Solsticio de inverno é comemorado dia 20 de junho, você sabe o que é?

solsticioNascer do Sol sobre Stonehenge na manhã do solstício de verão (21 de Junho de 2005).

Solstício de inverno é um fenômeno astronômico usado para marcar o início do inverno. Ocorre normalmente por volta do dia 21 de Junho no hemisfério sul e 22 de Dezembro no hemisfério norte. Esta data também era de grande importância para diversas culturas antigas, que de um modo geral a associavam simbolicamente a aspectos como o nascimento ou renascimento.

Solstício (sol + sistere, que não se mexe, em latim) consiste no instante em que o Sol atinge maior declinação em latitude em relação à linha do Equador, fato que provoca maior intensidade de radiação solar em um dos hemisférios, caracterizando o solstício de verão (dia maior que a noite). Nesse momento, o outro hemisfério estará em solstício de inverno (quando a noite é maior que o dia).

Podemos dizer, também, que quando é solstício de verão no hemisfério sul, o sol estará “a pino” sobre o Trópico de Capricórnio, pois este se encontra exatamente a 23,5º da Linha do Equador e, portanto, receberá incidência direta da luz solar. Ou o contrário, quando for solstício de verão no hemisfério norte, o sol estará “a pino” sobre o Trópico de Câncer. No equinócio, o sol estará “a pino” sempre sobre as regiões localizadas próximas a linha do equador.

O fenômeno astronômico este ano ocorrerá nesta segunda-feira (20) às 19h34, horário de Brasília, começando oficialmente o inverno.

Fontes: Wikipedia/Infoescola/Brasilescola/calendarr.com

Sol tem a maior mancha em 24 anos – entenda seu tamanho pela foto comparativa

Foto do The Sun Today: Solar Facts and Space Weather.

Foto do The Sun Today: Solar Facts and Space Weather.

Desde 23 de outubro de 2014 essa mancha apareceu e já é considerada a maior mancha solar dos últimos 24 anos! Tempo esse que corresponde a dois ciclos solares.

Denominada de AR12192 ela mede 2.700 MH (milionésimos de um hemisfério solar visível). Para se ter uma idéia dessa escala, a Terra mede 169 MH.

O atual ciclo solar é o 24º. A contagem dos ciclos foi iniciada em 1755.

NASA tira rara foto da Terra com câmera da sonda Cassini, que está na órbita de Saturno

cassini earthA sonda Cassini da NASA capturou esta bela imagem colorida da Terra a partir de sua atual localização no sistema de Saturno, quase 900.000 mil milhas (1,5 mil quilômetros) de distância, em foto capturada neste 19 de julho de 2013.

"Esta imagem da Cassini nos lembra o quão pequeno é o nosso planeta na vastidão do espaço, e também demonstra a engenhosidade dos cidadãos deste planeta minúsculo para enviar uma nave robótica tão longe de casa para estudar Saturno e então fazer com que a nave se voltasse para nosso planeta somente para tirar uma foto da Terra", disse Linda Spilker, cientista do projeto Cassini no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, Califórnia.

Imagens da Terra feitas a partir do sistema solar exterior são raras, porque dessa distância a Terra aparece muito perto do nosso sol. Os detectores sensíveis de uma câmera podem ser danificados se direcionados diretamente para o sol, assim como um ser humano pode danificar sua retina, fazendo o mesmo. Cassini foi capaz de capturar esta imagem porque o sol estava temporariamente transitando por trás de Saturno, do ponto de vista da nave espacial, e a maior parte da luz foi bloqueada desta forma.

Câmera Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech / Space Science Institute

Missão da Nasa vai estudar regiao enigmatica do Sol

726028main_IRIS-solarwings_4838_800-600A agência espacial norte-americana, Nasa, vai lançar no final deste mês de junho/2013, uma missão para estudar o Sol. Batizada de Iris (do inglês, Interface Region Imaging Spectrograph), a missão vai fornecer informações sobre uma região enigmática da atmosfera solar, chamada de interface. O lançamento está previsto para o dia 26 de junho, da Base Aérea de Vandenberg, na Califórnia.

Segundo a Nasa, a região de interface é bastante quente e relativamente fina – para parâmetros espaciais, com 3 mil a 6 mil quilômetros de espessura. O estudo vai compreender de que maneira a energia que aquece a camada superior da atmosfera solar (coroa) chega até lá. A temperatura na interface é quase 1 milhão de graus Celsius, cerca de mil vezes mais do que a da coroa.

Cientistas querem entender porque essa energia tem efeito sobre diversos aspectos do espaço próximo à Terra. Informações da Nasa apontam que, por um lado, apesar da intensa quantidade de energia depositada na região de interface, apenas uma fração ultrapassa as camadas superiores, mas é capaz de impulsionar o vento solar. A região de interface também é a maior fonte de emissão de raios ultravioleta do Sol, que afetam tanto o ambiente do espaço próximo à Terra, quanto o clima do nosso planeta.

677391main_iris_inorbit_946-710A partir de imagens de alta resolução, a missão Iris vai capturar dados em cerca de 1% do Sol ao mesmo tempo. O uso de computação avançada vai ajudar a Nasa a interpretar o que for capturado. De acordo com a agência norte-americana, a leitura dessas informações não poderia ser feita antes do advento dos supercomputadores pela dificuldade em entender o percurso que a energia percorre.

