Entenda como funciona a certificação orgânica no Brasil e como fazer para obter o Selo

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A busca por segurança alimentar, saúde e bem-estar tem sido cada vez maior entre a população mundial, uma tendência que influencia o agronegócio. O Brasil está se consolidando como um grande produtor e exportador de alimentos orgânicos, com mais de 15 mil propriedades certificadas e em processo de transição – 75% pertencentes a agricultores familiares.

Segundo a coordenadora do Centro de Inteligência em Orgânicos (CI Orgânicos), Sylvia Wachsner, a venda de produtos orgânicos tem crescido, em média, 20% ao ano, o que faz dos alimentos orgânicos uma oportunidade para os produtores de pequenas propriedades rurais.

O que é agricultura orgânica?

A agricultura orgânica enfatiza o uso e a prática de manejo sem o uso de fertilizantes sintéticos de alta solubilidade e agrotóxicos, além de reguladores de crescimento e aditivos sintéticos para a alimentação animal.

Esta prática agrícola preocupa-se com a saúde dos seres humanos, dos animais e das plantas, entendendo que seres humanos saudáveis são frutos de solos equilibrados e biologicamente ativos, adotando técnicas integradoras e apostando na diversidade de culturas.

Para tanto, apoia-se em quatro fundamentos básicos:

  • Respeito à natureza: reconhecimento da dependência de recursos naturais não renováveis;
  • A diversificação de culturas: leva ao desenvolvimento de inimigos naturais, sendo item chave para a obtenção de sustentabilidade;
  • O solo é um organismo vivo: o manejo do solo propicia oferta constante de matéria orgânica (adubos verdes, cobertura morta e composto orgânico), resultando em fertilidade do solo;
  • Independência dos sistemas de produção: ao substituir insumos tecnológicos e agroindustriais.

Como funciona no Brasil?

A agricultura orgânica foi regulamentada no Brasil a partir da Lei no. 10831/2003, a qual define sistema orgânico de produção agropecuária como:

“aquele em que se adotam técnicas específicas, mediante a otimização do uso dos recursos naturais e socioeconômicos disponíveis e o respeito à integridade cultural das comunidades rurais, tendo por objetivo a sustentabilidade econômica e ecológica, a maximização dos benefícios sociais, a minimização da dependência de energia não-renovável, empregando, sempre que possível, métodos culturais, biológicos e mecânicos, em contraposição ao uso de materiais sintéticos, a eliminação do uso de organismos geneticamente modificados e radiações ionizantes, em qualquer fase do processo de produção, processamento, armazenamento, distribuição e comercialização, e a proteção do meio ambiente.”

Somente em 2007 as regras de certificação e fiscalização dos orgânicos foram estabelecidas através do Decreto no. 6323/2007.

Como identificar um produto orgânico?

Desde 2011, todos os produtos orgânicos vendidos em estabelecimentos comerciais precisam ser identificados por um Selo do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica (SisOrg) ou, no caso de feiras livres, por uma Declaração de Cadastro no Ministério da Agricultura (MAPA). Este é o certificado de que o produto está em conformidade com as exigências da legislação brasileira.

Tanto a certificação por auditoria quanto o sistema participativo recebem o selo de produto orgânico. Entenda a diferença entre os dois selos:

Certificação por auditoria: uma empresa certificadora credenciada junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) avalia, por meio de auditoria, se os produtos respeitaram os regulamentos técnicos dos orgânicos, desde o plantio até chegarem ao consumidor final. Visitas periódicas são feitas ao agricultor após a certificação inicial, para verificar o cumprimento das normas. Ao Ministério cabe a fiscalização do trabalho das certificadoras.

Exemplos de empresas certificadoras credenciadas pelo MAPA:


Sistema participativo de garantia: são grupos formados por agricultores, consumidores, comerciantes e/ou organizações públicas ou privadas que atuam na rede de produção orgânica. Este grupo é chamado de Organismo Participativo de Avaliação de Conformidade (OPAC) e também precisa estar credenciado junto ao MAPA. É através da auto-certificação que o grupo estabelece a garantia necessária para que a comercialização dos produtos orgânicos aconteça.

