia é inédita e o processo de fabricação do produto não é gerador de gás carbônico, um dos gases responsáveis pelo chamado efeito estufa. O projeto em desenvolvimento no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) conta com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, e da empresa InterCement, holding para os negócios de cimento do Grupo Camargo Corrêa. Nos próximos três anos banco e empresa investirão R$ 2,5 milhões cada um na pesquisa, totalizando R$ 5 milhões. Os recursos serão investidos em mão de obra, insumos e infraestrutura laboratorial.

Segundo o pesquisador Valdecir Quarcioni, do Laboratório de Materiais de Construção Civil do Centro de Tecnologia de Obras de Infraestrutura do IPT, a nova tecnologia permitirá produzir um cimento de baixo custo e reduzido impacto ambiental. Com características diferentes em comparação às do cimento convencional, suas aplicações também serão diferenciadas. Por exemplo, como base para revestimento de pavimentos rígidos e o reaterro estabilizado de valas de água, esgoto e telefonia.

Posteriormente poderá haver diversificação de aplicações, como na fabricação de argamassas e pré-fabricados de concreto. Em escala, os novos produtos poderão contribuir para diminuir ainda mais as emissões de gás carbônico da indústria do cimento. Seu uso também contribuirá para racionalização do consumo de recursos naturais como agregados, a exemplo de brita e areia. A produção do cimento de RCD ainda contribuirá para diminuir a pressão do volume de resíduos de construção sobre os aterros, ajudando as empresas do setor no cumprimento da nova Política Nacional de Resíduos Sólidos.

A InterCement será responsável pelo lançamento do produto no mercado, caso seja comprovada sua viabilidade de produção em larga escala. A empresa está posicionada entre as 20 maiores do mundo na produção de cimento e agregados. Possui 39 fábricas na América do Sul, Europa e África. “A InterCement está empenhada em atender melhor seus clientes, diferenciando-se no mercado ao apresentar produtos e serviços inovadores”, diz Adriano Augusto Nunes, diretor de Sustentabilidade e Inovação.

Fonte: IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de SP

Smiley nerd *A pozolana é um dos componentes do cimento utilizada na preparação de argamassas pozolânicas, misturada com água e cal hidratada, melhorando as características dos betões e permitindo a sua utilização dentro de água.

Reciclagem de livros – IPT mostra viabilidade na reutilizacao do papel usado em livros didaticos

livros didaticosQuatro milhões de toneladas de papel são recicladas anualmente no Brasil, um volume equivalente a 43,5% do total consumido no País em 12 meses. Este número pode aumentar com o melhor aproveitamento de nichos de materiais, como os livros didáticos usados por alunos de escolas particulares e públicas, principalmente as últimas, nas quais os exemplares são repassados no final de cada série a novos alunos e descartados somente após três anos de uso.

Segundo dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, o FNDE, quase 138 milhões de exemplares foram distribuídos em 2011. Considerando as características médias do livro, ou seja, papel miolo com gramatura de 75 g/m2, formato de 20,5 x 27,5 cm e 200 páginas, um total de 123 mil toneladas de papel tem potencial para reciclagem. Pensando neste nicho, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) realizou um projeto de pesquisa em amostras do miolo e da capa dos livros que mostrou a viabilidade do reaproveitamento do papel em produtos de maior ou menor valor agregado.

O projeto do Laboratório de Papel e Celulose foi proposto para preencher uma lacuna em estudos específicos sobre a reciclagem dos livros didáticos. Grande parte deles é impressa em quatro cores e tem lombada quadrada e miolo fixado com cola de poliuretano. Para um reaproveitamento eficiente, a reciclagem deve promover a remoção dos pigmentos coloridos e da cola a fim de evitar a criação no papel reciclado dos chamados stickies, materiais pegajosos que se depositam sobre o papel e prejudicam o uso e a aparência.

DESAFIOS – Embora represente uma redução no uso de recursos naturais, a reciclagem é um processo mais complexo em comparação à obtenção de fibras virgens porque os papéis a serem recuperados consistem geralmente em uma mistura de diferentes fontes. Eles têm ainda em sua composição uma série de contaminantes, como corantes, revestimentos, tintas de impressão, laminações e adesivos, e materiais que acabaram sendo misturados durante o ciclo de vida ou coleta, como clipes, arames, elásticos e impurezas.

Para a realização do estudo, a equipe do laboratório do IPT selecionou aleatoriamente livros didáticos procedentes de seis editoras diferentes. Foram retiradas as lombadas dos exemplares para a obtenção das aparas e evitar o contato com a seção do livro na qual se encontrava a cola.

Os pesquisadores trabalharam no projeto com dois tipos de amostras, uma formada apenas por aparas do miolo e outra com aparas do miolo e das capas. Os ensaios foram feitos considerando-se dois processos de reciclagem para o estudo, um deles somente da desagregação das amostras e o outro englobando as operações de cozimento em solução alcalina e destintamento.

A equipe do laboratório utilizou no projeto uma série de equipamentos adquiridos no projeto de modernização do IPT, com destaque para a célula de destintamento por flotação, que é o principal método para a reciclagem de materiais impressos pela sua capacidade de retirar partículas hidrofóbicas, ou seja, aquelas que repelem a água.

