UNICEF: Uma em cada quatro crianças viverá em áreas com pouca água até 2040

As crianças mais pobres serão as mais afetadas, uma vez que as mudanças climáticas agravam a crise de água em curso, alertou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no Dia Mundial da Água, marcada nessa quarta-feira (22/03).

UN032913Vanessa Nhleya, de 17 anos, é a chefe de sua família. Aqui, em meio à seca, ela busca água na vila de Siyephi, no distrito de Bullilima Distrito, no sul da príncia de Matebeland, no Zimbábue (foto de 2016). Foto: UNICEF Zimbábue/Mukwazhi

Cerca de 600 milhões de crianças – ou uma em cada quatro crianças em todo o mundo – viverão em áreas com recursos hídricos extremamente limitados até 2040, de acordo com um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) divulgado neste Dia Mundial da Água (22).

O relatório, intitulado “Sedentas por um futuro: Água e crianças em um clima em mudança”, analisa as ameaças à vida e ao bem-estar das crianças causadas por fontes exauridas de água potável e as formas pelas quais a mudança climática intensificará esses riscos nos próximos anos.

“A água é elementar. Sem ela, nada pode crescer. Mas, em todo o mundo, milhões de crianças não têm acesso à água potável – pondo em risco a vida delas, minando sua saúde e prejudicando seu futuro. Essa crise será cada vez maior se não tomarmos, imediatamente, uma ação coletiva”, disse o diretor-executivo do UNICEF, Anthony Lake.

De acordo com o relatório, 36 países enfrentam atualmente níveis extremamente altos de estresse hídrico, que ocorre quando a demanda por água excede em muito a oferta renovável disponível. Temperaturas mais quentes, aumento do nível do mar, aumento das inundações, secas e derretimento de geleiras afetam a qualidade e a disponibilidade de água, bem como os sistemas de saneamento.

O crescimento populacional, o aumento do consumo de água e a maior demanda de água, em grande parte devido à industrialização e à urbanização, estão drenando os recursos hídricos em todo o mundo. Conflitos em muitas partes do mundo também ameaçam o acesso das crianças a água potável.

Todos esses fatores forçam as crianças a usar água insalubre, o que as expõe a doenças potencialmente mortais, como cólera e diarreia. Muitos meninos e meninas em áreas afetadas pela seca gastam horas, todos os dias, coletando água, perdendo a oportunidade de ir à escola. As meninas são especialmente vulneráveis a ataques durante esses momentos.

As crianças mais pobres e mais vulneráveis serão mais afetadas pelo aumento do estresse hídrico, diz o relatório, já que milhões desses meninos e meninas já vivem em áreas com baixo acesso a água potável e saneamento.

Mulheres e meninas gastam 200 milhões de horas coletando água diariamente

Segundo o documento, até 663 milhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso a fontes adequadas de água e 946 milhões de pessoas praticam a defecação ao ar livre. Mais de 800 crianças com menos de 5 anos morrem todos os dias em decorrência da diarreia associada à falta de água, saneamento e higiene.

O UNICEF alertou ainda que, globalmente, as mulheres e as meninas gastam 200 milhões de horas coletando água todos os dias. O impacto das mudanças climáticas sobre as fontes de água não é inevitável, disse a agência da ONU.

O relatório termina com uma série de recomendações que podem ajudar a conter o impacto das mudanças climáticas sobre a vida das crianças.

Tais medidas incluem o planejamento, por parte dos governos, de mudanças na disponibilidade e demanda de água nos próximos anos. Acima de tudo, isso significa priorizar o acesso das crianças mais vulneráveis a água potável acima de outras necessidades de água para maximizar os resultados sociais e de saúde.

Além disso, os riscos climáticos devem ser integrados em todas as políticas e serviços relacionados a água e saneamento, e os investimentos devem visar às populações de alto risco. As empresas precisam trabalhar, ainda de acordo com o UNICEF, com as comunidades para evitar a contaminação e o esgotamento de fontes de água potável.