Exemplo de Organismos Participativos de Avaliação de Conformidade (Sistemas Participativos):

Os produtos orgânicos vendidos nas feiras livres não possuem selo de orgânico. Para conseguir uma declaração de conformidade orgânica, os agricultores familiares precisam se vincular à uma Organização de Controle Social (OCS), mas para isso, a venda deve ser direta entre o agricultor e o consumidor final. A OCS deve estar cadastrada no MAPA ou em outro órgão fiscalizador conveniado. Desta forma, o feirante terá em mãos um documento que comprova a qualidade e a veracidade de sua produção.

Para vendas a granel, os estabelecimentos devem identificar o nome do fornecedor no local de exposição de todos os produtos orgânicos.

Restaurantes, lanchonetes e hotéis que servem pratos orgânicos ou com ingredientes orgânicos devem manter listas dos ingredientes orgânicos e fornecedores à disposição dos consumidores e da fiscalização.

Como obter a certificação?

Quem vai dar a garantia e dizer se o produto pode levar o selo ou não são as instituições certificadoras, responsáveis pela avaliação, acompanhamento e fiscalização da produção. As certificadoras devem estar credenciadas no MAPA.

Conheça algumas certificadoras:

IBD

A produção orgânica certificada pelo IBD inclui projetos agrícolas, produção de insumos, industrialização de alimentos, pecuária de corte, piscicultura, silvicultura, entre outros. Entre seus clientes figuram tanto grandes produtores e exportadores de produtos agrícolas quanto um número cada vez maior de médios e pequenos agricultores, algumas comunidades indígenas e um quilombo.

A certificação IBD tem credibilidade internacional e é monitorada por instituições como a IFOAM (International Federation of Organic Agriculture Movements), da Inglaterra; DAR, da Alemanha; USDA, dos Estados Unidos; JAS, do Japão e DEMETER International. Além disso, concede a certificação do padrão EUREPGAP (frutas, hortaliças e animais para produção de carne)

EcoSoscial

O selo EcoSocial é uma identificação complementar aos padrões orgânicos IBD. Criado com o objetivo de conferir um certificado adicional aos projetos orgânicos e biodinâmicos que desenvolvem programas de responsabilidade social e ambiental, a certificação EcoSocial promove o monitoramento de ações no campo, assim como a verificação de aspectos sócio-ambientais em conformidade com os princípios do “Fair Trade” e a inspeção adicional ou em conjunto com a inspeção orgânica.

Demeter

Demeter é uma marca que identifica, mundialmente, os produtos biodinâmicos. Os produtos Demeter fazem parte de uma rede ecológica internacional ligada ao Demeter International, sediado na Alemanha.

Abio

A ABIO integra a Rede Agroecologia Rio, Colegiado Estadual de Produtos Orgânicos do Estado do Rio de Janeiro, Colegiado Nacional de Produtos Orgânicos, Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável – CEDRS e a Câmara Setorial de Agricultura Orgânica, e tem como objetivo unir os esforços de entidades de governo e de organizações não-governamentais na geração e na disseminação de tecnologias para a agricultura orgânica.

Ecocert

O critério básico para receber o selo é um mínimo de 95% de ingredientes orgânicos nos alimentos processados, já para ser garantido como um cosmético orgânico, o produto deve ter ao menos 95% de ingredientes vegetais e 95% destes ingredientes devem ser orgânicos certificados – no caso de cosméticos naturais, 50% dos insumos vegetais devem ser orgânicos. A certificação também pondera o comércio justo, o bem estar animal e a responsabilidade da empresa com o social e o meio ambiente.

