Pico do Jaraguá registra mais raios ascendentes do que a média mundial

Pico do Jaraguá

Pesquisadores do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registraram no período de janeiro a outubro deste ano a ocorrência de 35 raios ascendentes no Pico do Jaraguá – o ponto culminante da cidade de São Paulo, que está a 1.135 metros acima do nível do mar.

De acordo com os pesquisadores, o número é superior à média de outros lugares no mundo onde foi observada a ocorrência desse tipo de raio que, em vez de descer das nuvens de tempestade e atingir o solo – como ocorre com a maioria das descargas atmosféricas –, parte de algo na superfície e se propaga em direção à nuvem.

“Só no mês de outubro registramos no Pico do Jaraguá o mesmo número de raios ascendentes observados durante um ano no Empire State Building, em Nova York, que registra anualmente, em média, 22 raios ascendentes”, disse Marcelo Magalhães Fares Saba, pesquisador do Elat, à Agência FAPESP.

O grupo de pesquisadores do Elat registrou em janeiro, pela primeira vez no Brasil, a ocorrência desse tipo de raio originado por estruturas altas, como torres de telecomunicação ou para-raios de edifícios altos que, em função de suas altitudes, podem concentrar em seus topos grande quantidade de carga elétrica induzida e de sinal oposto à carga da base de uma nuvem de tempestade.

De acordo com Saba, ainda não se sabe por que o Pico do Jaraguá registra um número de raios ascendentes maior do que a média de outros lugares no mundo e o que favorece a formação desse tipo de descarga elétrica. “Algo de especial, que ainda não foi descoberto, ocorre na tempestade que favorece a ocorrência rápida e sequencial de raios para cima”, disse.

O grupo do Elat observou que, enquanto o impacto de um raio descendente é mais distribuído – metade das descargas toca pontos diferentes no solo –, o dos raios ascendentes acaba sendo sempre em um mesmo ponto, o de partida, que pode ser uma torre de televisão ou celular, por exemplo. E que essas descargas atmosféricas podem ocorrer em intervalos muito curtos de tempo, de um minuto ou menos.

“Isso é algo extremamente preocupante para os sistemas de proteção convencionais, que foram projetados para raios descendentes”, disse Saba.

Fonte: Agência FAPESP

Saiba mais sobre raios ascendentes pelo link “Pesquisadores do Elat registram “raios ascendentes” pela primeira vez no Brasil”

Relatório da ONU aponta 2012 como nono ano mais quente desde 1850

407620-arcticiceEste ano entrou para os recordes como o nono em temperaturas mais altas desde 1850, apesar do efeito do La Niña, um fenômeno meteorológico que deveria ter uma influência de resfriamento sobre a atmosfera da Terra, diz um novo relatório das Nações Unidas. As altas temperaturas foram acompanhadas pela fusão sem precedentes de gelo do mar Ártico e extremos climáticos que afetaram muitas partes do mundo.

Os resultados estão entre os destaques do Comunicado Provisório sobre o Estado Global do Clima em 2012 da Organização Metereológica Mundial (OMM), que fornece um resumo anual do tempo e eventos climáticos ao redor do mundo.

O documento foi lançado na Conferência de Mudança Climática da ONU, (COP18) em Doha, no Catar, onde centenas de representantes de governos, organizações internacionais e da sociedade civil estão reunidos para discutir maneiras de reduzir as emissões globais de carbono e o aquecimento global. As atualizações e valores finais do relatório de 2012 serão lançados em março.

A mudança climática está ocorrendo diante de nossos olhos, e continuará ocorrendo como resultado das concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera, que têm aumentado constantemente e alcançaram novamente novos recordes “, afirmou o Secretário-Geral da OMM, Michel Jarraud.

Eventos extremos notáveis foram observados em todo o mundo durante o período de janeiro a outubro de 2012, afirma o relatório, incluindo ondas de calor na América do Norte e Europa, a seca nos Estados Unidos, China, Brasil e partes da Rússia e da Europa Oriental, inundações na região do Sahel , Paquistão e China, e neve e frio extremo na Rússia e na Europa Oriental.

Além disso, a bacia do Atlântico também sofreu uma temporada de furacões acima da média pelo terceiro ano consecutivo, com um total de 19 tempestades e 10 furacões, o principal deles sendo o Sandy, que causou estragos em todo o Caribe e na costa leste dos EUA. O Leste da Ásia também foi severamente impactado por tufões poderosos, o maior sendo o Sanba, que atingiu as Filipinas, o Japão e a Península Coreana.

