Sistema de prevencao de desastres naturais devera ser criado nas Americas

desastres naturaisReunidos em Montevidéu, no Uruguai, os ministros da Defesa das Américas (representados por 28 dos 34 países-membros) aprovaram a criação de um Sistema de Cooperação Internacional para Prevenção de Desastres Naturais. As autoridades do Chile apresentaram a proposta em conjunto com representantes de Trinidad e Tobago, do Canadá e do Uruguai. Inicialmente, a ideia é reunir países que queiram integrar o projeto.

Países das Américas sofrem com vários tipos de desastres naturais, como terremotos, tsunamis, erupções de vulcões e alternância entre períodos de chuva intensa e seca. O ministro da Indústria do Chile, Andrew Allamand, disse que a proposta é “um avanço e um sucesso concreto”.

Allamand disse que a implementação do sistema é “relativamente fácil”, pois consiste na criação de um banco de dados alimentado por todos os países em busca de ações humanitárias “rápidas, eficazes e recíprocas”.

Segundo o ministro do Chile, a proposta original sofreu “modificações” nas negociações, mas as alterações não geraram divergências. “Nós buscamos o consenso máximo. As diferenças não foram grandes, espero que, eventualmente, todos os países das Américas participem”, acrescentou.

Fonte: Agência Brasil – Com informações da agência pública de notícias do Paraguai, Ipparaguay

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Fisicos estudam o interior da Terra, uma esfera quase perfeita com 12 mil km de diametro

planetaChegar à Lua, a quase 400 mil quilômetros de distância, ou mandar satélites para conhecer outros planetas pode parecer mais fácil do que conhecer a composição e o funcionamento do interior da Terra, uma esfera quase perfeita com 12 mil quilômetros (km) de diâmetro.

Os furos de sondagem chegaram a apenas 12 km de profundidade, mal vencendo a crosta, a camada mais superficial. Como não podem examinar diretamente o interior do planeta, os cientistas estão se valendo de simulações em computador para entender como se forma e se transforma a massa sólida de minerais das camadas mais profundas do interior do planeta quando submetida a pressões e temperaturas centenas de vezes mais altas que as da superfície.

Como resultado, estão identificando minerais que se formam a milhares de quilômetros da superfície e reconhecendo a possibilidade de existir um volume de água superior a um oceano disperso na espessa massa de rochas sob nossos pés.

A física brasileira RenataWentzcovitch, pesquisadora da Universidade de Minnesota, Estados Unidos, é responsável por descobertas fundamentais sobre o interior do planeta empregando, justamente, técnicas matemáticas e computacionais que desenvolve desde 1990.

Em 1993, ela elucidou a estrutura atômica da perovskita a altas pressões; a perovskita é o mineral mais abundante no manto inferior, a camada mais ampla do interior do planeta, com uma espessura de 2.200 km, bem menos conhecida que as camadas mais externas.

Em 2004 Renata, com sua equipe, identificou a pós-perovskita, mineral que resulta da transformação da perovskita submetida a pressões e temperaturas centenas de vezes mais altas que as da superfície, como nas regiões mais profundas do manto.

Os resultados ajudaram a explicar as velocidades das ondas sísmicas, geradas pelos terremotos, que variam de acordo com as propriedades dos materiais que atravessam e representam um dos meios mais utilizados para entender a composição do interior da Terra.

Agora novos estudos de Renata indicaram que a pós-perovskita tende a se dissociar em óxidos elementares, como óxido de magnésio e óxido de silício, à medida que a pressão e a temperatura aumentam ainda mais, como no interior dos planetas gigantes, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

“Estamos com a faca e o queijo na mão para descobrir a constituição e as diferenças de composição do interior de planetas”, diz. Segundo ela, as técnicas que desenvolveu podem prever o comportamento de estruturas cristalinas complexas, formadas por mais de 150 átomos. “Ao longo do manto terrestre, as estruturas cristalinas dos minerais são diferentes, mas a composição química das camadas do interior da Terra parece ser uniforme.”

O texto completo da reportagem está na edição 198 da revista Pesquisa FAPESP, em: http://revistapesquisa.fapesp.br/?p=15372.