OIA

A implementação de mecanismos de inspeção e auditoria da Organização Internacional Agropecuária (OIA) baseia-se na avaliação do cumprimento do sistema de produção em cada uma das etapas do processo até que o produto chegue às mãos do consumidor. Por isso, o produto é certificado e identificado com o Selo OIA que indica que foram respeitadas as normas e/ou sistemas de produção pelos quais foi certificado, e respalda o produtor, processador e comercializador diante dos olhos do consumidor oferecendo-lhe confiança e autenticidade a seus produtos.

Compra de produtos orgânicos importados

Os produtos orgânicos importados só poderão ser comercializados no país se atenderem a regulamentação brasileira, não bastando a certificação no país de origem do produto. O exportador deve possuir certificação de conformidade orgânica concedida pelo MAPA ou ser proveniente de país que possua acordo de equivalência ou de reconhecimento mútuo de conformidade orgânica com o Brasil.

Fonte: http://sustentabilidade.sebrae.com.br

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O que é Catapora, sintomas e tratamentos

catapora2A varicela (catapora) é uma doença infecciosa, altamente contagiosa, mas geralmente benigna, causada pelo vírus Varicela-Zoster, que se manifesta com maior frequência em crianças e com incidência no fim do inverno e início da primavera. Uma vez adquirido o vírus, a pessoa fica imune. No entanto, esse vírus permanece em nosso corpo a vida toda e pode ser reativado e causar o Herpes-Zoster, conhecido também como cobreiro. 

A catapora é facilmente transmitida para outras pessoas. O contágio acontece através do contato com o líquido da bolha ou pela tosse, espirro e saliva ou por objetos contaminados pelo vírus. O período de incubação é de 4 a 16 dias e a transmissão se dá entre 1 a 2 dias antes do aparecimento das lesões de pele e até 6 dias depois, quando todas as lesões estiverem na fase de crostas. Deve-se afastar a criança da creche ou escola por 7 dias, a partir do início do aparecimento das manchas vermelhas no corpo.

Os sintomas da catapora, em geral, começam entre 10 e 21 dias após o contágio da doença. Além de manchas vermelhas e bolhas no corpo, a doença também causa mal estar, cansaço, dor de cabeça, perda de apetite e febre baixa. As bolhas surgem inicialmente na face, no tronco ou no couro cabeludo, e se espalham e se transformam em pequenas vesículas cheias de um líquido claro. Em poucos dias o líquido escurece e as bolhas começam a secar e cicatrizam. Este processo causa muita coceira, que pode infeccionar as lesões devido a bactérias das unhas ou de objetos utilizados para coçar. As principais complicações da catapora, nos casos severos ou tratados inadequadamente, são a encefalite, a pneumonia e infecções na pele e ouvido.

Aos primeiros sintomas é necessário procurar um serviço de saúde para que um profissional possa orientar o tratamento e avaliar a gravidade da doença. Para evitar o contágio, é necessário restringir a criança ou adulto com catapora de locais públicos até que todas as lesões de pele estejam cicatrizadas, o que acontece, em média, num período de duas semanas. Mãos, vestimentas e roupas de cama, além de outros objetos que possam estar contaminados, devem passar por higienização vigorosa.

catapora1No tratamento da catapora, em geral, são utilizados analgésicos e antitérmicos, para aliviar a dor de cabeça e baixar a febre, e anti-histamínicos (antialérgicos) para aliviar a coceira. Os cuidados de higiene são muito importantes e devem ser feitos apenas com água e sabão. Para diminuir a coceira, o ideal é fazer compressa de água fria. As vesículas não devem ser coçadas e as crostas não devem ser retiradas. Para evitar que isso aconteça, as unhas devem ser bem cortadas. A medicação a ser ministrada deve ser orientada por profissionais de saúde, pois o uso de analgésicos e antitérmicos à base de ácido acetilsalecílico é contraindicado e pode provocar problemas graves.

Pessoas com catapora não devem ter contato com recém-nascidos, mulheres grávidas ou qualquer indivíduo que esteja com a imunidade baixa (como pessoas com aids ou que estejam realizando quimioterapia), já que a doença pode ser mais grave nestes grupos.