Fonte: onu.org.br

Responda sinceramente: dentre todos os desastres naturais, de qual você tem medo?

“Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (…)” – Carl Sagan

Nosso planeta é mesmo um pequeno ponto no universo. Frágil, é suscetível às nossas ações. Tudo o que fazemos acaba influenciando o meio ambiente.

Culpa do Homem ou não (isso é outra questão), o planeta tem apresentado variações em seu “comportamento”: alterações climáticas, extinção de animais, falta de água potável, terremotos, tempestades… enfim, uma série de eventos que apontamos como resultado direto da manipulação do meio ambiente pelo Homem.

Dentro do quadro atual, o que você mais teme? Tsunamis, terremotos, tornados, tempestades solares, aumento do nível do mar, aquecimento global… afinal qual o evento que você tem mais receio e por quê? O que nos dias de hoje tira seu sono?

 

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Pesquisadores do Elat registram "raios ascendentes" pela primeira vez no Brasil

Lightnings_sequence_2_animationUm tipo de raio que, em vez de descer das nuvens e atingir o solo – como ocorre com a maioria das descargas atmosféricas –, parte de algo na superfície e se propaga em direção à nuvem começou a chamar a atenção nos últimos anos em países como os Estados Unidos e o Japão, em função dos prejuízos que pode causar para o funcionamento de estruturas altas, como geradores de energia eólica.

Pesquisadores do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registraram pela primeira vez a ocorrência desse tipo de raio no Brasil.

Utilizando câmeras normais e de alta velocidade, eles observaram e gravaram no fim de janeiro e início de março a ocorrência de raios ascendentes no Pico do Jaraguá – o ponto culminante da cidade de São Paulo, a 1.135 metros acima do nível do mar.

Conhecidas como raios ascendentes, essas descargas atmosféricas são originadas por estruturas elevadas, como torres de telecomunicação ou para-raios de edifícios altos.

Em função de suas altitudes, essas estruturas podem concentrar em seus topos uma grande quantidade de carga elétrica induzida e de sinal oposto à carga da base de uma nuvem de tempestade que passa sobre ela. Com isso, durante uma tempestade, inicia-se uma descarga na estrutura que se propaga em direção à nuvem.

“Normalmente são nuvens com carga negativa em sua base que atraem esses raios que saem do solo, geralmente de lugares altos”, disse Marcelo Fares Magalhães Saba, pesquisador do Elat e coordenador do projeto, à Agência FAPESP.

Para determinar o local com maior probabilidade de ocorrência desse tipo de raio no Estado de São Paulo, os pesquisadores utilizaram um sistema de detecção de descargas atmosféricas implementado pelo Inpe com apoio da FAPESP. O sistema indicou que no Pico do Jaraguá ocorre, praticamente, três vezes mais raios do que no restante da cidade.

Por meio de uma câmera de alta velocidade, capaz de registrar 4 mil quadros por segundo, os pesquisadores gravaram no fim de janeiro, durante uma tempestade, a formação de três raios ascendentes, partindo de uma torre de transmissão de 130 metros no Pico do Jaraguá, em um intervalo de apenas 6 minutos.

No início de março, voltaram a registrar a ocorrência de mais três raios ascendentes, originados do mesmo ponto da primeira observação, em apenas 7 minutos, o que é considerado um número muito alto, principalmente quando considerado o pequeno intervalo de tempo. No Empire State Building, em Nova York, por exemplo, com 410 metros de altura, ocorrem em média 26 raios ascendentes por ano.

“Para que um prédio alto seja atingido por três raios ascendentes talvez seja necessário um período de 10 ou 20 anos”, estimou Saba.

Os pesquisadores ainda não conseguem explicar a razão pela qual o Pico do Jaraguá registra um número tão elevado de raios ascendentes. Eles também pretendem investigar se a intensidade desses raios é maior do que a dos descendentes e estimar qual a altura mínima de uma estrutura para promover tal descarga, entre outras questões que pretendem estudar e obter respostas nos próximos anos.

O grupo já observou que enquanto o impacto de um raio descendente é mais distribuído – metade das descargas toca pontos diferentes do solo –, o dos raios ascendentes acaba sendo sempre em um mesmo ponto, o de partida.

“Em geral, há muito mais raios descendentes do que ascendentes. Porém, os primeiros tocam pontos diferentes no solo e os ascendentes sempre saem do mesmo lugar, gerando um estresse muito grande em cima desse ponto, que pode ser uma torre de televisão ou de celular, por exemplo”, disse Saba.