Fonte: Agência FAPESP

Cientistas desvendam semelhancas geologicas entre Africa e America do Sul

africa brasilApós cinco anos de estudos, pesquisadores do Brasil, dos Estados Unidos, da Africa do Sul, Austrália, Alemanha, França, de Portugal, do Uruguai e da Argentina desvendaram as semelhanças geológicas entre os continentes Africano e Sul-Americano. Eles pesquisaram a correlação dos terrenos que formam a parte Oeste da África com o Leste da América do Sul.

Segundo o professor da Universidade de São Paulo (USP) Miguel Basei, coordenador do estudo no Brasil, foi possível definir numerosos locais do Oeste da África que, ao redor de 500 milhões de anos atrás, estavam unidos a seus congêneres sul-americanos. “São terrenos que eram contínuos, mas foram separados quando da abertura do Oceano Atlântico. Essa identificação foi um dos pontos centrais de nossa pesquisa”, declarou Basei.

Pelas simulações feitas, em computador, é possível prever como a dinâmica de movimento dos continentes desenhará o planeta no futuro. Segundo o pesquisador, em 50 milhões ou 100 milhões de anos, haverá uma nova distribuição dos continentes com fusões e fissões das massas continentais atuais. Esse processo, que está em curso, inclui, o aumento da distância entre Brasil e África, com o Oceano Atlântico se abrindo cada vez mais, ressaltou.

Essa abertura dos continentes teve início há 130 milhões de anos e segue gerando reflexos em toda porção Leste da América do Sul. Um exemplo é a criação das bacias onde foram descobertos, recentemente, os poços de petróleo do pré-sal. Basei explica que esses fenômenos, porém, ocorreram em época mais recente do que a abordada pelos projeto. Apesar de não contemplar o período de estudo do projeto, o cientista lembra que a dissipação de energia gerada por esses processos recentes utilizam-se das feições mais antigas. “É importante conhecer a estruturação anterior para sabermos como no futuro elas poderão vir a influenciar este processo”, disse.

Portanto, a previsão de terremotos e vulcões, embora não tenha sido alvo da pesquisa, tem relação com o estudo evolutivo feito sobre os terrenos. Na Cordilheira dos Andes, explica Basei, houve um ‘mergulho’ das placas oceânicas por baixo do continente Sul-Americano. “Esse processo gera vulcanismo e os terremotos, mas isso é porque lá o processo é distinto geologicamente do que ocorre no lado que diz respeito ao Brasil”.

Além da comparação geológica entre os dois continentes, os pesquisadores estudaram a forma como a América do Sul evoluiu. Ela cresceu em sua extremidade Oeste por expansão de terrenos. “Antes da evolução dos Andes, que é uma cadeia de montanhas jovem, nós tivemos inúmeros terrenos que não se formaram na América do Sul, mas que se juntaram a ela em torno de 450 milhões de anos atrás”, conta o pesquisador.

O projeto permitiu a montagem de dois laboratórios que contam com equipamento de última geração: o Shrimp, sigla em inglês para microssonda iônica de alta resolução, e o Laicpms constituído por uma fonte de laser acoplada a um espectrômetro de massas. Ambos permitem a determinação da idade de minerais presentes nas rochas analisadas, forma usada pelos cientistas para caracterizar terrenos de épocas tão distantes. Segundo Basei, o mineral utilizado durante a pesquisa foi o zircão, que tem urânio em sua constituição. Ele conta que, com o tempo, o zircão se desintegra para o chumbo por força da radioatividade. A medição da quantidade desses elementos permite, assim, aos cientistas descobrirem a idade da rocha.

Participaram do estudo 17 pesquisadores brasileiros (11 do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo, um da Universidade Estadual de Campinas, dois da Universidade Federal do Paraná, um da Universidade Federal de Pernambuco e um do Serviço Geológico do Brasil) e 12 cientistas estrangeiros (um dos Estados Unidos, dois da Africa do Sul, um da Austrália, um da Alemanha, um da França, um de Portugal, dois do Uruguai, e três da Argentina).

Fonte: Agência Brasil

Responda sinceramente: dentre todos os desastres naturais, de qual você tem medo?