Vacina

Em 2013 o Ministério da Saúde introduziu a vacina tetra viral, que protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora), na rotina de vacinação de crianças entre 15 meses e 2 anos de idade que já tenham sido vacinadas com a primeira dose da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola).

A vacina para varicela (catapora) tem suas indicações precisas, levando em conta a situação epidemiológica da doença, por isso não está disponível de forma universal no SUS.

As indicações são:

1. População indígena a partir de quatro anos de idade;
2. Surto hospitalar da doença: vacinar, até cinco dias após o surto, crianças maiores de 9 meses de idade que tenham imunidade baixa e que estejam dentro do hospital e demais pessoas que estejam suscetíveis.
3. Profissionais de saúde, cuidadores e familiares suscetíveis à doença que estejam em convívio domiciliar ou hospitalar com pacientes com maior risco de contrair a doença com consequências graves, como crianças com câncer, pessoas em geral submetidas à cirurgias, doadores de órgãos e células-tronco, entre outros.
4. Pacientes com doenças renais crônicas
5. Crianças, adolescentes e adultos infectados pelo HIV
6. Doenças dermatológicas graves
7. Pessoas que fazem uso crônico de ácido acetilsalicílico (aspirina). Recomenda-se suspender o uso por seis semanas apos a vacinação.

Fonte: blog.saude.gov.br

Síndrome de Down: respeito e amor são fundamentais no tratamento

A criança com S.D. deve ser tratada como as outras, com carinho, respeito e naturalidade

A alteração de um dos pares de cromossomos da célula humana, o de número 21, foi o fator para determinar a data do Dia Internacional da Síndrome de Down: 21 de Março

O preconceito e o senso de justiça com relação à Síndrome de Down no passado, fez com que essas crianças não tivessem nenhuma chance de se desenvolverem cognitivamente, pais e professores não acreditavam na possibilidade da alfabetização, eram rotuladas como pessoas doentes e, portanto, excluídas do convívio social. Hoje já se sabe que o aluno com Síndrome de Down apresenta dificuldades em decompor tarefas, juntar habilidades e ideias, reter e transferir o que sabem, se adaptar a situações novas, e, portanto, todo aprendizado deve sempre ser estimulado a partir do concreto necessitando de instruções visuais para consolidar o conhecimento.

Uma maneira de incentivar a aprendizagem é o uso do brinquedo e de jogos educativos, tornando a atividade prazerosa e interessante. O ensino deve ser divertido e fazer parte da vida cotidiana, despertando assim o interesse pelo aprender. No processo de aprendizagem a criança com Síndrome de Down deve ser reconhecida como ela é, e não como gostaríamos que fosse. As diferenças devem ser vistas como ponto de partida e não de chegada na educação, para desenvolver estratégias e processos cognitivos adequados.

Um pouco da história…

Em 1862, o médico britânico John Langdon Down descreve a síndrome; baseado nas teorias racistas da época, ele atribui a causa a uma degeneração, que fazia com que filhos de europeus se parecessem com mongóis, e sugere que a causa da degeneração seria a tuberculose nos pais. Apesar do tom racista de Down, ele recomenda que as pessoas com a síndrome sejam treinadas, e que a resposta ao treinamento é sempre positiva.

Durante vários anos, os pais de crianças com Síndrome de Down recebiam a recomendação de entregar as crianças a instituições, que passariam a cuidar delas (pela vida toda). O termo foi referido pela primeira vez pelo editor do The Lancet, em 1961.

Era, até a data, denominado como mongolismo pela semelhança observada por Down na expressão facial de alguns pacientes seus e os indivíduos oriundos da Mongólia. Porém, a designação mongol ou mongolóide dada aos portadores da síndrome ganhou um sentido pejorativo e até ofensivo, pelo que se tornou banida no meio científico. Na Segunda Guerra Mundial, pessoas com qualquer tipo de deficiência (física ou mental) foram exterminadas pelos nazistas, no programa chamado Aktion T4.