As próprias comunidades devem explorar formas de diversificar as fontes de água e aumentar sua capacidade de armazenar água com segurança.

“Em um clima em mudança, devemos mudar a maneira como trabalhamos para alcançar aqueles que são mais vulneráveis. Uma das formas mais efetivas de fazer isso é proteger seu acesso a água potável”, disse Lake. Acesse o documento clicando aqui.

Fonte: nacoesunidas.org

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Vontade politica é essencial para garantir agua e saneamento a todos, diz relatorio apoiado pela ONU

agua potavelA liderança política e ações concretas resultaram em progressos na criação de um acesso universal e sustentável ao saneamento decente e água potável. Porém, esforços adicionais são necessários para cumprir os compromissos dentro do prazo de 2014, informa relatório lançado nesta quarta-feira (14/08) pela parceria global “Saneamento e Água para Todos” (SWA, na sigla em inglês) com apoio das Nações Unidas.

O estudo avalia compromissos firmados na Reunião de Alto Nível da SWA que aconteceu em abril de 2012 em Washington, Estados Unidos. O encontro produziu 355 compromissos de 37 países em desenvolvimento e 60 de 11 doadores. O Brasil não participou da reunião.

Segundo o relatório, os países em desenvolvimento informaram a conclusão ou o bom progresso em quase 60% desses compromissos, já os doadores relatam êxito em 80% das metas. Entretanto, apenas 44% dos objetivos dos países em desenvolvimento e 42% dos objetivos dos doadores estão próximos de serem atingidos até a terceira Reunião de Alto Nível da SWA, em abril de 2014.

O relatório afirma que nove países mostraram aumentos significativos de orçamento para o saneamento e água potável e muitos líderes têm dado mais visibilidade política ao setor.

Em 2013, Benin aumentou o orçamento para água e para saneamento em 15% e 20% respectivamente. Na Libéria, uma linha de orçamento para água foi criada junto ao Ministério de Obras Públicas e outras para saneamento e higiene ainda devem ser feitas.

“O relatório de monitoramento mostra realizações excepcionais e comprova que a vontade política e a liderança forte podem impulsionar a ação, mesmo nos ambientes mais difíceis”, disse o presidente da SWA, John Agyekum Kufuor.

O documento lembra que os 15 países em desenvolvimento que assumiram compromissos específicos para combater a defecação a céu aberto têm feito progressos notáveis na ampliação de abordagens para o saneamento. No entanto, dados da ONU mostram que cerca de 1,1 bilhão de pessoas no mundo ainda defecam ao ar livre, o que levou este ano a Assembleia Geral das Nações Unidas a designar 19 de novembro como o Dia Mundial do Banheiro.

Dentre os avanços, o relatório afirma que no Quênia 1.886 aldeias foram declaradas sem defecação ao ar livre e que, na Etiópia, 28% da população rural vive em aldeias nessas mesmas condições. Entre os desafios no combate estão a obtenção de financiamento em larga escala, coordenação de todos os parceiros em torno de um mesmo objetivo e mobilização de pessoal adequado e treinado.

O estudo indica que mais esforços devem ser feitos para incluir diferentes participantes no progresso. Enquanto dois terços dos países em desenvolvimento se consultaram com os parceiros na área de desenvolvimento, apenas 10% solicitaram participação da sociedade civil e de 10% incluíram o Ministério das Finanças. Enquanto isso, a sociedade civil tem se empenhado indiretamente por doadores em conexão com a avaliação.

Os compromissos foram firmados por Afeganistão, Angola, Bangladesh, Benin, Burkina Faso, Burundi, Camarões, Chade, Costa do Marfim, Etiópia, Gâmbia, Gana, Guiné, Laos, Libéria, Madagascar, Mauritânia, Moçambique, Nepal, Níger, Nigéria, Paquistão, Quênia, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Ruanda, Senegal, Serra Leoa, Sri Lanka, Sudão, Sudão do Sul, Tanzânia, Timor-Leste, Togo, Uganda, Zâmbia e Zimbábue.