CONCLUSÕESAs características semelhantes das amostras de livros didáticos usadas nos ensaios permitiram a geração de aparas mais homogêneas, o que facilitou os trabalhos de reciclagem. Os processos envolvendo cozimento com solução alcalina e destintamento resultaram em papéis com pouca ou quase nenhuma sujidade, e com alvura equivalente à dos papéis empregados na confecção dos livros didáticos.

Já a reciclagem pelo método de desagregação não trouxe resultados tão positivos. Os papéis obtidos apresentaram um alto teor de sujidade, a ponto de impedir a determinação de sua alvura, mas isso não descarta a reutilização: sua aplicação pode ser destinada a produtos como chapas de papelão ondulado e cartões multicamada, que não exigem requisitos de aparência.

Fonte: IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de SP

Residuos solidos: cada brasileiro gera mais de 1 Kg de residuos por dia, o Brasil 183 mil Ton/dia

lixoO Brasil gera diariamente uma montanha de 183 mil toneladas de resíduos

De acordo com o IBGE, cada um de nós geramos em média 1,1 quilo de RSD, isto é, resíduos sólidos domiciliares. No caso dos resíduos industriais (RSI) esse volume é calculado em 97,6 milhões de toneladas por ano, de acordo com o Plano Nacional de Resíduos Sólidos. Deste total, 93,8 milhões são perigosos.

A meta é ter um inventário nacional para o conjunto de resíduos produzidos pela indústria, a partir do Cadastro Técnico Federal (CTF), até 2014, que será atualizado a cada dois anos. As empresas potencialmente poluidoras e usuárias de recursos naturais serão obrigadas a enviar seus dados sobre resíduos sólidos.

Estimativa da composição dos resíduos sólidos urbanos coletados no Brasil em 2008:

 

residuos solidos

 

Fonte: Agência SEBRAE

Bolsas de estudos na Alemanha para jovens profissionais das areas de protecao do clima e de recursos naturais

Fundação Alexander von HumboldtA Fundação Humboldt (AvH) oferece 15 bolsas de estudos para jovens profissionais de países emergentes e em desenvolvimento que atuam em áreas de proteção do clima e de recursos naturais.

As bolsas serão concedidas para a realização de estudos no meio acadêmico-científico, seja em empresas, organizações estatais ou não-governamentais. As inscrições estão abertas até 1º de dezembro de 2012.

Para se inscrever é necessário ter curso superior concluído há no máximo 12 anos, qualificação adicional acadêmica ou profissional, confirmação de orientação por parte de um professor na Alemanha, esboço de projeto próprio e capacidade de liderança.

O programa prevê estadia de um ano na Alemanha, bolsa mensal entre 2150 e 2750 euros, curso intensivo de idioma de até dois meses, além de outros benefícios. A implementação da bolsa está prevista para 1º de setembro de 2013. Os bolsistas serão financiados com recursos da Iniciativa Internacional de Proteção Climática do Ministério do Meio Ambiente (BMU).

Os bolsitas selecionados permanecerão na Alemanha por um ano para realizar um projeto, juntamente com um orientador por ele escolhido, com a finalidade de trocar conhecimentos, métodos e técnicas. O objetivo é criar uma rede, na qual especialistas alemães e estrangeiros cooperem internacionalmente a longo prazo, para combater o aquecimento global e suas consequências mundiais.

Mais informações podem ser baixadas em formato PDF, em português, no link: www.daad.org.br

Fonte: Agência FAPESP

Brasil ganha mais duas reservas particulares de Recursos Naturais (RPPN)

rppnO presidente do Instituto Chico Mendes, Roberto Vizentin, assinou uma portaria que cria mais duas reservas particulares de Patrimônio Natural (RPPN) em evento de comemoração aos cinco anos do instituto.

As RPPNs são unidades de conservação e de uso sustentável da biodiversidade que podem também se transformar em fonte de renda para seus proprietários, pois podem ser abertas à visitação pública controlada, com finalidades educacionais, científicas ou simplesmente de lazer.

O Brasil tem 602 RPPNs, somando 480 mil hectares de área particular preservada. Vizentin acha fundamental essa parceria com a iniciativa privada, mas acredita que o país ainda precisa avançar muito nessa área e reconhece que ainda são poucos os incentivos para um cidadão transformar suas terras em área de preservação.

“Neste país se dá incentivo para tudo, mas quando se trata de incentivo para conservação, para o uso sustentável dos recursos naturais, [os incentivos] são muito mais escassos. Acredito que a sociedade e o Congresso devem discutir uma reforma tributária voltada para esta finalidade, para desonerar os setores que queiram implementar estratégias produtivas baseadas na sustentabilidade e na biodiversidade brasileira”, disse o presidente.

No mesmo evento, a ministra Izabella Teixeira fez um balanço das ações do instituto. Ela acredita que houve avanços importantes na criação de áreas protegidas, nas maneiras de fiscalizar e nas novas estratégias de combater queimadas e incêndios florestais, porém ela reconhece que é insustentável o Brasil ainda não ter um plano de regularização fundiária. A ministra diz que até o final do ano espera ter uma proposta para debater com a sociedade brasileira.

Izabella Teixeira acrescentou que pretende ampliar o acesso da população às reservas ambientais. “Só preserva quem conhece”, disse.

Fonte: Agência Brasil

Polegar para cima Conheça as RPPNs pelo mapa interativo em http://www.reservasparticulares.org.br/mapa/

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