456px-Lightning_over_Oradea_Romania_croppedRever normas de proteção

Segundo Saba, as observações sobre raios ascendentes realizadas pelo grupo podem contribuir para aperfeiçoar as normas de proteção contra raios no Brasil, que são baseadas em raios descendentes.

Com a tendência de se construir torres e empreendimentos cada vez mais altos em cidades como São Paulo, na avaliação do pesquisador será preciso rever as normas de proteção contra raios para essas novas edificações. “Quanto maior a altura, também maior a probabilidade de uma estrutura originar raios ascendentes”, disse.

Saba conta que em países como os Estados Unidos e Japão se busca aumentar o conhecimento sobre a física e as características dos raios ascendentes para proteger turbinas de geração de energia eólica, que podem atingir mais de 150 metros de altura e podem ser destruídas quando originam raios ascendentes.

Como esse tipo de geração de energia vem sendo utilizada e expandida no Brasil, o pesquisador avalia que é importante intensificar os estudos sobre esse tipo de raio também no país, que apresenta a maior incidência de raios no mundo.

Por meio das câmeras de alta velocidade e do sistema de detecção de descargas atmosféricas implantado em São Paulo, os pesquisadores pretendem visualizar a trajetória dos raios ascendentes em três dimensões. Com isso, querem estimar frequência e condições para que o fenômeno ocorra, além de analisar com maior grau de acurácia a velocidade e como se propaga a descarga elétrica.

A pesquisa também poderá contribuir para aprimorar os sistemas de detecção de descargas atmosféricas que monitoram a incidência de raios no Brasil.

“Se sabemos de onde exatamente esses raios ascendentes saem, isso pode ajudar a conferir com maior precisão a localização de raios por esses sistemas de detecção”, disse Saba.

Fonte: Agência FAPESP – Imagens: Wikimedia

Serviço de meteorologia do Parana registra elevada quantidade de raios

RaiosO serviço de meteorologia do Paraná (Simepar) considerou elevada, e segundo o meteorologista Lizandro Jacóbsen, chegou a impressionar, a quantidade de raios que o Sistema de Detecção de Descargas Atmosféricas registrou na noite de ontem (26). Choveu em praticamente todas as regiões. No final da madrugada, a frente fria que atingiu o estado se deslocou em direção à Região Sudeste. Porém, um declínio acentuado nas temperaturas é esperado a partir da noite de hoje (27).

Amanhã (28), o dia deve apresentar temperaturas bastante baixas, podendo gear em várias regiões. Para hoje, o Instituto Nacional de Meteorologia prevê que os termômetros cheguem a marcar 8 graus Celsius (°C) no Rio Grande do Sul.

Segundo boletim do Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciram), a previsão é que a chuva continue, no próximo trimestre, no oeste e meio-oeste catarinense.

Fonte: Agência Brasil

Leia mais sobre o assunto em "Incidência de raios cresce 11% em média nas cidades com mais de 200 mil habitantes"

Em 2011, 302 desastres naturais no mundo geraram mais de 29 mil mortos e US$ 366 bilhões de prejuízos

O ano passado foi marcado por 302 desastres naturais, que mataram 29.782 pessoas no mundo, mas principalmente na Ásia. O Brasil não está fora das estatísticas registrando 900 mortes causadas pelos impactos das inundações e dos deslizamentos de terras provocados pela chuva. A estimativa é que os desastres geraram US$ 366 bilhões de prejuízos. A conclusão é do Escritório das Nações Unidas para a Redução de Riscos de Desastres (cuja sigla em inglês é UNISDR).

Pelos dados da UNISDR, com base em informações do Centro de Investigação sobre a Epidemiologia dos Desastres (Cred), a maior parte das mortes foi provocada pelos efeitos dos terremotos. Pelo menos 20.943 pessoas morreram devido às consequências dos tremores de terra. Do total de mortos, 19.846 ocorreram no Japão.

Porém, 2011 também registrou as inundações no Brasil, os terremotos na Nova Zelândia e no Japão seguido por tsunami, além de tempestades acompanhadas por tornados nos Estados Unidos, o furacão Irene também em território norte-americano e alagamentos na Tailândia, tremores de terra na Turquia e tempestades nas Filipinas.