Fonte: onu.org.br – Foto: ONG WaterAid (screen caption)

Site reúne indicadores dos municípios participantes do Programa Cidades Sustentáveis

cidades sustentaveisUma plataforma criada pelo Programa Cidades Sustentáveis vai reunir dados sobre a situação dos municípios brasileiros. Começaram a ser disponibilizados, na semana passada, 100 indicadores ligados a diversas áreas, como saúde, educação, cultura, meio ambiente e mobilidade. São ao todo 242 prefeituras participantes, sendo que 92 já iniciaram o preenchimento das categorias no site.

Maurício Broinizi, coordenador executivo da Rede Nossa São Paulo e do Programa Cidades Sustentáveis, explica que a sustentabilidade defendida tem conceito abrangente. “Trabalhamos com um conceito de sustentabilidade bastante amplo que não é só ambiental, é a sustentabilidade na educação, na saúde na cultura, na economia, na política, reforçando os instrumentos de democracia”, disse.

O plano, uma inciativa da Rede Nossa São Paulo e do Instituto Ethos, começou durante a campanha eleitoral do ano passado. Mais de 650 candidatos a prefeito assinaram uma carta de compromisso, na qual asseguravam a participação do município no programa, caso fossem eleitos. Venceram a eleição 200 deles, sendo que 42 prefeitos resolvem aderir ao programa posteriormente. Acesse a plataforma

“Fomos surpreendido pela adesão. A gente estava contando em chegar a 100 municípios. Então, superou a nossa expectativa, porque tem muitos de prefeitos em primeira gestão. Eles se interessaram realmente por uma modernização da gestão pública e tentar fazer dela uma gestão que coloque o município no rumo da sustentabilidade”, disse.

Entre os indicadores, existem alguns vitais, como os ligados à saúde. Um deles traz a proporção de leitos hospitalares disponíveis por mil habitantes, que precisam estar dentro dos padrões recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Há também indicadores sobre mortalidade infantil e materna. “São indicadores bastante tradicionais e que mostram um pouco a situação da saúde pública em cada cidade”, disse.

Na área da cultura, há levantamento sobre acervo de livros por habitante nas bibliotecas. A meta é repeitar a recomendação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que estabelece o mínimo de dois livros por habitante. “A gente coloca isso como uma meta razoável, uma referência de meta indicada pela Unesco, e os municípios têm que calcular e ver o número de livros disponibilizados, tanto para adultos quanto para o público infantojuvenil”, disse ele.

Outro levantamento trata de saneamento básico, medindo o número de domicílios atendido pela coleta de esgoto e quanto rebebe tratamento. “A ideia é medir a evolução da coleta e tratamento de esgoto nas cidades, assim como a evolução de água potável ou tratada para os habitantes”, informou.

Alguns indicadores servem apenas para determinados tipos de cidades. Aquelas de grande porte, por exemplo, precisam medir índice de material particulado no ar, como forma de apurar as condições de poluição.

Broinizi destacou que outros índices ainda apresentam lacunas no site, pois nem todas as cidades tinham os dados dos indicadores disponíveis. “Isso é uma política nova no Brasil, os municípios não tinham essa política de levantar os indicadores, usá-los no planejamento público. Então, tem muito município que está com dificuldade de construir alguns indicadores, precisam de técnicos e integrar sistemas de informações”.

Outra situação é a das cidades que decidiram integrar seus Planos Plurianuais (PPAs), que precisam ser entregues até setembro, ao plano de metas do Programa Cidades Sustentáveis. “É um processo importante de modernização, de racionalização e de reforço da necessidade de planejamento na gestão pública no Brasil”, declarou.

Fonte: ebc.com.br

Cinco fotos de cidades brasileiras são finalistas de concurso de fotografia do ONU-HABITAT

O concurso de fotografia do Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT) “Assim vejo minha cidade” anunciou os seus 15 finalistas. Cinco fotos brasileiras, três do Rio de Janeiro e duas de Recife, foram escolhidas para a final.