A missão será lançada pelo foguete Pegasus 40 e vai viajar ao redor da Terra na trajetória do nascer do Sol, a cerca de 627 quilômetros acima da superfície da Terra. Essa órbita foi escolhida porque fornece quase oito meses de visão livre do Sol e maximiza a capacidade da Iris para transmitir os dados.

Fonte: Agência Brasil

Experimento brasileiro investigará as mais enigmáticas radiações solares

solUm equipamento brasileiro, para medições da radiação solar na faixa de frequências dos tera-hertz (1 trilhão de Hertz ou 1012 Hz), correspondente a comprimentos de onda inferiores a 1 milímetro, será enviado em breve a 40 quilômetros da superfície terrestre, em voos de longa duração a bordo de balões estratosféricos.

O experimento, denominado Solar-T, destina-se a explorar um dos aspectos menos conhecidos e mais enigmáticos da atividade do Sol. No estudo das emissões solares, a faixa dos tera-hertz (THz) do espectro eletromagnético, situada entre as micro-ondas e o infravermelho próximo, foi praticamente desconsiderada até recentemente.

Imaginava-se que ela fosse pouco importante, abrigando eventualmente apenas a radiação proveniente de fenômenos de origem térmica. Mas descobertas relativamente recentes, realizadas nas frequências de 0,2 THz e 0,4 THz, mudaram essa concepção”, disse o coordenador do experimento, Pierre Kaufmann, do Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie (Craam) da Universidade Presbiteriana Mackenzie, à Agência FAPESP.

As emissões em tera-hertz, associadas a explosões solares, foram detectadas pelo radiotelescópio solar para ondas submilimétricas operado em El Leoncito, nos Andes Argentinos. E, por seu ineditismo, essa descoberta causou grande perplexidade e agitação entre os cientistas.

Ela deu início a uma década de enormes esforços teóricos e experimentais voltados para a elucidação do fenômeno. Foi por isso que dedicamos de oito a nove anos à concepção e à construção do Solar-T, em colaboração com o Centro de Componentes Semicondutores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e o Observatório Solar Bernard Lyot, de Campinas-SP”, comentou Kaufmann.

A suposição é que as emissões em tera-hertz, ou “radiação T”, como às vezes são chamadas, decorram de mecanismos de aceleração de partículas a altos níveis de energia, antes insuspeitados.

Uma das hipóteses é a de que as emissões sejam produzidas por elétrons ultrarrelativísticos [acelerados por campos eletromagnéticos até velocidades próximas à da luz]. “Outras cogitações relacionam sua origem com o decaimento de píons, produzindo pósitrons de alta energia”, disse Kaufmann.

O Solar-T, que poderá ajudar a elucidar esse mistério, é, basicamente, um sistema de fotômetros – medidores de intensidade de fótons. Ou melhor, um aparato composto por: dois fotômetros; coletores; filtros para bloquear radiações de frequências indesejáveis (infravermelho próximo e luz visível), que poderiam mascarar o fenômeno; fontes de alimentação; e sistema de telemetria, para o envio de informações à Terra por ondas de rádio, valendo-se da rede Iridium de satélites.

O Solar-T é um telescópio quase rádio e quase óptico. Não forma imagens, como os telescópios ópticos, mas detecta e mede radiações cujas frequências situam-se entre o limite superior do rádio (micro-ondas) e o limite inferior da luz visível (infravermelho)”, resumiu Kaufmann.

A necessidade de lançar o equipamento à estratosfera se deve ao fato de a atmosfera bloquear quase toda a radiação tera-hertz recebida pela Terra. “A interpretação do mecanismo de produção da radiação T depende da maior obtenção de dados relativos a essa faixa do espectro. E a atmosfera terrestre é altamente opaca a ela”, disse.

Transporte do Solar-T em balões

balao estratosfericoDevido ao alto impacto de artigos publicados em revistas científicas e ao sucesso de apresentações em conferências, os pesquisadores brasileiros receberam o transporte como oferta de colaboração.

“Acolhemos dois convites: um, para um voo de 7 a 10 dias sobre a Rússia, em colaboração com o Instituto de Física Lebedev de Moscou; o outro, para um voo de duas semanas sobre a Antártica, em cooperação com a Universidade da Califórnia em Berkeley”, disse.

Como esses balões gigantescos levam a bordo vários equipamentos, com cargas totais da ordem de 8 a 12 toneladas, e o aparato brasileiro pesa apenas cerca de 60 quilos, as datas de lançamento podem sofrer alterações para a compatibilização dos cronogramas dos diferentes experimentos.

Fonte: Agência FAPESP

Foto da sombra de um eclipse sobre a terra, vista pela estação espacial (ISS)

E como um astronauta na estação espacial vê um eclipse do Sol sobre a terra?

Nessa foto da NASA feita pela ISS, podemos observar a sombra da Lua enquanto movia-se entre a Terra e o Sol, no eclipse de 2006. Nesta imagem a sobra se estende pelo sul da Turquia, norte de Chipre e o mar Mediterrâneo.

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Agencia da NASA (SDO) faz um video espetacular mostrando atividade solar

Usando um filtro especial para capturar essas imagens, a agência da NASA, Solar Dynamics Observatory (SDO) criou esse belo vídeo que mostra os “laços coronais” e ejeções de massa coronal. Pela beleza majestosa do nosso astro-rei, vale curtir o vídeo.

Crédito: NASA / Goddard Space Flight Center.

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