“Nossas atitudes, nossa pretensa importância de que temos uma posição privilegiada no Universo, tudo isso é posto em dúvida por esse ponto de luz pálida. O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (…)” – Carl Sagan

Nosso planeta é mesmo um pequeno ponto no universo. Frágil, é suscetível às nossas ações. Tudo o que fazemos acaba influenciando o meio ambiente.

Culpa do Homem ou não (isso é outra questão), o planeta tem apresentado variações em seu “comportamento”: alterações climáticas, extinção de animais, falta de água potável, terremotos, tempestades… enfim, uma série de eventos que apontamos como resultado direto da manipulação do meio ambiente pelo Homem.

Dentro do quadro atual, o que você mais teme? Tsunamis, terremotos, tornados, tempestades solares, aumento do nível do mar, aquecimento global… afinal qual o evento que você tem mais receio e por quê? O que nos dias de hoje tira seu sono?

 

 Participe deixando seu comentário: diga para nós de qual desastre natural você tem medo?

O mistério das enormes rochas que, equilibradas umas sobre as outras, resistem aos terremotos nos EUA

Precariously Balanced Rock, ou PBR / Credito: James Brune

A oeste das montanhas de San Bernardino, nos EUA, os cientistas descobriram recentemente um intrigante mistério geológico: enormes rochas equilibradas de modo precário, uma sobre a outra.

O que intrigou os cientistas não foi o fato de estarem “empoleiradas” desta forma, onde as intempéries foram esculpindo as rochas até deixá-las com um formato de pião, perfeitamente equilibradas, mas sim o local. Simplesmente as rochas colossais estão próximas a falha de San Andeas que produz e já produziu de pequenos à famosos terremotos na região.

O termo para designá-las é “Precariously Balanced Rock” ou PBR, em português podemos dizer “rochas precariamente equilibradas”. E o grande mistério a ser desvendado agora é saber como essas rochas mantiveram-se nesta posição durante milênios, em alguns casos por 18.000 anos, em uma área conhecida pelos terremotos.

Falha de Santo André ou Falha de San Andreas (em inglês: San Andreas Fault) é uma falha geológica tangencial que se prolonga por cerca de 1290 km através da Califórnia. A falha de San Andreas marca um limite transformante entre a Placa do Pacífico e a Placa Norte-americana. É uma falha famosa por produzir grandes e devastadores sismos, como o sismo de São Francisco de 1906 que destruiu a cidade.

Os estudos começaram agora, e os cientistas buscam compreender o que manteve essas rochas em equilíbrio suportando os terremotos da região.

 Veja o artigo original (em inglês) em “Mysterious Balancing Rocks Resist Quakes’ Shakes” em OurAmazingPlanet

Governo e responsabilidade: Prevenção é a melhor solução antes que graves problemas ambientais atinjam as populações

A coordenação de atividades é importantíssima em situações de emergência, bem como ter pessoal treinado e equipamentos.

Com os efeitos climáticos, são necessárias discussões sobre assuntos, como atendimentos de emergências, socorros, manipulação de recursos humanos e materiais, auxílio aos desabrigados, distribuição de donativos, centros de agrupamentos, controle de epidemias, gestão de obras, controle de vias, normas de segurança pública, dentre outros em situações de graves problemas ambientais que atinjam as populações.

A coordenação de atividades é importantíssima em situações como esta, para salvar vidas e evitar maiores dores na comunidade em que ocorreram os fatos.

Organizar o pessoal disponível para aperfeiçoar esforços e recursos; analisar os prognósticos meteorológicos das próximas horas; estados das vias de acesso ao socorro; determinar as responsabilidades de cada grupo; comunicar outras autoridades oficiais, ONGS de apoio, comandos militares, comunidades civis organizadas e equipes de especialistas do corpo de bombeiros; evacuação de áreas de risco; criar mecanismos de transporte de pessoas e instrumentos a serem utilizados; verificar a disponibilidade de helicópteros mais próximos para assistência nas áreas de maior risco; organizar logisticamente o transporte de suprimentos humanitários; integrar ações civis e militares em uma força conjunta de resgate; simular situações de evacuação com intuito de diminuir efeitos durante um desastre natural; informar a sociedade e os meios de comunicação de tal forma que não atrapalhe o andamento das atividades de socorro; para onde devem ser transferidos os feridos e mortos; assistência às famílias junto a cartórios, polícia e hospitais; dentre tantas outras providências e analisem que isto não é possível de ser feito com competência sem discussões preventivas sobre situações emergenciais, portanto compete a cada cidade ter uma equipe preparada para situações de risco para minimizar seus efeitos ou então estabelecer parcerias através de consórcios de cidades.