As três fotos vencedoras serão eleitas através de votação popular no perfil do Facebook. A foto que receber maior número de clicks no “Curtir” ganhará mil dólares. O segundo receberá 500 dólares e o terceiro 200. A votação ficará aberta até 2 de março.

A seleção final do júri do ONU-HABITAT buscou ilustrar os vários problemas das cidades e soluções para combater os desafios colocados pelo rápido crescimento populacional nos centros urbanos.

O concurso recebeu mais de 700 fotografias de vários países latino-americanos. O júri optou por destacar imagens de diferentes regiões das Américas e do Caribe, e que refletem as diversas categorias propostas, tais como transporte, habitação, saneamento, mudança do clima, a cidade como fonte de riqueza e pobreza, bem como segurança.

Para conferir as fotos finalistas, clique aqui.

Fonte: onu.org.br 

Quase todas as cidades brasileiras têm rede de água, mas em 41% delas, nada sai das torneiras

Embora o serviço de abastecimento de água já beneficie quase todas as cidades brasileiras (99,4%), quase um quarto (23%) delas ainda sofre com racionamento. Em 41% dos municípios que contam com rede de distribuição, o desabastecimento dura o ano todo, motivado, principalmente (66%), por secas ou estiagem.

A informação consta do Atlas do Saneamento 2011, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O documento dá uma dimensão territorial às informações da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico de 2008 (PNSB 2008), apresentada no ano passado.

Os dados também revelam desigualdades em termos de abastecimento entre as regiões. Em 2008, dos 5.564 municípios do país, 33, concentrados no Norte e no Nordeste, ainda não dispunham de redes gerais abastecimento de água, sendo 11 na Paraíba. A pesquisa aponta que esse número vem diminuindo ao longo dos anos: de 4,1% em 1998 para 0,6% em 2008.

Ainda segundo o IBGE, em 46,8% dos municípios, o abastecimento de água por rede geral é de responsabilidade de sociedades de economia mista. Em 249, entidades privadas prestam o serviço.

O documento também traz informações sobre o volume diário de água distribuída per capita no país, que segundo o IBGE, é “um bom indicador da eficiência do serviço de abastecimento por rede geral”. Em 2008, esse volume foi 0,32 metros cúbicos (m³), o que corresponde ao consumo diário de 320 litros por pessoa, um aumento de 0,12 m³ no volume médio do país em relação a 1989. A Região Sudeste foi a que registrou a maior elevação, com a distribuição média diária de 0,45 m³ per capita em 2008. 

Fonte: Agência Brasil

Desperdício: levantamento revela que o índice de perda de água tratada no Brasil é elevado

Desperdício: gotejamento lento = 400 L/mês // gotejamento rápido = 1.000 L/mês // gotejamento contínuo = 6.500 L/mês

O coordenador do Sistema Nacional de Informações sobre o Saneamento (Snis), do Ministério das Cidades, Ernani Ciríaco de Miranda, disse que a situação é grave no Brasil em relação às perdas de água tratada, porque os números, “com raras exceções, são sempre muito altos”.

Segundo ele, o país vem trabalhando há alguns anos com um patamar de perda de água entre 37% e 42%. “Esse fato é bom, porque mostra que [o patamar] está estabilizado. Só que em um patamar muito alto. Esse é o lado ruim da história”, ponderou.

Miranda estimou que uma média de perda de água tratada aceitável para o Brasil seria 25%. Explicou que, para isso, o país tem de melhorar o sistema de distribuição à população, o que envolve conserto de vazamentos e solução para o problema da não contabilização de água, seja por roubo, por falta de aparelhos ou por erros de medição.

Transformando o volume de água perdida em valor financeiro, o Snis constatou que o prejuízo atingiu R$ 7 bilhões em 2008. Desse total, 60%, ou o correspondente a R$ 4,2 bilhões, poderiam ser recuperados, “se fosse melhorada a eficiência”.

