Um Monstro Sobre Nossas Cabeças: Conheça o Cumulus Nimbus, o terror dos céus!

Base do CB… lá vem chuva!

Raios e trovões!

E o dia fica escuro quase como a noite: “lá vem uma chuva daquelas” dizemos. Mas poucos sabem que nesse momento está chegando um monstro que pode ter quase vezes vezes a altura do monte Everest… é o Cumulus Nimbus, ou simplesmente “CB”.

Essa nuvem é o terror da aviação. Com uma base entre 300 e 1.500 metros e um topo que pode ir até 29 quilômetros de altitude, ela é formada por gotas d’água, cristais de gelo, gotas superesfriadas, flocos de neve, granizo de variados tamanhos e… raios e trovões: Gostou da receita?

“CB” pela perspectiva do avião

Estamos acostumados à vê-las por baixo, com sua base baixa e escura. Se estivermos no ar, ou mesmo no campo, com uma perspectiva mais ampla, poderemos ver seu formato característico: uma torre com uma expansão horizontal devido aos ventos superiores, lembrando a forma de uma bigorna de ferreiro e, muitas vezes, se assemelhando à uma explosão atômica.

Enfrentar um CB é quase impossível (a não ser para os caças com suas turbinas extremamente potentes e sua estrutura reforçada para aguentar altas forças G), mesmo para os aviões de grande porte; sabendo dos riscos que correm, o procedimento recomendado na aviação é contorná-lo sempre pela esquerda, no Hemisfério Sul, ou pela direita no Hemisfério Norte, devido a direção dos ventos.

Estrago causado pelo granizo no interior de um CB

Recomenda-se em vôo manter uma distância de 20 Km de um CB. Com todo este movimento ascendente e descendente, dentro e fora da nuvem, a atmosfera fica turbulenta, e este efeito vai se espalhando em volta da nuvem.

E ainda há o perigo do granizo, que pode ser expelido para fora da nuvem a uma distância considerável.

Na próxima tempestade, já sabe, proteja-se e saia de baixo!

5 Respostas to “Um Monstro Sobre Nossas Cabeças: Conheça o Cumulus Nimbus, o terror dos céus!”

  1. Sérgio Pena Says:

    Bom dia! Gostaria de saber se em outros países já possuem instrumentos/métodos para prever eventos meteorológicos envolvendo Cumulus Nimbus. Em algum país haveria como prever um evento como este que ocorreu no Sul de Santa Catarina, neste último domingo (16/10)? Ou em nenhum lugar do mundo ainda se conseguiu prever esses eventos com uma antecedência que possibilitasse à população proteger melhor suas vidas e patrimônios? Obrigado!

    • eco4u Says:

      Olá Sérgio, na realidade cumulus nimbus é um tipo de nuvem cuja formação é prevista quando há previsão temporais em determinada região. Nosso serviço meteorológico tem capacidade para tais previsões. No entanto, em Santa Catarina, ocorreram diversos fenômenos que precisam ser estudados pois existem relatos de tufão e tsunami (lá, dezenas de veículos que estavam estacionados perto do mar ficaram submersos após serem atingidos por uma onda gigante, posteriormente classificada pelo serviço de monitoramento e alerta da Defesa Civil catarinense como um fenômeno cientificamente chamado de “tsunami meteorológico”). Esse tipo de alerta é mais específico, requer mais tecnologia para poder prever com um pouco de antecedência e, assim, a defesa civil poder agir preventivamente.
      O sistema de monitoramento de furacões dos EUA faz isso, mas lá são fenômenos comuns. Como as mudanças climáticas está nos trazendo esse tipo de “novidade”, o Brasil precisa ainda desenvolver um monitoramento preventivo eficaz nesses casos. Veja aqui no blog o texto sobre o “Catarina” https://eco4u.wordpress.com/2011/02/07/o-inexplicavel-catarina-o-primeiro-furacao-no-brasil-estamos-preparados/ – cremos que você irá gostar.
      Abraço,

      equipe Eco4u

  2. Geovane santos nascimento Says:

    Boa !!!!!!! Eu curto um pouco de meteorologia. materia interasante

  3. Prevenindo catástrofes: pesquisa conduzida no Inpe estuda a estrutura interna das tempestades no Brasil « Eco4u Says:

    […] Saiba mais sobre Cumulus Nimbus aqui no blog: Um Monstro Sobre Nossas Cabeças: Conheça o Cumulus Nimbus, o terror dos céus!  […]

    • Sérgio Pena Says:

      Eu sou da região atingida por um dos eventos, o vendaval. No caso da onda, segundo a defesa civil, foi um evento autônomo. Refiro-me, portanto, ao vendaval que ocorreu. É possível prever com antecedência? Há equipamentos que existem em outros países que nós não temos?


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