Incidência

Efeito da idade materna: quanto maior a idade da mãe, maior o risco da ocorrência da síndrome – Foto: Wikimedia Commons

Estima-se que a incidência da Síndrome de Down seja de um em cada 660 nascimentos, o que torna esta deficiência uma das mais comuns de nível genético. A idade da mãe influencia bastante o risco de concepção de bebé com esta síndrome: em idade de 20 é de 1/1925, em idade de 25 é de 1/1205, em idade de 30 é de 1/885, em idade de 35 é de 1/365, em idade de 40 é de 1/110, em idade de 45 é de 1/32 e aos 49 de 1/11. As grávidas com risco elevado de ter um filho afetado por esta síndrome devem ser encaminhadas para consultas de aconselhamento genético, no âmbito das quais poderão realizar testes genéticos (como a amniocentese).

Tratamento

Vários aspectos podem contribuir para um aumento do desenvolvimento da criança com síndrome de Down: intervenção precoce na aprendizagem, monitorização de problemas comuns como a tiróide, tratamento medicinal sempre que relevante, um ambiente familiar estável e condutor, práticas vocacionais, são alguns exemplos. Por um lado, a síndrome de Down salienta as limitações genéticas e no pouco que se pode fazer para as sobrepor; por outro, também salienta que a educação pode produzir excelentes resultados independentemente do início. Assim, o empenho individual dos pais, professores e terapeutas com estas crianças pode produzir resultados positivos inesperados.

As crianças com Síndrome de Down frequentemente apresentam redução do tônus dos órgãos fonoarticulatórios e, consequentemente, falta de controle motor para articulação dos sons da fala, além de um atraso no desenvolvimento da linguagem. O fonoaudiólogo será o terapeuta responsável por adequar os órgãos responsáveis pela articulação dos sons da fala além de contribuir no desenvolvimento da linguagem.

Os cuidados com a criança com S.D. não variam muito dos que se dão às crianças sem a síndrome. Os pais devem estar atentos a tudo o que a criança comece a fazer sozinha, espontaneamente e devem estimular os seus esforços. Devem ajudar a criança a crescer, evitando que ela se torne dependente; quanto mais a criança aprender a cuidar de si mesma, melhores condições terá para enfrentar o futuro. A criança com S.D. precisa participar da vida da família como as outras crianças. Deve ser tratada como as outras, com carinho, respeito e naturalidade. A pessoa com S.D. quando adolescente e adulta tem uma vida semi-independente. Embora possa não atingir níveis avançados de escolaridade pode trabalhar em diversas outras funções, de acordo com seu nível intelectual. Ela pode praticar esportes, viajar, frequentar festas, etc.

Pessoas com síndrome de Down têm apresentado avanços impressionantes e rompido muitas barreiras. Em todo o mundo, há pessoas com síndrome de Down estudando, trabalhando, vivendo sozinhas, se casando e chegando à universidade. (fonte: Wikipedia)

O mais importante é lembrar que respeito e amor às pessoas com S.D. são ingredientes fundamentais em seu tratamento.

Ecologia e fumantes, tal qual na física: dois “corpos” não ocupam o mesmo espaço

Antes que algum fumante despeje sua cólera por intermédio de uma verborréia desenfreada, já vou logo dizendo: fui fumante por 27 anos… cóf! cóf! 

Desde que criei este blog fui, claro, lidando com diferentes assuntos relacionados ao meio ambiente e aprendendo dia a dia um pouco mais sobre o assunto. Fui também descobrindo pessoas que realmente se preocupam com o planeta e como sua empresa ou seu negócio prejudicam ou contribuem em todo esse processo de conservação ambiental. Tem muita gente consciente e de ação, ainda bem. 