A perda de água tratada na distribuição subiu 0,5 ponto percentual no Brasil entre 2008 e 2009, passando de 41,1% para 41,6%. O número tanto pode indicar uma acomodação, como uma tendência, disse Miranda. Para uma análise mais conclusiva, será necessário aguardar os próximos resultados do Diagnóstico dos Serviços de Água e Esgoto, acrescentou.

Já a perda de faturamento, que compara o volume de água disponibilizado para ser distribuído com o volume que é faturado, mostrou índice de 37,1%, o menor valor da série iniciada em 1995. No ano anterior, a perda do faturamento foi 37,4%. Ela embute vazamento na rede e tudo que é desviado por meio de ligações clandestinas e erros de medição, entre outros fatores.

“A perda no faturamento é menor do que na distribuição porque os critérios de faturamento das operadoras e autarquias no Brasil acabam levando a uma situação onde se fatura mais do que aquilo que é consumido”, explicou o coordenador do Snis.

Como o valor faturado acaba sendo maior que o consumido, a perda no faturamento resulta menor que na distribuição. Miranda observou, porém, que uma parte significativa da perda de água chega ao consumidor, “porque ele tem uma ligação clandestina, ou submedição de hidrômetro. A água é consumida, mas não é contabilizada. Existem diversos fatores que fazem com que a companhia compute como perda, mas o cidadão usa”.

Alguns especialistas consideram que 40% da água tratada são consumidos no país e 60% são perdidos. O estado do Rio tem, historicamente, nível de perda elevado. A perda de faturamento observada foi 54,1% em 2009, contra 49,6% em 2008. O aumento do índice de perda se deve, segundo Miranda, à piora no desempenho dos sistemas operados pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae).

Fonte: Agência Brasil

O preço do descuido: Investimento para despoluição da Baía de Guanabara deve chegar a US$ 1 bilhão

A Baía de Guanabara vai receber mais de US$ 1 bilhão a partir de novembro para investimento em obras de saneamento e despoluição. O anúncio foi feito hoje (17) pelo governador do Rio, Sérgio Cabral, durante assinatura do Programa de Desenvolvimento de Turismo (Prodetur RJ) com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, no Palácio Guanabara, na zona sul da capital fluminense.

Durante discurso, Cabral anunciou que o BID deve aprovar, em novembro, a liberação de US$ 450 milhões para a Baía de Guanabara.

Além dos recursos do BID, o projeto de despoluição da baía vai receber também US$ 300 milhões do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e US$ 300 milhões do próprio governo do estado.

O Secretário do Ambiente, Carlos Minc, adiantou que os projetos já estão prontos para saírem do papel.

“Esse saneamento vai dobrar a coleta e o tratamento do esgoto da Baía de Guanabara em quatro anos. A partir de dezembro já estaremos licitando as obras. E até o final de 2014 o projeto estará finalizado”, declarou Minc.

Minc explicou que entre os projetos estão o de construção do tronco de esgotamento da Cidade Nova, além da troca de boa parte da rede coletora de esgoto da zona norte carioca.

Fonte: Agência Brasil

O que causou a degradação ambiental da Baía de Guanabara?

 Aterros e assoreamento: Alguns trechos de suas margens foram aterrados para a construção de cais e de vias públicas, como o Aterro do Flamengo, a Avenida Brasil, a Linha Vermelha, a Rodovia Niterói-Manilha, entre outros.

Destruição de manguezais: Dos 260 km² originalmente cobertos por manguezais no entorno da baía, restam hoje apenas 82 km². A destruição desta formação vegetal causa a redução da capacidade de reprodução de diversas espécies de vida aquática e intensifica o processo de assoreamento que, ao longo do tempo, resulta na progressiva redução de profundidade da Baía.

Poluição industrial: Cerca de 400 indústrias, do total de 14.000, são responsáveis pelo lançamento de quantidades expressivas de poluentes na Baía de Guanabara e nos rios da sua bacia.

Uma estimativa da carga diária de poluentes despejada na baía, considera: 400 toneladas de esgoto doméstico, 64 toneladas de resíduos orgânicos industriais, 7 toneladas de óleo, 300 quilos de metais pesados.

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