Podem ser considerados desastres naturais situações como: seca, tremores de terra, terremotos, trombas d´água, tornados, maremotos, enchentes, ciclones, deslizamentos de terra, incêndios florestais e outros.

Em casos de ter que montar hospitais de campanha, dividir ou classificar da seguinte forma: cirurgia maior e menor; medicina geral; epidemiologia; atenção médica básica; assistência neurológica, outros como exemplo: queimados, etc.

A elaboração de um programa de melhoramento de comunicação para a coordenação de gestão preventiva ou de resposta a situações emergenciais.

Prioritário em situações emergenciais o restabelecimento da infraestrutura básica como ligações de água, energia elétrica, telefone, gás e outros; limpar as áreas contaminadas com pessoal treinado; coordenar ajuda médica aos afetados; realizar trabalho conjunto e coordenado com outros órgãos; adequar ou construir albergues para alojar a população afetada; transição de socorro ao desenvolvimento em parceria com governo estadual e federal; dentre outros.

Como analisamos é complexo o desenvolvimento de ações de socorro, para tal, é necessário o treinamento dos gestores públicos das cidades para o atendimento mais adequado a população atingida. Que os políticos tomem ciência de suas responsabilidades de governar com maior responsabilidade pública. Espero que os avisos da natureza estabeleçam ações preventivas coordenadas pelos governos em cada localidade. A prevenção sempre é o melhor solução.

Fonte: Pravda.ru 

Em 2011, 302 desastres naturais no mundo geraram mais de 29 mil mortos e US$ 366 bilhões de prejuízos

O ano passado foi marcado por 302 desastres naturais, que mataram 29.782 pessoas no mundo, mas principalmente na Ásia. O Brasil não está fora das estatísticas registrando 900 mortes causadas pelos impactos das inundações e dos deslizamentos de terras provocados pela chuva. A estimativa é que os desastres geraram US$ 366 bilhões de prejuízos. A conclusão é do Escritório das Nações Unidas para a Redução de Riscos de Desastres (cuja sigla em inglês é UNISDR).

Pelos dados da UNISDR, com base em informações do Centro de Investigação sobre a Epidemiologia dos Desastres (Cred), a maior parte das mortes foi provocada pelos efeitos dos terremotos. Pelo menos 20.943 pessoas morreram devido às consequências dos tremores de terra. Do total de mortos, 19.846 ocorreram no Japão.

Porém, 2011 também registrou as inundações no Brasil, os terremotos na Nova Zelândia e no Japão seguido por tsunami, além de tempestades acompanhadas por tornados nos Estados Unidos, o furacão Irene também em território norte-americano e alagamentos na Tailândia, tremores de terra na Turquia e tempestades nas Filipinas.

A UNISDR informou ainda que a elevação das temperaturas também causou problemas, pois 231 pessoas morreram em consequência da mudança climática. No entanto, o alerta da organização é que por dois anos consecutivos, a tendência é de ocorrerem grandes terremotos – em 2011 e 2010 houve registros desses episódios.

A chefe da UNISDR, Margareta Wahlström, lembrou que mais de 220 mil pessoas morreram no Haiti, em janeiro de 2010, em consequência do terremoto registrado no país. O fenômeno, ressaltou ela, não ocorria na região há 200 anos. “A menos que nós nos preparemos para o pior, o mundo estará destinado a ver perdas ainda maiores de vida no futuro”, disse.

O diretor do Cred, Debby Guha-Sapir, acrescentou que os desastres naturais ocorrem em regiões em desenvolvimento e ricas. Para ele, a seca na chamada região do Chifre da África é considerada um fenômeno gravíssimo por provocar mortes em massa e gerar falta de perspectivas para as populações de vários países.

Fonte: Agência Brasil
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