Mas tem também muita gente que se diz preocupada com o planeta, adora “dar uma retuitada” em assuntos deste tema ou compartilhar no Facebook (o que é importante e louvável) mas, porém, não olha para dentro de sua própria vida e não corrige hábitos nada saudáveis: seja para o planeta, seja para sí próprio (o que na realidade é a mesma coisa!).
E confesso: eu era um desses aí….

Que adianta informar, conscientizar os outros, se você mesmo está se poluindo? Com qual autoridade você escreve sobre emissão de CO2 se está com um cigarro aceso na boca? E eu fumava 20 por dia.

Completei hoje 18 meses sem fumar, o que em uma conta rápida significa ter deixado de fumar 10.800 cigarros: isso é coisa pra suicida ou não é? Não tenho mais vontade de fumar, mas os primeiros 3 meses foram difíceis. Não usei chicletes ou adesivos de nicotina: passei no supermercado e fiz um estoque de tudo quanto é porcaria doce e salgada e, mais importante, muita água.

Não existe fórmula para largar o vício, é preciso ter força de vontade no início, depois começa a ficar fácil, eu garanto!

Antes de tentar salvar o planeta, a Amazônia, índios ou um mico Leão Dourado qualquer, salve-se primeiro. No que é relacionado ao meio ambiente simplesmente não é possível a máxima do “faça o que digo, não o que faço”, ela não se aplica. Você não é capaz de contribuir para um planeta melhor se não fizer o mesmo por você, pela sua casa. Fumar, não separar o lixo, desperdiçar água…. coisas mínimas para serem corrigidas em primeiro lugar. Se não conseguir isso, não será capaz de salvar uma árvore sequer. 

Se você é fumante, vai por mim: pare de fumar ontem mesmo! O planeta sofre esperando eternamente um grupo de países decidir se devem ou não diminuir as emissões de CO2. Seu corpo sofre esperando a sua atitude de apagar o cigarro… mas você não precisa de um protocolo de Kyoto, ou de uma Rio+20 né? Decida-se e viva!

Já quanto ao planeta, um acordo entre países para diminuir a emissão de CO2 ou salvar o pouco de florestas que nos resta parece ser mais complicado…. mas você decidir parar de fumar não é. Basta, sim, querer (para salvar o paneta também, mas nossos dirigentes não se deram conta disso ainda).

 Publiquei este artigo em 21/04/2012 –  atualizando hoje, 17/11/2014 – então hoje são 18.000 cigarros que deixei de fumar (e sem cóf, cófs!)

Projeto na Bahia em parceria com PNUD é premiado por defesa de direitos fundamentais

O programa “O MP e os Objetivos do Milênio: Saúde e Educação de Qualidade para todos”, do Ministério Público do Estado da Bahia, recebeu o primeiro lugar no Prêmio do Conselho Nacional do Ministério Público, na categoria de Defesa dos Direitos Fundamentais. O projeto foi destacado dentre 411 iniciativas bem-sucedidas inscritas por Ministérios Públicos de todo o país.

O projeto, desenvolvido em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e com o apoio da Secretaria Geral da Presidência da República, atua em 60 municípios baianos por meio da fiscalização dos estabelecimentos de saúde e de ensino municipais e estaduais, observando as condições estruturais, sanitárias e de prestação do serviço.

direitos fundamentaisO programa se concentra no trabalho preventivo, proativo e permanente para garantir prioritariamente os direitos de cidadania de crianças, adolescentes e enfermos, contribuindo para a qualificação dos serviços públicos de saúde e educação.

As ações do projeto – como a conscientização da sociedade e os agentes públicos sobre a necessidade da aplicação correta de verbas públicas na educação e na saúde – apresentaram uma articulação bem-sucedida entre o Ministério Público e a sociedade civil. Desde o seu lançamento, a iniciativa recebeu o apoio da cantora Claudia Leitte, que estrelou a campanha.

Fonte: onu.org.br

Vai viajar? Ministério lança cartilhas de prevenção da gripe aviária, baixe em .pdf

gripe-aviariaO Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento lançou duas cartilhas na internet para alertar passageiros em aeroportos e produtores sobre os riscos da gripe aviária.