A UNISDR informou ainda que a elevação das temperaturas também causou problemas, pois 231 pessoas morreram em consequência da mudança climática. No entanto, o alerta da organização é que por dois anos consecutivos, a tendência é de ocorrerem grandes terremotos – em 2011 e 2010 houve registros desses episódios.

A chefe da UNISDR, Margareta Wahlström, lembrou que mais de 220 mil pessoas morreram no Haiti, em janeiro de 2010, em consequência do terremoto registrado no país. O fenômeno, ressaltou ela, não ocorria na região há 200 anos. “A menos que nós nos preparemos para o pior, o mundo estará destinado a ver perdas ainda maiores de vida no futuro”, disse.

O diretor do Cred, Debby Guha-Sapir, acrescentou que os desastres naturais ocorrem em regiões em desenvolvimento e ricas. Para ele, a seca na chamada região do Chifre da África é considerada um fenômeno gravíssimo por provocar mortes em massa e gerar falta de perspectivas para as populações de vários países.

Fonte: Agência Brasil

Fortes chuvas causam estragos nos estados da Região Centro-Oeste

Cuvas em Minas

As fortes chuvas dos últimos dias já causam estragos em estados da Região Centro-Oeste. Em Goiás, ao menos 141 pessoas foram desalojadas desde o final de dezembro. Moradores das cidades de Luziânia, da Cidade de Goiás, de Itumbiara, Porangatu e Palmeiras de Goiás sentem os efeitos da temporada de chuvas. De acordo com a Defesa Civil estadual, pelo menos 112 construções foram danificadas.

Em Luziânia, o Rio Vermelho voltou a subir no último domingo (8), alagando ruas e casas do centro da cidade. Segundo a prefeitura, que decretou estado de emergência, 15 famílias foram desalojadas e tiveram que buscar abrigo na casa de parentes ou amigos. A prefeitura vai fornecer a essas famílias auxílio-aluguel no valor de um salário mínimo (R$ 622) por pelo menos seis meses. De acordo com a Defesa Civil estadual, 16 edificações foram danificadas e serão necessários R$ 6 milhões para reparar os prejuízos, inclusive nas construções particulares que foram atingidas.

Ontem (10), dois diretores da Agência Goiana de Transportes e Obras visitaram a cidade e discutiram a construção de ao menos duas pontes, uma na região central de Luziânia e outra na rodovia GO-010, que liga a cidade a Goiânia. Ainda de acordo com a prefeitura, uma emenda parlamentar destinando R$ 9 milhões ao município foi aprovada no final do ano passado e R$ 2,4 milhões já foram liberados e estão sendo destinados a obras de infraestrutura, como a canalização do córrego do Rio Vermelho.

O governador de Goiás, Marconi Perillo, e o prefeito de Luziânia, Célio da Silveira, estão reunidos neste momento, em Brasília, com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, tratando da liberação de recursos para auxílio às vítimas e reconstrução dos danos.

A Defesa Civil estadual estima que, na Cidade de Goiás, a cheia do Rio Vermelho e do Córrego Manoel Gomes tenha provocado um prejuízo de R$ 5 milhões, afetando parte do calçadão do centro histórico, galerias pluviais e danificado duas pontes. Em Itumbiara, os prejuízos podem ultrapassar R$ 2 milhões. Já em Porangatu, onde 56 casas foram afetadas, os danos chegam a R$ 380 mil. Em Palmeira de Goiás, onde um lago transbordou danificando 35 edificações, o prejuízo estimado é de R$ 1,5 milhão. 

No Distrito Federal, a Defesa Civil informou que nos primeiros dez dias de janeiro já choveu 53% do total esperado para todo o mês. Desde setembro de 2011, dez casas de várias regiões (Ceilândia, Fercal, Park Way, Sobradinho e Planaltina) tiveram de ser interditadas e 36 foram notificadas devido aos riscos decorrentes das chuvas. Vinte e cinco áreas de risco em dez regiões administrativas, identificadas em julho de 2011, estão sendo monitoradas.

Embora não haja registro de mortes, feridos ou desabrigados, a Defesa Civil informou que o volume de chuvas aumenta o risco de desabamento de muros, desmoronamento de encostas, inundações e desabamentos. O órgão alerta as pessoas a ficarem atentas ao aparecimento de trincas ou rachaduras nas paredes, nível de água subindo e à infiltração de água no solo, principalmente em terrenos acidentados.

A previsão é de que continue chovendo em todo o Distrito Federal e em Goiás até a próxima sexta-feira (13).

Fonte: Agência Brasil
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