O material informa sobre sintomas da doença nas aves. Entre eles o aumento repentino da mortalidade dos animais em um período de 72 horas, e mudanças de comportamento, como “andar cambaleante” e a ave para de comer. O material também informa aos viajantes alguns cuidados com alimentação nos países de ocorrência do vírus.

Segundo o ministério, o vírus se propaga por meio das secreções, excreções e o contato prolongado com animais infectados. A contaminação pode ocorrer também por meio de equipamentos, vestimentas, ração, água e outros objetos contaminados. Seres humanos podem ser afetados pelo vírus. A transmissão de uma pessoa para outra, no entanto, não foi constatada, de acordo com o ministério.

Em caso de suspeita, a recomendação é que o produtor isole a área e procure um veterinário do Serviço Estadual de Defesa Sanitária Animal ou da Superintendência Federal da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do estado. Além disso, o produtor pode entrar em contato com a ouvidoria do ministério pelo telefone 0800 704 1995.

De acordo com o ministério, o Brasil ocupa a posição de maior exportador mundial de carne de frango. Em 2012, foram vendidos US$ 7,2 bilhões do produto para mais de 140 países.

Baixe as cartilhas em ".pdf" nos links abaixo:

Para o viajante Para o produtor
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Grandes industrias se opoem a estilos de vida saudaveis, afirma diretora-geral da OMS

vida saudavel2Uma vez que as doenças não transmissíveis têm ultrapassado as doenças infecciosas como a principal causa de morte no mundo, os esforços para alcançar uma vida saudável são mais do que nunca imprescindíveis, disse a diretora-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan.

Ela acrescentou que o desenvolvimento econômico tem aumentado as condições para a manifestação dessas doenças.

“Hoje, a situação se inverte. Em vez de as doenças desaparecerem com a melhoria das condições de vida, o progresso socioeconômico está na verdade criando as condições que favorecem o surgimento de doenças não transmissíveis”, disse Chan na segunda-feira (10/06) em seu discurso para a 8ª Conferência Global sobre a Promoção da Saúde, realizada em Helsinque, na Finlândia.

“O crescimento econômico, a modernização e a urbanização abriram uma grande porta de entrada para a propagação de estilos de vida pouco saudáveis”, afirmou Chan. Ela acrescentou aos participantes da conferência que promover estilos de vida saudáveis, atualmente, entra em choque com uma oposição “não tão amigável”.

“Os esforços para prevenir as doenças não transmissíveis vão contra os interesses comerciais de operadores econômicos poderosos. Na minha opinião, este é um dos maiores desafios na promoção da saúde”, disse.

A diretora-geral da OMS chamou a atenção para o fato de que não é só a indústria do tabaco que deve preocupar a saúde pública, mas também as indústrias alimentícias, de refrigerante e do álcool.

De acordo com a chefe da OMS, as empresas desses segmentos temem a regulação e se protegem usando as mesmas táticas, que incluem lobbies, promessas de autorregulação, processos e pesquisas financiadas pelo próprio empreendimento que “confundem as provas e mantém o público em dúvida”.

vida saudavelAlém disso, elas fazem doações e contribuições para causas nobres, que acabam promovendo as empresas como cidadãos corporativos respeitáveis aos olhos dos políticos e do público. Segundo Chan, essas indústrias procuram transferir a responsabilidade pelos danos à saúde para os próprios indivíduos e retratam as ações do governo como interferência nas liberdades pessoais e livre escolha.

“Esta é uma oposição formidável. O poder do mercado prontamente se traduz em poder político. Poucos governos priorizam a saúde no lugar de um grande negócio”, afirmou.

Chan ainda expressou preocupação sobre os esforços das indústrias em moldar as políticas de saúde pública. “Na visão da OMS, a formulação de políticas de saúde deve ser protegida de distorções por interesses comerciais”, concluiu.

Fonte: onu.org.br

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